por master | 05/04/12 | Ultimas Notícias
A cerâmica chinesa vem tomando conta do mercado brasileiro. Hoje, os produtos chineses já respondem por cerca de 40% do total da cerâmica comercializada no país. Segundo entidades cermistas, por trás dos preços acessíveis, estão diversas irregularidades: materiais de baixa qualidade, que podem trazer riscos à saúde do consumidor, e um processo produtivo danoso ao meio ambiente.
As entidades ceramistas denunciam que ainda não foram estipuladas regras muito claras para a importação desse material e que, por sua vez, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não estaria cobrando com rigor o cumprimento das regras existentes. “Essa situação cria uma concorrência desleal, embora o consumidor volte a comprar o produto brasileiro depois de verificar a má qualidade do produto chinês”, afirma José Canisso , presidente do Sindilouça PR (Sindicato das Indústrias de Vidros, Cristais, Espelhos, Cerâmicas de Louça e Porcelana, Pisos e Revestimentos Cerâmicos do Paraná), filiado à Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).
Outra preocupação do setor diz respeito à saúde do consumidor. Pesquisas apontam que o produto chinês vem contaminado por metais pesados, como chumbo e cádmio, que podem gerar consequências para a população.
Sem demonstrar compromisso com o meio ambiente, as fábricas chinesas também geram passivo ambiental, já que utilizam o carvão vegetal para queima no preparo dos produtos. Em contrapartida, no Paraná, as empresas utilizam gás natural na produção.
O presidente do Sindilouça PR destaca que o trabalho das entidades ceramistas será, agora, o de pressionar o governo federal e a Anvisa para o cumprimento das regras de importação, principalmente no que diz respeito à saúde do consumidor. “Já elaboramos um documento que possui mais de 100 páginas detalhando as consequências da contaminação pelo chumbo e cádmio”, aponta.
Também está prevista a criação de um selo que ateste a qualidade do produto brasileiro, além de barreiras comerciais que dificultem a importação do produto chinês para minimizar os efeitos devastadores sobre a desindustrialização do setor.
por master | 05/04/12 | Ultimas Notícias
O cooperativismo tem se consolidado como fonte de renda e inserção social a um universo cada vez maior de pessoas. Os indicadores do Sistema OCB confirmam essa tendência. No total de cooperados, destacam-se os estados de São Paulo (3,4 milhões), Rio Grande do Sul (1,9 milhões) e Santa Catarina (1,2 milhões). Já no de empregados, quem lidera é o Paraná (64,9 mil), seguido do Rio Grande do Sul (48,7 mil) e de São Paulo (48,5 mil).
O Estado de São Paulo é o que tem mais cooperativas registradas no Sistema OCB – 932. Minas Gerais e Bahia aparecem em seguida, praticamente empatados, com 785 e 783, respectivamente, no ano.
Em 2011, o total de associados às cooperativas ligadas à Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) passou dos 10 milhões, registrando um crescimento de 11% em relação ao ano anterior, quando foram contabilizados cerca de 9 milhões. Seguindo essa mesma linha, também foi observado crescimento no quadro de empregados, que fechou o último período em 296 mil, 9,3% a mais do que em 2010. Os dados fazem parte de um estudo da Gerência de Monitoramento e Desenvolvimento do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop).
por master | 05/04/12 | Ultimas Notícias
Pesquisa revela que 11,1 milhões de famílias deste estrato planejam adquirir casa até 2014; 14,2 milhões pretendem reformar em 12 meses
Reformar ou adquirir um imóvel tornou-se um sonho próximo de muitos que não tinham condições de incluir esse tipo de investimento no orçamento. Hoje, a nova classe média é a maioria (57,8%) entre os brasileiros que pretendem reformar o imóvel nos próximos 12 meses. Já entre os que têm interesse em comprar uma casa ou apartamento em dois anos, o número fica em 57,6%, o que corresponde a 11,1 milhões de famílias. É o que indica a pesquisa ”Reformas e Aquisições de Imóveis”, do Data Popular, realizada com 18.365 pessoas em todos os estados brasileiros.
Entre as outras classes, 3,4 milhões de famílias da alta renda têm interesse em reformar, em 12 meses, e na baixa renda são 6,9 milhões. Quando o assunto é a intenção de compra de imóveis nos próximos dois anos, 2,9 milhões de famílias são da alta renda e 5,2 milhões do estrato mais baixo.
Segundo o diretor do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PR), Nilton Capucho, o crescimento já era esperado. ”Com a melhora da renda, a classe média passou a ter acesso a um padrão superior de construção e começou a investir na aquisição de materiais para reformas ou ampliações”, diz. ”Isso também é resultado do incentivo governamental oferecido por meio de programas que possibilitam financiamento de materiais para pequenas reformas”, reitera. Ele completa que o Crea realiza vários cursos de qualificação profissional, com entidades de classe, tendo em vista a demanda deste público que ficou mais exigente.
Para Marcelo Curado, professor de Economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), essas mudanças estão ligadas ao aquecimento do mercado imobiliário. Além disso, também refletem que havia demanda reprimida muito forte de uma classe social que passa a ter acesso a novas possibilidades devido ao crescimento da renda e do acesso ao crédito.
O Depósito São Marcos, de Londrina, por exemplo, já começou a sentir os efeitos positivos da ascensão desta nova classe. Nos primeiros três meses do ano, a loja registrou acréscimo de 8% nas vendas no comparativo com o mesmo período de 2011. ”É um aquecimento considerável e atípico, que não ocorreu nos anos anteriores”, relata a gerente de vendas Fernanda Cogorni. ”As pessoas passaram a fazer mais reformas e com um foco diferente, mais voltado para acabamento”, observa. Ela considera que as vendas devam continuar em alta durante todo o ano.
Ainda de acordo com a pesquisa do Data Popular, em relação ao tipo de residência em que vivem, 66,5% das famílias de alta renda habitam em casas, 33,4% moram em apartamentos e 0,1% reside em cômodos. Na classe C, quase a totalidade dos entrevistados (92,1%) vive em casas, enquanto 7,6% residem em apartamentos e 0,3% em cômodos. Resultado semelhante é observado na baixa renda, em que 97,4% dos membros moram em casas, 2,2% em apartamentos e 0,4% em cômodos.
A elite brasileira é a que tem o maior percentual (73,7%) de famílias vivendo em moradias próprias já pagas. Esse número, no entanto, é o mesmo entre os brasileiros mais pobres. De acordo com a pesquisa, uma das explicações é o fato de existir um grande número de ”barracos” no País, sendo que muitos deles estão em situação irregular. Na classe C, por sua vez, 70,8% das moradias estão quitadas. A pesquisa mostra, ainda, que o número de pessoas por domicílio aumenta nas classes mais baixas.
Sobre o cômodo da casa em que passa a maior parte do tempo, independentemente do gênero, no geral, o quarto aparece como o predileto dos brasileiros (48,7%), seguido pela sala (34,9%), cozinha (8,6%), escritório (7,2%), quarto dos filhos (0,5%) e banheiro (0,1%).
Com relação a investimento na decoração, a prioridade é a sala (48,6%), depois vêm o quarto (34,3%), a cozinha (9,7%), o quarto dos filhos (4,4%), o banheiro (1,6%) e o escritório (1,4%).
por master | 05/04/12 | Ultimas Notícias
O coordenador do Conselho Temático de Micro, Pequenas e Médias Indústrias da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Norbert Heinze, relatou à FOLHA que o pacote de medidas adotado pelo Governo Federal para aquecer as grandes indústrias do País não deve trazer reflexos diretos ao setor.
Segundo ele, um dos principais benefícios ofertados – a desoneração da folha de pagamento – não atinge as empresas que estão incluídas no Simples Nacional, ou seja, que já pagam uma carga tributária diferenciada. No Paraná, após o aumento do teto do Simples desde dia primeiro de janeiro deste ano, mais de 400 mil empresas estão inseridas neste formato de tributação. No Brasil, são por volta de 5,2 milhões de empresas.
O representante do Conselho da Fiep comentou ainda que o pacote trará apenas consequências de forma indireta. A justificativa é que boa parte das indústrias menores é ligada a grandes do setor. ”Como as grandes indústrias podem começar a produzir depois de tais medidas, elas vão acabar comprando mais de seus fornecedores menores, por exemplo. Mas diretamente, este pacote não fará muita diferença para nós”.
Heize salientou ainda que é natural que nas reuniões entre as entidades para definir os rumos do setor, as discussões estejam focadas nas indústrias de grande porte. Porém, o coordenador do conselho da Fiep disse que são as pequenas que acabam empregando maior número de pessoas. ”A automatização fez com que as grandes indústrias produzissem mais com menor número de colaboradores. Uma bandeira que levantamos há anos é a desburocratização e desoneração da nossa folha de pagamento, como se fosse uma espécie de ‘Simples Trabalhista”’, decretou.
por master | 05/04/12 | Ultimas Notícias
A popularidade da presidente Dilma Rousseff aumentou cinco pontos percentuais, passando de 72%, em dezembro de 2011, para 77%, em março de 2012. Os dados fazem parte da pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Ibope, divulgada hoje (4).
O percentual de pessoas que confiam em Dilma subiu de 68% para 72%, no mesmo período. Já a parcela da população que considera o governo ótimo ou bom manteve-se estável em 56%.
As áreas que foram pior avaliadas foram: impostos (65% desaprovam), saúde (63%) e segurança pública (61%). Além disso, 60% dos entrevistados consideram o governo Dilma igual o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A pesquisa da CNI/Ibope ouviu 2002 pessoas em 142 municípios entre os dias 16 a 19 de março. A margem de erro é 2 pontos percentuais.