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Dados da habitação nos EUA apontam para desaceleração nas vendas

Dados da habitação nos EUA apontam para desaceleração nas vendas

Os contratos registrados para a venda de imóveis nos Estados Unidos recuaram de uma alta de um ano e meio em dezembro e a procura por empréstimos habitacionais caiu na semana passada, apontando para uma moderação na venda dos imóveis depois de lucros robustos recentes.
 
Mas os relatos na quarta-feira não mudaram as percepções de que uma recuperação nascente está a caminho no mercado imobiliário, que continua a ser desafiado por uma oferta excessiva de propriedades.
 
“Isso é potencialmente negativo para as vendas de imóveis existentes em janeiro, embora as duas não sigam sempre de mãos dadas”, disse Jennifer Lee, economista-sênior da BMO Capital Markets, em Toronto. “Então isso significa que a história mudou e que a moradia está de volta ao lixo? Não”.
 
A Associação Nacional de Corretores de Imóveis disse que seu Índice de Vendas de Imóveis Pendentes, baseado nos contratos assinados em dezembro, caiu 3,5 por cento em dezembro, depois de atingir uma alta de 19 meses em novembro.
 
Economistas esperavam que os contratos assinados para as vendas caíssem apenas 1 por cento. No entanto, as vendas subiram 5,6 por cento nos 12 meses até dezembro.
 
Um excesso de casas não vendidas está pesando nos preços do mercado e frustrando a recuperação do setor, embora as taxas de hipoteca estejam perto de um recorde de baixa. A revenda de casas aumentou por três meses consecutivos.
 
O Federal Reserve (banco central dos EUA) sugeriu várias maneiras em que os responsáveis pela política poderiam ajudar o mercado castigado, incluindo dar às empresas Fannie Mae e Freddie Mac um papel maior no refinanciamento de empréstimos.
 
Algumas autoridades do Fed dizem que o banco central deveria considerar uma compra adicional de títulos lastreados em hipotecas como forma de ajudar a estimular uma recuperação mais forte, mas nenhuma ação é esperada no final da primeira reunião de 2012 de política do Fed, na quarta-feira.
 
“Eu não acho que taxas de juros menores de hipotecas irão ajudar muito agora”, disse
 
Robert Dye, economista-chefe da Comerica em Dallas.
 
“Não é aí que está o gargalo, ele está em dois lugares: na disponibilidade de crédito e no processamento da papelada”.
 
Os concessores de empréstimos adotaram exigências rigorosas para potenciais compradores de imóveis, exigindo pagamentos de até 20 por cento, e os cancelamentos de contratos foram de um terço em média nos últimos meses.
 
As solicitações para empréstimos imobiliários declinaram 5,4 por cento na semana passada, depois de duas semanas consecutivas de ganhos robustos, disse a Mortgage Bankers Association em um relatório separado.
 
Outro relatório mostrou que os preços robustos de imóveis medidos pelo Federal Housing Finance Agency (Agência Federal de Finanças de Habitação) subiu 1 por cento em novembro, em relação a outubro.
 
“Estamos encorajados com o aumento nos preços, que podem ser um sinal de maior estabilização no mercado imobiliário e prova de que a erosão nos preços dos imóveis pode estar se aproximando do fim”, disse Millan Mulraine, macroestrategista-sênior da TD Securities em Nova York.
Dados da habitação nos EUA apontam para desaceleração nas vendas

Fórum Social:Davos erra ao não antever falta de sustentabilidade

Críticos do capitalismo e da globalização voltaram a se encontrar em centenas de eventos em Porto Alegre e cidades da região metropolitana nesta quarta-feira em uma versão temática do Fórum Social Mundial, criado em 2001 como um dissenso do encontro econômico anual de Davos.
Além de decretar que Davos “errou” por não prever uma crise econômica tão longa, as principais vozes à frente do evento social nos últimos 10 anos fizeram o alerta de que o novo erro do Fórum Econômico Mundial é não se antecipar para os problemas da falta de sustentabilidade.
 
“Davos está sempre atrasado, faz a velha filantropia” disse um dos idealizadores do encontro, Oded Grajew.
 
Mesmo com o anúncio do Fórum Econômico Mundial de que quer debater neste ano caminhos diferentes para o crescimento e desenvolvimento, a crítica vinda de Porto Alegre é de que as grandes economias não agem para resolver as causas – como a desigualdade social.
 
“O Fórum Econômico dizia que não tínhamos alternativa, por isso surgiu o Fórum Social Mundial. Davos não conseguiu prever a crise econômica, nós avisamos que o modelo estava esgotado havia mais de 10 anos. Agora o alerta é ambiental”, afirmou Grajew.
 
A presidente Dilma Rousseff, que chegou a Porto Alegre nesta quarta-feira, participa na quinta de dois eventos do Fórum Social Temático. Um com a coordenação do encontro e outro com movimentos sociais. Uma das cobranças que ouvirá será em relação aos desafios da organização da Rio+20, que acontece no Brasil em junho.
 
Em um debate nesta quarta-feira, nomes como a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, o teólogo Leonardo Boff e frei Betto discutiram a necessidade de uma agenda da sociedade civil para a Rio+20.
 
“Hoje, não mudar é retroceder. E temos pouco tempo”, afirmou Boff. Ele demonstrou preocupação com a falta de vontade de governos em firmar compromissos ambientais.
 
Já Marina cobrou uma posição clara do governo brasileiro. “O Brasil precisa definir qual sua posição, qual é o modelo que vamos seguir em relação às mudanças dos modelos de desenvolvimento”.
 
CIDADES
 
Em Canoas, o Seminário Internacional de Cidades de Periferia reuniu o francês Jean Paul Le Glou, vice-presidente da organização Plaine Commune, e o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos.
 
“Não é possível falar de desafios se as pessoas não têm consciência da importância de abordar o tema (da sustentabilidade)”, afirmou Le Glou.
 
Sousa Santos disparou críticas contra a Europa e a demora em resolver o problema econômico do bloco. “A Europa ditou o que o mundo fazia por cinco séculos. De tanto querer ensinar, esqueceu de aprender. Só se fala em crescimento, mas um crescimento insustentável”, disse ele.
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Críticos do capitalismo e da globalização voltaram a se encontrar em centenas de eventos em Porto Alegre e cidades da região metropolitana nesta quarta-feira em uma versão temática do Fórum Social Mundial, criado em 2001 como um dissenso do encontro econômico anual de Davos.
Além de decretar que Davos “errou” por não prever uma crise econômica tão longa, as principais vozes à frente do evento social nos últimos 10 anos fizeram o alerta de que o novo erro do Fórum Econômico Mundial é não se antecipar para os problemas da falta de sustentabilidade.
 
“Davos está sempre atrasado, faz a velha filantropia” disse um dos idealizadores do encontro, Oded Grajew.
 
Mesmo com o anúncio do Fórum Econômico Mundial de que quer debater neste ano caminhos diferentes para o crescimento e desenvolvimento, a crítica vinda de Porto Alegre é de que as grandes economias não agem para resolver as causas – como a desigualdade social.
 
“O Fórum Econômico dizia que não tínhamos alternativa, por isso surgiu o Fórum Social Mundial. Davos não conseguiu prever a crise econômica, nós avisamos que o modelo estava esgotado havia mais de 10 anos. Agora o alerta é ambiental”, afirmou Grajew.
 
A presidente Dilma Rousseff, que chegou a Porto Alegre nesta quarta-feira, participa na quinta de dois eventos do Fórum Social Temático. Um com a coordenação do encontro e outro com movimentos sociais. Uma das cobranças que ouvirá será em relação aos desafios da organização da Rio+20, que acontece no Brasil em junho.
 
Em um debate nesta quarta-feira, nomes como a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, o teólogo Leonardo Boff e frei Betto discutiram a necessidade de uma agenda da sociedade civil para a Rio+20.
 
“Hoje, não mudar é retroceder. E temos pouco tempo”, afirmou Boff. Ele demonstrou preocupação com a falta de vontade de governos em firmar compromissos ambientais.
 
Já Marina cobrou uma posição clara do governo brasileiro. “O Brasil precisa definir qual sua posição, qual é o modelo que vamos seguir em relação às mudanças dos modelos de desenvolvimento”.
 
CIDADES
 
Em Canoas, o Seminário Internacional de Cidades de Periferia reuniu o francês Jean Paul Le Glou, vice-presidente da organização Plaine Commune, e o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos.
 
“Não é possível falar de desafios se as pessoas não têm consciência da importância de abordar o tema (da sustentabilidade)”, afirmou Le Glou.
 
Sousa Santos disparou críticas contra a Europa e a demora em resolver o problema econômico do bloco. “A Europa ditou o que o mundo fazia por cinco séculos. De tanto querer ensinar, esqueceu de aprender. Só se fala em crescimento, mas um crescimento insustentável”, disse ele.
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92% dos programas federais têm participação social, diz IPEA

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que 92,1% dos programas do governo federal têm participação de cidadãos, grupos da sociedade e atores privados em sua formulação, implementação e monitoramento.
 
A pesquisa intitulada “Participação social como método de governo: um mapeamento das ‘interfaces socioestatais’ nos programas federais”, considera como canais de participação social nas políticas públicas os conselhos, conferências, audiências, mesas de negociação, consultas públicas e ouvidorias.
 
De acordo com o estudo, a quantidade de programas com “interfaces socioestatais” era de 81% em 2002. Em 2010, esse percentual passa para 92,1%, o que representa uma variação de aproximadamente 9% no período.De acordo com a pesquisa, “os programas federais têm procurado incorporar atores sociais em sua gestão”.
 
A pesquisa, que abrange o período de 2002 a 2010, teve como fonte de dados o Sistema de Informações Gerenciais e de Planejamento (Sigplan) do Ministério do Planejamento.
 
O Sigplan foi criado em 2000 com o objetivo de auxiliar na elaboração e acompanhamento do Plano Plurianial (PPA) do governo federal, sistematizando informações quantitativas e qualitativas relativas à implementação dos programas e ações governamentais, dentre as quais os dados sobre a existência e características dos mecanismos de participação social e parceria com a sociedade na gestão dos programas.
 
A pesquisa indica ainda que a participação da sociedade em programas da área de proteção e promoção social ocorre na maior parte por meio de conselhos e conferências. Nos programas associados às temáticas de desenvolvimento econômico e infraestrutura, audiências e consultas públicas e reuniões com grupos de interesse são as formas mais utilizadas pela sociedade.
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A pesquisa intitulada “Participação social como método de governo: um mapeamento das ‘interfaces socioestatais’ nos programas federais”, considera como canais de participação social nas políticas públicas os conselhos, conferências, audiências, mesas de negociação, consultas públicas e ouvidorias.
 
De acordo com o estudo, a quantidade de programas com “interfaces socioestatais” era de 81% em 2002. Em 2010, esse percentual passa para 92,1%, o que representa uma variação de aproximadamente 9% no período.De acordo com a pesquisa, “os programas federais têm procurado incorporar atores sociais em sua gestão”.
 
A pesquisa, que abrange o período de 2002 a 2010, teve como fonte de dados o Sistema de Informações Gerenciais e de Planejamento (Sigplan) do Ministério do Planejamento.
 
O Sigplan foi criado em 2000 com o objetivo de auxiliar na elaboração e acompanhamento do Plano Plurianial (PPA) do governo federal, sistematizando informações quantitativas e qualitativas relativas à implementação dos programas e ações governamentais, dentre as quais os dados sobre a existência e características dos mecanismos de participação social e parceria com a sociedade na gestão dos programas.
 
A pesquisa indica ainda que a participação da sociedade em programas da área de proteção e promoção social ocorre na maior parte por meio de conselhos e conferências. Nos programas associados às temáticas de desenvolvimento econômico e infraestrutura, audiências e consultas públicas e reuniões com grupos de interesse são as formas mais utilizadas pela sociedade.