NOVA CENTRAL SINDICAL
DE TRABALHADORES
DO ESTADO DO PARANÁ

UNICIDADE
DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

Obras estão paradas em Jirau e seguem em Belo Monte

Obras estão paradas em Jirau e seguem em Belo Monte

As atividades nas obras da usina hidrelétrica Jirau, em Rondônia, ainda não têm previsão para retomada depois do incêndio nos alojamentos ocorrido na madrugada da terça-feira, segundo a Construtora Camargo Corrêa, que lidera as obras civis.

Já na hidrelétrica Belo Monte, em Altamira, alguns trabalhadores formaram uma barricada no acesso aos canteiros da usina, impedindo que todos os operários chegassem às obras.

Trinta e seis alojamentos foram atingindos pelo incêndio provocado por trabalhadores em Jirau que estavam insatisfeitos com o acordo firmado na semana passada entre os representantes do sindicato e os empreedendores da usina. Foi aprovada antecipação de aumento salarial de até 7 por cento e aumento da cesta básica para até 220 reais.

Depois do ocorrido, alguns operários teriam ainda desistido de trabalhar nas obras da usina e pediram o desligamento da Camargo Corrêa, segundo o presidente da Confederação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira (Conticom), Claudio Gomes, que não soube precisar quantos trabalhadores teriam feito isso.

“A grande maioria dos trabalhadores reagiu com indignação”, disse Gomes sobre o incêndio provocado, ao acrescentar que a maioria dos operários não aprova a revolta ocorrida.

A Camargo Corrêa continua providenciando alojamento para os trabalhadores que optaram por ficar em Porto Velho.

As atividades no canteiro de Jirau tinham sido retomadas na segunda-feira, depois de uma paralisação de 26 dias, motivada por reivindicações dos trabalhadores por aumento de salários, entre outros pedidos. Posteriormente, a outra usina do rio Madeira, Santo Antônio, também chegou a paralisar as atividades.

O presidente da Conticom disse que o tumulto em Jirau não afetou o andamento das obras na outra usina do rio Madeira, Santo Antônio. O Consórcio Construtor Santo Antônio confirmou que os trabalhadores exercem suas atividades normalmente desde a última segunda-feira, quando terminaram a paralisação.

Já o Consórcio Construtor Belo Monte disse que apesar da barricada que impediu o acesso de alguns dos trabalhadores às obras, as cinco frentes de obras da usina funcionaram nesta quarta-feira.

Em março do ano passado, uma rebelião em Jirau resultou na paralisação das obras da usina, que está incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Na ocasião, uma discussão entre funcionários tornou-se motim que resultou em alojamentos e ônibus incendiados, além de saques a lojas e bancos em Porto Velho .

A empresa responsável pela usina Jirau, a Energia Sustentável do Brasil, informou que ainda não há estudos sobre os impactos da rebelião no cronograma das obras. A usina de 3.750 MW tem a entrada em operação prevista para o último trimestre deste ano.

A hidrelétrica Santo Antônio (3.150 MW) entrou em operação comercial no final de março, com duas turbinas, mas as obras ainda não estão totalmente finalizadas.

A usina Belo Monte (11 mil MW) tem entrada em operação prevista para 2015.

REFORÇO

Mais cedo, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, que atua na interlocução do governo com movimentos sociais, afirmou que o incêndio ocorrido em Jirau foi um ato de “banditismo” e “vandalismo”, e não de mobilização sindical.

“Nós não consideramos essa ação que houve lá uma ação sindical ou uma ação de mobilização, mas um vandalismo, um banditismo, e como tal será tratado”, disse o ministro a jornalistas.

Carvalho afirmou que o governo resolveu agir com “muita radicalidade” e “reforçou” a Força Nacional na região, mas descartou que o Exército seja enviado.

“Nós queremos assegurar democraticamente o direito dos trabalhadores, que decidiram por maioria voltar ao trabalho”, disse.

Obras estão paradas em Jirau e seguem em Belo Monte

Dilma afirma que não há espaço para discutir ‘fantasia’ na Rio+20

Ao discutir a geração de energia renovável no país, a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (4) que não há espaço para se discutir “fantasia” na Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a ser realizada em junho no Rio de Janeiro.

A afirmação foi feita durante encontro do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, no Palácio do Planalto. A presidente defendeu a produção de energia hidrelétrica, posição que será levada à conferência.

Dilma disse que “fica difícil” garantir energia renovável que não seja hídrica. “Para garantir energia de base renovável que não seja hídrica, fica difícil, né? Porque eólica não segura, né? E todo mundo sabe disso”.

Dilma ponderou, no entanto, que faltam reservatórios nas hidrelétricas brasileiras, o que poderá demandar reforço da matriz eólica. “Deus nos ouça que a eólica consiga ser reservatório de hidrelétrica no Brasil. Deus nos ouça. Nós vamos ter que suar a camiseta tecnicamente”, afirmou.

A presidente se lembrou da época em que era secretária de Energia, Minas e Comunicações do Rio Grande do Sul e disse que conhece o assunto porque já “mediu vento”. “Não tem como estocar vento, não tem como. […] Não sei se vocês sabem, mas não venta 24 horas por dia nem 365 dias por ano. Eu testou falando isso porque eu já medi vento em Porto Alegre”, afirmou.

A presidente afirmou que, na conferência, o Brasil precisa “propor um novo paradigma de crescimento”.

A presidente afirmou que a discussão sobre geração de energia tem que ter “base científica” e que os países não devem apresentar propostas “olhando para o seu próprio umbigo”.

“Eu tenho de explicar às pessoas como elas vão comer, como terão acesso a água e energia. Eu não posso dizer para elas que só com eólica é possível iluminar o planeta. Não é”, afirmou.

Obras estão paradas em Jirau e seguem em Belo Monte

Toda indústria deve ter desoneração na folha até 2014, diz Pimentel

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, afirmou nesta quarta-feira (4) que o objetivo do governo é desonerar a folha de pagamento de todo o setor industrial até 2014. A afirmação foi feita um dia após o Planalto anunciar medidas de estímulo à competitividade da indústria nacional.

“Eu acho que o objetivo nosso é chegar até o final do mandato (da presidente Dilma) com a folha de pagamento do setor industrial brasileiro inteiramente desonerada”, disse o ministro no Palácio do Planalto nesta tarde, ao participar do Fórum Brasileiro sobre Mudanças Climáticas.

Pimentel defendeu-se ainda das críticas de que parte das medidas anunciadas nesta terça-feira (3) não são inéditas. “O que nós fizemos ontem foi consolidar num anúncio único medidas novas e outras que estão em andamento”.

Ele acrescentou que a desoneração tem que ser realizada “cautelosamente”. “Esse é um governo que prima pela austeridade fiscal. Agora, está sendo feito. Não entender isso é ter muita má fé na análise”, declarou.

Onze novos setores foram incluídos pelo governo para desoneração da folha, totalizando 15. Esses setores ficam isentos de contribuir para a Previdência, passando a ser tributados em 1% a 2% sobre o faturamento.

A desoneração representará uma renúncia fiscal (recursos que deixarão de ser arrecadados) de R$ 7,2 bilhões por ano, segundo o Ministério da Fazenda. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, disse que o pacote de estímulos ao setor produtivo envolve R$ 60,4 bilhões em recursos.

“A desoneração efetiva, ela não pode ser zero, porque nós temos de custear a Previdência, mas se vocês viram as contas ontem, as tarifas de equilíbrio, as tarifas médias em torno de 2,5%, 3%, 4% e a tarifa da indústria é 1%. Então há uma muito efetiva”, disse Pimentel.

Tabela indústria (Foto: Editoria de Arte/G1)

Obras estão paradas em Jirau e seguem em Belo Monte

Em encontro, Dilma defende novas usinas hidrelétricas.

A presidente Dilma Rousseff aproveitou uma reunião com os integrantes do Fórum do Clima, no Palácio do Planalto, para avisar de vez a grupos ambientalistas que lutam contra a construção de usinas hidrelétricas na Amazônia que o governo não mudará seu projeto de aumento da oferta de energia e de desenvolvimento da região. Ela chegou a dizer que essas pessoas contrárias à construção das hidrelétricas vivem em um estado de “fantasia”.

Ao se referir à participação do Brasil na Rio+20, a conferência das Nações Unidas que será realizada em junho, no Rio de Janeiro, Dilma lembrou aos que estavam na reunião que o mundo real não trata de tema “absurdamente etéreo ou fantasioso”. Dilma disse que o Brasil vai trabalhar, sim, pelo desenvolvimento sustentável, para tirar as pessoas da pobreza, para encontrar formas de conciliar o progresso com o respeito ao meio ambiente.

“Ninguém numa conferência dessas também aceita, me desculpem, discutir a fantasia. Ela não tem espaço, a fantasia. Não estou falando da utopia, essa pode ter, estou falando da fantasia”, afirmou Dilma. Pouco antes, ao se pronunciar no Fórum do Clima, a representante das ONGs, Sílvia Alcântara, acusara o governo de estar promovendo um retrocesso na questão ambiental e de, com o pré-sal, estar levando o Brasil a ocupar o terceiro lugar entre os países que mais emitem gases de efeito estufa já em 2020. Em um pequeno pedaço de papel, Dilma anotou tudo o que a ambientalista falou.

Sem se referir diretamente ao que Sílvia havia falado, Dilma defendeu a energia de fontes hidráulicas e desdenhou da energia eólica e solar, ambas defendidas pelos grupos mais radicais como alternativa às hidrelétricas. Disse que,como presidente, tem de explicar como as pessoas vão comer, ter acesso à água e energia. “Eu não posso falar: ‘Olha, é possível só com eólica iluminar o planeta. Não é. Só com solar? De maneira nenhuma”.

A presidente disse que foi à Espanha, país citado sempre como referência no aproveitamento da energia eólica, e viu que há oito meses as pás de vento não funcionavam. “Não havia vento”, disse ela. “Eu, quando comecei a mexer com esse negócio de energia, cheguei a contar vento. Isso foi no Rio Grande do Sul”. Para Dilma, a energia eólica deve servir como uma espécie de reservatório para a energia de fonte hidráulica, quando houver escassez de chuvas. “Reservatório de água a gente faz. Mas não faz reservatório de vento”, disse a presidente. “Deus nos ouça que a eólica consiga ser reservatório de hidrelétrica no Brasil. Deus nos ouça. Vamos ter de suar a camiseta tecnicamente, não é falta de vontade política, é tecnicamente”.

A respeito da participação do Brasil na Rio+20, a presidente afirmou que o País pretende exercer um papel de líder na conferência. “Encontrar um caminho comum é um processo difícil. Desta vez, eu acho que temos uma missão até mais difícil, que é propor um novo paradigma de crescimento”. Para Dilma, na Rio + 20 todos os temas vão se encontrar: “Mudança de clima, biodiversidade, redução da pobreza, direito a energia, melhores condições de vida, enfim, como é o futuro do mundo, é isso que vamos discutir na Rio+20. É um ponto de partida mais do que ponto de chegada. Desta vez temos de mudar o patamar da discussão. Nós acumulamos muitas coisas, acumulamos em todas as conferências do clima, em todas as discussões sobre florestas, água. Agora vamos ter de discutir isso na ótica das populações, dos governos, das comunidades científicas, dos organismos da sociedade civil, organizados ou não”.

Obras estão paradas em Jirau e seguem em Belo Monte

Veja dez dicas para se ambientar nos primeiros dias de trabalho

Quem começa em um novo emprego precisa ser cauteloso com a postura adotada e saber ouvir e observar. As recomendações são dos especialistas Irene Azevedo, diretora de negócios da consultoria LHH/DBM, do coach Roberto Recinella e Fernando Montero da Costa, diretor de operações da consultoria de RH Human Brasil.
Veja abaixo 10 dicas divididas por tópicos dos três consultores de recursos humanos.
1) Escute, observe e aprenda
Escute mais que fale, observe atentamente quem faz parceria com quem e em que ambiente você está inserido, procure conhecer seus pares e estabeleça relacionamento.
Na condição de novato, mesmo com bastante experiência profissional, você terá muito mais a aprender em relação aos aspectos gerais da cultura da empresa e de seu funcionamento do que a ensinar.
Crie um sistema próprio para lembrar os nomes das pessoas que for conhecendo e suas funções.
Conquiste o direito de avançar e falar, aprenda as regras, observando como as pessoas se comunicam e realizam as suas funções. Respeite esse código antes de querer mudá-lo ou enfrentá-lo.
2) Fuja de fofocas e panelinhas
Fuja de fofocas e rótulos. Nos primeiros dias as pessoas tentarão “fazer a sua cabeça” através de histórias e fofocas sobre fulano ou beltrano, por isso, se mantenha no âmbito das conversas casuais e de trabalho. Também evite julgar e “rotular” as pessoas ao seu redor antes de realmente conhecê-las , é comum simpatizarmos com uns mais do que com outros.
Aja com integridade: procure adotar uma postura ética desde o princípio, não discriminando ninguém e não aderindo às famosas panelinhas internas, especialmente aquelas que falam mal da empresa e de suas chefias.
3) Não ‘puxe o saco’
Não seja ‘puxa-saco’, evite tentar fazer alianças estratégicas chamando colegas que julgue importantes ou chefes e chefes dos chefes para almoçar. Nos primeiros dias ande com uma “tribo”, almoce onde eles almoçarem e aproveite para conhecer os seus colegas. Almoçar sozinho não é recomendado, pois passa um ar de arrogância e prepotência, não almoçar e ficar trabalhando é pior ainda. Respeite as hierarquias da empresa, que costuma ser sempre bem apreciado. Caso o seu chefe lhe convide para almoçar, então vá.
4) Atenção à linguagem verbal e do corpo
Cuidado com o seu linguajar, controle as gírias e, principalmente, os palavrões. Não mantenha conversas desnecessárias com os colegas, busque as informações de que necessita, mas não deixe isso se tornar um bate papo. Nada de piadinhas e tapinhas nas costas, seja sério, mas não deixe de sorrir.
5) Não faça comparações
Não compare sua empresa atual com a antiga, pode parecer difícil, então faça isso só dentro da sua cabeça, evite dizer que o ar-condicionado era melhor, a cadeira era mais confortável ou o teclado era ergonômico. Adapte-se à nova realidade, senão, alguém acabará lhe fazendo a perturbadora pergunta: “Então por que você saiu de lá se era melhor?”.
6) Seja humilde
Seja simpático e humilde, não interessa o cargo que irá ocupar, cumprimente todo mundo e aproveite para ouvir as pessoas, afinal, elas estão na empresa há mais tempo que você , esteja aberto para conversar e a contar a sua história, aproveitando para se reinventar e mudar.
Evite ser arrogante. Não caia na armadilha de acreditar que será bem sucedido na nova função fazendo apenas aquilo que fazia bem anteriormente. Aprenda com seus erros anteriores e recrie suas habilidades e talentos e evolua como profissional.
Atenção ao horário
Seja rígido com você mesmo , chegue na hora ou até um pouco antes.
Cuidado com a roupa
Vista-se de modo tradicional, semelhante à do processo seletivo. Com o tempo você percebe qual a forma de se vestir na empresa.
Cautela na aproximação de colegas
Comece a se relacionar primeiro com quem esteja ligado às suas atividades e, depois, na medida em que for sendo requisitado por motivos profissionais, expanda suas relações na empresa.
Não force a barra, conquiste as pessoas aos poucos. Todos nós nos sentimos como um alienígena nos primeiros dias de trabalho, mas lembre-se que outros dias virão, você não precisa fazer tudo nos primeiros dias, isso vale principalmente para as pessoas ao seu redor, cada uma delas tem um ritmo e nem sempre são solidárias com a sua situação, respeite os espaços de cada um. Um novo emprego implica em novas regras e novos relacionamentos evite saltar etapas, segure a sua ansiedade.
Seja você mesmo, relaxe e evite exageros em sua apresentação e interação com os novos colegas e chefes. Evite tentar impressioná-lo com suas histórias de sucesso, aproveite para ouvir e aprender em vez de querer ser o centro das atenções ou mesmo se comprometer em realizar tarefas para as quais ainda não está preparado.
Feedback é importante
Faça um acordo de expectativas com seu chefe (o que ele espera de você e quais as ofertas dele para você). Você também deverá dizer quais as suas expectativas e as suas ofertas. Faço o mesmo com cada membro de sua equipe.
Dê e busque obter feedback do seu desempenho: talvez uma das mais importantes hoje em dia, se você quiser de fato desenvolver-se na nova organização em que começou a atuar. Essa cultura do feedback é apreciada pelas chefias e tem sido cada dia mais utilizada pelos empregados como um instrumento de medição do seu próprio desenvolvimento profissional na empresa.