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Construção admite investir

Construção admite investir

A queda do Índice de Confiança da Construção (ICST) verificada em fevereiro foi a menor dos últimos seis meses, indicando que o ano de 2012 pode ser de retomada dos investimentos do setor e de aumento de contratações. Prova disso são os dados que compõem o indicador e que sinalizam novos projetos, como o de preparação do terreno e de obras viárias. A análise é da coordenadora de Estudos de Construção Civil do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Ana Maria Castelo.
 
“O empresário começou o ano mais otimista; mesmo com o índice registrando queda de 8,4% no trimestre finalizado em fevereiro ante o mesmo período de 2011, ele se manteve sempre no campo positivo, acima dos 100 pontos”, afirma a coordenadora, ao citar o Índice de Confiança da Construção, que ficou em 128,9 em fevereiro. “A evolução positiva do índice vem se mantendo desde dezembro por conta da recuperação do investimento em infraestrutura, contratações da segunda fase do Minha Casa, Minha Vida e do arrefecimento da crise no cenário internacional”, diz.
 
Ana Maria destaca o crescimento da expectativa do empresário sobre obras viárias após sinalização do governo de um esforço para aumentar os investimentos no setor. “Em 2011, a infraestrutura sofreu muito por causa do ajuste fiscal. Mas agora o governo sinaliza com mais investimentos para 2012, o que já está refletindo no índice”, afirma.
 
Ela também chama atenção para a maior expectativa sobre a preparação de terrenos, que do trimestre terminado em janeiro para o encerrado em fevereiro subiu de 130,6 pontos para 135,4. Ante o mesmo trimestre do ano anterior, o período de três meses encerrado em fevereiro teve alta de 0,1% ante queda de 1% verificado em janeiro.
 
O índice de obras de acabamento apresentou uma queda maior em fevereiro ante o trimestre encerrado em janeiro, de 9,1%, ante recuo de 5,4%. “Os dados de preparação do terreno, índice que antecede as obras, e o de acabamento, um dos indicadores que mostram o final da construção, mostram que um novo ciclo de investimentos está começando, o que é positivo”, disse ela. (AE)
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Vendas de material de construção recuam em fevereiro

Dados da Anamaco mostram que as vendas do varejo de material de construção apresentaram queda de 6% em fevereiro na comparação com o mês anterior.
 
Já na relação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho foi 2,3% menor.
 
“Apesar de preocupante, não podemos entender isto como o início de uma desaceleração, pois as expectativas para março são as mais otimistas medidas mensalmente nos últimos 24 meses”, declara o presidente da Anamaco, Cláudio Conz.
 
Apesar da queda nas vendas em todo o Brasil, as regiões Sudeste e Centro-Oeste foram as que tiveram melhor desempenho, ficando o Nordeste com a pior performance.
 
Dentre os segmentos pesquisados, o de tubos de PVC é o que tem mantido a maior estabilidade. Com isto, o acumulado dos últimos 12 meses deste segmento está 6% superior ao mesmo período anterior.
 
Já o setor de cimento, mesmo apresentando resultado negativo de 3% neste mês, tem desempenho estável no comparativo com fevereiro de 2011, acumulando um crescimento de 9% nos últimos 12 meses.
 
Metais, Argamassas, Portas e Esquadrias de Alumínio, Fechaduras e Cadeados apresentaram queda em fevereiro sobre janeiro.
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Governo adotará medidas para ajudar a indústria

O governo prepara um pacote de medidas para estimular o setor industrial, que abrangerá novas medidas para impedir a sobrevalorização do câmbio, anunciou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

“O setor industrial precisa de alguns estímulos que serão dados”, afirmou Mantega. “As medidas não estão prontas, faremos ao longo do ano para estimular o investimento e o setor industrial”, afirmou o ministro ao comentar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de 2011, divulgado nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A economia brasileira cresceu 0,3 por cento no quarto trimestre de 2011 em comparação com o terceiro, levando a expansão acumulada no ano a 2,7 por cento. O desempenho indica que a atividade econômica começou a melhorar no fim do ano passado, apesar de o setor industrial continuar patinando bastante.

Entre os estímulos já conhecidos, o ministro citou os cortes já feitos na taxa Selic, a redução de juros e spread a ser feita pelos bancos públicos e a ampliação do investimento público. Ele também ressaltou o efeito do reajuste do salário mínimo -que segundo ele injetará 50 bilhões de reais na economia- e a continuidade de expansão do mercado de trabalho, que amplia a massa salarial e estimula o consumo.


Mantega voltou a falar que o governo continuará atuando no câmbio, para evitar que o real tenha forte valorização diante o dólar.

“Não permitiremos grande ingresso de capital em busca de especulação e arbitragem, vamos coibir essas operações. Vamos manter o real desvalorizado com um arsenal de medidas”, afirmou o ministro, acrescentando que o arsenal do governo é “infinito”.

“Podemos criar outras medidas e temos várias em curso, tanto no âmbito do mercado futuro de derivativos quanto no mercado spot”, afirmou Mantega.

Para proteger o setor industrial, o ministro da Fazenda afirmou, em outra entrevista a jornalistas estrangeiros, que o governo vai acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC), principalmente o setor têxtil que tem sido afetado por importação de produtos baratos da China.

Mantega também aproveitou a entrevista que deu depois aos jornalistas estrangeiros para enfatizar que, além de sofrer com a concorrência internacional, o setor industrial brasileiro não tem sido capaz de aproveitar o mercado interno. Com isso, também abre-se espaço para a demanda de consumo dos brasileiros ser atendida pelos produtos estrangeiros.
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Três políticos paranaenses enquadrados na ficha limpa

Ex-prefeito Cássio Taniguchi, prefeito de Jandaia do Sul, José Borba, e deputado Bernardo Carli estão inelegíveis. Confira porquê.

O site Congresso em Foco divulgou a lista dos políticos que deverão ser considerados inelegíveis este ano devido a Lei Ficha Limpa, aprovada no dia 16 de fevereiro após quase dois anos de discussão.
 
Entre os paranaenses enquadrados estão o ex-prefeito de Curitiba e atual secretário de Planejamento do Paraná, Cássio Taniguchi (DEM); o ex-deputado e atual prefeito de Jandaia do Sul, José Borba (PR); e o deputado estadual Bernardo Carli (PSDB).
 
Taniguchi foi condenado por crime de responsabilidade pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em julgamento realizado em maio. Apesar de não ter de cumprir os seis meses de prisão a que foi sentenciado por mau uso de dinheiro público, porque o STF considerou o caso prescrito, ele está na mira da Ficha Limpa por causa da condenação. Pode ficar oito anos inelegível.
 
José Borba era acusado de ser um dos beneficiários do mensalão quando renunciou, em 2005, ao mandato de deputado federal para evitar cassação. Foi eleito prefeito de Jandaia do Sul em 2008, mas pode ficar impedido de disputar eleições até 2015.
 
O jovem deputado Estadual, Bernardo Carli, foi condenado, em outubro passado, à perda do mandato pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), por crime eleitoral. De acordo com a denúncia, o parlamentar não declarou em sua prestação de contas o pagamento a 36 cabos eleitorais em Guarapuava, cidade administrada por seu pai, o prefeito Fernando Carli. Segundo a acusação, o trabalho foi informado como “voluntário”.
 
A defesa do tucano recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde conseguiu a suspensão da decisão graças a uma liminar do ministro Marco Aurélio. Com a liminar, ele segue no cargo, mas falta a análise do mérito da decisão do TRE-PR. Caso o TSE mantenha a condenação, Carli poderá ficar inelegível com base na Ficha Limpa, que prevê inelegibilidade por oito anos a contar do término do mandato, previsto, no caso, para janeiro de 2015. Bernardo é irmão do ex-deputado estadual Fernando Carli Filho, que renunciou ao mandato após causar um acidente que resultou na morte de dois jovens em Curitiba. Carli Filho será julgado em júri popular.
 
A grande surpresa foi a “ausência” de Paulo Maluf (PP-SP), que fora inocentado em dezembro de 2010 pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que aceitou recurso do parlamentar e o absolveu da acusação de compra superfaturada de frangos quando era prefeito de São Paulo. Um político pode escapar caso sua condenação seja rervertida em instância superior, como aconteceu com Maluf.
 
Você pode acessar a lista completa dos políticos inelegíveis clicando aqui.

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PIB brasileiro crescerá entre 4% e 4,5% em 2012, estima Mantega; Economistas preveem alta de 3,5%

Apesar de o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, ter sido menor do que o esperado pelo governo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, manteve o tom otimista e já prevê, para 2012, um crescimento médio próximo a 4,5%.
 
“O importante é que começamos 2012 com a economia se aquecendo. Isso pode ser visto pelo desempenho de novembro e dezembro. Essa trajetória continuará no primeiro e no segundo semestre de 2012, e [o crescimento do PIB] será maior do que o do ano passado, atingindo o ápice no segundo semestre de 2012, quando a economia estará crescendo mais de 5%. A média deverá ficar entre 4% e 4,5%”, disse Mantega nesta terça-feira (6), durante coletiva de imprensa.
 
Para o ministro, 2011 foi um ano positivo para a economia brasileira, principalmente porque a geração de emprego se manteve em um bom patamar. “Podemos concluir que foi um bom ano, embora o PIB não tinha apresentado um crescimento do tamanho que esperávamos. Apesar de o [índice de] 2,7% de crescimento não ter sido tão alto, o desempenho da economia foi satisfatório porque geramos mais de 2 milhões de empregos”, avaliou.
 
Crise econômica internacional

Mantega destacou que os números só não foram melhores porque o governo foi surpreendido pela dimensão da crise econômica internacional. “Não contávamos com o agravamento da crise no segundo semestre. Se ela não tivesse acontecido, nosso crescimento seria mais próximo dos 4% do que dos 3%”.
 
Apesar disso, avalia o ministro, o país colheu bons resultados em relação à inflação. “Ela foi reduzida, e esse era um dos objetivos da equipe econômica.”
 
Condições “são positivas e estão dadas”

Segundo Mantega, as condições para o crescimento de 2012 “são positivas e estão dadas”. Para isso, o governo estuda uma série de medidas de incentivo à indústria e para a desvalorização do real. “Haverá uma ação mais forte do governo para que esse crescimento se realize, por meio de uma série de estímulos monetários e de redução de juros. O governo preparou um grande programa de investimentos que aumentará ainda mais ao longo do ano”, antecipou.
 
O PIB cresceu 2,7% em 2011, na comparação com o ano anterior, totalizando R$ 4,143 trilhões. Em 2010, o PIB brasileiro havia crescido 7,5%. Em termos proporcionais, o PIB brasileiro apresentou crescimento menor do que a média mundial, que ficou em 3,8%, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI),
 
Sob a ótica da produção, a agropecuária cresceu 3,9%; a indústria, 1,6%; e os serviços, 2,7%. Sob a ótica da demanda, foram registrados crescimentos no consumo das famílias (4,1%), no consumo do governo (1,9%) e na formação bruta de capital fixo, isto é, nos investimentos (4,7%).
 
Em termos per capita, o PIB teve uma expansão de 1,8% em 2011. Com isso, o PIB per capita alcançou R$ 21.252, em valores correntes. Em 2010, o PIB per capita havia crescido 6,5%.

Economistas preveem alta de 3,5% do PIB para 2012

A economia brasileira começou 2012 como terminou 2011: em ritmo muito fraco. Mas economistas ouvidos pelo GLOBO apostam numa virada no ritmo de crescimento a partir do segundo trimestre, e estimam que o Produto Interno Bruto (PIB) encerrará o ano com uma expansão de cerca de 3,5%, puxado principalmente pela volta do investimento e pelo consumo das famílias. No momento, avaliam os especialistas, o principal problema continua sendo o ritmo fraco da indústria, que deve apresentar nos três primeiros meses do ano um desempenho pior do que no quarto trimestre, quando teve contração de 0,5%.

Para Luciano Rostagno, economista-chefe do banco WestLB, os serviços, que cresceram 0,6% no quarto trimestre de 2011, e o consumo das famílias, que teve expansão de 1,1% no mesmo período, continuam sustentando a alta do PIB neste início de ano. Com os cortes na taxa básica de juro (Selic), esperados pelo economista, a tendência é de recuperação já no segundo trimestre.— Esperamos uma contração de 0,8% no desempenho da indústria em janeiro em relação a dezembro. Setores da indústria que sofreram com a alta da importação em 2011 (bens de capital e duráveis) devem sofrer mais. E, no exterior, a situação da Grécia preocupa com um possível contágio para Itália, Espanha, Hungria, o que coloca em xeque o crescimento das exportações. Começamos o ano com incerteza, mas apostamos numa expansão de 3,5% — avalia José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator.

— Esperamos uma queda da Selic até 9,5%, podendo chegar a 9%, e acreditamos que o mercado de trabalho se manterá forte, sustentando o consumo das famílias. Com isso, nossa expectativa de crescimento para este ano é de 3,5% — diz Rostagno.
 
O superintendente do Departamento Econômico do Citibank no Brasil, Marcelo Kfouri, diz que a economia começou o ano com uma “carga negativa” do último trimestre. Mas o banco também aposta numa “virada”:
 
— Começamos o ano mais ou menos como terminamos. Indústria fraca em janeiro, consumo em alta, com vendas no varejo mostrando boa performance. Mas a economia vai fazer o caminho inverso de 2011, quando começou forte e desacelerou.
 
O economista-chefe do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, Octávio de Barros, prevê um crescimento um pouco maior, de 3,7%. Em relatório, ele afirma que os impactos da redução de juros, iniciada em 2011, começam a ser sentidos agora. O aumento do salário mínimo e a expansão prevista nos investimentos públicos vão ajudar a acelerar a economia a partir do segundo trimestre.