por master | 31/01/12 | Ultimas Notícias
Discurso de ontem em reunião da União Europeia contrasta com ênfase anterior na austeridade; República Tcheca se junta ao Reino Unido e fica fora do pacto fiscal que deve ser assinado em março
Os líderes europeus se manifestaram ontem em defesa de crescimento e criação de empregos, mas os avanços mais concretos da reunião de cúpula da União Europeia (UE) ontem foram o tratado sobre austeridade fiscal e a criação do Mecanismo Europeu de Estabilidade. Dos 27 países da UE, apenas o Reino Unido e a República Tcheca optaram por não adotar as regras de disciplina orçamentária. A assinatura do tratado deve ocorrer na próxima reunião dos líderes europeus, no começo de março.
Nota-se uma mudança de discurso: a austeridade fiscal deixa de ser necessária por si mesma e passa a ser um meio para que crescimento econômico e geração de empregos se tornem sustentáveis. Uma declaração oficial do Conselho Europeu reconheceu que os governos precisam fazer mais esforços para sair da crise, apesar da busca por austeridade.
Concordata
A companhia aérea espanhola Spanair entrou com pedido de proteção contra falência em um tribunal de Barcelona, após a repentina suspensão das suas operações na noite da última sexta-feira, segundo confirmou ontem um porta-voz da empresa. Mais de 22 mil passageiros não conseguiram embarcar durante o fim de semana, após a segunda maior companhia aérea da Espanha em número de voos interromper suas atividades. A companhia, cujas dívidas superam 300 milhões de euros, também busca autorização para demitir sua força de trabalho, acrescentou o porta-voz. O principal acionista da Spanair é um grupo de investidores locais liderado pelo governo da Catalunha, com uma participação de 85,6% na companhia.
Juros
Juros de 17% foram exigidos ontem por investidores para comprar títulos portugueses de dez anos – o dobro do nível considerado sustentável e próximo aos patamares registrados pela Grécia às vésperas de ter sido resgatada. Os temores de que a instabilidade financeira possa levar Portugal a um novo pacote de resgate ou mesmo ao calote cresceram ontem. Enquanto isso, fontes do mercado citadas pelo jornal Financial Times apostam que é de mais de 70% a chance de que Portugal entre em calote dentro dos próximos cinco anos. Especialistas avaliam que há uma “preocupação generalizada” por parte do mercado de que Portugal precisará de um novo pacote de resgate da União Europeia.
A segunda parte do encontro discutiu os termos dos tratados de disciplina fiscal e do que cria o Mecanismo Europeu de Estabilidade, fundo permanente de resgate a países endividados, com recursos de 500 bilhões de euros. O tratado do Mecanismo precisa ser assinado na próxima reunião de ministros de Finanças da zona do euro para valer já em julho. Para que o tratado sobre austeridade fiscal entre em vigor, 12 Estados da zona do euro precisam ratificá-lo.
Os países signatários se comprometem a aprovar em suas Constituições a chamada “regra de ouro” – a dívida pública de cada país não poderá ultrapassar 60% do PIB e seus déficits não poderão ser maiores que 0,5%, de acordo com as últimas minutas do tratado – até a noite de ontem, os termos do tratado ainda não haviam sido publicados.
Greve geral
A reunião quase foi transferida para Luxemburgo por conta de uma greve geral na Bélgica, algo que não acontecia no país desde 2005 e que incluía aeroportuários. O governo belga contornou o problema oferecendo uma pequena base militar, a 30 quilômetros de Bruxelas, para os pousos das delegações oficiais. O transporte e outros serviços públicos foram paralisados na greve nacional, convocada pelos sindicatos em protesto contra as medidas de austeridade adotadas pelo governo local e também contra as decisões tomadas pela União Europeia de uma maneira mais ampla.
Os sindicatos belgas pediram aos governos europeus que aumentem os impostos para as empresas multinacionais e parem de adotar medidas de austeridade, como cortes nas aposentadorias. As entidades estão descontentes com os cortes nos gastos públicos de mais de 12 bilhões de euros para 2012. “O que nós precisamos é de crescimento econômico, mas você não obtém crescimento quando suga todo o oxigênio econômico com medidas de austeridade”, disse Marc Leemans, líder sindicalista da Democracia Cristã da Bélgica.
por master | 31/01/12 | Ultimas Notícias
Discurso de ontem em reunião da União Europeia contrasta com ênfase anterior na austeridade; República Tcheca se junta ao Reino Unido e fica fora do pacto fiscal que deve ser assinado em março
Os líderes europeus se manifestaram ontem em defesa de crescimento e criação de empregos, mas os avanços mais concretos da reunião de cúpula da União Europeia (UE) ontem foram o tratado sobre austeridade fiscal e a criação do Mecanismo Europeu de Estabilidade. Dos 27 países da UE, apenas o Reino Unido e a República Tcheca optaram por não adotar as regras de disciplina orçamentária. A assinatura do tratado deve ocorrer na próxima reunião dos líderes europeus, no começo de março.
Nota-se uma mudança de discurso: a austeridade fiscal deixa de ser necessária por si mesma e passa a ser um meio para que crescimento econômico e geração de empregos se tornem sustentáveis. Uma declaração oficial do Conselho Europeu reconheceu que os governos precisam fazer mais esforços para sair da crise, apesar da busca por austeridade.
Concordata
A companhia aérea espanhola Spanair entrou com pedido de proteção contra falência em um tribunal de Barcelona, após a repentina suspensão das suas operações na noite da última sexta-feira, segundo confirmou ontem um porta-voz da empresa. Mais de 22 mil passageiros não conseguiram embarcar durante o fim de semana, após a segunda maior companhia aérea da Espanha em número de voos interromper suas atividades. A companhia, cujas dívidas superam 300 milhões de euros, também busca autorização para demitir sua força de trabalho, acrescentou o porta-voz. O principal acionista da Spanair é um grupo de investidores locais liderado pelo governo da Catalunha, com uma participação de 85,6% na companhia.
Juros
Juros de 17% foram exigidos ontem por investidores para comprar títulos portugueses de dez anos – o dobro do nível considerado sustentável e próximo aos patamares registrados pela Grécia às vésperas de ter sido resgatada. Os temores de que a instabilidade financeira possa levar Portugal a um novo pacote de resgate ou mesmo ao calote cresceram ontem. Enquanto isso, fontes do mercado citadas pelo jornal Financial Times apostam que é de mais de 70% a chance de que Portugal entre em calote dentro dos próximos cinco anos. Especialistas avaliam que há uma “preocupação generalizada” por parte do mercado de que Portugal precisará de um novo pacote de resgate da União Europeia.
A segunda parte do encontro discutiu os termos dos tratados de disciplina fiscal e do que cria o Mecanismo Europeu de Estabilidade, fundo permanente de resgate a países endividados, com recursos de 500 bilhões de euros. O tratado do Mecanismo precisa ser assinado na próxima reunião de ministros de Finanças da zona do euro para valer já em julho. Para que o tratado sobre austeridade fiscal entre em vigor, 12 Estados da zona do euro precisam ratificá-lo.
Os países signatários se comprometem a aprovar em suas Constituições a chamada “regra de ouro” – a dívida pública de cada país não poderá ultrapassar 60% do PIB e seus déficits não poderão ser maiores que 0,5%, de acordo com as últimas minutas do tratado – até a noite de ontem, os termos do tratado ainda não haviam sido publicados.
Greve geral
A reunião quase foi transferida para Luxemburgo por conta de uma greve geral na Bélgica, algo que não acontecia no país desde 2005 e que incluía aeroportuários. O governo belga contornou o problema oferecendo uma pequena base militar, a 30 quilômetros de Bruxelas, para os pousos das delegações oficiais. O transporte e outros serviços públicos foram paralisados na greve nacional, convocada pelos sindicatos em protesto contra as medidas de austeridade adotadas pelo governo local e também contra as decisões tomadas pela União Europeia de uma maneira mais ampla.
Os sindicatos belgas pediram aos governos europeus que aumentem os impostos para as empresas multinacionais e parem de adotar medidas de austeridade, como cortes nas aposentadorias. As entidades estão descontentes com os cortes nos gastos públicos de mais de 12 bilhões de euros para 2012. “O que nós precisamos é de crescimento econômico, mas você não obtém crescimento quando suga todo o oxigênio econômico com medidas de austeridade”, disse Marc Leemans, líder sindicalista da Democracia Cristã da Bélgica.
por master | 31/01/12 | Ultimas Notícias
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o programa Minha Casa, Minha Vida é um elemento muito importante para a expansão do setor habitacional no País. “A missão do governo e do setor privado é viabilizar o Minha casa, Minha Vida 2, com mais dois milhões de unidades (até 2014) e completar o Minha Casa, Minha Vida 1”, comentou o ministro hoje, após reunião de duas horas com empreendedores do setor privado da construção civil.
Segundo Mantega, o setor de habitação é muito importante para a expansão dos investimentos e do Produto Interno Bruto (PIB) do País, e trabalhamos com a expectativa de crescimento do PIB acima de 4% em 2012″, destacou. “Para isso, é importante um grande programa de investimentos em várias áreas. O governo vai viabilizar todas elas e o destaque é para o setor habitacional, um dos programas mais fortes. Serão vários bilhões de reais que estão colocados neste programa, diretamente no Minha Casa e Minha Vida”, comentou.
O ministro chegou a afirmar que somente a Caixa Econômica Federal (CEF) deve direcionar R$ 80 bilhões para o crédito habitacional em 2012. Logo em seguida, porém, o presidente da Caixa, Jorge Hereda, corrigiu de forma elegante que o montante total a ser disponibilizado subiu e chegará a R$ 90 bilhões neste ano. De acordo com Mantega, o crédito habitacional no País está em plena expansão, pois registrou um crescimento de 44% em 2011. “E neste ano, o crédito do setor deve manter a velocidade”, destacou.
por master | 31/01/12 | Ultimas Notícias
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o programa Minha Casa, Minha Vida é um elemento muito importante para a expansão do setor habitacional no País. “A missão do governo e do setor privado é viabilizar o Minha casa, Minha Vida 2, com mais dois milhões de unidades (até 2014) e completar o Minha Casa, Minha Vida 1”, comentou o ministro hoje, após reunião de duas horas com empreendedores do setor privado da construção civil.
Segundo Mantega, o setor de habitação é muito importante para a expansão dos investimentos e do Produto Interno Bruto (PIB) do País, e trabalhamos com a expectativa de crescimento do PIB acima de 4% em 2012″, destacou. “Para isso, é importante um grande programa de investimentos em várias áreas. O governo vai viabilizar todas elas e o destaque é para o setor habitacional, um dos programas mais fortes. Serão vários bilhões de reais que estão colocados neste programa, diretamente no Minha Casa e Minha Vida”, comentou.
O ministro chegou a afirmar que somente a Caixa Econômica Federal (CEF) deve direcionar R$ 80 bilhões para o crédito habitacional em 2012. Logo em seguida, porém, o presidente da Caixa, Jorge Hereda, corrigiu de forma elegante que o montante total a ser disponibilizado subiu e chegará a R$ 90 bilhões neste ano. De acordo com Mantega, o crédito habitacional no País está em plena expansão, pois registrou um crescimento de 44% em 2011. “E neste ano, o crédito do setor deve manter a velocidade”, destacou.
por master | 31/01/12 | Ultimas Notícias
O Nível de Atividade da Indústria (INA) paulista caiu 11,2% em dezembro na comparação com novembro, de acordo com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), divulgado hoje (30), na capital paulista. Na comparação entre dezembro de 2011 com dezembro do ano anterior, houve crescimento de 0,6%. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) caiu 0,5%.
Na análise por setores, o pior desempenho foi o dos produtos têxteis, que tiveram queda de 28,9% em dezembro ante novembro. Na comparação com dezembro de 2010, queda de 3,6%. De acordo com o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, Paulo Francini, o resultado mostra o desempenho ruim das tecelagens durante todo o ano. “O setor sofreu uma agressão constante dos importados, por isso registrou essa trajetória de queda”.
Em seguida vem o segmento de minerais não metálicos, com retração de 5,1% na comparação com novembro. Entretanto, registrou elevação de 5,5% na comparação com dezembro de 2010 e de 4,9% no acumulado de 2011 comparado ao resultado do ano anterior. O setor de móveis e indústrias diversas apresentou queda de 13,5% na comparação com novembro e 1,5% na comparação com dezembro de 2010 e alta de 5,3% no acumulado anual. “Nesse caso, a demanda ainda é cumprida pela indústria doméstica, que fica menos afetada pela concorrência do mercado externo”, disse Francini.
O diretor avaliou que, apesar de o cenário econômico ser favorável, vários fatores contribuem para a queda da atividade industrial em alguns segmentos. “A indústria vem sendo agredida há tempos por coisas tais como a taxa de câmbio, política tributária, vantagens para importação e uma série de circunstâncias agressivas que fazem com que a produção doméstica da indústria seja muito ruim”.
O diretor do Depecon ressaltou que a indústria não gerou empregos no ano passado e que a previsão é de fechamento de vagas no primeiro trimestre deste ano. E reafirmou que a expectativa de crescimento do setor industrial para este ano é modesta, em torno de 2%. “Temos um desempenho pobre da economia em 2012, temos os países querendo reagir a isso da melhor maneira possível, o cenário externo é agressivo. Nós projetamos crescimento abaixo dos 3%”.