por master | 20/03/12 | Notícias NCST/PR
Acordo pode sair na segunda
Ficou para segunda-feira a reunião tripartite entre representantes do governo, trabalhadores e empresários para finalizar a proposta de reajuste para o Piso Mínimo Regional do Paraná, que beneficia mais de 300 mil empregados com carteira assinada. Na pauta de reivindicações entregue ontem à Secretaria do Trabalho, Emprego e Economia Solidária, as Centrais Sindicais pedem reajuste de 14,13%, manutenção da diferença de 30% em relação ao salário mínimo nacional e a mudança da data-base de maio para janeiro.
O piso mínimo regional é dividido em quatro faixas salariais. Se for aplicado o índice pleiteado pelos trabalhadores, o menor valor, para o setor agrícola passaria de R$ 708,14 para R$ 808,88. E o teto, para técnicos de nível médio, saltaria de R$ 817,78 para R$ 933,32.
O presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores do Estado do Paraná, que representou todas Centrais Sindicais, Denílson Pestana da Costa, espera que o acordo com o sindicato patronal e com o governo possa ser firmado na semana que vem. “Ainda estamos no prazo. Se tudo for acordado na segunda-feira, no dia 28 levaremos a proposta à reunião do Conselho Estadual do Trabalho para encaminharmos ao governador Beto Richa e, em seguida, ser votada na Assembleia”, ponderou.
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por master | 20/03/12 | Ultimas Notícias
O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, afirmou nesta segunda-feira (19) que a proposta do governo de uniformizar as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) interestadual para bens e mercadorias importadas não resolve os problemas causados à indústria nacional pela concorrência de produtos de fora.
Colombo se reuniu com a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, para apresentar os argumentos de estados que recebem esses produtos e lucram com a cobrança do imposto.
A principal crítica à proposta do governo é o caminho escolhido para aprovar a mudança no Congresso. A nova alíquota está sendo debatida no Senado por meio de um projeto de resolução. Segundo Colombo, essa medida só poderia ser instituída via lei complementar, sendo discutida também pela Câmara.
“Não vamos reduzir a importação através desses elementos [uniformizar alíquotas]. Eles apenas vão fazer migrar para o centro consumidor. Ou seja, São Paulo que já importa 37% vai passar para 60, 65%. Vai ser um prejuízo da grande maioria dos outros estados brasileiros”, afirmou o governador de Santa Catarina, estado que atualmente tem cinco portos em operação.
A proposta do governo, relatada pelo senador Delcídio Amaral (PT-MS), prevê a uniformização do imposto em 4% para todos os estados. Segundo Raimundo Colombo, atualmente, a alíquota é de 17% no estado.
Impacto
Para o governador, é preciso que os senadores e o governo federal considerem o impacto da medida no orçamento dos estados que já terão de arcar com o reajuste no piso nacional dos professores.
“O que nos queremos é tempo para discutir. Se tiver algum item ou setor que estiver prejudicado, nós podemos evoluir para isso de uma forma paulatina, dentro de uma programação. Agora, não se pode impor aos estados uma medida de cima para baixo, sem consultar os que serão prejudicados”, reclamou Colombo.
A medida foi tomada pelo governo, segundo o ministro Guido Mantega, para evitar a chamada “guerra fiscal”, diante da decisão de alguns estados em conceder os incentivos para importações, como Espírito Santo, Santa Catarina e Goiás, que acabam barateando em mais 10% os produtos trazidos do exterior.
Em sua primeira coletiva de imprensa, o novo líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM) afirmou que a aprovação da resolução será um teste para a base aliada depois da crise das últimas semanas.
“A Resolução 072 é importantíssima para o Brasil. Temos de votar com o máximo de brevidade possível, mas temos de ter o governo consciente de que existem seguimentos da indústrias em que a trava [redução da alíquota] não pode ser geral. Não podemos mais esperar […] Não é a presidente que está com pressa, é o Brasil que está com pressa”, disse Braga.
por master | 20/03/12 | Ultimas Notícias
A greve da Usina de Jirau, em Porto Velho, entra no 10º dia nesta segunda-feira (19) sem acordo entre os trabalhadores e as empresas, diz o sindicato.
Segundo Valderir da Costa Braga, diretor financeiro do Sindicato dos Empregados da Construção Civil do Estado de Rondônia (Sticcero), a associação está no aguardo de resposta das empresas às reivindicações dos trabalhadores.
A assessoria da Secretaria de Segurança, Defesa e Cidadania de Rondônia (Sesdec) disse nesta segunda que o ambiente está calmo e que “Não houve registro dos excessos por parte dos manifestantes”.
O órgão disse também que depende da permissão da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) para realocar agentes da Força Nacional para o local – neste sábado (17) a Secretaria informou que pediu reforço da Força Nacional para a segurança na Usina na quinta (15). Há efetivo da Força Nacional no estado, mas atuando em outras frentes.
A Justiça do Trabalho informou nesta segunda que designou um oficial da Justiça para acompanhar o processo da greve, que deve dar o parecer legal até a terça-feira (20). Na quinta-feira (15), o órgão declarou ilegal a greve de trabalhadores da usina e fixou multa diária de R$ 200 mil para os trabalhadores em caso de descumprimento da decisão. O valor soma R$ 100 mil para cada empresa do consórcio: Construtora Camargo e Enesa Engenharia Ltda.
A pauta de reivindicações do sindicato tem 10 itens, entre eles aumento de 30% do salário, cinco dias de folga a cada 70 dias trabalhados (atualmente, a folga é a cada 90 dias corridos de trabalho), aumento do valor da cesta básica de R$ 170 para R$ 350, plano de saúde gratuito extensivo a familiares, aumento de periculosidade e insalubridade e disponibilidade de um médico ginecologista no posto de saúde do canteiro de obras.
Procuradas, a Construtora Camargo Corrêa ainda não passou posicionamento e a Enesa Engenharia Ltda informou que não vai se posicionar.
por master | 20/03/12 | Ultimas Notícias
A Câmara Municipal de Curitiba tem novo presidente. O vereador João Luiz Cordeiro (PSDB), conhecido como João do Suco, foi eleito na tarde de ontem para um mandato tampão de 11 meses, com duração até fevereiro de 2013.
João do Suco, 53, é o primeiro vereador a ocupar a presidência após o longo período de hegemonia de João Cláudio Derosso (PSDB), que comandou a Casa por 15 anos.
Derosso renunciou ao cargo na semana passada, após a imprensa local veicular denúncias de que ele teria favorecido a mulher, uma jornalista de Curitiba, num contrato para publicidade da Câmara. João do Suco recebeu 25 votos. O segundo colocado, Paulo Salamuni (PV), 11. Dois outros vereadores se abstiveram. Ao todo, a Câmara Municipal de Curitiba tem 38 vereadores. Manifestantes que estavam no plenário e que ficaram insatisfeitos com o resultado da eleição gritaram ”laranja” para Suco, que é colega de partido de Derosso.
João é vereador desde 2009 e ganhou o apelido ”do Suco” quando tinha uma lanchonete no bairro Pinheirinho, região sul da capital paranaense. Até a tarde de ontem ele era o líder do prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), na Câmara. Agora, o cargo vai ser ocupado interinamente pelo vereador Serginho do Posto (PSDB).
por master | 20/03/12 | Ultimas Notícias
Um em cada cinco produtos industriais vendidos no Brasil em 2011 foi fabricado em outro país, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os importados responderam por 19,8% do consumo no ano passado, porcentual recorde, acima dos 17,8% registrados em 2010.
A própria indústria nacional contribuiu para o aumentou no consumo de importados: 21,7% dos insumos utilizados pelo setor vieram de outros países, participação também recorde no levantamento realizado com dados retroativos a 1996, em parceira com a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex).
O levantamento também calcula a parcela da produção nacional vendida para o exterior. Coincidentemente, é o mesmo porcentual de consumo de importados. Ou seja, o Brasil exportou quase 20% da sua produção industrial e importou quase 20% do que consumiu em 2011.
Para CNI, esse ”empate” não é algo positivo para o País. Em primeiro lugar, porque as vendas para o exterior superavam com folga o consumo de importados até 2007, o que mudou a partir da crise de 2008. Além disso, enquanto a importação bate recorde, a exportação ainda está abaixo do pico de 22,9% alcançado em 2004. Por isso, a previsão é que as vendas voltem a ficar abaixo das compras externas neste ano, o que não acontece desde 2001.
”Isso é uma combinação de câmbio valorizado e uma economia em que o consumo cresce. A tendência é continuar esse quadro, o que nos leva a esperar um crescimento mais intenso na importação do que na exportação”, disse o gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco.
Segundo o economista, essa ”coincidência” se deve ainda ao desempenho da indústria extrativa, exportadora de produtos básicos. Quando se considera apenas a indústria de transformação, a participação das vendas cai para 15% da produção, abaixo do porcentual de consumo de importados (18,5%).
Outro resultado ruim para a indústria de transformação, segundo o levantamento, é o índice que considera a diferença entre a compra de componentes importados para a produção e as exportações desse segmento. O indicador geral cresceu de 8,1% em 2010 para 9% em 2011, a favor das exportações, também puxado pela indústria extrativa. Na indústria de transformação, no entanto, caiu de 3,4% para 3% no mesmo período, menor valor da série iniciada em 1997.
Para a CNI, esses números tendem a piorar, mesmo com as medidas adotadas pelo governo para segurar o dólar e impulsionar a atividade econômica. ”Se nada for feito para aumentar a competitividade dos produtos brasileiros, creio que o quadro tenda a se agravar. Vamos ter um baixo crescimento da produção e, como consequência, da economia em 2012”, disse Castelo Branco.