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Senado lança programa de igualdade de gênero e raça

Senado lança programa de igualdade de gênero e raça

O Senado lança oficialmente nesta quarta-feira (7) o Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, que tem por objetivo promover a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres nas organizações públicas e privadas por meio do desenvolvimento de novas concepções na gestão de pessoas, na cultura organizacional e no mundo do trabalho. A solenidade acontece às 19h na Sala de Audiências da Presidência do Senado, com a presença da ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Minicucci.
 
A adesão do Senado ao programa ocorreu em julho do ano passado, a partir de proposta da senadora Marta Suplicy (PT-SP), aprovada pela Mesa Diretora.
 
O programa é executado pela SPM e conta com o apoio da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Ao aderir ao programa, a instituição elabora o perfil da organização e um plano explicitando como vai desenvolver as ações de equidade de gênero e etnicorracial.
 
Da Redação
 
Senado lança programa de igualdade de gênero e raça

Marta Suplicy: presença da mulher no mercado de trabalho pode aumentar produtividade em 25%

A senadora Marta Suplicy (PT-SP) destacou em Plenário nesta terça-feira (6) estudo do Banco Mundial que aponta o aumento da produtividade no mercado de trabalho pode chegar a 25% nos países em que há inserção da força de trabalho feminina. O Brasil foi escolhido para a divulgação desse estudo por ter sido citado 40 vezes, das quais dez delas, do ponto de vista negativo, informou a parlamentar.
 
Marta Suplicy afirmou que estudo também elogia a decisão do governo brasileiro de conceder à mulher o dinheiro dos programas de transferência de renda, como o Bolsa Família.
 
– E aí trouxe uma coisa interessante, que também ocorreu no México. Este tipo de medida de dar o recurso do Bolsa Família para a mulher levou ao aumento da violência doméstica. É que a mulher recebe o dinheiro, e o indivíduo quer o dinheiro para usar no que ele quer usar. E aí dá uma briga. Mas, em geral, tem levado ao aumento do poder de barganha da mulher no lar, favorecendo uma mudança no papel das donas de casa – explicou a parlamentar.
 
O relatório do Banco Mundial também apresentou “dados fortíssimos” sobre a violência contra a mulher, observou Marta Suplicy. De acordo com o estudo, 27% das mulheres já tiveram algum episódio de violência doméstica, o que equivale a 1,6 milhão de mulheres sendo vítimas de maus tratos dentro de suas casas.
 
Por sua longa experiência na análise de dados sobre a mulher, a senadora afirmou “ter clareza” e disse que o relatório da instituição confirma sua percepção apontando o perigo de se fazer generalizações com dados estatísticos. Segundo a pesquisa, quanto maior a escolaridade, mais aumenta a diferença salarial do homem para a mulher, o que, segundo Marta Suplicy, contraria as expectativas dos estudiosos.
 
– Só com a educação não romperemos as barreiras [salariais]. Seria muito mais fácil investir em uma só meta. O estudo mostra também que tem a ver com a responsabilidade familiar, a dificuldade de locomoção em países muito grandes como o nosso, a mulher é responsável pelos filhos, ela é que tem que tomar providências, e na política o preço é muitíssimo alto – comparou.
 
Da Redação
Senado lança programa de igualdade de gênero e raça

Desigualdade de gênero prejudica economia, diz Banco Mundial

O vice-presidente do Departamento de Redução da Pobreza e Gestão Econômica do Banco Mundial, Otaviano Canuto, declarou que manter as desigualdades entre homens e mulheres, além de ser moralmente condenável, é também uma “burrice econômica”. O relatório Igualdade de Gênero e Desenvolvimento, apresentado hoje pela instituição, aponta, pela primeira vez, que desigualdades de gêneros trazem prejuízos econômicos aos países.

Segundo Canuto, o estudo mostra que a produtividade de um país pode subir em até 25% apenas com a eliminação das desigualdades no emprego. “Se as mulheres que atuam na agricultura tivessem acesso igual a insumos – terra e fertilizantes – o produto agrícola subiria em até 4%”, acrescentou.

O mesmo relatório mostra que a ascensão de mulheres aos parlamentos estaduais na Índia levou a um aumento dos investimentos em recursos hídricos e à redução da corrupção. Enquanto nos Estados Unidos, a conquista dos direitos políticos por mulheres reduziu a mortalidade infantil “em algo que pode chegar a 15%”, defendeu Canuto.

Ao analisar os dados apresentados, a deputada Benedita da Silva (PT/RJ) reforçou que “o fortalecimento das mulheres, com representação em diferentes níveis, permitirá ao País alcançar a paridade de gênero na reforma política”, que para a parlamentar é uma questão fundamental.

O relatório foi apresentado durante o Seminário em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, realizado pela Procuradoria Especial da Mulher da Câmara, no Auditório Nereu Ramos.

Reportagem – Maria Neves
Edição – Juliano Pires

 

Senado lança programa de igualdade de gênero e raça

Sinduscon-SP mantém projeção de alta de 4,8% no setor em 2011

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) mantém a estimativa de expansão do setor de 4,8% no ano passado, ainda que, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o crescimento tenha sido de 3,6%. A diferença deve-se, de acordo com o Sinduscon-SP, ao fato de a medição do IBGE considerar, basicamente, a produção física de materiais de construção.
 
Em nota, o vice-presidente de economia do Sinduscon-SP, Eduardo Zaidan, citou que o varejo de materiais cresceu 9,1% no ano passado, incluindo a participação dos itens importados, enquanto a produção nacional foi de 4%.
Senado lança programa de igualdade de gênero e raça

Comissão da Câmara aprova Lei Geral da Copa

A Lei Geral da Copa, foco de atrito entre o governo e a Fifa, deu o primeiro passo rumo à efetivação nesta terça-feira ao ser aprovada pela Comissão Especial da Câmara criada para analisar o projeto.
 
A Lei da Copa, conjunto de regras para a realização da Copa do Mundo de 2014 e da Copa das Confederações de 2013, contempla exigências da entidade que comanda o futebol mundial, como a autorização do comércio de bebidas alcoólicas nos estádios, e ingressos mais baratos a um público determinado, um pedido do governo brasileiro.
 
O relator da proposta, deputado Vicente Cândido (PT-SP), disse que o projeto foi discutido “à exaustão” e que no plenário terá “poucas modificações”.
 
“É uma lei boa dentro das possibilidades aqui do Congresso, da relação com a sociedade e também da relação da Fifa com o governo”, declarou ele.
 
Os deputados aprovaram simbolicamente o texto-base do projeto, e rejeitaram a maioria das emendas apresentadas. Uma delas, derrubada pelos integrantes da comissão, previa a retirada de dispositivo da Lei que autoriza o comércio e o consumo de bebidas alcoólicas nas arenas durante os torneios.
 
Para o relator da Lei da Copa, o Brasil deveria rever a lei que proíbe a venda de álcool nos estádios. “Querer punir o dono do bar ou do restaurante, ou o concessionário do estádio… querer punir esse empreendedor, eu não acho que seja um princípio razoável”, afirmou Cândido.
 
Depois de aprovada na comissão, a Lei Geral ainda precisa do aval do plenário da Câmara e ainda irá tramitar no Senado, para só então seguir à sanção presidencial. Segundo o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), o projeto da Lei Geral já pode ser incluído na pauta da Casa e votado na quarta-feira.
 
Um dos pontos mais polêmicos no texto aprovado nesta terça-feira estabelece uma categoria com preços mais acessíveis destinada a idosos, estudantes e beneficiários de programas de distribuição de renda do governo.
 
As pessoas mais velhas terão ainda o direito de pagar meia-entrada em qualquer categoria de ingressos da Copa.
 
Outro ponto que causou atrito, aparentemente resolvido no parecer, diz respeito à responsabilização do governo por qualquer “incidente” ou “acidente de segurança” nos eventos. O relator garantiu ter mantido texto original do Executivo, segundo o qual a União irá responder por danos que causar “exceto se e na medida em que a Fifa ou a vítima houver concorrido para a ocorrência do dano”.
 
Após vários adiamentos, os deputados já haviam aprovado o texto principal na semana passada. Um erro regimental, no entanto, forçou o presidente da comissão, deputado Renan Filho (PMDB-AL), a anular a votação para evitar questionamentos futuros.
 
“CHUTE NO TRASEIRO”
 
A aprovação da Lei Geral da Copa era requerida pela Fifa, que pediu diversas vezes pressa na resolução do tema. O secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, chegou a dizer na semana passada que os organizadores do Mundial precisavam levar um “chute no traseiro” para agilizar os preparativos dos eventos esportivos.
 
As declarações do secretário-geral provocaram diversas manifestações dos deputados durante a sessão desta terça.
 
A polêmica declaração já havia motivado o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, a pedir à Fifa que Valcke não fosse mais o interlocutor da entidade com o governo. Também foi alvo de nota de repúdio divulgada pelo presidente da comissão especial e de críticas dos presidentes da Câmara, Marco Maia (PT-RS) e do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
 
Na segunda-feira, Valcke encaminhou carta com pedido de desculpas, afirmando ter sido mal-interpretado. Aldo amenizou o tom, mas não afirmou se aceitará o pedido, limitando-se a dizer que responderá o secretário até a quarta-feira.
 
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, também enviou carta ao governo brasileiro pedindo desculpas pelas críticas de Valcke e solicitando uma reunião com a presidente Dilma Rousseff na próxima semana.