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DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

Triolândia, um polo de fabricação de tijolos

Triolândia, um polo de fabricação de tijolos

Localidade produz 2,5 milhões de unidades por mês; empresários prevêem aumento na produção com as obras da Copa do Mundo e Olimpíadas
 
Fotos: Anderson Coelho
Distrito com cerca de 2 mil habitantes tem oito olarias que empregam 500 trabalhadores
 
A especialidade do local são os tijolos de 6 e 8 furos
O empresário Edson Pereira de Castro está confiante nas obras do PAC e nos eventos esportivos
 
O distrito de Triolândia, no município de Ribeirão do Pinhal, poderia facilmente passar desapercebido como apenas mais uma localidade escondida no interior, se não fosse um dos principais polos de fabricação de tijolos no estado do Paraná. O patrimônio fica a 18 quilômetros da cidade e é cortado pela PR 436, uma rodovia de pouco trânsito por ser uma das únicas da região a permanecer sem asfalto. 
A população de Triolândia é de apenas 2 mil habitantes e toda família tem ao menos uma pessoa que trabalha como oleiro. O distrito tem oito olarias, que geram cerca de 500 empregos diretos e indiretos e fabricam em torno de 2,5 milhões de tijolos por mês, o que dá uma média de 125 mil unidades por dia, considerando apenas os dias úteis do mês. A especialidade do local são os tijolos de 6 e 8 furos. 

A metade da produção é de responsabilidade de apenas uma família, proprietária da maior parte dos empreendimentos. São três irmãos e dois primos que trabalham na administração, gerenciamento, produção e transportes. Todos colocam, literalmente, a mão na massa. E a família tem muito a comemorar porque o crescimento do país, em especial no setor da construção civil, deu um novo impulso aos negócios nos últimos anos. 

O empresário Edson Pereira de Castro acredita que a atividade continuará em franca expansão nos próximos anos graças às obras desencadeadas no país com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a proximidade de dois grandes eventos esportivos que o Brasil vai sediar em 2014 e 2016, a Copa do Mundo e as Olimpíadas. ”A produção cresceu muito nos últimos anos e novas cerâmicas estão sendo abertas ou ampliando suas atividades: até a Copa a gente tem certeza que o país não para”, afirma, confiante. 

Mas não é por acaso que Triolândia se transformou em um polo de fabricação de tijolos. O local oferece matéria-prima em abundância, uma argila de cor escura que garante a produção de tijolos com qualidade. A área, que fica a quatro quilômetros do distrito, vem sendo explorada há três décadas e tem reservas para mais 40 ou 50 anos, segundo estimativas do empresário Edson de Castro. 

Como a atividade depende da extração de matérias retiradas diretamente da natureza, a instalação de uma olaria é cercada de uma série de cuidados. A exploração é acompanhada com regularidade pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que concede as licenças ambientais. O descumprimento das normas pode acarretar prejuízos para os empreendedores. ”Nós temos o compromisso de retirar o material com todo cuidado, respeitar a margem dos rios, e reflorestar a área após a retirada do material”, afirma Castro. 

A mão de obra empregada nas olarias do distrito é essencialmente masculina. Embora seja uma atividade com aparência rudimentar, o trabalho em olarias exige uma certa delicadeza e agilidade e não apenas a força dos operários. A técnica se adquire com o tempo e muito treinamento, o que pode demorar até 90 dias. 

As olarias de Triolândia atendem a maior parte das cidades da região em um raio de 100 quilômetros, a partir da localidade. Agora, as empresas estão buscando novos mercados no interior de São Paulo.

Triolândia, um polo de fabricação de tijolos

Triolândia, um polo de fabricação de tijolos

Localidade produz 2,5 milhões de unidades por mês; empresários prevêem aumento na produção com as obras da Copa do Mundo e Olimpíadas
 
Fotos: Anderson Coelho
Distrito com cerca de 2 mil habitantes tem oito olarias que empregam 500 trabalhadores
 
A especialidade do local são os tijolos de 6 e 8 furos
O empresário Edson Pereira de Castro está confiante nas obras do PAC e nos eventos esportivos
 
O distrito de Triolândia, no município de Ribeirão do Pinhal, poderia facilmente passar desapercebido como apenas mais uma localidade escondida no interior, se não fosse um dos principais polos de fabricação de tijolos no estado do Paraná. O patrimônio fica a 18 quilômetros da cidade e é cortado pela PR 436, uma rodovia de pouco trânsito por ser uma das únicas da região a permanecer sem asfalto. 
A população de Triolândia é de apenas 2 mil habitantes e toda família tem ao menos uma pessoa que trabalha como oleiro. O distrito tem oito olarias, que geram cerca de 500 empregos diretos e indiretos e fabricam em torno de 2,5 milhões de tijolos por mês, o que dá uma média de 125 mil unidades por dia, considerando apenas os dias úteis do mês. A especialidade do local são os tijolos de 6 e 8 furos. 

A metade da produção é de responsabilidade de apenas uma família, proprietária da maior parte dos empreendimentos. São três irmãos e dois primos que trabalham na administração, gerenciamento, produção e transportes. Todos colocam, literalmente, a mão na massa. E a família tem muito a comemorar porque o crescimento do país, em especial no setor da construção civil, deu um novo impulso aos negócios nos últimos anos. 

O empresário Edson Pereira de Castro acredita que a atividade continuará em franca expansão nos próximos anos graças às obras desencadeadas no país com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a proximidade de dois grandes eventos esportivos que o Brasil vai sediar em 2014 e 2016, a Copa do Mundo e as Olimpíadas. ”A produção cresceu muito nos últimos anos e novas cerâmicas estão sendo abertas ou ampliando suas atividades: até a Copa a gente tem certeza que o país não para”, afirma, confiante. 

Mas não é por acaso que Triolândia se transformou em um polo de fabricação de tijolos. O local oferece matéria-prima em abundância, uma argila de cor escura que garante a produção de tijolos com qualidade. A área, que fica a quatro quilômetros do distrito, vem sendo explorada há três décadas e tem reservas para mais 40 ou 50 anos, segundo estimativas do empresário Edson de Castro. 

Como a atividade depende da extração de matérias retiradas diretamente da natureza, a instalação de uma olaria é cercada de uma série de cuidados. A exploração é acompanhada com regularidade pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que concede as licenças ambientais. O descumprimento das normas pode acarretar prejuízos para os empreendedores. ”Nós temos o compromisso de retirar o material com todo cuidado, respeitar a margem dos rios, e reflorestar a área após a retirada do material”, afirma Castro. 

A mão de obra empregada nas olarias do distrito é essencialmente masculina. Embora seja uma atividade com aparência rudimentar, o trabalho em olarias exige uma certa delicadeza e agilidade e não apenas a força dos operários. A técnica se adquire com o tempo e muito treinamento, o que pode demorar até 90 dias. 

As olarias de Triolândia atendem a maior parte das cidades da região em um raio de 100 quilômetros, a partir da localidade. Agora, as empresas estão buscando novos mercados no interior de São Paulo.

Triolândia, um polo de fabricação de tijolos

Casas podem ser pagas em até 30 anos

O ”Programa Minha Casa, Minha Vida” no Norte Pioneiro apresenta diferentes estágios em cada um dos municípios. Diversos orgãos trabalham como agentes financeiros ou na organização do projeto, o que dificulta a apuração dos números das instituições, quanto a exatidão de casas sendo construídas. 
Segundo informações da Caixa Econômica Federal (CEF), um dos orgãos que intermediam a implantação do programa, as casas podem ter valor de até R$ 80 mil reais, a serem pagos em até 30 anos. ”O subsídio é de até R$ 17 mil e o recurso não vem do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) onde o cálculo da parcela é difirenciado conforme a renda. O subsídio diminui de acordo com a renda e isso reflete no valor da parcela”, explica Sérgio Luiz Zacarias, Gerente Regional de Construção Civil da Caixa. 
Entre os quesitos apurados pela Caixa para aprovar a solicitação está uma investigação sob as condições legais da construtora responsável pela obra. ”O programa pode ser solicitado pela prefeitura, por parcerias com empresários ou até pelas próprias construtoras, mas em todas as solicitações é preciso existir a figura da construtora”, avisa. 
Outra análise também feita pela CEF é se o responsável pela família cadastrada está em dia com suas obrigações junto a Receita Federal. ”A prefeitura acaba cadastrando um número bem maior de pessoas e depois a seleção é feita através da análise do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e comprovante de renda”, diz. 
 
Triolândia, um polo de fabricação de tijolos

Casas podem ser pagas em até 30 anos

O ”Programa Minha Casa, Minha Vida” no Norte Pioneiro apresenta diferentes estágios em cada um dos municípios. Diversos orgãos trabalham como agentes financeiros ou na organização do projeto, o que dificulta a apuração dos números das instituições, quanto a exatidão de casas sendo construídas. 
Segundo informações da Caixa Econômica Federal (CEF), um dos orgãos que intermediam a implantação do programa, as casas podem ter valor de até R$ 80 mil reais, a serem pagos em até 30 anos. ”O subsídio é de até R$ 17 mil e o recurso não vem do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) onde o cálculo da parcela é difirenciado conforme a renda. O subsídio diminui de acordo com a renda e isso reflete no valor da parcela”, explica Sérgio Luiz Zacarias, Gerente Regional de Construção Civil da Caixa. 
Entre os quesitos apurados pela Caixa para aprovar a solicitação está uma investigação sob as condições legais da construtora responsável pela obra. ”O programa pode ser solicitado pela prefeitura, por parcerias com empresários ou até pelas próprias construtoras, mas em todas as solicitações é preciso existir a figura da construtora”, avisa. 
Outra análise também feita pela CEF é se o responsável pela família cadastrada está em dia com suas obrigações junto a Receita Federal. ”A prefeitura acaba cadastrando um número bem maior de pessoas e depois a seleção é feita através da análise do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e comprovante de renda”, diz. 
 
Triolândia, um polo de fabricação de tijolos

Taxa de desemprego no ano passado foi de 10,5%

A taxa média de desemprego no País caiu em 2011, ao passar de 11,9%, em 2010, para 10,5% no ano passado. As informações são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em sete regiões metropolitanas e divulgada ontem. Em dezembro, a taxa recuou para 9,1%, ante 9,7% em novembro. Esta é menor taxa verificada desde o início da série histórica.
 
Em dezembro, havia 2,020 milhões de pessoas desempregadas no País, 142 mil a menos do que em novembro. A taxa registrada em São Paulo caiu de 9,5%, em novembro, para 9%, em dezembro, quarta queda consecutiva e o menor número registrado da série histórica. O total de ocupados nas sete regiões pesquisadas foi estimado em 20,2 milhões, para uma População Economicamente Ativa (PEA) de 22,2 milhões. 
Rendimento 
Em novembro, o rendimento médio real dos ocupados (descontada a inflação) cresceu 0,7% no País, ficando em R$ 1.443. Já o dos assalariados apresentou alta de 1,4%, para R$ 1.506. Esta é a terceira alta no rendimento consecutiva (após oito quedas e estabilidade nos meses de julho e agosto). 
Nos últimos 12 meses, o rendimento médio dos ocupados apresentou alta de 0,2% (para R$ 1.412), enquanto a dos assalariados recuou 0,2% (para R$ 1.467). O rendimento real foi fortemente impactado pela inflação de 2011 (de 6,50%, segundo IBGE), aponta Alexandre Loloian, técnico da Seade.