por master | 08/03/12 | Ultimas Notícias
A participação da mulher no mercado de trabalho vem crescendo em cargos de liderança em grandes organizações e em diversos segmentos. De acordo com um novo estudo realizado pela Catho Online, site de classificados de currículos e vagas de emprego, as mulheres já ocupam mais de 48% dos cargos de supervisão, igualando-se aos homens, e, 64% dos postos de coordenação, destacando-se como maioria. Além disso, 24% dos cargos mais elevados das organizações, como presidentes e CEOs, também já pertencem a essas profissionais.
Em empresas de pequeno porte, existe um maior número de mulheres ocupando cargos de altos níveis, como presidência e diretoria, enquanto nas empresas de grande porte, elas representam a maioria em cargos como os de coordenador e encarregado.
Quando se trata da área de atuação, as mulheres apresentam maior participação em recursos humanos (73%), educação (62%), administrativa e relações públicas (60%). Já as áreas de tecnologia e industrial/engenharia, por sua vez, continuam sendo as áreas com menor índice de atuação feminina, com 16% e 20%, respectivamente.
“Nos últimos anos as mulheres já conquistaram novos postos no mercado de trabalho, e essa é uma tendência que deve seguir no futuro. Ainda existem áreas, por exemplo, em que predominam os homens, mas essa realidade deve mudar gradativamente. As mulheres já provaram que são excelentes profissionais, tanto quanto os homens. Sendo assim, cada vez mais, a divergência entre os sexos no mundo corporativo está cessando”, afirma Carolina Stilhano, gerente de Comunicação da Catho Online.
O levantamento realizado pela Catho Online, contou com dados do Cadastro Catho, serviço com mais de 480 mil executivos e mais de 200 mil empresas nacionais e multinacionais.
por master | 08/03/12 | Ultimas Notícias
O piso salarial válido no Rio Grande do Sul para categorias sem acordo coletivo de trabalho foi reajustado em 14,75% na noite desta terça-feira. O índice foi aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa e começou a ser aplicado integralmente em 1º de março. Ao mesmo tempo, a data-base da correção foi antecipada para primeiro de janeiro a partir do ano que vem, para acompanhar o calendário do salário mínimo nacional.
Contestado por entidades empresariais, o piso regional gaúcho tem quatro faixas. A primeira passou de R$ 610 para R$ 700, mas os trabalhadores deste nível já haviam recebido um aumento para R$ 622 em janeiro devido ao rejuste do mínimo nacional. As demais foram corrigidas de R$ 624,05 para R$ 716,12, de R$ 638,20 para 732,36 e de R$ 663,40 para R$ R$ 761,28.
A mais baixa das quatro faixas vale para trabalhadores na agricultura e pecuária, turismo, construção civil, bares, hotéis e restaurantes, empregados domésticos e motoboys, entre outros. A segunda vale para segmentos como indústrias de vestuário e calçados, serviços de saúde, limpeza, telecomunicações e telemarketing. A terceira vale para comércio e indústrias como mobiliárias, químicas e farmacêuticas. O nível mais alto é aplicado nas indústrias metalúrgicas, gráficas, de cerâmica, em empresas de seguros e capitalização e em condomínios, entre outros segmentos.
por master | 08/03/12 | Ultimas Notícias
As vendas de imóveis usados na capital paulista subiram 30,87% em dezembro sobre novembro. Com o resultado, as vendas fecharam o ano de 2011 com crescimento de 76,54%. Em relação ao volume de novos aluguéis contratados, houve alta de 11,64% em dezembro ante novembro e de 25,49% no acumulado do ano, aponta nesta quarta-feira (7) o Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP) com base em pesquisa realizada com 460 imobiliárias da cidade.
Os dados do Creci-SP mostram que o preço médio das casas e apartamentos usados negociados permaneceu estável em 2011. Em dezembro, houve queda de 1,93% nos preços médios dos imóveis vendidos, levando o acumulado do ano para uma alta de 6,78%, nível próximo ao registrado pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 6,5%. Já o preço médio dos alugueis fechou 2011 com elevação de 13,6%.
Os imóveis usados mais vendidos em dezembro corresponderam aos de valor superior a R$ 200 mil – foram 67,99% dos contratos fechados pelas imobiliárias. O preço médio passou de R$ 3.230 o metro quadrado em novembro para R$ 5.000 no mês seguinte, alta de 54,8%.
As maiores valorizações se concentraram entre os apartamentos de padrão médio com até sete anos de construção e localizados nos bairros com maiores valores médios da capital paulista, como Alto da Boa Vista, Jardim Paulista e Moema. Mais da metade (50,53%) das vendas foram feitas por meio de financiamento bancário, seguido de compra à vista (44,88%) e parcelamento direto com o proprietário (4,59%).
Em dezembro, as imobiliárias consultadas pelo Creci-SP alugaram 970 imóveis, 50,72% de casas e 49,28% de apartamentos. A faixa de valor com maior número de novas locações (17,64%) foi a dos aluguéis entre R$ 401 e R$ 600 mensais.
O aluguel que mais aumentou em dezembro na cidade foi o de apartamentos de dois dormitórios situados em bairros como Itaquera, Brasilândia e São Miguel Paulista. O preço médio subiu 69,27%, de R$ 640 em novembro para R$ 1.083,33 em dezembro.
Inadimplência
O porcentual de inquilinos com pagamento atrasado nas imobiliárias consultadas foi de 5,1% em dezembro, ou 22,01% a mais do que o patamar de 4,18% de devedores verificado em novembro.
No último mês de 2011, as imobiliárias receberam de volta as chaves de 676 imóveis. Desses, 43,93% tiveram motivos financeiros para deixar o imóvel. O número de imóveis devolvidos é equivalente a 69,69% do total de novas locações, maior que os 56,67% apurados em novembro.
por master | 08/03/12 | Ultimas Notícias
O Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC2) executou no ano passado 21 por cento do total de desembolsos estimados até 2014, informou nesta quarta-feira a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, durante o balanço de um ano do PAC 2.
Segundo o documento, já foram pagos 204,4 bilhões de reais em investimentos no ano passado, dos quais 142,8 bilhões equivalem a ações já finalizadas.
O balanço mostra ainda que, em termos de volume financeiro, 7 por cento das obras do PAC2 estavam concluídas em dezembro, acima dos três por cento em setembro.
Os empreendimentos em ritmo adequado representavam no fim do ano 83 por cento do total, com oito por cento em estado de atenção e dois por cento consideradas preocupantes pelo governo.
LEILÕES ADIADOS
Um dos projetos que, segundo o governo, está em ritmo adequado é a concessão à iniciativa privada de 1.754 quilômetros em trechos das rodovias BR 040 e BR 116.
Entretanto, o balanço do PAC adiou a previsão dos dois leilões. No caso da licitação da BR 040, o adiamento foi de seis meses, para janeiro de 2013.
A licitação da BR 116 também foi postergada de meados de julho, previsão anterior, para novembro de 2012.
Não há explicações, no balanço do PAC, para o adiamento. Mas na semana passada uma fonte do governo já havia antecipado à Reuters que as licitações poderiam ser postergadas porque estava havendo um processo de revisão, para cima, das exigências de investimentos nessas futuras concessões.
O novo montante ainda não é conhecido, mas a expectativa inicial, que ainda consta do balanço do PAC é de 3,4 bilhões de reais na BR 116 e de 2,52 bilhões de reais na BR 040.
O trecho da BR 040 a ser licitado vai de Brasília (DF) à Juiz de Fora (MG). O da BR 116 liga a divisa de Minas Gerais com a Bahia à divisa Minas-Espírito Santo.
FERROVIAS
O ministro dos Transporte, Paulo Sérgio Passos, disse durante o balanço do PAC que a obra da ferrovia Norte-Sul deverá chegar ao município goiano de Anápolis até o fim do primeiro semestre deste ano.
“Quando a ligação de Açailândia (MA) à Anápolis estiver pronta, teremos mais de 1.500 quilômetros prontos para operação”, disse Passos.
Já o projeto do trem-bala -outro que aparece como “adequado” no PAC apesar de seguidos adiamentos- deve ter seu primeiro leilão até o fim de novembro.
Nesse leilão, será escolhido o futuro operador do serviço.
Apesar de ter mantido a previsão mais recente de fazer esse leilão em novembro, o governo mudou de abril para junho a expectativa para a publicação do edital.
DIVISÃO DOS RECURSOS
Do total de 204,4 bilhões de reais já executados no PAC 2, 75,1 bilhões de reais foram destinados a financiamento habitacional, 60,2 bilhões de reais foram alocados por empresas estatais, 35,3 bilhões de reais pelo setor privado e 20,3 bilhões de reais vieram do Orçamento da União.
Outros 10 bilhões de reais são referentes ao programa Minha Casa, Minha Vida, 2,7 bilhões de reais de financiamento ao setor público e 800 milhões de reais em contrapartidas de Estados e municípios.
por master | 08/03/12 | Ultimas Notícias
Mais 13 milhões de brasileiros devem ascender à classe média até 2014, segundo um estudo da Fundação Getúlio Vargas, que mostrou ainda uma redução na desigualdade social no país. Os cálculos são do economista Marcelo Neri, especialista em políticas sociais.
“O maior número de pessoas nas escolas, a estabilidade da economia e as políticas sociais estão provocando um movimento social no país. A classe média tem três booms: na época do milagre econômico, na criação do real e depois de 2003”, declarou a jornalistas o economista do Centro de Pesquisas Sociais da FGV.
Segundo ele, de 2003 a 2011, 40 milhões de brasileiros entraram na classe média.
Já a classe AB deve receber até 2014 um contingente de mais 7,7 milhões de pessoas, quase o mesmo volume de pessoas observado entre 2003 e 2011, que foi de 9,2 milhões.
“Hoje falamos muito da classe média, mas acho que no futuro vamos falar mais da classe mais alta. Muitos já chegaram à classe média e em breve pode ser um nova classe média”, declarou Neri, lembrando que até 2014 a classe C deve saltar 11 por cento e a AB, 29 por cento.
Estimativas do economista da FGV apontam que o Brasil tem atualmente 105,5 milhões de pessoas na classe C (média). Os últimos dados do IBGE referentes a 2011 apontam que a população brasileira era de cerca de 192,3 milhões de pessoas.
Marcelo Neri destacou que se a classe C representava pouco mais da metade da população brasileira em 2009 (50,4 por cento), em 2011 subiu para 55,5 por cento e em 2014 deve representar 60 por cento do população nacional.
A desigualdade social no Brasil continuou em queda em 2011 pelo 12o ano consecutivo. Com base no índice de Gini chegou a 0, 5190 em janeiro de 2012 contra 0,5377 em 2010. Em 2001, a taxa era de 0,5957. Pelos critérios do índice de Gini, quanto mais perto de zero, menor é a desigualdade de um país.
“O Brasil está na contramão de sua história pregressa e de outros países emergentes e desenvolvidos. Estamos no menor nível de nossa história em termos de desigualdade. Mesmo assim, o Brasil continua entre os 12 países mais desiguais do mundo”, disse Neri.