por master | 27/01/12 | Ultimas Notícias
País vizinho é o segundo maior cliente comercial do Estado, com um volume de US$ 3,8 bilhões em exportação

Setor de louças que exportava cerca de 3 milhões de peças por ano ao país vizinho, começa a buscar novos mercados
Curitiba – A Argentina pretende restringir a entrada de produtos estrangeiros no país. A resolução 3252 da AFIP (Receita Federal argentina) estabelece, na prática, uma barreira burocrática à importação. A partir de 1º de fevereiro, os empresários argentinos deverão apresentar ao órgão tributário uma Declaração Jurada Antecipada de Importação (DJAI). Isso coloca por terra o livre comércio estabelecido entre os países que fazem parte do Mercosul, exigindo dos empresários uma autorização do governo para importar qualquer produto e suspende a licença automática que existia antes.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, disse que esta restrição adotada pela Argentina tem força de lei e, por isso, é muito mais preocupante. ”Eles estão indo em desencontro ao Mercosul e ferindo o princípio do livre comércio”, disse. ”É uma agressão, um desrespeito aos parceiros comerciais”, completou.
Segundo ele, esta nova medida cria gravíssimos problemas para as indústrias brasileiras exportadoras. Campagnolo explicou que como as empresas trabalham com encomendas antecipadas, muitas já estão tendo reflexos imediatos mesmo antes do início de fevereiro. Entre os setores que já estão sentindo o impacto no Paraná estão alimentos, louças e linha branca.
O presidente da Fiep destacou ainda que há muitas pequenas e médias empresas que podem ser prejudicadas porque já possuem um percentual certo do faturamento que é obtido através da exportação. ”Lamentamos que este tipo de instabilidade venha neste momento. Deveríamos aproveitar a crise internacional para fazer um intercâmbio muito maior entre os países do Mercosul”, destacou.
O presidente do Sindicato da Indústria da Louça do Paraná (Sindilouça-PR), José Canisso, disse que o setor já está sentindo os efeitos das medidas restritivas da Argentina. Segundo ele, o Estado exportava cerca de 2 milhões a 3 milhões de peças por ano para o país vizinho.
Canisso destacou que a Argentina cortou as importações de louças da China, com isso, os chineses estão comercializando cada vez mais produtos no Brasil, o que traz uma forte concorrência para os produtos nacionais. ”Isso dificulta o crescimento no setor e novos investimentos”, disse. As 36 indústrias de louças do Paraná produzem cerca de 100 milhões de peças por ano e empregam 5 mil funcionários. ”Agora estamos buscando novos mercados para exportação”, contou. Além disso, ele alertou que as peças chinesas são mais baratas, mas têm alta concentração de chumbo e cádmio, o que pode prejudicar a saúde humana.
A Argentina é um dos principais destinos das exportações brasileiras. No ano passado, as vendas para o país vizinho somaram US$ 22,7 bilhões. O Paraná também tem fortes laços comerciais com a Argentina, que é o segundo maior cliente comercial do Estado, com um volume de US$ 3,8 bilhões em exportação, atrás apenas da China.
Com as restrições, os setores paranaenses mais afetados, segundo Campagnolo, devem ser o automobilístico, os eletrodomésticos e as máquinas e implementos agrícolas.
por master | 27/01/12 | Ultimas Notícias
País vizinho é o segundo maior cliente comercial do Estado, com um volume de US$ 3,8 bilhões em exportação

Setor de louças que exportava cerca de 3 milhões de peças por ano ao país vizinho, começa a buscar novos mercados
Curitiba – A Argentina pretende restringir a entrada de produtos estrangeiros no país. A resolução 3252 da AFIP (Receita Federal argentina) estabelece, na prática, uma barreira burocrática à importação. A partir de 1º de fevereiro, os empresários argentinos deverão apresentar ao órgão tributário uma Declaração Jurada Antecipada de Importação (DJAI). Isso coloca por terra o livre comércio estabelecido entre os países que fazem parte do Mercosul, exigindo dos empresários uma autorização do governo para importar qualquer produto e suspende a licença automática que existia antes.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, disse que esta restrição adotada pela Argentina tem força de lei e, por isso, é muito mais preocupante. ”Eles estão indo em desencontro ao Mercosul e ferindo o princípio do livre comércio”, disse. ”É uma agressão, um desrespeito aos parceiros comerciais”, completou.
Segundo ele, esta nova medida cria gravíssimos problemas para as indústrias brasileiras exportadoras. Campagnolo explicou que como as empresas trabalham com encomendas antecipadas, muitas já estão tendo reflexos imediatos mesmo antes do início de fevereiro. Entre os setores que já estão sentindo o impacto no Paraná estão alimentos, louças e linha branca.
O presidente da Fiep destacou ainda que há muitas pequenas e médias empresas que podem ser prejudicadas porque já possuem um percentual certo do faturamento que é obtido através da exportação. ”Lamentamos que este tipo de instabilidade venha neste momento. Deveríamos aproveitar a crise internacional para fazer um intercâmbio muito maior entre os países do Mercosul”, destacou.
O presidente do Sindicato da Indústria da Louça do Paraná (Sindilouça-PR), José Canisso, disse que o setor já está sentindo os efeitos das medidas restritivas da Argentina. Segundo ele, o Estado exportava cerca de 2 milhões a 3 milhões de peças por ano para o país vizinho.
Canisso destacou que a Argentina cortou as importações de louças da China, com isso, os chineses estão comercializando cada vez mais produtos no Brasil, o que traz uma forte concorrência para os produtos nacionais. ”Isso dificulta o crescimento no setor e novos investimentos”, disse. As 36 indústrias de louças do Paraná produzem cerca de 100 milhões de peças por ano e empregam 5 mil funcionários. ”Agora estamos buscando novos mercados para exportação”, contou. Além disso, ele alertou que as peças chinesas são mais baratas, mas têm alta concentração de chumbo e cádmio, o que pode prejudicar a saúde humana.
A Argentina é um dos principais destinos das exportações brasileiras. No ano passado, as vendas para o país vizinho somaram US$ 22,7 bilhões. O Paraná também tem fortes laços comerciais com a Argentina, que é o segundo maior cliente comercial do Estado, com um volume de US$ 3,8 bilhões em exportação, atrás apenas da China.
Com as restrições, os setores paranaenses mais afetados, segundo Campagnolo, devem ser o automobilístico, os eletrodomésticos e as máquinas e implementos agrícolas.
por master | 27/01/12 | Ultimas Notícias
Ribeiro quer prevenir o câncer de próstata, um dos mais comuns entre os homens.
A Câmara analisa o Projeto de Lei 2822/11, do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que determina que o empregado com idade igual ou superior a 40 anos seja submetido ao exame de próstata, pago pelo empregador. Em caso de exame positivo para câncer, o trabalhador terá direito ao tratamento psicológico necessário.
O projeto acrescenta dispositivo à Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-Lei 5.452/43). Hoje a legislação prevê exame médico obrigatório, por conta do empregador, na admissão, na demissão e periodicamente, conforme instruções do Ministério do Trabalho.
Segundo o autor, o objetivo da proposta é prevenir o câncer de próstata. “Apesar de estarmos no século 21, ainda há preconceito contra o exame de próstata, que é essencial na prevenção desta doença perigosa e silenciosa em sua fase inicial”, explica.
Conforme o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. É o sexto tipo mais comum no mundo, representando cerca de 10% do total de cânceres.
Tramitação
Íntegra da proposta:
Reportagem – Lara Haje
Edição – Daniella Cronemberger
A proposta, de caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
por master | 27/01/12 | Ultimas Notícias
Ribeiro quer prevenir o câncer de próstata, um dos mais comuns entre os homens.
A Câmara analisa o Projeto de Lei 2822/11, do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que determina que o empregado com idade igual ou superior a 40 anos seja submetido ao exame de próstata, pago pelo empregador. Em caso de exame positivo para câncer, o trabalhador terá direito ao tratamento psicológico necessário.
O projeto acrescenta dispositivo à Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-Lei 5.452/43). Hoje a legislação prevê exame médico obrigatório, por conta do empregador, na admissão, na demissão e periodicamente, conforme instruções do Ministério do Trabalho.
Segundo o autor, o objetivo da proposta é prevenir o câncer de próstata. “Apesar de estarmos no século 21, ainda há preconceito contra o exame de próstata, que é essencial na prevenção desta doença perigosa e silenciosa em sua fase inicial”, explica.
Conforme o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. É o sexto tipo mais comum no mundo, representando cerca de 10% do total de cânceres.
Tramitação
Íntegra da proposta:
Reportagem – Lara Haje
Edição – Daniella Cronemberger
A proposta, de caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
por master | 27/01/12 | Ultimas Notícias
Em Pernambuco, a falta de mão de obra tem preocupado a indústria da construção civil. O setor está em expansão, mas as construtoras não conseguem contratar um número suficiente de pedreiros e serventes para atender às necessidades do mercado. Algumas empresas investem na formação de profissionais, promovendo cursos de capacitação.
Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), entre os empresários que encontram dificuldades com contratações, 94% não conseguem trabalhadores de nível básico, como pedreiros e serventes. Pernambuco está com muitos operários nos canteiros de obras – como nunca se viu em sua história. Em análise feita nos últimos cinco anos, os números impressionam. Em 2006, trabalharam na área da construção civil do estado 36,8 mil pessoas. No ano passado, até o mês de novembro, já haviam passado 125,4 mil trabalhadores pelo setor.
Apesar desse crescimento, o número de profissionais ainda não é suficiente para atender à necessidade do mercado. Para os especialistas, é um reflexo do aquecimento da economia aqui do estado. Em um prédio de 32 andares que está sendo construído no Grande Recife, por exemplo, a previsão de entrega é o próximo mês de agosto. Para conseguir cumprir o prazo, a construtora está correndo atrás de pedreiros. “No momento, contamos com 15 pedreiros, mas o ideal seria que a gente tivesse mais cinco para atender ao cronograma”, afirmou o supervisor de obras, Ivan Moreira.
Para não atrasar as obras dos 20 prédios em construção, uma empresa investiu na terceirização de serviços e em tecnologia. A máquina que mistura a argamassa para o contrapiso faz o trabalho de até oito pedreiros. Mas a construtora se ressente da falta de profissionais e publicou anúncios com oferta de vagas de trabalho. “A gente tá colocando anúncios específicos, principalmente para pedreiros de fachada. Esse profissional está em escassez”, destacou o diretor da construtora, Sérgio Arruda.
As empresas também têm dificuldades em encontrar profissionais experientes. “Esse pessoal tem o curso e a capacitação, mas ainda não tem a experiência acumulada de outros profissionais da área. Há pessoas capacitadas, mas elas não têm o mesmo nível de produção e de qualidade de acabamento de produção dos que já militam na área há mais tempo”, explicou o vice-presidente do Sindicato da Indústria de Construção Civil de Pernambuco (SindusCon), José Antônio de Lucas Simón.
Por conta disso, as próprias construtoras estão treinando os funcionários para trabalhar como pedreiros. José Cícero começou a trabalhar em uma empresa como servente e foi capacitado pelos engenheiros. Há oito meses, ele foi promovido a pedreiro. “O salário melhorou muito, agora a situação está bem melhor. Vai dar para ajudar a reformar a minha casa”, diz Cícero.