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Consulta a cadastro de crédito para contratação de empregado vai a debate

Consulta a cadastro de crédito para contratação de empregado vai a debate

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) vai realizar audiência pública para discutir a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que reconheceu o direito de uma empresa de Sergipe de consultar o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) antes de admitir empregados. A iniciativa é do senador Paulo Paim (PT-RS), cujo requerimento foi aprovado pela comissão nesta quarta-feira (29).

Na avaliação de Paim, a decisão abre precedente para que as empresas consultem instituições como o SPC e o Serasa, entre outros, antes da contratação. A intenção do senador pelo Rio Grande do Sul é tentar reverter a decisão do TST. O senador disse que, quando operário, já teve de optar pela compra de comida e remédio em detrimento de pagar lojas e bancos, o que fez depois de estar empregado. Em sua avaliação, o trabalhador precisa ser admitido para trabalhar e conseguir honrar suas dívidas.

A data da audiência e o nome dos convidados que participarão do debate ainda serão definidos pela comissão. Por sugestão de Paim, juristas da turma que proferiu a decisão poderão ser convidados a discutir o tema.

Na reunião desta quarta-feira a CAS ainda aprovou requerimentos para realização de audiência pública com objetivo de discutir o risco de desindustrialização do país, a pedido do senador Waldemir Moka (PMDB-MS); de instruir o projeto de lei que define percentual mínimo de participação de mulheres nos conselhos de administração das empresas públicas e sociedades de economia mista (PLS 112/2010), a requerimento de Paulo Paim; e de discutir o Estatuto da Juventude (PLC 98/2011), também sugerido por Paim. As datas dos debates e o nome dos convidados serão definidos pela CAS.

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Entrega do IR começa hoje

Começa nesta quinta-feira o prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda 2012, referente ao ano-base 2011. A Receita Federal espera receber 25 milhões de documentos.

Precisa fazer o acerto de contas a pessoa física que recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 23.499,15 no ano passado. No entanto, quem ganhou entre R$ 18.799,32 (limite de isenção) e R$ 23.499,15 deve ficar atento, já que nesse intervalo de renda as pessoas físicas não são isentas, mas acabam não tendo imposto a pagar, já que se beneficiam do desconto de 20%. Após aplicado, o desconto padrão faz com que os rendimentos tributáveis caiam no limite de isenção.

Há pessoas que precisam declarar apenas para obter restituição, como os trabalhadores com carteira assinada que receberam entre R$ 18.799,32 e R$ 23.499,15 e tiveram retenção de IR na fonte. As faixas de renda e os limites de dedução foram corrigidos em 4,5%. Com isso, a dedução com dependentes passou de R$ 1.808,28 para R$ 1.889,64, e os abatimentos com educação subiram para R$ 2.958,23.

A entrega da declaração pode ser feita pela página da Receita na Internet (www.receita.fazenda.gov.br) ou com entrega de disquete nas agências do Banco do Brasil ou da Caixa. O prazo termina em 30 de abril e quem o perder pagará multa que varia de R$ 165,74 a 20% do IR devido.
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Valorização imobiliária no brasil

Você tem a impressão de que os imóveis andaram se valorizando muito nos últimos anos, certo? Pois é verdade, nos últimos cinco anos, em São Paulo, eles mais que dobraram de preço, o que os tornou um excelente negócio para quem quer investir.
 
Segundo uma pesquisa muito interessante realizada pelo site Global Property Guide, que auxilia investidores internacionais do ramo, no ano de 2011, nosso país teve uma valorização imobiliária nominal de 27,82% em relação a 2010, ficando atrás apenas da Índia, cujo índice ficou em 35,77%.
 
Este ranking avaliou o desempenho imobiliário de 35 países e apontou que o que acontece no Brasil e na Índia é bem diferente do que está ocorrendo nos demais países do mundo. Descontada a inflação da variação dos preços, 22 dos 35 países registraram queda nos valores dos imóveis. Em 21 deles, o desempenho foi ainda pior que em 2010.
 
A explicação dos especialistas para este fenômeno envolve, sem dúvida, a crise mundial, que gera falta de confiança do consumidor, desemprego e a preocupação com o alto endividamento dos países ricos. No Brasil, o que vemos, ao contrário, é uma situação extremamente favorável. Em relação aos outros países, nossa economia está bem. Os níveis de emprego são os melhores dos últimos anos. O Banco Central passa por um ciclo de redução das taxas de juros, o que é positivo para o mercado imobiliário.
 
Temos tido incentivos no setor da construção. Desoneração de impostos dos produtos, como é o caso do IPI, programas de habitação para os menos favorecidos, como é o caso do Minha Casa, Minha Vida, tudo isso aquece o mercado em sua base.
 
Assim, a demanda por imóveis anda muito forte. E a tendência é de que esta valorização se mantenha. Temos espaço para que o crédito imobiliário se expanda. Avançamos um pouco neste sentido, mas nosso crédito disponível ainda é muito baixo, se compararmos a outros países. No Brasil, o valor total dos empréstimos para compras de imóveis soma perto de 4% do PIB, enquanto que em países como México temos 18% e Chile, 11%. Além disso, o empréstimo aqui ainda é caro, custa ao menos 11% ao ano, ante 4% no exterior.
 
Um outro ponto que também tende a puxar os preços para cima é a briga das incorporadoras pelos terrenos, especialmente em cidades como o Rio de Janeiro e São Paulo. A valorização destes acaba repassada para o preço dos imóveis novos.
 
Um outro aspecto que ajuda a manter a valorização imobiliária é que faltam imóveis comerciais no Brasil. O país está crescendo e faltam salas comerciais, galpões, enfim, diferentes tipos de instalações.
 
Assim, muita demanda e pouca oferta, os preços sobem. As construtoras argumentam também que o custo da construção tem ficado mais caro. O preço da mão de obra, a falta de profissionais qualificados, bem como a contratação das máquinas, e outros têm subido ao longo dos anos, o que foi traduzido para o preço final dos imóveis, especialmente dos novos. A exceção são os materiais de construção, cujos preços têm subido abaixo da inflação. Essas são algumas das razões para que os preços dos imóveis aqui fiquem mais caros.Como membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República, temos discutido este tema.

No Brasil, o valor total dos empréstimos para compra de imóveis fica perto de 4% do PIB, ante 18% do México e 11 do Chile
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Especialistas descartam bolha no setor imobiliário

Após valorização apresentada nos últimos anos, preços devem se manter, embora em algumas regiões o boom esteja apenas começando. Por Karin Sato, de São Paulo
 
A forte valorização dos imóveis no Brasil levou a inevitáveis questionamentos: estamos no meio de uma bolha? Os valores recuarão? Ainda vale a pena comprar para morar ou para investir? Nos 12 meses encerrados em janeiro, os preços médios do metro quadrado no país aumentaram 25,5%, segundo o Índice FipeZap. Essa, porém, foi a média. No Rio de Janeiro, a alta foi de 32,9%, enquanto em São Paulo, de 26,4%, e no Recife, de 34,2%. Observando um período maior – desde janeiro de 2008 – as valorizações são grandes: 158,7% no Rio de Janeiro e 126,5% em São Paulo, por exemplo.
 
Os percentuais podem assustar em especial aqueles que estão pensando em adquirir um imóvel, mas o presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes, é enfático: Não existe bolha. Não há mais muito espaço para os valores dos imóveis subirem muito nem caírem, diz.
 
Um dos dados que refutam a existência de uma bolha é o crédito imobiliário como participação do Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil, de 4,7% (dado de dezembro de 2011), distante do que se observa em pares emergentes ou em nações mais ricas, de acordo com estudo da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
 
Em 1990, o Nobel de Economia Joseph Stiglitz definiu o termo bolha da seguinte maneira: Se a razão pela qual o preço é alto hoje decorre apenas da crença dos investidores ou compradores de que o valor de venda será maior amanhã – quando os fundamentos não parecem justificar tal preço – então uma bolha existe.
 
Quando o assunto entra em pauta, é inevitável a lembrança do caso americano. Um estudo realizado pela MB Associados para a Abecip pondera que os EUA contam com particularidades, como a falta de amarras regulatórias. Isso fez, por exemplo, com que as pessoas tivessem mais informações sobre sua condição financeira do que os bancos. Há ainda os problemas enfrentados depois de 2001, que levaram o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) a uma política de taxas de juros baixas. Não é o caso do Brasil.
 
Para Bernardes, do Secovi-SP, neste ano o aumento dos preços dos imóveis no país deve ficar em linha com o crescimento da economia. Porém, ele ressalta que sua previsão se refere a uma média, uma vez que casas e apartamentos não são commodities e seus preços variam a cada país, estado, cidade e bairro. Os valores são heterogêneos e dependem da relação entre oferta e demanda, diz. Normalmente, no caso de São Paulo, bairros já valorizados têm um potencial de apreciação menor, enquanto localidades em desenvolvimento podem ainda passar por um boom nos preços, como Vila Leopoldina e Campo Grande.
 
Novas estações de metrô, shopping centers e supermercados tendem a valorizar os bairros, explica a diretora comercial da Lello Imóveis, Roseli Hernandes. Há ainda regiões que estão passando por uma modernização, levando ao aumento nos preços. Este é o caso da Mooca, na zona leste de São Paulo, que antes tinha muitos galpões e imóveis comerciais e agora está recebendo novos empreendimentos, exemplifica. Entre 2009 e 2011, os imóveis da Mooca ficaram em média 80% mais caros, mas houve casos em que a valorização chegou a 175%, conforme levantamento da Lello Imóveis. Roseli opina que os preços dos imóveis da região podem continuar subindo nos próximos anos. Por outro lado, em localidades em que os valores já aumentaram demais, devem ficar estáveis ou registrar variação menor.
 
Na cidade do Rio de Janeiro, o vice-presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), Rubem Vasconcelos, avalia que o custo do metro quadrado deve seguir avançando, devido à demanda crescente. Há alguns fatores contribuindo para isso: a ocupação das favelas por forças de segurança e os eventos esportivos, a Copa do Mundo e a Olimpíada, diz. A cidade está recebendo obras de melhoria na infraestrutura urbana e o mercado imobiliário está acompanhando.
 
Vasconcelos também não acredita em uma bolha. No Rio, os valores irão seguir em alta por pelo menos mais cinco anos e depois podem estagnar, avalia. Para Roseli, da Lello, o declínio dos preços também está fora de cogitação. Essa perspectiva corrobora a pesquisa da Associação de Investidores Estrangeiros no Setor Imobiliário (Afire, em inglês), que mostrou que o Brasil é o segundo país com maior potencial de valorização em 2012, perdendo apenas para os EUA. Em terceiro lugar, está a China. Na edição anterior do estudo, o Brasil tinha ficado na quarta posição. Os respondentes do estudo são de 21 países e possuem mais de US$ 874 bilhões em ativos do setor imobiliário.
 
Roseli opina que investir em imóveis pode ser uma boa opção, mas para quem tem um horizonte de, no mínimo, três anos. Os imóveis não são ativos líquidos, que são vendidos facilmente da noite para o dia. Além disso, é preciso tomar alguns cuidados, como analisar a tendência de valorização do bairro, o que pode ser feito com a ajuda de um consultor imobiliário.
 
Já quem acredita ser melhor morar de aluguel e economizar para futuramente comprar um imóvel à vista precisa colocar na conta uma questão: em primeiro lugar, não dá para saber o quanto um imóvel vai se valorizar; depois, pode demorar décadas para que o objetivo seja concretizado, diz o professor de Finanças da FIA-USP, Keyler Carvalho Rocha. Existe, porém, outra possibilidade: Os preços também podem recuar, por exemplo, se o país passar uma crise econômica, completa.
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País terá 144 milhões de pessoas no mercado de trabalho em 2020

Durante esta década, o Brasil atingirá sua maior PEA (População Economicamente Ativa) da história com 144 milhões de pessoas no mercado. O número representa incremento de 10% na força de trabalho, que atualmente soma 130 milhões de pessoas. A previsão foi divulgada nesta quarta-feira pela Fecomercio-SP (Federação dos Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).
 
O estudo da entidade aponta que, em 2020, a população brasileira terá 207,1 milhões de pessoas. “A estimativa é de que o PIB (Produto Interno Bruto) do País cresça 40% neste período, atingindo R$ 5,4 trilhões, aumento de 40% em relação à previsão para 2011”, pontua o assessor econômico da Fecomercio, Fábio Pina.
 
No mesmo ano, o consumo das famílias, que hoje representa cerca de 60% da produtividade brasileira, será de quase 70%. A tendência do Brasil é subir mais que a média mundial. Nesse cenário, a classe C, que representa mais da metade da população, seguirá como propulsora do consumo. Hoje, ela responde por mais de R$ 1 trilhão em consumo, com 51% da renda das famílias.