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Dieese lança balanço dos reajustes salariais de 2011 nesta quarta

Dieese lança balanço dos reajustes salariais de 2011 nesta quarta

O Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) realiza nesta quarta-feira (21), a partir das 9h30, divulgação do balanço das negociações dos.

O assessor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), da Subseção da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos da Força Sindical (CNTM), Roberto Anacleto, disse ao Vermelho a divulgação do balanço dos reajustes torna-se importante para nortear as discussões sobre essa temática no interior do movimento sindical.

“Os dirigentes sindicais necessitam de instrumentos que dêem sustentação às suas reivindicações nas campanhas salariais. Este balanço tem justamente essa função. Ele ajuda ao dirigente a planejar suas pautas e entender o setor de forma mais clara e concreta”, explica o economista.

 

Da Redação, Joanne Mota

Dieese lança balanço dos reajustes salariais de 2011 nesta quarta

Setor financeiro mantém projeção de inflação para 2012 em 5,27%

Apesar da redução mais acentuada da taxa básica de juros pelo Banco Central (BC), o mercado financeiro mantém inalterada a projeção de inflação apurada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 5,27%.

A taxa básica de juros (Selic) é uma das ferramentas utilizadas pelo BC para controlar a inflação.

De acordo com o boletim Focus, relatório divulgado semanalmente pelo BC, a expectativa de investidores e analistas do mercado financeiro é que a taxa básica de juros passe para 9,28% no final do ano.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC avaliou que existe a possibilidade de a taxa básica de juros ser reduzida a patamares considerados ligeiramente acima do mínimo histórico (8,75%).

Ainda de acordo com o Focus, a taxa de câmbio continua estimada em R$ 1,75 em dezembro de 2012.

Houve redução na estimativa para a Dívida Líquida do Setor Público, que passou de 36,2% para 36,14% em proporção ao Produto Interno Bruto (PIB). A projeção para o crescimento da economia permanece em 3,3%, mas com queda na produção industrial de 2,27% para 2,03%.

No setor externo, a estimativa para o déficit em conta-corrente foi mantida em US$ 68 bilhões, com uma leve melhora da balança comercial brasileira que terminaria o ano com saldo de US$ 19,1 bilhões. O mercado manteve inalterada a expectativa para os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) em US$ 55 bilhões.
Dieese lança balanço dos reajustes salariais de 2011 nesta quarta

Ganância dos bancos prejudica cliente e trabalhador

A gestão dos bancos, com foco nas metas abusivas por vendas e lucro, prejudica tanto aos trabalhadores quanto à sociedade. Com essa constatação, a presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira, abriu o seminário Venda Responsável de Produtos Financeiros, no Dia Mundial do Consumidor, na quinta-feira – 15 de Março.

O evento marcou também o lançamento da campanha pela venda responsável de produtos financeiros, realizada em parceria com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Sindicato e Idec editaram uma cartilha sobre o assunto que, ressaltou Juvandia, pretende não apenas esclarecer os correntistas sobre seus direitos, como também informar a população sobre a realidade de trabalho dos bancários, categoria adoecida por conta das metas inalcançáveis e do assédio moral institucional no setor financeiro.

A coordenadora executiva do Idec, Lisa Gunn, que também participou do evento, concorda que consumidores e clientes são as “duas faces de uma mesma moeda”. “Se por um lado os trabalhadores sofrem com a pressão por metas, por outro os consumidores são lesados ao adquirirem produtos inadequados ao seu perfil ou desnecessários”. Daí a importância, acrescentou Lisa Gunn, da parceria entre Sindicato e Idec para combater o problema.

Bancos sonegam informação

O direito à informação, um dos princípios básicos do Código de Defesa do Consumidor, é sistematicamente violado pelas instituições financeiras. Foi o que constatou recente pesquisa do Idec, feita entre os seis maiores bancos no Brasil.

“Esse desrespeito não é pontual como alegam as instituições financeiras, é uma prática comum nessas empresas”, afirmou a gerente jurídica do Idec, Maria Elisa Novais, que discutiu os problemas dos consumidores com produtos financeiros inadequados, na terceira mesa de debates do seminário Venda Responsável de Produtos.

Maria Novais citou os artigos do Código que preveem esse direito. “A legislação determina que a informação deve ser adequada e clara, com especificação correta das características do produto e dos riscos que ele apresenta aos clientes”, ressaltou.

Mas caminhando na contramão do que determina a lei, os bancos vêm ocupando os primeiros lugares nos rankings de reclamações de clientes. “Em 2011, o setor financeiro ultrapassou, em queixas do consumidor, os planos de saúde, que foram os campeões por 11 anos”, informou.

Doentes por pressão

Segundo a médica sanitarista e pesquisadora da Fundacentro, Maria Maeno, a categoria bancária figura entre as que mais utilizam benefícios do INSS. E a maioria dos afastamentos, informou, é por problemas psíquicos, ou seja, que demandam um longo tratamento e deixam sequelas. A médica participou da mesa de saúde do seminário Venda Responsável de Produtos.

Ela mostrou como as doenças do trabalho hoje têm uma “multicausalidade”. Antigamente, disse, as doenças eram mais diretamente identificadas com a função exercida pelo trabalhador. “Era o dentista que adoecia pelo contato com o mercúrio dos amálgamas, ou o operário da linha de produção que apresentava problemas de surdez”, exemplificou.

Mas no capitalismo de hoje, disse, é diferente: o trabalhador adoece por conflitos éticos, por estresse, por pressão, por ser humilhado pelos chefes e por introjetar psicologicamente os conceitos da empresa.

“A pressão por metas, por exemplo, transformou os bancários numa das categorias que mais apresenta doenças por esforço repetitivo (as LER/Dort). Os conflitos éticos, por sua vez, levam a doenças psíquicas, cardíacas, gástricas, musculares”, citou Maeno para ilustrar como a relação de causa e adoecimento não é tão direta quanto se considerava antes.
Dieese lança balanço dos reajustes salariais de 2011 nesta quarta

Dia de São José, o Santo Carpinteiro

Dia 19 de março é a data dedicada a São José. Homem simples, trabalhador, escolhido por Deus para ser tutor de Cristo em sua vida terrena. José ensinou a Jesus o ofício da carpintaria e, portanto, é o padroeiro desta nobre e antiga profissão.

É claro que a profissão que foi tão crucial para o desenvolvimento humano mudou muito nestes mais de dois mil anos. O que hoje é a indústria da construção civil e madeira movimenta bilhões de reais por ano, além de ser a indústria base que possibilita a existência de todas as outras áreas da produção.

Toda essa riqueza só é possível graças a uma peça chave: o trabalhador. Se nos tempos de Cristo o carpinteiro era um profissional que passava de pai para filho os segredos do artesanato, hoje cada vez mais uma formação especializada na área é exigida para quem vai trabalhar no setor. Na área da construção civil, o número de novos postos de trabalho para quem tem nível médio completo é muito maior a quem tem escolaridade inferior.
Dieese lança balanço dos reajustes salariais de 2011 nesta quarta

Novo cartão permitirá parcelamento em até 200 vezes

Está chegando ao mercado brasileiro, um cartão de crédito que permitirá o parcelamento de despesas em até 200 vezes, informa o Portal HD. Em tese, o Shopcard, que permite o parcelamento em quase 17 anos, por ser um cartão de crédito como qualquer outro, poderá financiar honorários de advocacia também.

O pagamento de honorários com cartão de crédito já foi objeto de análise da Comissão de Ética e Disciplina do Conselho Federal da OAB, que em agosto de 2010, que decidiu que não se tratava de infração ético-disciplinar. Na ocasião, a controvérsia decorreu da previsão constante da Lei 8.906/94 (Estatuto da Advocacia) e do Código de Ética, de que o exercício da advocacia não pode ser mercantilizado. A comissão firmou entendimento de que receber honorários por meio de cartão de crédito não é mercantilizar a profissão, apenas aceitar uma forma moderna de recebimento de honorários advocatícios, uma vez que o cheque no formato papel é algo praticamente em extinção.

O Judiciário também pretende aceitar cartões de crédito ou débito para o pagamento de dívidas trabalhistas. O compromisso formal que faltava para que a medida fosse concretizada foi firmada, em fevereiro deste ano, no Conselho Nacional de Justiça. Representantes do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do Judiciário, como a corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon e o corregedor-geral da Justiça do Trabalho, ministro Antônio José de Barros Levenhagen, assinaram um termo de cooperação técnica que permitirá o uso do sistema. Com o uso de cartões, a quitação poderá ser imediata, se efetuada via débito automático, ou em 30 dias, no caso de crédito.

Uma vez pagos no cartão de crédito, a dívida trabalhista e os honorários advocatícios passam a ser uma despesa comum na fatura do cartão, estando sujeita a todas as operações que eles oferecem, inclusive, a de parcelamento da fatura. Desta forma, pode-se concluir que uma dívida trabalhista paga com cartão, poderá, posteriormente, ser parcelada junto à operadora do cartão na quantidade máxima de parcelas permitida por ela.

Além do parcelamento em até 200 vezes, o Shopcards irá oferecerr outros diferenciais como anuidade gratuita do cartão de crédito, máquinas de cobrança gratuitas (o custo médio é de R$ 150) e transação feita pelo computador e também por celular.

A empresa foca também em nichos pouco explorados pelos cartões, como atendimentos médicos e odontológicos, estacionamentos e serviços de táxi. A ideia é que o paciente possa parcelar um tratamento mais caro e pagá-lo utilizando o computador do médico, dentro do consultório.

A expectativa é atingir 600 mil clientes até julho deste ano. O Shopping D&D, localizado em São Paulo e focado em arquitetura, decoração e design, é uma das empresas que utilizarão o sistema da Shopcards.

A fórmula adotada pela Shopcards é a redução dos juros para aumentar o consumo dentro de um prazo maior oferecido ao cliente, informa o sócio e vice-presidente da empresa, Marcello Gimenez. “Hoje, as classes C, D e E estão tendo acesso a um crédito que antes não tinham. Se eu consigo dar acesso ao consumo oferecendo parcelas de valores menores, o consumidor passa a querer comprar mais”, explicou.

A estratégia segue o modelo de comércio praticado nos Estados Unidos, onde, segundo Gimenez, é mais comum realizar as compras em longo prazo.

De fato, o brasileiro tem se demonstrado mais favorável ao uso do crédito. Em 2011, o número de cartões em operação saltou de 41,5 milhões, em 2002, para 173,2 milhões, de acordo com a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços). Nesse mesmo intervalo, o setor de cartão de crédito faturou cerca de R$ 386 bilhões, volume muito superior aos R$ 68,5 bilhões registrados em 2002.

O modelo da empresa teve investimento de mais de R$ 10 milhões nos cinco anos de desenvolvimento do negócio, sendo que cerca de R$ 2 milhões foram aplicados na plataforma de tecnologia, também importada dos EUA.