por master | 19/03/12 | Ultimas Notícias
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de fevereiro, divulgados nesta sexta-feira (16), revelam aumento do emprego com carteira assinada em quase todas as regiões do país. Na região Sudeste, onde o crescimento foi maior, foram gerados 93.266 novos postos; na Sul foram 39.522 vagas; na Centro-Oeste 23.457 e na Norte, 3.965. A exceção foi a região Nordeste, que por motivos sazonais, ligados às atividades sucroalcooleiros, apresentou queda de 9.610 postos.
O estado que gerou mais empregos foi São Paulo, com 55.754 vagas, seguido por Minas Gerais, com 21.031. O setor de Serviços foi que mais contribui para o bom desempenho da região Sudeste, com mais de 57 mil novas vagas de trabalho formal. No Sul, o estado de Santa Catarina ficou com 15.719 postos, Paraná com 14.075 e o Rio Grande do Sul com 9.728. A Indústria de Transformação foi a que mais se destacou na região sulista, criando 18.977 postos, seguida pelo setor de Serviços, com 14.393.
Já na região Centro-Oeste, o estado de Goiás gerou 10.340 postos, acompanhado de Mato Grosso, com 6.655. O setor de Serviços ficou na 1ª colocação no Centro-Oeste do país, com 8.527 vagas. No Norte, os estados do Pará (2.137) e Tocantins (1.181) foram os que mais geraram empregos no mês de fevereiro. Serviços (2.913) e Construção Civil (2.299) obtiveram o melhores resultados na região. A redução do emprego na região Nordeste pode ser atribuída ao comportamento negativo do emprego nos estados de Pernambuco (-3.844), Alagoas (-3.162 e Paraíba (-3.137).
O emprego nas nove maiores Áreas Metropolitanas do país cresceu 0,36% (+56.520 postos) em fevereiro de 2012. Este resultado ocorreu pela elevação do emprego em sete das nove Regiões Metropolitanas. Se destacaram: São Paulo (+21.548 postos ou +0,33%), Rio de Janeiro (+13.528 postos ou +0,50%) e Belo Horizonte (+8.739 postos ou +0,55%. As Regiões Metropolitanas que reduziram o nível de emprego foram: Salvador (-1.661 postos ou -0,19%) e Recife (-283 postos ou -0,03%, que apresentou uma ligeira queda). Em Salvador, tal resultado deveu-se, em grande parte, ao desempenho negativo da Construção Civil (1.928 postos). Em Recife, a redução pode ser creditada ao comportamento da Indústria de Produtos Alimentícios (-2.632 postos) e da Agricultura (-796 postos)
por master | 19/03/12 | Ultimas Notícias
O ASSUNTO É POUPANÇA
DE SÃO PAULO
O governo só deve mexer nas regras da caderneta de poupança em 2013, após as eleições municipais deste ano, quando os juros pagos pela dívida pública poderão descer abaixo de 9%. Hoje, estão em 9,75%.
Assunto impopular, a remuneração da poupança poderá se tornar um percentual fixo da taxa Selic, os juros do governo -por exemplo, entre 60% e 80%.
Hoje, seria algo entre 5,85% a 7,8% ao ano. Mas, com a Selic em 8%, a poupança renderia entre 4,8% e 6,4%. O percentual ainda não foi definido.
Também estaria em estudo no governo que a mudança nas regras só tenha validade para as novas aplicações. Nesse caso, quem depositar antes da mudança teria garantida a aplicação das taxas e regras anteriores.
Com juros mínimos de 6,17% mais TR (Taxa Referencial) ao ano estabelecido em lei, a poupança já rende igual ou mais do que os fundos de investimento do tipo DI com taxa de administração de 1,5% se o investidor resgatar a aplicação em menos de seis meses e pagar Imposto de Renda na alíquota de 22,5%.
Quando os juros caírem para 9%, o que deve acontecer já em abril, só os fundos com taxa de administração de 1% conseguirão empatar com o rendimento da poupança.
A leitura do governo é que a situação só ficará insustentável quando os juros descerem a 8,5%. Com essa taxa, a maioria dos fundos DI vendidos pelos bancos de varejo perderá para a poupança, levando a uma migração dos investidores.
O governo, porém, depende dos fundos de investimento para vender títulos da dívida pública.
A urgência em resolver o problema, que sofre forte resistência no Congresso, diminuiu após a divulgação da ata da mais recente reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do BC).
O documento deixou claro que o atual ciclo de redução nos juros será encerrado quando a taxa atingir 9%.
(TONI SCIARRETTA)
por master | 19/03/12 | Ultimas Notícias
Brasília – A geração de empregos formais em fevereiro atingiu 150,6 mil vagas em 2012, a terceira pior marca para o mês da história, segundo divulgou nesta sexta-feira o Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A marca de fevereiro deste ano foi a pior desde 2009, o menor da série para o mês, com a geração de 47,8 mil postos de trabalho com carteira assinada.
Fevereiro também registrou número recorde de demissões: 1,589 milhão, contra 1,740 milhão de admissões (o segundo maior resultado para o mês). No acumulado do ano, foram gerados 294 mil novas vagas de trabalho com carteira assinada, segundo o Ministério do Trabalho.
Em termos setoriais, seis das oito áreas pesquisadas pelo Caged registraram aumento das vagas de trabalho. O setor de serviços teve o segundo maior saldo de vagas para fevereiro, com 0,6% de alta em relação a janeiro (ou 93,1 mil postos), seguido pela construção civil, com geração de 27,8 mil vagas, e indústria de transformação, que criou 19,6 mil postos.
Já o setor de comércio e o de agricultura tiveram mais demissões do que contratações em fevereiro: 6,6 mil e 425 vagas, respectivamente, foram fechadas no mês passado.
por master | 19/03/12 | Ultimas Notícias
Até o dia 30 de abril, os contribuintes que vão prestar contas à Receita Federal por meio do modelo completo da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) não devem se esquecer de que há despesas que podem – e devem – ser discriminadas e servir para reduzir o valor a ser pago ou aumentar o valor a ser restituído.
De acordo com o coordenador da consultoria IOB-Folhamática, Edino Garcia, os contribuintes podem deduzir alguns gastos próprios, e outros de dependentes, desde que tenham guardado os comprovantes de despesas – já que a Receita tem até cinco anos para cobrar a comprovação.
Segundo a Receita, na declaração do imposto de renda 2011 pode ser deduzido o valor de R$ 1.889,64 para cada dependente que seja filho ou enteado de até 21 anos ou até 24 anos (desde que estejam na faculdade), cônjuge ou companheiro (com mais de cinco anos de convivência), pais, avós e bisavós (que tenham rendimentos anuais menores que R$ 18.799,32), pessoas absolutamente incapazes, de qualquer idade, cuja guarda seja do contribuinte, e menores tutelados pelo contribuinte.
Para filhos e tutelados, podem ser descontadas no IR despesas com educação até o limite de R$ 2.958,23. Os contribuintes também podem descontar o valor pago com no máximo um empregado doméstico (R$ 866,60) para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Aqueles contribuintes que pagam pensão alimentícia, conforme Garcia, também podem deduzir todo o valor proveniente desse gasto. “Mas apenas aquele previsto em sentença ou acordo registrado em cartório. Nenhum valor pago por fora, por liberalidade do contribuinte, pode ser abatido”, diz.
Segundo ele, também é possível restituir de 3% a 6% dos valores doados para Fundos do Direito da Criança e Adolescente, de incentivo à cultura e atividades audiovisual, além de projetos desportivos e paradesportivos. Quem se esquecer de pedir a dedução até o dia 30 de abril pode tentar fazer uma retificação da declaração do imposto de renda até o final de 2012, mas nesse caso o pagamento da restituição pode ficar para 2013. E mesmo que o contribuinte tenha recebido a restituição deve manter os comprovantes por, pelo menos, cinco anos. “Não é comum, mas a Receita pode investigar novamente um contribuinte, caso fatores externos e cruzamento de dados entre Cadastros de Pessoas Físicas (CPFs) comprovem alguma irregularidade”, diz.
Caso o contribuinte caia na “malha fina”, por não conseguir comprovar uma despesa, terá que pagar o valor equivalente ao imposto e ainda uma multa que varia entre 75% e 150%. “Por isso é melhor sempre preencher com cuidado a declaração e manter os comprovantes guardados”, completa Garcia.
Confira todos os gastos que podem ser deduzidos do imposto de renda
1 – valores integrais pagos como pensão alimentícia (gasto idêntico ao previsto em sentença ou acordo registrado em cartório)
2 – Contribuições para a Previdência Social do contribuinte e dependentes
3 – Contribuições para as entidades de previdência privada tanto de Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e Fundo de Aposentadoria Programada Individual (Fapi) até o máximo de 12% do valor do gasto
4 – Despesas médicas e hospitalares para tratamento do próprio contribuinte e de seus dependentes
5 – Valores gastos com aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas para pernas e braços mecânicos, cadeiras de rodas, andadores, palmilhas, calçados ortopédicos e qualquer outro aparelho ortopédico
6 – Gastos com próteses dentárias e aparelhos ortodônticos
7 – Gastos com lente intraocular colocada em cirurgias de cataratas
8 – Gastos com transfusão de sangue e exames de laboratório
9 – Despesas provenientes de uso de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) no ar
10 – Gastos com prestações de planos de saúde do contribuinte e de seus dependentes
11 – Despesas com instrução de portadores de deficiência
12 – Despesas com parto da contribuinte ou da companheira, esposa, ou mãe do filho do contribuinte
13 – Gastos médicos feitos no exterior
14 – Despesas com instrução do contribuinte ou de seus dependentes, da educação infantil (creches e as pré-escolas) até pós-graduação (mestrado, doutorado e especialização), além de cursos de educação profissional, como ensino técnico e tecnológico, até o limite individual de R$ 2.958,23
15 – Profissionais autônomos podem deduzir despesas com aquisição de livros, jornais, revistas, roupas especiais, desde que necessárias ao desempenho de suas funções
16 – Autônomos podem deduzir contribuições a sindicatos de classe, associações científicas e outras associações
17 – Autônomo pode deduzir pagamentos efetuados a terceiros com quem mantenha vínculo empregatício, desde que a despesa esteja anotada no livro-caixa
18 -Autônomo pode deduzir despesas com propaganda da atividade profissional
19 – Autônomo pode deduzir gastos relativos a participação em congressos e seminários
20 – Contribuições feitas aos fundos controlados pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, limitados a um por município, um por Estado e um nacional. As organizações devem emitir comprovante em favor do doador
21 – Doações feitas aos Fundos Nacional, Estaduais ou Municipais do Idoso
22 – Doações de incentivo à cultura e à atividade audiovisual, limitada a 6% do imposto devido apurado na declaração de ajuste
23 – Doações ou patrocínios no apoio direto a projetos desportivos e paradesportivos previamente aprovados pelo Ministério do Esporte
24 – Doações com contribuição paga à Previdência Social pelo empregador doméstico, limitada a apenas um empregado e ao valor de R$ 866,60
25 – Gastos com assistente social, massagista e enfermeiro desde que provocados por internação.
por master | 16/03/12 | Notícias NCST/PR
O Presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores no Estado do Paraná – Denílson Pestana da Costa esteve reunido na manhã desta sexta-feira (16) com as Centrais Sindicais.
O encontro realizado na sede da NCST/PR em Curitiba teve como objetivo levantar informações e definir estratégias a serem defendidas na próxima Reunião Ordinária da Comissão Tripartite de Acompanhamento da Política de Salário Mínimo Regional do Estado do Paraná, que será realizada no dia 19 de março de 2012 (Segunda-feira), com início às 14h30, em Curitiba/PR.
A briga para garantir um ganho real no piso mínimo regional paranaense está próxima do fim, e mais uma vez a NCST/Paraná teve papel protagonista nas negociações, com a participação do presidente da entidade (Denílson Pestana) na Comissão Tripartite de Acompanhamento da Política de Salário Mínimo Regional do Estado do Paraná representando o conjunto das centrais sindicais do estado. Participam da comissão os representantes dos trabalhadores, do setor empresarial, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), além da mediação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Economia Solidária do estado.