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Isenção do IPI dá novo fôlego ao setor moveleiro do Paraná

Isenção do IPI dá novo fôlego ao setor moveleiro do Paraná

Sem o desconto, consumidor optava pela linha branca na hora de renovar a casa; agora, setor espera crescimento de 8%

Maria Gizele da Silva, da sucursal

A isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para móveis dá um novo ânimo no setor moveleiro no Brasil e no Paraná. O consumidor pode ter um desconto de 5% na linha de móveis e isso pode desencadear maior procura – exigindo, consequentemente, maior produção nas fábricas.

A desoneração foi anunciada no fim de março pelo governo federal. A isenção se estende para o setor de laminados. Os papéis de parede terão uma redução de 20% para 10% e o setor produtivo de luminárias e lustres pagará entre 15% e 5% menos. A redução é válida por 90 dias.

Estratégia

Polos produtores de Arapongas e do Sudoeste estão otimistas

O Paraná tem dois Arranjos Produtivos Locais (APL) de móveis: um em Arapongas e outro no Sudoeste. O coordenador do APL de Arapongas, Marcos Aurélio Tudino, está otimista. “O ano começou meio tímido no setor por causa do desconto na linha branca. O período atual é muito bom porque já passaram o carnaval e as grandes feiras do setor”, completa. A região de Arapongas tem cerca de 400 fábricas de móveis que geram 13 mil empregos diretos. É a segunda maior produtora do país, perdendo apenas para Bento Gonçalves (RS).

No APL do Sudoeste, que tem perto de 126 empresas que geram 6 mil empregos, a meta é convencer os varejistas a promover campanhas e convencer os consumidores a adquirir móveis mais baratos. “Estamos trabalhando com alguns varejistas para diminuírem a margem de lucro, para que o produto gire lá na ponta e facilite novos negócios”, demonstra o coordenador do APL do Sudoeste, Edgar Behne.

Na ponta do lápis

Redes varejistas prometem repassar o desconto ao cliente

Nas redes varejistas paranaenses Gazin e Mercadomóveis, o desconto será repassado na ponta, conforme os diretores dos grupos. O superintendente do Mercadomóveis, Márcio Pauliki, espera um crescimento de 30% nas vendas com a redução. “Vamos começar a divulgação no começo de abril”, aponta. O gerente de marketing da Gazin, Edson Oleksyw, também vai repassar a isenção e aposta em crescimento nas vendas. “Todo incentivo gera demanda e isso reflete diretamente no fluxo de pessoas. O mercado ficará ainda mais aquecido nos próximos meses, com toda certeza”, considera.

Suzane e Nilson Agner, moradores em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, não sabiam do desconto no preço dos móveis quando conversaram com a reportagem, mas garantem que vão aproveitar o benefício. “Nós compramos uma geladeira recentemente porque estava mais barato; agora, estamos renovando a cozinha. Com o desconto, mais para a frente, poderemos comprar algum móvel”, acrescenta Nilson.

A abrangência da desoneração e dos descontos para esses setores é uma resposta às reivindicações dos fabricantes após a isenção concedida para a linha branca. Quem estava em dúvida entre comprar um fogão ou um guarda-roupa, por exemplo, comprava o fogão, que estava mais barato.

Desconto repassado

Mas, para surtir efeito na cadeia produtiva, o desconto precisa ser aplicado pelo setor varejista. “Esperamos que o setor cresça 8% porque, com a isenção, as pessoas tendem a comprar mais móveis”, acredita o presidente da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), José Luiz Diaz Fernandez. Mas Aurélio Santana, coordenador do Conselho Moveleiro e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), é mais cauteloso. “No ano passado, quando tivemos uma isenção temporária da linha de móveis, a indústria de painéis não repassou o desconto porque alegou que estava com a tabela defasada em relação aos custos de produção”, explica.

Para Santana, a própria isenção já é um indicador de que o setor estava passando por um mau momento. Ele analisa que a crise norte-americana de 2008 e a crise européia de 2010 a 2011 desaceleraram a exportação de móveis, fazendo com que o mercado interno absorvesse toda a produção, barateando demais os produtos. Outro fator, segundo ele, é a concorrência com os produtos asiáticos. A possibilidade de a rede sueca Ikea vir para o Brasil pode substituir os produtos da indústria nacional pelos importados dentro do conceito da rede.

Para fábrica iniciante, medida veio em boa hora

Desde o ano passado, a fábrica de móveis Casa Melhor vem tentando ganhar espaço no mercado entre as marcas tradicionais. Instalada em um barracão em Ponta Grossa e com apenas oito funcionários, a fábrica pretende ser o início do polo moveleiro dos Campos Gerais. “Já enviei um projeto à Associação Comercial de Ponta Grossa demonstrando que temos todas as condições para um polo moveleiro; temos a matéria-prima, as indústrias de painéis e a logística”, aponta um dos diretores da Casa Melhor, Nelson Canabarro.

O polo ainda não foi consolidado, mas a Casa Melhor já teve a sua primeira conquista: recentemente assinou contrato com o Mercadomóveis, que tem matriz em Ponta Grossa, para o fornecimento de até 3 mil unidades por mês. Os móveis, em material MDF, já estão sendo produzidos.

Para Canabarro, a redução do IPI veio em boa hora. “Com a isenção, a nossa intenção é engrenar o processo de produção e assim gerar emprego e renda na cidade”, diz. Hoje, a rede Mercadomóveis se abastece com produtos comprados no Arranjo Produtivo Local (APL) de Arapongas e em Bento Gonçalves (RS). “Temos uma quebra na cadeia produtiva, porque o restante do material é daqui, mas a compra das unidades ocorre fora”, completa Canabarro. Com o crescimento dos pedidos, a expectativa dos diretores é expandir a marca para outras redes varejistas.

Para o presidente do sindicato, Luiz Fernando Tedeschi, a isenção será sentida em toda a cadeia produtiva. “Com certeza deve beneficiar, mas ainda não se pode quantificar, pois o impacto abrange toda a cadeia produtiva, ocorrendo um efeito cascata bem significativo, pois a carga tributária é reduzida em toda a sua extensão. A indústria deve perceber isso ao longo dos próximos meses”, diz, acrescentando que certamente ocorrerá uma redução do preço para o consumidor final.


Isenção do IPI dá novo fôlego ao setor moveleiro do Paraná

A terceirização é um retrocesso trabalhista? SIM

O trabalhador como mercadoria

Um tema que deve ser debatido em breve no Congresso Nacional é a terceirização.

Desde o ano passado, o assunto ganhou espaço e foi objeto da primeira audiência pública do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Há vários mitos, verdades e interesses que precisam ser identificados e discutidos pelos deputados, pelos senadores e pela sociedade.

O que muitos costumam chamar de terceirização não passa, na maioria das vezes, de prática ilegal de intermediação de mão de obra.

O critério da atividade-fim ou atividade-meio de nada vale se estiverem presentes os elementos caracterizadores da relação formal de emprego: pessoalidade, subordinação, habitualidade e onerosidade.

Essa forma de contratação tem sido usada pelas empresas para reduzir custos com pessoal e aumentar a rentabilidade e o lucro.

Afirmações como “a terceirização é geradora de empregos”, “é através dela que se eleva a eficiência do trabalho”, “é um jeito moderno de gestão e organização da produção” e “é um processo irreversível e um avanço trabalhista” não passam de mitos forjados para tentar acobertar a precarização que não se sustentam à luz dos fatos.

Nos últimos anos, o Brasil voltou a crescer e gerou milhões de empregos com carteira assinada. Isso não foi resultado da flexibilização de direitos trabalhistas, como pregavam os neoliberais de plantão na década de 1990, mas de investimentos e de políticas públicas, do crescimento da economia e da valorização do trabalho, com formalização e aumentos reais de salários.

Entretanto, o Brasil é o segundo país com maior desigualdade do G20. Apenas a África do Sul fica atrás. Essa dura realidade não mudará com terceirização, “quarteirização” e “pejotização”, que têm produzido empresas sem qualquer trabalhador.

O aumento da produtividade das empresas é positivo, mas não pode ser fruto da submissão a novas divisão e organização do trabalho que só focam a lucratividade. Sobram para os trabalhadores baixos salários, menos direitos, rotatividade, quebra da identidade de classe e da solidariedade e enfraquecimento sindical -além de maiores níveis de adoecimento, insegurança e mortes.

A negligência por parte das contratadas no cumprimento dos contratos tem provocado uma série de prejuízos aos empregados, como o não pagamento dos direitos trabalhistas, previdenciários e, particularmente, rescisórios.

Não é à toa que milhares de ações judiciais questionam a legalidade do processo e cobram os direitos dos trabalhadores. Esses passivos são, na verdade, os reais interesses que estão por trás do chamado “risco jurídico” a que as empresas alegam estarem submetidas.

Na intermediação de mão de obra, o trabalhador é tratado como mercadoria, a exemplo da época da escravidão, já varrida há mais de um século. A superexploração do trabalho não combina com modernidade e com desenvolvimento econômico e social.

Cabe ao Congresso Nacional aprovar uma lei que realmente fortaleça as relações de emprego e os direitos dos trabalhadores. Uma legislação precarizante pode comprometer o futuro da nação. O Brasil precisa de trabalho decente, qualidade de produtos e serviços, distribuição de renda, inclusão social, segurança e proteção da vida dos trabalhadores e da população.




MIGUEL PEREIRA, 44, advogado, bancário e secretário de Organização da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

Isenção do IPI dá novo fôlego ao setor moveleiro do Paraná

A Terceirização é um retrocesso trabalhista? NÃO

Criando empregos e respeitando à lei

Pode o setor que mais gera emprego e renda ser agente da “precarização” do trabalho? Certamente não.

O que precariza as relações de trabalho são empresas inidôneas que campeiam na informalidade, prestam serviços de baixa qualidade a preço inexequível e descumprem as leis trabalhistas.

A presidente Dilma Rousseff classificou como “excelente” o desempenho do mercado de trabalho em 2011. Lembramos que, no período, a prestação de serviços foi novamente a campeã na geração de empregos formais: 925.537 vagas, 52% das 1.944.560 com carteira assinada.

Nas empresas prestadoras representadas pelos parceiros da Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse), a menor média salarial oscila entre R$ 800 e R$ 2.000.

Na escolaridade, os funcionários têm os níveis básico e médio completos. Fica claro, então, que nossa atividade é agente formal e legal dos movimentos de ascensão e mobilidade social das classes de menor renda -que respondem por boa parte do incremento da atividade econômica no país. Outro ponto tão importante para o governo brasileiro.

Empregos são criados em muitas áreas. Alguns exemplos: trabalho temporário, asseio e conservação, segurança privada, educação, transporte de valores, escolta, administração, mercado de limpeza profissional, limpeza urbana, combate a pragas, benefícios, refeições coletivas, televisões a cabo, informática, franchising, marketing e eventos, gestão de negócios, distribuição, logística, manutenção e muitos outros.

Os dados do Sindeprestem (Sindicato das Empresas de Serviços Terceirizáveis e Trabalho Temporário, que representa mais de 34 mil empresas) apontam que o país tem hoje cerca de 10,5 milhões de trabalhadores terceirizados (2,6% das ocupações da categoria no mundo), que são 24% dos 44 milhões dos formalmente empregados. Somos o quarto país do mundo nessa forma de empregabilidade.

Assim, apontar a “precarização” do trabalho como resultado da terceirização é ter uma visão curta, com um alto grau de miopia distorcendo a realidade.

Os serviços têm na mão de obra o seu maior insumo e na terceirização a sua via de acesso à cadeia produtiva da indústria, do comércio, dos governos, do setor financeiro, das telecomunicações e dos próprios prestadores.

Nossos empresários, portanto, não podem aceitar ataques, como se suas atividades fossem estupidamente surdas às leis trabalhistas, despidas de ética e de moralidade e operassem esgueiradas por todo o país.

Fica óbvia a relevância da terceirização como modalidade de trabalho, emprego e renda. Notadamente no Brasil da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. No Brasil que cada vez mais recebe investimentos estrangeiros por conta da crise que assola outros países.

Instala-se no planeta uma nova ordem econômica e social, que não se limita apenas a transferir o poder porque também o transforma.

O que tudo isso denota? A precariedade do argumento de que a terceirização precariza, ainda mais em um momento em que nosso país deve estar na vanguarda da modernização das relações empregatícias.

Vamos esclarecer mais uma coisa: oferecer trabalhos decentes é o melhor serviço do mundo!



PAULO LOFRETA, 50, administrador de empresas e empresário, é presidente da Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse)

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

Isenção do IPI dá novo fôlego ao setor moveleiro do Paraná

Atrasos e conflitos viram regra em usinas

Das 27 grandes hidrelétricas em construção no país, 22 estão atrasadas, segundo o último relatório da Aneel

 

AGNALDO BRITO
DE SÃO PAULO

Vinte e duas das 27 hidrelétricas em construção estão atrasadas, revela relatório da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Quando prontas, o Brasil terá mais 24.379 MW (mega-watts) em nova capacidade.

O problema é que 80,5% (ou 19.600 MW) dessa potência está fora do cronograma fixado em contrato entre a agência e os empreendedores, alguns estatais.

Das 27 hidrelétricas, 13 não tiveram as obras iniciadas. A principal razão, segundo a Aneel, é a falta de licenças ambientais. Acompanhar as obras das megausinas é fundamental: a base do sistema brasileiro é hidrelétrico.

A decisão do governo de leiloar usinas na Amazônia tem, como princípio estratégico, manter a participação da geração hidráulica de energia no país. Por ano, o Brasil precisa agregar de 3.000 a 4.000 MW de nova capacidade. O objetivo é que boa parte disso seja de hidrelétricas.

CONFLITOS

Também por isso, os conflitos como os que ocorrem na Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira (RO), preocupam tanto. Curiosamente, apesar disso, Jirau ainda é um dos três projetos com obras “adiantadas”, diz a Aneel.

Mas sucessivas greves e atos de vandalismo no canteiro podem, em breve, comprometer esse cronograma.

A usina de Santo Antônio, em construção no rio Madeira, está com as obras atrasadas, segundo a agência. Prevista para dezembro de 2011, a geração das primeiras turbinas só começou em março.

Apesar do ambiente mais calmo, o canteiro de Santo Antônio é afetado pela instabilidade em Jirau. A Santo Antônio Energia já parou a obra para evitar conflitos. Como tem um cronograma justo, a construção da usina entra nas estatísticas de atraso.

Como Santo Antônio foi o primeiro projeto do Madeira, os empreendedores tiveram condições de contratar a mão de obra disponível em Porto Velho (RO). Jirau não teve essa chance. Oitenta por cento dos trabalhadores de Santo Antônio são de Rondônia; em Jirau a situação é inversa.

O mesmo ocorre em Belo Monte, a megausina que a Norte Energia começou a erguer no rio Xingu (PA). Como Santo Antônio, Belo Monte também está atrasada.

E como Jirau, a maior parte da mão de obra é de migrantes. O consórcio construtor estima que 70% devem vir de fora do Pará, um problema para Altamira, cidade que mal é capaz de atender às carências locais.

O novo modelo do setor elétrico (de 2004) viabilizou obras, mas impôs às regiões carentes do país ônus que os poderes públicos não dão conta.

O apoio militar federal, com o envio da Força Nacional, parece paliativo frente aos graves problemas sociais.

Há mais do que atrasos nas obras. Há um ambiente fértil para novos conflitos.

Isenção do IPI dá novo fôlego ao setor moveleiro do Paraná

Vale diz que vai contratar 40 mil pessoas até 2015

Em 2012, devem ser mais de oito mil contratações, sendo 800 engenheiros, segundo a mineradora
Redução da demanda chinesa e problemas tributários no Brasil não devem comprometer meta

PEDRO SOARES
DO RIO

Apesar da “nuvem sombria” que paira sobre a companhia com cobrança de impostos extras no Brasil e na Suíça, além da perda de ritmo da economia chinesa, a Vale mantém os planos para ampliar o número de funcionários nos próximos anos.

Serão 10 mil novos empregados, em média, a cada ano até 2015, antecipou à Folha Vânia Somavilla, diretora-executiva de RH, Energia e Sustentabilidade.

Até lá, diz, a companhia manterá “forte ritmo de expansão”.

Para 2012 estão previstas 8.100 contratações -destes | 0800 serão engenheiros. Atualmente a empresa tem 134 mil empregados em todo o mundo.

A maior aposta da Vale na hora de recrutar trabalhadores não está no salário nem no pacote de benefícios oferecidos, mas nas possibilidade do jovem “vislumbrar uma carreira”, afirma a diretora.

Somavilla diz que há carência de profissionais e dificuldade em contratar em todos os níveis, mas os problemas são maiores para achar pessoal de formação superior, sobretudo engenheiros e geólogos.

O problema de restrição de mão-de-obra, afirma, afeta também as empreiteiras contratadas para tocar as obras da companhia, o que resulta em aumento de custo dos projetos.

“O Brasil está crescendo. São muitos projetos e há uma competição muito grande pela força de trabalho”, diz a diretora.

A executiva afirma que a mineradora oferece salários competitivos, mas o diferencial é melhorar a formação do profissional e oferecer a possibilidade de galgar degraus dentro da companhia.

O objetivo, segundo ela, é contratar jovens e retê-los na companhia. “Temos preferência para recrutar pessoal que começa na Vale [para postos de comando].”

O ritmo das novas contratações, afirma, segue o da implantação de novos projetos e há um “balizamento” da força de trabalho à medida que as licenças ambientais para início das obras e das operação de unidades vão sendo obtidas.

A Vale tem um plano de investimento de US$ 21,4 bilhões em 2012.


CHINA FORTE


Para Pedro Galdi, analista da SLW, a mineradora “vai demandar muitos funcionários” para fazer frente aos novos empreendimentos.

Quanto à China, o especialista diz que as previsões sobre a retração econômica do país são “exageradas”.

A retomada dos EUA, diz, também sinaliza “ponto a favor na recuperação da economia mundial.”

“Não vejo problemas para a Vale neste ano em termos de demanda pelos seus produtos.”

Galdi ressalta, porém, que o preço das ações da companhia “pode continuar sendo contaminado”.

O motivo: cobrança de royalties maiores na mineração (proposta sob análise), questionamento sobre Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (que podem gerar um passivo de até R$ 30 bilhões) e de Imposto de Renda de controladas no exterior, além dos problemas com seus supernavios.