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Comissão aprova fim de contribuição de servidor inativo

Comissão aprova fim de contribuição de servidor inativo

Aprovado na Comissão especial para examinar o parecer sobre do Deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP) que estabelece a redução gradual da cobrança até o servidor completar 65 anos de idade, quando ficaria isento.

Quando o servidor atingir 61 anos, ele passará a pagar 80% da contribuição. A cada ano essa contribuição cairá 20 pontos percentuais até a isenção completa que ocorrerá aos 65 anos de idade.

A regra vale para todos os aposentados e pensionistas do serviço público, em todos os níveis de governo (federal, estadual e municipal). O substitutivo segue para análise do Plenário, onde deverá ser votado em dois turnos.

Para o Presidente da Nova Central, José Calixto, foi uma vitória que a isenção não chegasse a idade de 70 anos. Assim seguiremos o regime de previdência social dos servidores públicos que é de 65 anos gradual  ou 70 anos compulsoriamente.

Descontos

O relator original da PEC era o deputado Luiz Alberto (PT-BA), que se recusou a aumentar os descontos anuais na contribuição. Segundo o seu relatório — que não foi apoiado nem pelos deputados do seu partido —, a isenção só ocorreria aos 70 anos, porque haveria uma redução de 10 pontos percentuais a cada ano, a partir dos 61 anos.

Atualmente, a contribuição previdenciária de aposentadorias e pensões do serviço público é de 11% sobre a parcela que ultrapassa o teto previdenciário do INSS, hoje em R$ 3.416. De acordo com Arnaldo Faria de Sá, o impacto da isenção sobre os cofres da Previdência será de aproximadamente R$ 1,8 bilhão, sem levar em conta os estados e os municípios.

Principais alterações aprovadas

1) extinção imediata da cobrança dos aposentados por invalidez,

2) extinção da contribuição dos aposentados e pensionistas que tiverem 65 ou mais anos de idade,

3) extinção gradual, a razão de 20% ao ano, a partir dos 61 anos de idade do titular do benefício, até a completa extinção aos 65 anos, e

4) determina a imediata vigência dos itens de 1 a 3, para todos os aposentados e pensionistas dos três níveis de governo – União, estados e municípios – e nos Poderes – Legislativo, Executivo e Judiciário – e órgãos da Administração Pública.

A contribuição, na prática, ficará limitada a 11% da parcela que exceder ao teto do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) atualmente de R$ 3.416,54 e será cobrada apenas dos aposentados e pensionistas com idade inferior a 65 anos.

Tramitação

É relevante destacar que a aprovação da matéria na comissão de mérito foi uma importante vitória, pois desse modo a proposta não poderá ser arquivada em razão do fim da legislatura.

Outro aspecto que merece destaque foi o empenho do deputado Arnaldo Faria de Sá, que apresentou requerimento para desarquivar a proposta e batalhou pela criação e instalação da comissão especial. Agora, a proposta poderá ser votada no plenário, em primeiro turno.

Esqueleto

Como não haverá retroatividade com a mudança (os servidores que já pagaram não poderão reivindicar a devolução), Faria de Sá acredita que a proposta aprovada aliviou o governo da sua “maior preocupação” que, na análise do deputado, seria a criação de um “esqueleto” — passivo sem receita correspondente para os cofres públicos. “Quem já pagou não terá como recuperar o dinheiro”, disse.

Apesar da votação na comissão especial, não há previsão de quando o assunto será analisado pelo Plenário. Os líderes partidários definiram, na terça-feira (13), que a Câmara realizará sessões deliberativas nos dias 3, 4 e 5 de agosto, e depois nos dias 31 de agosto, 1º e 2 de setembro. “Acho que só votaremos depois das eleições”, disse Arnaldo Faria de Sá.

Durante as discussões, o maior opositor ao relatório foi o deputado José Genoíno (PT-SP). Ele alegou o impacto orçamentário e o “princípio da solidariedade” para combater a proposta. Segundo ele, a medida não favorece a distribuição de renda, pois a contribuição – que incide sobre os servidores de maiores salários – serviria para financiar as aposentadorias de menores valores. “Seria mais correto aplicar uma redução por faixa salarial, porque a aplicação do mesmo percentual para todos concentra ainda mais a renda no País”, declarou.

Comissão aprova fim de contribuição de servidor inativo

As 54 vagas do Senado serão disputadas por 268 candidatos

Para as 54 vagas de senador que estarão em disputa nas eleições de outubro há 268 candidatos. Trata-se de um grupo composto majoritariamente por homens – 86,89% – que têm, em sua maioria (54%), entre 45 e 59 anos.

Os casados são mais presentes (59%) sendo que apenas 12% são solteiros. E a escolaridade dos candidatos é alta, a maior parte (74,6%) concluiu o ensino superior, sendo que três (1,19%) possuem apenas o ensino fundamental.

Já as profissões dos candidatos são variadas – há agricultores, policiais, músicos, mas os professores são os que têm a maior representação, se somados os de ensino médio (5,59%) e superior (5,97%). A segunda profissão com mais candidatos ao Senado é a de advogado, com 9,32% das candidaturas.

A maior parte dos candidatos ao Senado já tem experiência na política, principalmente como deputados (11,5%).

Os candidatos à Câmara dos Deputados somam, em todo o país, 5.764; os candidatos às Assembleias Legislativas e à Câmara Distrital do DF chegam a 13.739; e nove candidatos disputarão os votos dos eleitores para a Presidência da República.