por master | 17/01/12 | Ultimas Notícias
A contribuição previdenciária do trabalhador será maior em fevereiro. O reajuste de 6,08% aplicado às aposentadorias foi estendido para as contribuições ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A menor alíquota, de 8%, passa a ser aplicada a quem ganha até R$ 1.174,86. Anteriormente, era aplicada para quem recebia até R$ 1.107,52.
O desconto de 9% passa a incidir sobre salários de R$ 1.174,87 a R$ 1.958,10.
A maior alíquota, de 11%, será aplicada sobre salários acima de R$ 1.958,11. A alíquota, porém, incide só até o novo teto previdenciário, de R$ 3.916,20. Assim, a contribuição máxima para assalariados será de R$ 430,78.
Autônomos, por sua vez, contribuem sobre 20% de sua remuneração, respeitando os limites: o salário mínimo e o teto previdenciário. Logo, a nova contribuição varia de R$ 124,40 (20% sobre o piso, de R$ 622) a R$ 783,24 (20% do teto).
Enquanto o trabalhador assalariado tem a contribuição descontada do salário, o autônomo recolhe por carnê. As novas alíquotas valerão apenas para as contribuições feitas em fevereiro, referentes ao mês trabalhado de janeiro.
por master | 17/01/12 | Ultimas Notícias
No Paraná, o governo estadual já havia anunciado o cumprimento da Emenda 29 a partir deste ano, antes da sanção da lei pela presidente Dilma Rousseff. Do orçamento total de R$ 2,8 bilhões previsto para a pasta até dezembro, haverá R$ 340 milhões a mais, conforme foi anunciado em agosto do ano passado, quando começou a ser elaborada a Lei Orçamentária Anual (LOA).
Tal valor representa a soma das despesas até então incluídas equivocadamente na fatia da saúde. Com a regulamentação da Emenda 29, definindo o que pode e o que não pode ser considerado gasto de saúde, alguns pagamentos tiveram que ser retirados e o governo estadual precisou encontrar recursos para, mesmo assim, cumprir com a fatia mínima obrigatória para a saúde, de 12% do orçamento.
No caso do Paraná, foram retiradas as seguintes despesas da aplicação direta em saúde pública: saneamento; Serviço de Assistência à Saúde (SAS), que atende os servidores do Estado; pensão da hanseníase; e Hospital da Polícia Militar. Esses serviços correspondem a R$ 140 milhões. Os outros R$ 200 milhões são de correção da receita pelo PIB.
O programa Leite das Crianças, que no passado, na gestão Requião (PMDB), chegou a ser questionado sobre se era aplicação em saúde, continua. De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo Neto, o Leite das Crianças é considerado como ”carência nutricional”. ”E isso a lei permite. O programa foi remodelado, não tem mais o viés do asssistencialismo”, defende o secretário. São R$ 70 milhões destinados ao programa.
Apesar de destacar a sanção da Emenda 29 como um avanço, Caputo Neto ressalta que faltou estipular um percentual mínimo de aplicação em saúde também para a União, assim como foi determinado a estados e municípios. ”O grande avanço do que foi feito é ter definido muito claramente onde pode ser gasto o dinheiro do orçamento e o que são ações a serviço da saúde. Em termos de percentual, os municípios já há muito tempo põem mais do que 15% na saúde. Já muitos estados, como o Paraná, em nome da não regulamentação, vinham maquiando os números, incluindo outros investimentos. A grande frustração nacional dos secretários municipais e estaduais de saúde foi não ter um mínimo previsto para investimento da União”, aponta.
Em fevereiro começa uma campanha para angariar 1,4 milhão de assinaturas para apresentar uma emenda de iniciativa popular para que a União assuma o percentual de 10% de investimento total do orçamento na área da saúde. O governo federal tentou vincular esse repasse à possível criação de um novo imposto, a Contribuição Social à Saúde (CSS), proposta que não vingou no segundo semestre do ano passado. ”Depois da má utilização da CPMF (que foi extinta em 2007), não tinha clima no Congresso para aprovar um novo imposto. A sociedade brasileira se sentiu traída, menos da metade (da verba da CPMF) foi usada e essa confiança a gente não consegue recuperar tão facilmente. Governar é definir prioridades e isso se materializa em orçamento, sem criar imposto”, avalia o secretário, que se diz contra a criação de um novo imposto para financiar a saúde neste momento.
A Secretaria estadual da Saúde enumerou 26 ações e projetos considerados prioritários para investimento neste ano, previstos em orçamento. Entre eles estão a ampliação do Hospital do Câncer de Londrina (R$ 3,5 milhões); o aumento, em quatro vezes, do número de salas cirúrgicas do Hospital Universitário de Maringá (R$ 4 milhões); a garantia de funcionamento de mais dez leitos de UTI no Hospital Universitário de Londrina e o lançamento do Programa Mãe Paranaense (baseado no Mãe Curitibana, de acompanhamento das gestantes), em maio.
por master | 17/01/12 | Ultimas Notícias
No Paraná, o governo estadual já havia anunciado o cumprimento da Emenda 29 a partir deste ano, antes da sanção da lei pela presidente Dilma Rousseff. Do orçamento total de R$ 2,8 bilhões previsto para a pasta até dezembro, haverá R$ 340 milhões a mais, conforme foi anunciado em agosto do ano passado, quando começou a ser elaborada a Lei Orçamentária Anual (LOA).
Tal valor representa a soma das despesas até então incluídas equivocadamente na fatia da saúde. Com a regulamentação da Emenda 29, definindo o que pode e o que não pode ser considerado gasto de saúde, alguns pagamentos tiveram que ser retirados e o governo estadual precisou encontrar recursos para, mesmo assim, cumprir com a fatia mínima obrigatória para a saúde, de 12% do orçamento.
No caso do Paraná, foram retiradas as seguintes despesas da aplicação direta em saúde pública: saneamento; Serviço de Assistência à Saúde (SAS), que atende os servidores do Estado; pensão da hanseníase; e Hospital da Polícia Militar. Esses serviços correspondem a R$ 140 milhões. Os outros R$ 200 milhões são de correção da receita pelo PIB.
O programa Leite das Crianças, que no passado, na gestão Requião (PMDB), chegou a ser questionado sobre se era aplicação em saúde, continua. De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo Neto, o Leite das Crianças é considerado como ”carência nutricional”. ”E isso a lei permite. O programa foi remodelado, não tem mais o viés do asssistencialismo”, defende o secretário. São R$ 70 milhões destinados ao programa.
Apesar de destacar a sanção da Emenda 29 como um avanço, Caputo Neto ressalta que faltou estipular um percentual mínimo de aplicação em saúde também para a União, assim como foi determinado a estados e municípios. ”O grande avanço do que foi feito é ter definido muito claramente onde pode ser gasto o dinheiro do orçamento e o que são ações a serviço da saúde. Em termos de percentual, os municípios já há muito tempo põem mais do que 15% na saúde. Já muitos estados, como o Paraná, em nome da não regulamentação, vinham maquiando os números, incluindo outros investimentos. A grande frustração nacional dos secretários municipais e estaduais de saúde foi não ter um mínimo previsto para investimento da União”, aponta.
Em fevereiro começa uma campanha para angariar 1,4 milhão de assinaturas para apresentar uma emenda de iniciativa popular para que a União assuma o percentual de 10% de investimento total do orçamento na área da saúde. O governo federal tentou vincular esse repasse à possível criação de um novo imposto, a Contribuição Social à Saúde (CSS), proposta que não vingou no segundo semestre do ano passado. ”Depois da má utilização da CPMF (que foi extinta em 2007), não tinha clima no Congresso para aprovar um novo imposto. A sociedade brasileira se sentiu traída, menos da metade (da verba da CPMF) foi usada e essa confiança a gente não consegue recuperar tão facilmente. Governar é definir prioridades e isso se materializa em orçamento, sem criar imposto”, avalia o secretário, que se diz contra a criação de um novo imposto para financiar a saúde neste momento.
A Secretaria estadual da Saúde enumerou 26 ações e projetos considerados prioritários para investimento neste ano, previstos em orçamento. Entre eles estão a ampliação do Hospital do Câncer de Londrina (R$ 3,5 milhões); o aumento, em quatro vezes, do número de salas cirúrgicas do Hospital Universitário de Maringá (R$ 4 milhões); a garantia de funcionamento de mais dez leitos de UTI no Hospital Universitário de Londrina e o lançamento do Programa Mãe Paranaense (baseado no Mãe Curitibana, de acompanhamento das gestantes), em maio.
por master | 17/01/12 | Ultimas Notícias
Com 15 vetos, a presidente Dilma Rousseff sancionou hoje a lei complementar que fixa os recursos mínimos a serem investidos anualmente por União, Estados e municípios em saúde. Um dos vetos descarta recursos adicionais para a área em caso de revisão positiva do PIB, sob a justificativa de que a “necessidade de constante alteração nos valores a serem destinados à saúde pela União pode gerar instabilidade na gestão fiscal e orçamentária”.
O texto diz que a União aplicará em saúde o correspondente ao valor empenhado no orçamento anterior, corrigido pela variação do PIB. O artigo vetado previa “créditos adicionais” em caso de revisão positiva do valor do PIB. “O Produto Interno Bruto apurado a cada ano passa por revisões periódicas nos anos seguintes”, justifica a presidente.
Em caso de variação negativa, os recursos não poderão ser reduzidos. A lei determina que Estados invistam, no mínimo, 12% da receita em serviços públicos de saúde; para municípios, o mínimo é de 15%.
Em mensagem encaminhada ao presidente do Senado Federal, José Sarney (PMDB-AP), Dilma diz que, após ouvir os ministérios do Planejamento e da Fazenda, vetou parcialmente a lei “por contrariedade ao interesse público e inconstitucionalidade”.
Também foi vetado o artigo que previa que taxas, tarifas ou multas arrecadadas por entidades da área não fossem considerados na conta dos recursos mínimos previstos em saúde.
A presidente manteve, no entanto, a relação de despesas que não constituem serviços públicos de saúde, como o pagamento de aposentadorias e pensões, gastos com merenda escolar, ações de assistência social, saneamento básico e limpeza urbana – subterfúgios usados por governantes para maquiar as contas.
por master | 17/01/12 | Ultimas Notícias
Com 15 vetos, a presidente Dilma Rousseff sancionou hoje a lei complementar que fixa os recursos mínimos a serem investidos anualmente por União, Estados e municípios em saúde. Um dos vetos descarta recursos adicionais para a área em caso de revisão positiva do PIB, sob a justificativa de que a “necessidade de constante alteração nos valores a serem destinados à saúde pela União pode gerar instabilidade na gestão fiscal e orçamentária”.
O texto diz que a União aplicará em saúde o correspondente ao valor empenhado no orçamento anterior, corrigido pela variação do PIB. O artigo vetado previa “créditos adicionais” em caso de revisão positiva do valor do PIB. “O Produto Interno Bruto apurado a cada ano passa por revisões periódicas nos anos seguintes”, justifica a presidente.
Em caso de variação negativa, os recursos não poderão ser reduzidos. A lei determina que Estados invistam, no mínimo, 12% da receita em serviços públicos de saúde; para municípios, o mínimo é de 15%.
Em mensagem encaminhada ao presidente do Senado Federal, José Sarney (PMDB-AP), Dilma diz que, após ouvir os ministérios do Planejamento e da Fazenda, vetou parcialmente a lei “por contrariedade ao interesse público e inconstitucionalidade”.
Também foi vetado o artigo que previa que taxas, tarifas ou multas arrecadadas por entidades da área não fossem considerados na conta dos recursos mínimos previstos em saúde.
A presidente manteve, no entanto, a relação de despesas que não constituem serviços públicos de saúde, como o pagamento de aposentadorias e pensões, gastos com merenda escolar, ações de assistência social, saneamento básico e limpeza urbana – subterfúgios usados por governantes para maquiar as contas.