por master | 05/04/12 | Ultimas Notícias
Ao discutir a geração de energia renovável no país, a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (4) que não há espaço para se discutir “fantasia” na Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a ser realizada em junho no Rio de Janeiro.
A afirmação foi feita durante encontro do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, no Palácio do Planalto. A presidente defendeu a produção de energia hidrelétrica, posição que será levada à conferência.
Dilma disse que “fica difícil” garantir energia renovável que não seja hídrica. “Para garantir energia de base renovável que não seja hídrica, fica difícil, né? Porque eólica não segura, né? E todo mundo sabe disso”.
Dilma ponderou, no entanto, que faltam reservatórios nas hidrelétricas brasileiras, o que poderá demandar reforço da matriz eólica. “Deus nos ouça que a eólica consiga ser reservatório de hidrelétrica no Brasil. Deus nos ouça. Nós vamos ter que suar a camiseta tecnicamente”, afirmou.
A presidente se lembrou da época em que era secretária de Energia, Minas e Comunicações do Rio Grande do Sul e disse que conhece o assunto porque já “mediu vento”. “Não tem como estocar vento, não tem como. […] Não sei se vocês sabem, mas não venta 24 horas por dia nem 365 dias por ano. Eu testou falando isso porque eu já medi vento em Porto Alegre”, afirmou.
A presidente afirmou que, na conferência, o Brasil precisa “propor um novo paradigma de crescimento”.
A presidente afirmou que a discussão sobre geração de energia tem que ter “base científica” e que os países não devem apresentar propostas “olhando para o seu próprio umbigo”.
“Eu tenho de explicar às pessoas como elas vão comer, como terão acesso a água e energia. Eu não posso dizer para elas que só com eólica é possível iluminar o planeta. Não é”, afirmou.
por master | 05/04/12 | Ultimas Notícias
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, afirmou nesta quarta-feira (4) que o objetivo do governo é desonerar a folha de pagamento de todo o setor industrial até 2014. A afirmação foi feita um dia após o Planalto anunciar medidas de estímulo à competitividade da indústria nacional.
“Eu acho que o objetivo nosso é chegar até o final do mandato (da presidente Dilma) com a folha de pagamento do setor industrial brasileiro inteiramente desonerada”, disse o ministro no Palácio do Planalto nesta tarde, ao participar do Fórum Brasileiro sobre Mudanças Climáticas.
Pimentel defendeu-se ainda das críticas de que parte das medidas anunciadas nesta terça-feira (3) não são inéditas. “O que nós fizemos ontem foi consolidar num anúncio único medidas novas e outras que estão em andamento”.
Ele acrescentou que a desoneração tem que ser realizada “cautelosamente”. “Esse é um governo que prima pela austeridade fiscal. Agora, está sendo feito. Não entender isso é ter muita má fé na análise”, declarou.
Onze novos setores foram incluídos pelo governo para desoneração da folha, totalizando 15. Esses setores ficam isentos de contribuir para a Previdência, passando a ser tributados em 1% a 2% sobre o faturamento.
A desoneração representará uma renúncia fiscal (recursos que deixarão de ser arrecadados) de R$ 7,2 bilhões por ano, segundo o Ministério da Fazenda. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, disse que o pacote de estímulos ao setor produtivo envolve R$ 60,4 bilhões em recursos.
“A desoneração efetiva, ela não pode ser zero, porque nós temos de custear a Previdência, mas se vocês viram as contas ontem, as tarifas de equilíbrio, as tarifas médias em torno de 2,5%, 3%, 4% e a tarifa da indústria é 1%. Então há uma muito efetiva”, disse Pimentel.

por master | 05/04/12 | Ultimas Notícias
A presidente Dilma Rousseff aproveitou uma reunião com os integrantes do Fórum do Clima, no Palácio do Planalto, para avisar de vez a grupos ambientalistas que lutam contra a construção de usinas hidrelétricas na Amazônia que o governo não mudará seu projeto de aumento da oferta de energia e de desenvolvimento da região. Ela chegou a dizer que essas pessoas contrárias à construção das hidrelétricas vivem em um estado de “fantasia”.
Ao se referir à participação do Brasil na Rio+20, a conferência das Nações Unidas que será realizada em junho, no Rio de Janeiro, Dilma lembrou aos que estavam na reunião que o mundo real não trata de tema “absurdamente etéreo ou fantasioso”. Dilma disse que o Brasil vai trabalhar, sim, pelo desenvolvimento sustentável, para tirar as pessoas da pobreza, para encontrar formas de conciliar o progresso com o respeito ao meio ambiente.
“Ninguém numa conferência dessas também aceita, me desculpem, discutir a fantasia. Ela não tem espaço, a fantasia. Não estou falando da utopia, essa pode ter, estou falando da fantasia”, afirmou Dilma. Pouco antes, ao se pronunciar no Fórum do Clima, a representante das ONGs, Sílvia Alcântara, acusara o governo de estar promovendo um retrocesso na questão ambiental e de, com o pré-sal, estar levando o Brasil a ocupar o terceiro lugar entre os países que mais emitem gases de efeito estufa já em 2020. Em um pequeno pedaço de papel, Dilma anotou tudo o que a ambientalista falou.
Sem se referir diretamente ao que Sílvia havia falado, Dilma defendeu a energia de fontes hidráulicas e desdenhou da energia eólica e solar, ambas defendidas pelos grupos mais radicais como alternativa às hidrelétricas. Disse que,como presidente, tem de explicar como as pessoas vão comer, ter acesso à água e energia. “Eu não posso falar: ‘Olha, é possível só com eólica iluminar o planeta. Não é. Só com solar? De maneira nenhuma”.
A presidente disse que foi à Espanha, país citado sempre como referência no aproveitamento da energia eólica, e viu que há oito meses as pás de vento não funcionavam. “Não havia vento”, disse ela. “Eu, quando comecei a mexer com esse negócio de energia, cheguei a contar vento. Isso foi no Rio Grande do Sul”. Para Dilma, a energia eólica deve servir como uma espécie de reservatório para a energia de fonte hidráulica, quando houver escassez de chuvas. “Reservatório de água a gente faz. Mas não faz reservatório de vento”, disse a presidente. “Deus nos ouça que a eólica consiga ser reservatório de hidrelétrica no Brasil. Deus nos ouça. Vamos ter de suar a camiseta tecnicamente, não é falta de vontade política, é tecnicamente”.
A respeito da participação do Brasil na Rio+20, a presidente afirmou que o País pretende exercer um papel de líder na conferência. “Encontrar um caminho comum é um processo difícil. Desta vez, eu acho que temos uma missão até mais difícil, que é propor um novo paradigma de crescimento”. Para Dilma, na Rio + 20 todos os temas vão se encontrar: “Mudança de clima, biodiversidade, redução da pobreza, direito a energia, melhores condições de vida, enfim, como é o futuro do mundo, é isso que vamos discutir na Rio+20. É um ponto de partida mais do que ponto de chegada. Desta vez temos de mudar o patamar da discussão. Nós acumulamos muitas coisas, acumulamos em todas as conferências do clima, em todas as discussões sobre florestas, água. Agora vamos ter de discutir isso na ótica das populações, dos governos, das comunidades científicas, dos organismos da sociedade civil, organizados ou não”.
por master | 05/04/12 | Ultimas Notícias
Quem começa em um novo emprego precisa ser cauteloso com a postura adotada e saber ouvir e observar. As recomendações são dos especialistas Irene Azevedo, diretora de negócios da consultoria LHH/DBM, do coach Roberto Recinella e Fernando Montero da Costa, diretor de operações da consultoria de RH Human Brasil.
Veja abaixo 10 dicas divididas por tópicos dos três consultores de recursos humanos.
1) Escute, observe e aprenda
Escute mais que fale, observe atentamente quem faz parceria com quem e em que ambiente você está inserido, procure conhecer seus pares e estabeleça relacionamento.
Na condição de novato, mesmo com bastante experiência profissional, você terá muito mais a aprender em relação aos aspectos gerais da cultura da empresa e de seu funcionamento do que a ensinar.
Crie um sistema próprio para lembrar os nomes das pessoas que for conhecendo e suas funções.
Conquiste o direito de avançar e falar, aprenda as regras, observando como as pessoas se comunicam e realizam as suas funções. Respeite esse código antes de querer mudá-lo ou enfrentá-lo.
2) Fuja de fofocas e panelinhas
Fuja de fofocas e rótulos. Nos primeiros dias as pessoas tentarão “fazer a sua cabeça” através de histórias e fofocas sobre fulano ou beltrano, por isso, se mantenha no âmbito das conversas casuais e de trabalho. Também evite julgar e “rotular” as pessoas ao seu redor antes de realmente conhecê-las , é comum simpatizarmos com uns mais do que com outros.
Aja com integridade: procure adotar uma postura ética desde o princípio, não discriminando ninguém e não aderindo às famosas panelinhas internas, especialmente aquelas que falam mal da empresa e de suas chefias.
3) Não ‘puxe o saco’
Não seja ‘puxa-saco’, evite tentar fazer alianças estratégicas chamando colegas que julgue importantes ou chefes e chefes dos chefes para almoçar. Nos primeiros dias ande com uma “tribo”, almoce onde eles almoçarem e aproveite para conhecer os seus colegas. Almoçar sozinho não é recomendado, pois passa um ar de arrogância e prepotência, não almoçar e ficar trabalhando é pior ainda. Respeite as hierarquias da empresa, que costuma ser sempre bem apreciado. Caso o seu chefe lhe convide para almoçar, então vá.
4) Atenção à linguagem verbal e do corpo
Cuidado com o seu linguajar, controle as gírias e, principalmente, os palavrões. Não mantenha conversas desnecessárias com os colegas, busque as informações de que necessita, mas não deixe isso se tornar um bate papo. Nada de piadinhas e tapinhas nas costas, seja sério, mas não deixe de sorrir.
5) Não faça comparações
Não compare sua empresa atual com a antiga, pode parecer difícil, então faça isso só dentro da sua cabeça, evite dizer que o ar-condicionado era melhor, a cadeira era mais confortável ou o teclado era ergonômico. Adapte-se à nova realidade, senão, alguém acabará lhe fazendo a perturbadora pergunta: “Então por que você saiu de lá se era melhor?”.
6) Seja humilde
Seja simpático e humilde, não interessa o cargo que irá ocupar, cumprimente todo mundo e aproveite para ouvir as pessoas, afinal, elas estão na empresa há mais tempo que você , esteja aberto para conversar e a contar a sua história, aproveitando para se reinventar e mudar.
Evite ser arrogante. Não caia na armadilha de acreditar que será bem sucedido na nova função fazendo apenas aquilo que fazia bem anteriormente. Aprenda com seus erros anteriores e recrie suas habilidades e talentos e evolua como profissional.
Atenção ao horário
Seja rígido com você mesmo , chegue na hora ou até um pouco antes.
Cuidado com a roupa
Vista-se de modo tradicional, semelhante à do processo seletivo. Com o tempo você percebe qual a forma de se vestir na empresa.
Cautela na aproximação de colegas
Comece a se relacionar primeiro com quem esteja ligado às suas atividades e, depois, na medida em que for sendo requisitado por motivos profissionais, expanda suas relações na empresa.
Não force a barra, conquiste as pessoas aos poucos. Todos nós nos sentimos como um alienígena nos primeiros dias de trabalho, mas lembre-se que outros dias virão, você não precisa fazer tudo nos primeiros dias, isso vale principalmente para as pessoas ao seu redor, cada uma delas tem um ritmo e nem sempre são solidárias com a sua situação, respeite os espaços de cada um. Um novo emprego implica em novas regras e novos relacionamentos evite saltar etapas, segure a sua ansiedade.
Seja você mesmo, relaxe e evite exageros em sua apresentação e interação com os novos colegas e chefes. Evite tentar impressioná-lo com suas histórias de sucesso, aproveite para ouvir e aprender em vez de querer ser o centro das atenções ou mesmo se comprometer em realizar tarefas para as quais ainda não está preparado.
Feedback é importante
Faça um acordo de expectativas com seu chefe (o que ele espera de você e quais as ofertas dele para você). Você também deverá dizer quais as suas expectativas e as suas ofertas. Faço o mesmo com cada membro de sua equipe.
Dê e busque obter feedback do seu desempenho: talvez uma das mais importantes hoje em dia, se você quiser de fato desenvolver-se na nova organização em que começou a atuar. Essa cultura do feedback é apreciada pelas chefias e tem sido cada dia mais utilizada pelos empregados como um instrumento de medição do seu próprio desenvolvimento profissional na empresa.
por master | 04/04/12 | Ultimas Notícias
Negociações já duram uma semana e sindicato dos funcionários, por ora, não vê possibilidade de acordo.
Desde a última terça-feira (27), empregados permanecem na frente do Secovi-PR para pedir melhores salários
Quem procura imóvel para morar quer o conforto e a segurança propiciada por uma portaria, que faz o filtro na entrada de visitantes, prestadores de serviço e recebe encomendas e correspondências. No entanto, a classe profissional que representa os trabalhadores de condomínios está, há mais de uma semana, em desacordo com o sindicato patronal do setor. A negociação entre as entidades, que envolve condições de trabalho e valores dos pagamentos, ainda não interfere no dia a dia de condôminos.
Na terça-feira (27), o Sindicato dos Empregados em Condomínios no Paraná (Sindicon-PR) começou uma paralisação para sensibilizar o Sindicato da Habitação e Condomínios no estado (Secovi-PR) e a negociação não chegou a um ponto final. Até ontem, os grupos ainda permaneciam sem decisões, que estão sendo intermediadas pela Delegacia Regional do Trabalho (DRT).
Histórico
Discussão entre os sindicatos já dura uma semana
Na terça-feira (27), o Sindicon parou para pedir melhores salários e condições de trabalho. Na ocasião, o grupo pedia aumento do valor da cesta básica, de R$ 120 para R$ 150, reajuste de 15% no piso da categoria e equiparação da data-base dos trabalhadores da capital e do interior.
O Secovi-PR fez proposta de reajuste de 8%, com ganho real em torno de 0,7%, reajuste no piso de, em média, 10,5% e equilíbrio nos salários entre profissionais do interior e da capital em maio de 2013. Atualmente, o piso de porteiro é R$ 681; de zelador, R$ 785; e de serventes, R$ 617.
O Sindicon comenta que não há uma previsão para que a discussão chegue ao fim e que isso vai depender da atitude do Secovi-PR. “Eles querem que a gente aceite, mas não concordamos que só o trabalhador tenha de ceder. Eles também poderiam oferecer mais”, reclama o presidente da entidade, Hélio Rodrigues da Silva. O grupo que representa os trabalhadores pleiteia reajuste de 15% nos salários e equiparação dos pisos para funcionários lotados na capital e no interior do estado. Eles também pedem melhorias nas condições de trabalho, que consideram degradantes. “Há locais onde não há nem banheiro para o uso dos porteiros. Não há vestiário ou chuveiros que os trabalhadores possam usar e muito menos refeitórios”, reclama Hélio.
A presidente do Secovi-PR, Liliana Ribas Tavarnaro, comenta que o grupo faz pedidos que não podem ser atendidos. “A situação está desconfortável, mesmo que não tenha ônus para os condôminos. Nós já fizemos muitas reuniões, mas não conseguimos concordar em nada porque o grupo sempre muda as reivindicações, a cada reunião. Por isso está tão difícil encontrar o consenso”, diz. Ela acredita que o Secovi-PR já atingiu as expectativas iniciais do grupo e agora é preciso que os trabalhadores cedam.
Negociação
Para o Secovi-PR, a reação dos trabalhadores é novidade. “Há mais de 20 anos nós fazemos essa negociação, sem grandes problemas. Vemos que é um movimento atípico e ficamos preocupados com a real motivação dessa mudança”, explica Liliana. Nos primeiros dias de paralisação, as portas do Secovi-PR, que fica no centro de Curitiba, tiveram de ser fechadas e o funcionamento ficou prejudicado. “Nos primeiros dias, a agressividade do grupo causou prejuízos sérios para o nosso trabalho”, aponta.
De acordo com ela, depois de uma semana de negociação, as ofensas passaram a ser pessoais. “Os trabalhadores começaram a agir como se fosse eu ou outra pessoa da diretoria do Secovi-PR que tomasse as decisões, mas é um conselho de síndicos que se reúne para discutir isso”, explica. Para ela, os trabalhadores precisam entender que condomínios dependem de rateio de despesas e não são lucrativos, como empresas.
Grupo faz planos para outras paralisações
Essa é a primeira paralisação da classe no estado. “Nosso movimento é histórico, é a primeira paralisação da classe no Paraná”, relata. Ele explica que o grupo está insistindo porque sempre cedeu por muitos anos. Agora, vão insistir para receber as melhorias.
“Nosso grupo ainda está desacostumado com esse tipo de movimentação, mas, independente do resultado dessa negociação, já estamos planejando ações futuras”, diz o presidente da entidade, Hélio Rodrigues da Silva. No plano do sindicato estão visitas aos associados para ‘preparar’ os trabalhadores. “Nossa classe ainda fica acanhada, não estão acostumados. Mas a gente quer preparar nosso trabalhador, já pensando na negociação em 2013”, admite.
Para o Secovi-PR, a atitude do sindicato não parece natural. “Não sabemos o que está motivando o grupo, mas parece ser algo além da negociação dos salários”, diz Liliana Ribas Tavarnaro, presidente da entidade. De acordo com ela, a situação é inédita e gerou conflitos. “O fato de os trabalhadores e sindicalizados do Secovi nem poderem se aproximar do prédio, já demonstra que eles não querem acordo”, comenta.