por master | 05/04/12 | Ultimas Notícias
O cooperativismo tem se consolidado como fonte de renda e inserção social a um universo cada vez maior de pessoas. Os indicadores do Sistema OCB confirmam essa tendência. No total de cooperados, destacam-se os estados de São Paulo (3,4 milhões), Rio Grande do Sul (1,9 milhões) e Santa Catarina (1,2 milhões). Já no de empregados, quem lidera é o Paraná (64,9 mil), seguido do Rio Grande do Sul (48,7 mil) e de São Paulo (48,5 mil).
O Estado de São Paulo é o que tem mais cooperativas registradas no Sistema OCB – 932. Minas Gerais e Bahia aparecem em seguida, praticamente empatados, com 785 e 783, respectivamente, no ano.
Em 2011, o total de associados às cooperativas ligadas à Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) passou dos 10 milhões, registrando um crescimento de 11% em relação ao ano anterior, quando foram contabilizados cerca de 9 milhões. Seguindo essa mesma linha, também foi observado crescimento no quadro de empregados, que fechou o último período em 296 mil, 9,3% a mais do que em 2010. Os dados fazem parte de um estudo da Gerência de Monitoramento e Desenvolvimento do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop).
por master | 05/04/12 | Ultimas Notícias
Pesquisa revela que 11,1 milhões de famílias deste estrato planejam adquirir casa até 2014; 14,2 milhões pretendem reformar em 12 meses
Reformar ou adquirir um imóvel tornou-se um sonho próximo de muitos que não tinham condições de incluir esse tipo de investimento no orçamento. Hoje, a nova classe média é a maioria (57,8%) entre os brasileiros que pretendem reformar o imóvel nos próximos 12 meses. Já entre os que têm interesse em comprar uma casa ou apartamento em dois anos, o número fica em 57,6%, o que corresponde a 11,1 milhões de famílias. É o que indica a pesquisa ”Reformas e Aquisições de Imóveis”, do Data Popular, realizada com 18.365 pessoas em todos os estados brasileiros.
Entre as outras classes, 3,4 milhões de famílias da alta renda têm interesse em reformar, em 12 meses, e na baixa renda são 6,9 milhões. Quando o assunto é a intenção de compra de imóveis nos próximos dois anos, 2,9 milhões de famílias são da alta renda e 5,2 milhões do estrato mais baixo.
Segundo o diretor do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PR), Nilton Capucho, o crescimento já era esperado. ”Com a melhora da renda, a classe média passou a ter acesso a um padrão superior de construção e começou a investir na aquisição de materiais para reformas ou ampliações”, diz. ”Isso também é resultado do incentivo governamental oferecido por meio de programas que possibilitam financiamento de materiais para pequenas reformas”, reitera. Ele completa que o Crea realiza vários cursos de qualificação profissional, com entidades de classe, tendo em vista a demanda deste público que ficou mais exigente.
Para Marcelo Curado, professor de Economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), essas mudanças estão ligadas ao aquecimento do mercado imobiliário. Além disso, também refletem que havia demanda reprimida muito forte de uma classe social que passa a ter acesso a novas possibilidades devido ao crescimento da renda e do acesso ao crédito.
O Depósito São Marcos, de Londrina, por exemplo, já começou a sentir os efeitos positivos da ascensão desta nova classe. Nos primeiros três meses do ano, a loja registrou acréscimo de 8% nas vendas no comparativo com o mesmo período de 2011. ”É um aquecimento considerável e atípico, que não ocorreu nos anos anteriores”, relata a gerente de vendas Fernanda Cogorni. ”As pessoas passaram a fazer mais reformas e com um foco diferente, mais voltado para acabamento”, observa. Ela considera que as vendas devam continuar em alta durante todo o ano.
Ainda de acordo com a pesquisa do Data Popular, em relação ao tipo de residência em que vivem, 66,5% das famílias de alta renda habitam em casas, 33,4% moram em apartamentos e 0,1% reside em cômodos. Na classe C, quase a totalidade dos entrevistados (92,1%) vive em casas, enquanto 7,6% residem em apartamentos e 0,3% em cômodos. Resultado semelhante é observado na baixa renda, em que 97,4% dos membros moram em casas, 2,2% em apartamentos e 0,4% em cômodos.
A elite brasileira é a que tem o maior percentual (73,7%) de famílias vivendo em moradias próprias já pagas. Esse número, no entanto, é o mesmo entre os brasileiros mais pobres. De acordo com a pesquisa, uma das explicações é o fato de existir um grande número de ”barracos” no País, sendo que muitos deles estão em situação irregular. Na classe C, por sua vez, 70,8% das moradias estão quitadas. A pesquisa mostra, ainda, que o número de pessoas por domicílio aumenta nas classes mais baixas.
Sobre o cômodo da casa em que passa a maior parte do tempo, independentemente do gênero, no geral, o quarto aparece como o predileto dos brasileiros (48,7%), seguido pela sala (34,9%), cozinha (8,6%), escritório (7,2%), quarto dos filhos (0,5%) e banheiro (0,1%).
Com relação a investimento na decoração, a prioridade é a sala (48,6%), depois vêm o quarto (34,3%), a cozinha (9,7%), o quarto dos filhos (4,4%), o banheiro (1,6%) e o escritório (1,4%).
por master | 05/04/12 | Ultimas Notícias
O coordenador do Conselho Temático de Micro, Pequenas e Médias Indústrias da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Norbert Heinze, relatou à FOLHA que o pacote de medidas adotado pelo Governo Federal para aquecer as grandes indústrias do País não deve trazer reflexos diretos ao setor.
Segundo ele, um dos principais benefícios ofertados – a desoneração da folha de pagamento – não atinge as empresas que estão incluídas no Simples Nacional, ou seja, que já pagam uma carga tributária diferenciada. No Paraná, após o aumento do teto do Simples desde dia primeiro de janeiro deste ano, mais de 400 mil empresas estão inseridas neste formato de tributação. No Brasil, são por volta de 5,2 milhões de empresas.
O representante do Conselho da Fiep comentou ainda que o pacote trará apenas consequências de forma indireta. A justificativa é que boa parte das indústrias menores é ligada a grandes do setor. ”Como as grandes indústrias podem começar a produzir depois de tais medidas, elas vão acabar comprando mais de seus fornecedores menores, por exemplo. Mas diretamente, este pacote não fará muita diferença para nós”.
Heize salientou ainda que é natural que nas reuniões entre as entidades para definir os rumos do setor, as discussões estejam focadas nas indústrias de grande porte. Porém, o coordenador do conselho da Fiep disse que são as pequenas que acabam empregando maior número de pessoas. ”A automatização fez com que as grandes indústrias produzissem mais com menor número de colaboradores. Uma bandeira que levantamos há anos é a desburocratização e desoneração da nossa folha de pagamento, como se fosse uma espécie de ‘Simples Trabalhista”’, decretou.
por master | 05/04/12 | Ultimas Notícias
A popularidade da presidente Dilma Rousseff aumentou cinco pontos percentuais, passando de 72%, em dezembro de 2011, para 77%, em março de 2012. Os dados fazem parte da pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Ibope, divulgada hoje (4).
O percentual de pessoas que confiam em Dilma subiu de 68% para 72%, no mesmo período. Já a parcela da população que considera o governo ótimo ou bom manteve-se estável em 56%.
As áreas que foram pior avaliadas foram: impostos (65% desaprovam), saúde (63%) e segurança pública (61%). Além disso, 60% dos entrevistados consideram o governo Dilma igual o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A pesquisa da CNI/Ibope ouviu 2002 pessoas em 142 municípios entre os dias 16 a 19 de março. A margem de erro é 2 pontos percentuais.
por master | 05/04/12 | Ultimas Notícias
As atividades nas obras da usina hidrelétrica Jirau, em Rondônia, ainda não têm previsão para retomada depois do incêndio nos alojamentos ocorrido na madrugada da terça-feira, segundo a Construtora Camargo Corrêa, que lidera as obras civis.
Já na hidrelétrica Belo Monte, em Altamira, alguns trabalhadores formaram uma barricada no acesso aos canteiros da usina, impedindo que todos os operários chegassem às obras.
Trinta e seis alojamentos foram atingindos pelo incêndio provocado por trabalhadores em Jirau que estavam insatisfeitos com o acordo firmado na semana passada entre os representantes do sindicato e os empreedendores da usina. Foi aprovada antecipação de aumento salarial de até 7 por cento e aumento da cesta básica para até 220 reais.
Depois do ocorrido, alguns operários teriam ainda desistido de trabalhar nas obras da usina e pediram o desligamento da Camargo Corrêa, segundo o presidente da Confederação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira (Conticom), Claudio Gomes, que não soube precisar quantos trabalhadores teriam feito isso.
“A grande maioria dos trabalhadores reagiu com indignação”, disse Gomes sobre o incêndio provocado, ao acrescentar que a maioria dos operários não aprova a revolta ocorrida.
A Camargo Corrêa continua providenciando alojamento para os trabalhadores que optaram por ficar em Porto Velho.
As atividades no canteiro de Jirau tinham sido retomadas na segunda-feira, depois de uma paralisação de 26 dias, motivada por reivindicações dos trabalhadores por aumento de salários, entre outros pedidos. Posteriormente, a outra usina do rio Madeira, Santo Antônio, também chegou a paralisar as atividades.
O presidente da Conticom disse que o tumulto em Jirau não afetou o andamento das obras na outra usina do rio Madeira, Santo Antônio. O Consórcio Construtor Santo Antônio confirmou que os trabalhadores exercem suas atividades normalmente desde a última segunda-feira, quando terminaram a paralisação.
Já o Consórcio Construtor Belo Monte disse que apesar da barricada que impediu o acesso de alguns dos trabalhadores às obras, as cinco frentes de obras da usina funcionaram nesta quarta-feira.
Em março do ano passado, uma rebelião em Jirau resultou na paralisação das obras da usina, que está incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Na ocasião, uma discussão entre funcionários tornou-se motim que resultou em alojamentos e ônibus incendiados, além de saques a lojas e bancos em Porto Velho .
A empresa responsável pela usina Jirau, a Energia Sustentável do Brasil, informou que ainda não há estudos sobre os impactos da rebelião no cronograma das obras. A usina de 3.750 MW tem a entrada em operação prevista para o último trimestre deste ano.
A hidrelétrica Santo Antônio (3.150 MW) entrou em operação comercial no final de março, com duas turbinas, mas as obras ainda não estão totalmente finalizadas.
A usina Belo Monte (11 mil MW) tem entrada em operação prevista para 2015.
REFORÇO
Mais cedo, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, que atua na interlocução do governo com movimentos sociais, afirmou que o incêndio ocorrido em Jirau foi um ato de “banditismo” e “vandalismo”, e não de mobilização sindical.
“Nós não consideramos essa ação que houve lá uma ação sindical ou uma ação de mobilização, mas um vandalismo, um banditismo, e como tal será tratado”, disse o ministro a jornalistas.
Carvalho afirmou que o governo resolveu agir com “muita radicalidade” e “reforçou” a Força Nacional na região, mas descartou que o Exército seja enviado.
“Nós queremos assegurar democraticamente o direito dos trabalhadores, que decidiram por maioria voltar ao trabalho”, disse.