por master | 02/02/12 | Ultimas Notícias
De 2001 a 2009, a quantidade de famílias vivendo em pobreza extrema, com rendimentos de até R$ 70, caiu 67% no Paraná. No início da década passada, 7,1% da população do Estado encontravam-se nessa situação, mas há três anos esse índice passou para 2,3%.
Esse é o sétimo melhor desempenho entre os Estados. Os dados fazem parte do estudo ”Situação Social nos Estados”, divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em Curitiba.
A redução da pobreza em território paranaense foi maior do que a registrada na Região Sul e no País. No Sul, o índice foi de 60,7% (5,2% para 2,05%). Em todo o País, foi de 51% (de 10,5% para 5,16%). Ainda hoje, segundo o Ipea, 16 milhões de brasileiros vivem com apenas R$ 2 por dia.
Para o presidente do Ipea, Márcio Pochmann, a diminuição no número de pessoas vivendo na miséria pode ser explicada pela implantação dos programas de complementação de renda do governo federal, além dos investimentos em políticas públicas, como melhorias na saúde, recursos para a educação e crescimento das vagas de emprego, com consequente incremento da renda.
”A trajetória de queda é significativa, mas ainda estamos longe do ideal. Até 2014 ou 2015 devemos diminuir essa taxa, entretanto, quanto menor ela fica, mais difícil fica conseguirmos atingir todas as famílias miseráveis, porque grande parte delas vive isolada, sem acesso à informação. Por isso a importância deste balanço para identificarmos onde é necessária a implantação de novas políticas sociais”, destacou Pochmann.
Os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, segundo Pochmann, colaboraram para a redução da pobreza extrema. O dado é confirmado pela quantidade de famílias atendidas em todo o País e no Estado. Em uma década, esse número cresceu 13% no Brasil e 6,25% na Região Sul. No Paraná, em 2001, 16,08% das famílias recebiam algum tipo de ajuda do governo federal. Em 2009, esse índice passou para 17,08% – uma alta de 6,25%.
”Foram identificados os mais necessitados e eles foram atendidos. Com isso, aos poucos, as pessoas conseguem ter mais acesso aos estudos e, assim, crescer profissionalmente para entrar no mercado de trabalho”, explicou Pochmann.
A relação entre aumento da educação e da renda média aparece no estudo. O Paraná reduziu a taxa de analfabetismo durante o período analisado na pesquisa. A queda foi de 22%, passando de 8,66% para 6,67%. A Região Sul também diminuiu em 22% (de 7,08% para 5,46%), já a média nacional ficou em 21% (de 12,3% para 9,7%).
Outro dado analisado é a média de anos de estudo. Segundo o levantamento, de 2001 a 2009, o Estado apresentou crescimento de 19,5%, passando de 6,6 para 7,8 anos. O resultado superou o desempenho da Região Sul (17,3%) e a média nacional (18,7%).
O rendimento médio apresentou alta de 14% no Paraná, de R$ 1.086,9 para R$ 1.239,5. A renda média da Região Sul cresceu 15%, passando de R$ 1.091,2 para R$ 1.261,3. Já a média nacional aumentou 7,4%, com R$ 1.039,4 em 2001 e R$ 1.116,4 em 2009.
por master | 02/02/12 | Ultimas Notícias
DIREITO DO TRABALHADOR
A Cerâmica Bernar deverá indenizar em R$ 1,8 mil um trabalhador que foi incluído na malha fina da Receita Federal porque a empresa descumpriu parte de um acordo judicial trabalhista. Devido à conduta do empregador, o empregado teve sua restituição de imposto de renda atrasada. A decisão é da 10ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul ao manter sentença da juíza Neusa Líbera Lodi, da Vara do Trabalho de Camaquã (RS). Cabe recurso.
De acordo com informações do processo, o trabalhador entrou com ação trabalhista em 2005, que culminou em acordo homologado na Justiça do Trabalho no ano de 2009. Na ocasião, foi acordado que a empresa pagaria R$ 44 mil ao empregado, em duas parcelas, e faria o recolhimento fiscal decorrente deste valor no prazo de dois meses após o último pagamento (previsto para 13 de janeiro de 2010). Para comprovar o recolhimento, deveria anexar aos autos a Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF) da Receita Federal. Segundo os autos, o recolhimento do imposto só foi efetivado em 16 de junho de 2011, depois que a empresa soube da segunda ação trabalhista ajuizada pelo empregado — desta vez, pleiteando indenização por danos morais e materiais devido ao atraso.
Para a juíza de Camaquã, o atraso no recolhimento fiscal fez com que a restituição do imposto do reclamante fosse adiada para o exercício de 2012. O valor estimado para pagamento era de R$ 9,2 mil, quantia significativa segundo a juíza, considerando-se a condição de hipossuficiente do trabalhador. A julgadora também destacou o transtorno causado a alguém que precisa se explicar à Receita Federal. Nesse contexto, apesar de negar a indenização por danos materiais, atendeu ao pedido de danos morais e arbitrou o valor de R$ 1,8 mil, que representa 20% da restituição devida ao trabalhador.
As partes recorreram ao TRT-RS. O trabalhador pediu aumento do valor da indenização. A empresa, por sua vez, questionou a condenação e os valores definidos na sentença.
Ao julgar o recurso, a relatora do caso, desembargadora Denise Pacheco, citou jurisprudência do Tribunal em casos semelhantes e concordou com o entendimento da juíza de Camaquã. O voto foi acompanhado pelos demais integrantes da Turma julgadora. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRT-RS.
por master | 02/02/12 | Ultimas Notícias
DIREITO DO TRABALHADOR
A Cerâmica Bernar deverá indenizar em R$ 1,8 mil um trabalhador que foi incluído na malha fina da Receita Federal porque a empresa descumpriu parte de um acordo judicial trabalhista. Devido à conduta do empregador, o empregado teve sua restituição de imposto de renda atrasada. A decisão é da 10ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul ao manter sentença da juíza Neusa Líbera Lodi, da Vara do Trabalho de Camaquã (RS). Cabe recurso.
De acordo com informações do processo, o trabalhador entrou com ação trabalhista em 2005, que culminou em acordo homologado na Justiça do Trabalho no ano de 2009. Na ocasião, foi acordado que a empresa pagaria R$ 44 mil ao empregado, em duas parcelas, e faria o recolhimento fiscal decorrente deste valor no prazo de dois meses após o último pagamento (previsto para 13 de janeiro de 2010). Para comprovar o recolhimento, deveria anexar aos autos a Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF) da Receita Federal. Segundo os autos, o recolhimento do imposto só foi efetivado em 16 de junho de 2011, depois que a empresa soube da segunda ação trabalhista ajuizada pelo empregado — desta vez, pleiteando indenização por danos morais e materiais devido ao atraso.
Para a juíza de Camaquã, o atraso no recolhimento fiscal fez com que a restituição do imposto do reclamante fosse adiada para o exercício de 2012. O valor estimado para pagamento era de R$ 9,2 mil, quantia significativa segundo a juíza, considerando-se a condição de hipossuficiente do trabalhador. A julgadora também destacou o transtorno causado a alguém que precisa se explicar à Receita Federal. Nesse contexto, apesar de negar a indenização por danos materiais, atendeu ao pedido de danos morais e arbitrou o valor de R$ 1,8 mil, que representa 20% da restituição devida ao trabalhador.
As partes recorreram ao TRT-RS. O trabalhador pediu aumento do valor da indenização. A empresa, por sua vez, questionou a condenação e os valores definidos na sentença.
Ao julgar o recurso, a relatora do caso, desembargadora Denise Pacheco, citou jurisprudência do Tribunal em casos semelhantes e concordou com o entendimento da juíza de Camaquã. O voto foi acompanhado pelos demais integrantes da Turma julgadora. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRT-RS.
por master | 02/02/12 | Ultimas Notícias
-O Facebook apresentou nesta quarta-feira seu pedido para entrar na bolsa americana, e o Vale do Silício espera receber os “milionários instantâneos”, fruto dessa aguardada oferta de ações, que poderão gastar sua nova riqueza e investir no setor imobiliário da região.
Oito anos depois de Mark Zuckerberg fundar a empresa em um quarto da universidade de Harvard, espera-se que a estreia na bolsa valorize a gigante das redes sociais em cerca de 100 bilhões de dólares.
Enquanto Zuckerberg e outros executivos da empresa se beneficiam da companhia há anos, a entrada na bolsa poderá enriquecer, agora, grande parte de seus empregados de cargos baixos e médios.
Os corretores locais afirmam esperar que a operação será a maior deste tipo para uma empresa tecnológica e impulsione os preços já altos das habitações no Vale do Silício, quando os novos milionários da gigante das redes sociais começarem a comprar.
“Terá um grande efeito”, disse Pierre Buljan, um agente imobiliário do Vale do Silício especializado em jovens executivos do ramo da tecnologia. “Acredito que os mil novos milionários precisarão de um lugar onde morar”, acrescentou.
Buljan disse que seu cliente típico busca, com frequência, “estruturas modernas de alta tecnologia”, próximas ao aeropuerto e em bairros cujas escolas tenham boa reputação.
“Não lhes agrada as regiões onde seus pais costumavam viver”, disse.
Normalmente os clientes pagam em dinheiro as casas que podem custar entre 370 a 1.400 dólares por metro quadrado.
A agente imobiliária Dawn Thomas disse que já está observando o aumento dos preços das habitações nas áreas urbanizadas próximas à sede do Facebook em Menlo Park, uma tendência que a vendedora espera que continue. “Vamos ter um monte de milionários instantâneos na rua”, disse.
Thomas descreveu seus compradores como “muito, muito preocupados com o meio ambiente”, e disse, além disso, que buscam casas pequenas, bem equipadas tecnologicamente, com artigos de última geração e que façam uso eficiente da energia.
“Não querem as clássicas mansões enormes que consumem muita energia”, acrescentou.
Contudo, tanto Thomas como Buljan lembraram que levará um tempo para observar o efeito real do movimento do Facebook.
No entanto, os próprios executivos da rede social poderiam estar tomando medidas para evitar um aumento desenfreado dos preços que poderia levar a outra bolha imobiliária.
Buljan afirmou que ouviu dizer que a empresa pediu a seus futuros empregados milionários que esperem algum tempo antes de comprar uma nova habitação, para evitar que acabem competindo entre si.
“São muito jovens, entre 20 e 30 anos, e a verdade é que estão recebendo bons conselhos por parte dos executivos da empresa”, disse Buljan. “Não querem que (a entrada na bolsa) resulte em um monte de loucos fazendo compras”, acrescentou.
É um bom aviso, concordou San Hamadeh, presidente da empresa de pesquisas financeiras PrivCo.
Hamadeh explicou que os empregados normalmente começam a vender suas participações 180 dias depois que a empresa entra na bolsa.
Mas, disse, também que recomenda aos empregados a resistir à tentação de contrair dívidas contra suas participações imediatamente depois desses seis meses.
Com ofertas anteriores, “muita gente foi prejudicada por se comprometer a pagar grandes parcelas por suas habitações” que depois não puderam pagar quando os preços das ações baixaram, acrescentou.
Por outro lado, segundo Hamadeh, as ações deveriam ser vendidas lentamente, sem esperar que os preços aumentem indefinidamente.
“Quando eles começarem a vender, todos os demais podem começar a vender”, disse Hamadeh. “Entre a entrada na bolsa e os seis meses subsequentes, pode surpreender como as ações despencam às vezes”, alertou.
por master | 02/02/12 | Ultimas Notícias
-O Facebook apresentou nesta quarta-feira seu pedido para entrar na bolsa americana, e o Vale do Silício espera receber os “milionários instantâneos”, fruto dessa aguardada oferta de ações, que poderão gastar sua nova riqueza e investir no setor imobiliário da região.
Oito anos depois de Mark Zuckerberg fundar a empresa em um quarto da universidade de Harvard, espera-se que a estreia na bolsa valorize a gigante das redes sociais em cerca de 100 bilhões de dólares.
Enquanto Zuckerberg e outros executivos da empresa se beneficiam da companhia há anos, a entrada na bolsa poderá enriquecer, agora, grande parte de seus empregados de cargos baixos e médios.
Os corretores locais afirmam esperar que a operação será a maior deste tipo para uma empresa tecnológica e impulsione os preços já altos das habitações no Vale do Silício, quando os novos milionários da gigante das redes sociais começarem a comprar.
“Terá um grande efeito”, disse Pierre Buljan, um agente imobiliário do Vale do Silício especializado em jovens executivos do ramo da tecnologia. “Acredito que os mil novos milionários precisarão de um lugar onde morar”, acrescentou.
Buljan disse que seu cliente típico busca, com frequência, “estruturas modernas de alta tecnologia”, próximas ao aeropuerto e em bairros cujas escolas tenham boa reputação.
“Não lhes agrada as regiões onde seus pais costumavam viver”, disse.
Normalmente os clientes pagam em dinheiro as casas que podem custar entre 370 a 1.400 dólares por metro quadrado.
A agente imobiliária Dawn Thomas disse que já está observando o aumento dos preços das habitações nas áreas urbanizadas próximas à sede do Facebook em Menlo Park, uma tendência que a vendedora espera que continue. “Vamos ter um monte de milionários instantâneos na rua”, disse.
Thomas descreveu seus compradores como “muito, muito preocupados com o meio ambiente”, e disse, além disso, que buscam casas pequenas, bem equipadas tecnologicamente, com artigos de última geração e que façam uso eficiente da energia.
“Não querem as clássicas mansões enormes que consumem muita energia”, acrescentou.
Contudo, tanto Thomas como Buljan lembraram que levará um tempo para observar o efeito real do movimento do Facebook.
No entanto, os próprios executivos da rede social poderiam estar tomando medidas para evitar um aumento desenfreado dos preços que poderia levar a outra bolha imobiliária.
Buljan afirmou que ouviu dizer que a empresa pediu a seus futuros empregados milionários que esperem algum tempo antes de comprar uma nova habitação, para evitar que acabem competindo entre si.
“São muito jovens, entre 20 e 30 anos, e a verdade é que estão recebendo bons conselhos por parte dos executivos da empresa”, disse Buljan. “Não querem que (a entrada na bolsa) resulte em um monte de loucos fazendo compras”, acrescentou.
É um bom aviso, concordou San Hamadeh, presidente da empresa de pesquisas financeiras PrivCo.
Hamadeh explicou que os empregados normalmente começam a vender suas participações 180 dias depois que a empresa entra na bolsa.
Mas, disse, também que recomenda aos empregados a resistir à tentação de contrair dívidas contra suas participações imediatamente depois desses seis meses.
Com ofertas anteriores, “muita gente foi prejudicada por se comprometer a pagar grandes parcelas por suas habitações” que depois não puderam pagar quando os preços das ações baixaram, acrescentou.
Por outro lado, segundo Hamadeh, as ações deveriam ser vendidas lentamente, sem esperar que os preços aumentem indefinidamente.
“Quando eles começarem a vender, todos os demais podem começar a vender”, disse Hamadeh. “Entre a entrada na bolsa e os seis meses subsequentes, pode surpreender como as ações despencam às vezes”, alertou.