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Verba de Deputados Estaduais tem reajuste de 14% para 2012

Verba de Deputados Estaduais tem reajuste de 14% para 2012

Neste ano, as verbas a que os deputados estaduais têm direito será ainda maior. Um ato da comissão executiva da AL, publicado no Diário Oficial da Casa na última terça-feira, reajusta os valores que vigoravam desde junho de 2009 para a cota de transporte, a cota postal-telefônica e a verba de ressarcimento pelo exercício parlamentar. Os valores sofrerão um acréscimo de 14,44%, o correspondente à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no período de 1º de julho de 2009 a 1º de janeiro deste ano. 
Dessa forma, a verba de ressarcimento passa dos atuais R$ 15 mil para R$ 17,2 mil por mês; a cota transporte de R$ 9,3 mil para R$ 10,6 mil; e a cota postal-telefônica de R$ 3,2 mil para R$ 3,7 mil. Mensalmente, apenas essas verbas parlamentares representarão R$ 31,5 mil por mês por cada deputado. Anualmente, os novos valores equivalem a um gasto de mais de R$ 21,1 milhões aos cofres públicos, levando-se em conta os 54 deputados mais os dois secretários estaduais que também recebem a verba. 
O presidente da AL, deputado estadual Valdir Rossoni (PSDB), justifica que houve apenas correção dos valores das verbas seguindo variação anual do INPC e não um ”aumento” real nos valores. ”Acho que podemos dar as condições para que os deputados desempenhem muito bem as suas funções. Eles precisam dessa estrutura para desenvolver o seu trabalho”, defendeu. Ontem surgiram críticas ao reajuste, que iria de encontro às chamadas ”medidas moralizadoras” amplamente divulgadas pela AL em 2011, que tiveram início com a gestão de Rossoni na presidência do Legislativo. Para Rossoni, o reajuste nas verbas não significa mudança nas ações de austeridade da Casa, que segundo ele vão continuar. A meta para este ano é economizar R$ 100 milhões nos custos totais da AL. (L.C.)
Verba de Deputados Estaduais tem reajuste de 14% para 2012

Indústria do PR sente impacto das restrições da Argentina

País vizinho é o segundo maior cliente comercial do Estado, com um volume de US$ 3,8 bilhões em exportação

Theo Marques/01-09-2011

 
Setor de louças que exportava cerca de 3 milhões de peças por ano ao país vizinho, começa a buscar novos mercados
 
 
 

 Curitiba – A Argentina pretende restringir a entrada de produtos estrangeiros no país. A resolução 3252 da AFIP (Receita Federal argentina) estabelece, na prática, uma barreira burocrática à importação. A partir de 1º de fevereiro, os empresários argentinos deverão apresentar ao órgão tributário uma Declaração Jurada Antecipada de Importação (DJAI). Isso coloca por terra o livre comércio estabelecido entre os países que fazem parte do Mercosul, exigindo dos empresários uma autorização do governo para importar qualquer produto e suspende a licença automática que existia antes. 

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, disse que esta restrição adotada pela Argentina tem força de lei e, por isso, é muito mais preocupante. ”Eles estão indo em desencontro ao Mercosul e ferindo o princípio do livre comércio”, disse. ”É uma agressão, um desrespeito aos parceiros comerciais”, completou. 

Segundo ele, esta nova medida cria gravíssimos problemas para as indústrias brasileiras exportadoras. Campagnolo explicou que como as empresas trabalham com encomendas antecipadas, muitas já estão tendo reflexos imediatos mesmo antes do início de fevereiro. Entre os setores que já estão sentindo o impacto no Paraná estão alimentos, louças e linha branca. 

O presidente da Fiep destacou ainda que há muitas pequenas e médias empresas que podem ser prejudicadas porque já possuem um percentual certo do faturamento que é obtido através da exportação. ”Lamentamos que este tipo de instabilidade venha neste momento. Deveríamos aproveitar a crise internacional para fazer um intercâmbio muito maior entre os países do Mercosul”, destacou. 

O presidente do Sindicato da Indústria da Louça do Paraná (Sindilouça-PR), José Canisso, disse que o setor já está sentindo os efeitos das medidas restritivas da Argentina. Segundo ele, o Estado exportava cerca de 2 milhões a 3 milhões de peças por ano para o país vizinho. 

Canisso destacou que a Argentina cortou as importações de louças da China, com isso, os chineses estão comercializando cada vez mais produtos no Brasil, o que traz uma forte concorrência para os produtos nacionais. ”Isso dificulta o crescimento no setor e novos investimentos”, disse. As 36 indústrias de louças do Paraná produzem cerca de 100 milhões de peças por ano e empregam 5 mil funcionários. ”Agora estamos buscando novos mercados para exportação”, contou. Além disso, ele alertou que as peças chinesas são mais baratas, mas têm alta concentração de chumbo e cádmio, o que pode prejudicar a saúde humana. 

A Argentina é um dos principais destinos das exportações brasileiras. No ano passado, as vendas para o país vizinho somaram US$ 22,7 bilhões. O Paraná também tem fortes laços comerciais com a Argentina, que é o segundo maior cliente comercial do Estado, com um volume de US$ 3,8 bilhões em exportação, atrás apenas da China. 

Com as restrições, os setores paranaenses mais afetados, segundo Campagnolo, devem ser o automobilístico, os eletrodomésticos e as máquinas e implementos agrícolas.

Verba de Deputados Estaduais tem reajuste de 14% para 2012

Indústria do PR sente impacto das restrições da Argentina

País vizinho é o segundo maior cliente comercial do Estado, com um volume de US$ 3,8 bilhões em exportação

Theo Marques/01-09-2011

 
Setor de louças que exportava cerca de 3 milhões de peças por ano ao país vizinho, começa a buscar novos mercados
 
 
 

 Curitiba – A Argentina pretende restringir a entrada de produtos estrangeiros no país. A resolução 3252 da AFIP (Receita Federal argentina) estabelece, na prática, uma barreira burocrática à importação. A partir de 1º de fevereiro, os empresários argentinos deverão apresentar ao órgão tributário uma Declaração Jurada Antecipada de Importação (DJAI). Isso coloca por terra o livre comércio estabelecido entre os países que fazem parte do Mercosul, exigindo dos empresários uma autorização do governo para importar qualquer produto e suspende a licença automática que existia antes. 

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, disse que esta restrição adotada pela Argentina tem força de lei e, por isso, é muito mais preocupante. ”Eles estão indo em desencontro ao Mercosul e ferindo o princípio do livre comércio”, disse. ”É uma agressão, um desrespeito aos parceiros comerciais”, completou. 

Segundo ele, esta nova medida cria gravíssimos problemas para as indústrias brasileiras exportadoras. Campagnolo explicou que como as empresas trabalham com encomendas antecipadas, muitas já estão tendo reflexos imediatos mesmo antes do início de fevereiro. Entre os setores que já estão sentindo o impacto no Paraná estão alimentos, louças e linha branca. 

O presidente da Fiep destacou ainda que há muitas pequenas e médias empresas que podem ser prejudicadas porque já possuem um percentual certo do faturamento que é obtido através da exportação. ”Lamentamos que este tipo de instabilidade venha neste momento. Deveríamos aproveitar a crise internacional para fazer um intercâmbio muito maior entre os países do Mercosul”, destacou. 

O presidente do Sindicato da Indústria da Louça do Paraná (Sindilouça-PR), José Canisso, disse que o setor já está sentindo os efeitos das medidas restritivas da Argentina. Segundo ele, o Estado exportava cerca de 2 milhões a 3 milhões de peças por ano para o país vizinho. 

Canisso destacou que a Argentina cortou as importações de louças da China, com isso, os chineses estão comercializando cada vez mais produtos no Brasil, o que traz uma forte concorrência para os produtos nacionais. ”Isso dificulta o crescimento no setor e novos investimentos”, disse. As 36 indústrias de louças do Paraná produzem cerca de 100 milhões de peças por ano e empregam 5 mil funcionários. ”Agora estamos buscando novos mercados para exportação”, contou. Além disso, ele alertou que as peças chinesas são mais baratas, mas têm alta concentração de chumbo e cádmio, o que pode prejudicar a saúde humana. 

A Argentina é um dos principais destinos das exportações brasileiras. No ano passado, as vendas para o país vizinho somaram US$ 22,7 bilhões. O Paraná também tem fortes laços comerciais com a Argentina, que é o segundo maior cliente comercial do Estado, com um volume de US$ 3,8 bilhões em exportação, atrás apenas da China. 

Com as restrições, os setores paranaenses mais afetados, segundo Campagnolo, devem ser o automobilístico, os eletrodomésticos e as máquinas e implementos agrícolas.

Verba de Deputados Estaduais tem reajuste de 14% para 2012

Exame de próstata pode ser obrigatório para empregados com mais de 40 anos

Aguinaldo Ribeiro
Ribeiro quer prevenir o câncer de próstata, um dos mais comuns entre os homens.
 
A Câmara analisa o Projeto de Lei 2822/11, do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que determina que o empregado com idade igual ou superior a 40 anos seja submetido ao exame de próstata, pago pelo empregador. Em caso de exame positivo para câncer, o trabalhador terá direito ao tratamento psicológico necessário.
O projeto acrescenta dispositivo à Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-Lei 5.452/43). Hoje a legislação prevê exame médico obrigatório, por conta do empregador, na admissão, na demissão e periodicamente, conforme instruções do Ministério do Trabalho.
Segundo o autor, o objetivo da proposta é prevenir o câncer de próstata. “Apesar de estarmos no século 21, ainda há preconceito contra o exame de próstata, que é essencial na prevenção desta doença perigosa e silenciosa em sua fase inicial”, explica.
Conforme o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. É o sexto tipo mais comum no mundo, representando cerca de 10% do total de cânceres.

Tramitação
Íntegra da proposta:
Reportagem – Lara Haje 
Edição – Daniella Cronemberger

A proposta, de caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Verba de Deputados Estaduais tem reajuste de 14% para 2012

Exame de próstata pode ser obrigatório para empregados com mais de 40 anos

Aguinaldo Ribeiro
Ribeiro quer prevenir o câncer de próstata, um dos mais comuns entre os homens.
 
A Câmara analisa o Projeto de Lei 2822/11, do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que determina que o empregado com idade igual ou superior a 40 anos seja submetido ao exame de próstata, pago pelo empregador. Em caso de exame positivo para câncer, o trabalhador terá direito ao tratamento psicológico necessário.
O projeto acrescenta dispositivo à Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-Lei 5.452/43). Hoje a legislação prevê exame médico obrigatório, por conta do empregador, na admissão, na demissão e periodicamente, conforme instruções do Ministério do Trabalho.
Segundo o autor, o objetivo da proposta é prevenir o câncer de próstata. “Apesar de estarmos no século 21, ainda há preconceito contra o exame de próstata, que é essencial na prevenção desta doença perigosa e silenciosa em sua fase inicial”, explica.
Conforme o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. É o sexto tipo mais comum no mundo, representando cerca de 10% do total de cânceres.

Tramitação
Íntegra da proposta:
Reportagem – Lara Haje 
Edição – Daniella Cronemberger

A proposta, de caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.