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Novo mínimo colocará R$ 48 bilhões nas mãos da classe C, diz pesquisa

Novo mínimo colocará R$ 48 bilhões nas mãos da classe C, diz pesquisa

O reajuste de 14,13% no piso do salário mínimo irá beneficiar 66 millhões de brasileiros e adicionar R$ 63,98 bilhões na economia durante o ano de 2012, aponta estudo da consultoria Datapopular.  Neste mês, o piso nacional passou de R$ 545 para R$ 622.
Segundo o levantamento, a classe C (famílias com renda per capita entre R$ 327 e R$ 1.410, pelos critérios do instituto), será a maior beneficiada pelo aumento, ficando com R$ 48,3 bilhões – valor maior que o PIB (Produto Interno Bruto) da Bolívia e Paraguai, por exemplo.
 
As Classes D e E receberão em 2012 um adicional de R$ 12,4 bilhões.Segundo os cálculos do Datapopular, de cada R$ 100 acrescidos ao salário mínimo em 2012,
R$ 75,50 irão para as mãos de brasileiros pertencentes da chamada nova classe média.
 
“As Classes D e E devem receber este ano, o equivalente a todo o montante do bolsa família que foi pago em 2011. A nossa perspectiva é que grande parte da Classe D seja Classe C já em 2014, enquanto a Classe E estará a um passo da sua extinção”, diz Renato Meirelles é sócio-diretor do Data Popular.
 
O Datapopular estima que 53,9% dos brasileiros estavam na classe C em 2011, 31,1% na classe D e 3,8% na classe E. Apenas 3,2% estariam na classe A e 8% na classe B.
 
Divisão por regiões
Dos R$ 63,98 bilhões que serão acrescidos ao mínimo, o Sudeste responderá por 36,4%, segundo o levantamento. O Nordeste aparece logo em seguida com 35,2%, superando o Sul (13,3%). O
Centro Oeste e o Norte ficarão com 7,2% e 7,9%, respecyivamente.
 
“Esse incremento de renda para os trabalhadores brasileiros servirá também para que a economia ganhe um impulso nesse começo de ano. Após efetuar o pagamento de dívidas com parte do 13º Salário no fim de 2011, agora acreditamos que a maior parte desse dinheiro a mais será destinado às compras”, afirma Meirelles.
Novo mínimo colocará R$ 48 bilhões nas mãos da classe C, diz pesquisa

PIB da China cresce 9,2% em 2011

O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 9,2% em 2011, informou nesta terça-feira (17) o Birô Nacional de Estatísticas. O PIB chinês fechou 2011 em 47,15 trilhões de iuanes, cerca de US$ 7,46 trilhões, e seu crescimento anualizado ultrapassou as previsões do país, que fixou como meta avançar 8%. Em 2010, a economia chinesa cresceu 10,3%.
O comissário do organismo de estatísticas, Ma Jiantang, ressaltou que, em 2011, “frente a um ambiente internacional complicado e volátil”, a China tomou medidas macroeconômicas que ‘representaram um bom começo para o Plano Quinquenal 2011-2015’.
 
O crescimento no quarto trimestre de 2011 foi de 8,9%, dois décimos a menos que no terceiro. A nova alta trimestral foi a pior em dois anos e meio, desde o segundo semestre de 2009, quando a China avançou 7,9%.
 
A instituição também publicou outros dados macroeconômicos do ano passado, como o investimento em ativos fixos, que em 2011 ascendeu a 30,19 trilhões de iuanes, aproximadamente US$ 4,77 trilhões, um crescimento anualizado de 23,8%.
 
Quanto às vendas no varejo, principal indicador do consumo e fator macroeconômico que Pequim deseja estimular nos próximos anos para atenuar a redução das exportações, a soma foi de 18,12 trilhões de iuanes (US$ 2,86 trilhões), um aumento de 17,1%.
 
O ano passado foi marcado na China pela luta de seu governo contra a inflação, as tentativas de contenção do crédito e do setor imobiliário e o freio das exportações.
 
Novo mínimo colocará R$ 48 bilhões nas mãos da classe C, diz pesquisa

PIB da China cresce 9,2% em 2011

O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 9,2% em 2011, informou nesta terça-feira (17) o Birô Nacional de Estatísticas. O PIB chinês fechou 2011 em 47,15 trilhões de iuanes, cerca de US$ 7,46 trilhões, e seu crescimento anualizado ultrapassou as previsões do país, que fixou como meta avançar 8%. Em 2010, a economia chinesa cresceu 10,3%.
O comissário do organismo de estatísticas, Ma Jiantang, ressaltou que, em 2011, “frente a um ambiente internacional complicado e volátil”, a China tomou medidas macroeconômicas que ‘representaram um bom começo para o Plano Quinquenal 2011-2015’.
 
O crescimento no quarto trimestre de 2011 foi de 8,9%, dois décimos a menos que no terceiro. A nova alta trimestral foi a pior em dois anos e meio, desde o segundo semestre de 2009, quando a China avançou 7,9%.
 
A instituição também publicou outros dados macroeconômicos do ano passado, como o investimento em ativos fixos, que em 2011 ascendeu a 30,19 trilhões de iuanes, aproximadamente US$ 4,77 trilhões, um crescimento anualizado de 23,8%.
 
Quanto às vendas no varejo, principal indicador do consumo e fator macroeconômico que Pequim deseja estimular nos próximos anos para atenuar a redução das exportações, a soma foi de 18,12 trilhões de iuanes (US$ 2,86 trilhões), um aumento de 17,1%.
 
O ano passado foi marcado na China pela luta de seu governo contra a inflação, as tentativas de contenção do crédito e do setor imobiliário e o freio das exportações.
 
Novo mínimo colocará R$ 48 bilhões nas mãos da classe C, diz pesquisa

Construção tem maior alta no número de novas empresas no Rio

Nem lanchonete, nem restaurante, nem loja de roupa. O setor cada vez mais escolhido por empreendedores na hora de abrir empresa no estado do Rio é a construção de prédios, uma escolha estimulada pelas obras de infraestrutura e revitalização do Centro antigo para a Copa e a Olimpíada.

Enquanto a maioria dos setores teve menos estabelecimentos criados no ano passado do que em 2010, foram constituídas 1.625 empresas em 2011 que declaram ter como atividade principal a construção de edifícios, alta de 32% sobre o ano anterior, ou 390 estabelecimentos a mais. A construção de prédios foi o ramo empresarial que teve o maior crescimento quantitativo nos últimos dois anos, segundo levantamento exclusivo da Junta Comercial do Rio feito a pedido de O GLOBO.

— Há muitos projetos de construção de empreendimentos comerciais e hotéis, então isso reflete a quantidade de empresas de construção no estado — informa Julia Nicolau Butter, analista da gerência de competitividade da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).A maioria das empresas abertas eram de micro ou pequeno porte. Pelo menos 530 empresas foram registradas como microempresas.

De Norte a Sul do estado, o andamento de investimentos públicos e privados cria um efeito multiplicador de negócios na economia. Fábricas atraem construtoras, restaurantes e assim cresce a cadeia de fornecedores de região em região. Para a analista da Firjan, esse bom momento fluminense foi iniciado com a pacificação de favelas em 2008. A retomada do controle de áreas antes hostis a negócios formais abre cada vez mais mercados para grandes redes e pequenos empresários.

O último levantamento de investimentos da Firjan comprova a melhoria do ambiente de negócios. Houve aumento de 44% em um ano no volume de investimentos privados anunciados, com a previsão de R$ 181,4 bilhões em despesas no período de 2011 a 2013.

A revitalização do Centro carioca e as obras de transporte urbano nas zonas Norte e Oeste da cidade multiplicam novos empreendimentos e reformas de imóveis, o que só aumenta o mercado para grandes e pequenos construtores, avalia Roberto Kauffmann, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no estado do Rio de Janeiro (Sinduscon-Rio).

— Só na Zona Portuária há mais de cinco mil imóveis que têm de ser transformados. As empresas pequenas também se beneficiam, porque as médias e grandes subcontratam. Em uma obra, costuma haver três ou quatro empresas de prestadores de serviços — diz Kauffmann.

O engenheiro civil Orlando Borges percebia o crescimento de oportunidade nesse segmento quando decidiu abrir a Arq Pat consultoria, arquitetura e construções no ano passado. Aos 67 anos, Borges abria sua segunda empresa para construir edifícios, fazer perícia de imóveis e projetos de arquitetura.

— Queremos aproveitar o bom momento do Rio. Já fizemos uma casa e agora estamos construindo um prédio em Maricá. A ideia é também construir empreendimentos na capital, em Itaboraí e São Gonçalo. Acabamos de fechar contrato para trabalhar no projeto de uma grande construtora — revela Borges.

Apesar do crescimento superior das construtoras, a maioria das empresas criadas no Rio ainda são lojas de roupas, lanchonetes e restaurantes, setores que tradicionalmente lideram o ranking anual. Vestuário e alimentação são naturalmente buscadas por empreendedores até pelo avanço da urbanização e do mercado de construção nas cidades. Mas lojas e restaurantes também costumam ser abertos por empreendedores de “primeira viagem” por uma percepção equivocada de que é mais fácil administrar esse tipo de negócio, avalia Aldo Gonçalves, presidente do Sindicato dos Lojistas do Rio de Janeiro:

— A maioria das lojas abertas em shopping é de roupa e acessório, porque aparentemente é mais fácil para quem está começando no comércio. É uma ‘falsa facilidade’, porque não é tão simples assim.

Não à toa lojas de roupas e lanchonetes também foram o tipo de empresa mais fechado no ano passado.

Para o superintendente do Sebrae-RJ, Cesar Vasquez, lanchonetes, restaurantes e lojas de roupas ainda vão liderar o ranking de empresas abertas por um bom tempo. Afinal, diz Vasquez, novas empresas e novos empregos trazem mais pessoas para comer na rua, enquanto o aumento salarial permite um gasto maior com roupas:

— Há uma tendência crescente de alimentação fora de casa. Quando sobe a renda, aumenta logo o consumo de roupa e comida

Nem um abalo financeiro — como ocorreu em 2011 e durante a crise de 2008 e 2009 — pode ameaçar a supremacia de lojas e restaurantes, avalia Paulo Padilha, economista da Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ).

— Esses dois setores são menos vulneráveis a ciclos econômicos. Foram os que sofreram menos em 2008 e 2009 — afirma Padilha.

 

Novo mínimo colocará R$ 48 bilhões nas mãos da classe C, diz pesquisa

Construção tem maior alta no número de novas empresas no Rio

Nem lanchonete, nem restaurante, nem loja de roupa. O setor cada vez mais escolhido por empreendedores na hora de abrir empresa no estado do Rio é a construção de prédios, uma escolha estimulada pelas obras de infraestrutura e revitalização do Centro antigo para a Copa e a Olimpíada.

Enquanto a maioria dos setores teve menos estabelecimentos criados no ano passado do que em 2010, foram constituídas 1.625 empresas em 2011 que declaram ter como atividade principal a construção de edifícios, alta de 32% sobre o ano anterior, ou 390 estabelecimentos a mais. A construção de prédios foi o ramo empresarial que teve o maior crescimento quantitativo nos últimos dois anos, segundo levantamento exclusivo da Junta Comercial do Rio feito a pedido de O GLOBO.

— Há muitos projetos de construção de empreendimentos comerciais e hotéis, então isso reflete a quantidade de empresas de construção no estado — informa Julia Nicolau Butter, analista da gerência de competitividade da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).A maioria das empresas abertas eram de micro ou pequeno porte. Pelo menos 530 empresas foram registradas como microempresas.

De Norte a Sul do estado, o andamento de investimentos públicos e privados cria um efeito multiplicador de negócios na economia. Fábricas atraem construtoras, restaurantes e assim cresce a cadeia de fornecedores de região em região. Para a analista da Firjan, esse bom momento fluminense foi iniciado com a pacificação de favelas em 2008. A retomada do controle de áreas antes hostis a negócios formais abre cada vez mais mercados para grandes redes e pequenos empresários.

O último levantamento de investimentos da Firjan comprova a melhoria do ambiente de negócios. Houve aumento de 44% em um ano no volume de investimentos privados anunciados, com a previsão de R$ 181,4 bilhões em despesas no período de 2011 a 2013.

A revitalização do Centro carioca e as obras de transporte urbano nas zonas Norte e Oeste da cidade multiplicam novos empreendimentos e reformas de imóveis, o que só aumenta o mercado para grandes e pequenos construtores, avalia Roberto Kauffmann, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no estado do Rio de Janeiro (Sinduscon-Rio).

— Só na Zona Portuária há mais de cinco mil imóveis que têm de ser transformados. As empresas pequenas também se beneficiam, porque as médias e grandes subcontratam. Em uma obra, costuma haver três ou quatro empresas de prestadores de serviços — diz Kauffmann.

O engenheiro civil Orlando Borges percebia o crescimento de oportunidade nesse segmento quando decidiu abrir a Arq Pat consultoria, arquitetura e construções no ano passado. Aos 67 anos, Borges abria sua segunda empresa para construir edifícios, fazer perícia de imóveis e projetos de arquitetura.

— Queremos aproveitar o bom momento do Rio. Já fizemos uma casa e agora estamos construindo um prédio em Maricá. A ideia é também construir empreendimentos na capital, em Itaboraí e São Gonçalo. Acabamos de fechar contrato para trabalhar no projeto de uma grande construtora — revela Borges.

Apesar do crescimento superior das construtoras, a maioria das empresas criadas no Rio ainda são lojas de roupas, lanchonetes e restaurantes, setores que tradicionalmente lideram o ranking anual. Vestuário e alimentação são naturalmente buscadas por empreendedores até pelo avanço da urbanização e do mercado de construção nas cidades. Mas lojas e restaurantes também costumam ser abertos por empreendedores de “primeira viagem” por uma percepção equivocada de que é mais fácil administrar esse tipo de negócio, avalia Aldo Gonçalves, presidente do Sindicato dos Lojistas do Rio de Janeiro:

— A maioria das lojas abertas em shopping é de roupa e acessório, porque aparentemente é mais fácil para quem está começando no comércio. É uma ‘falsa facilidade’, porque não é tão simples assim.

Não à toa lojas de roupas e lanchonetes também foram o tipo de empresa mais fechado no ano passado.

Para o superintendente do Sebrae-RJ, Cesar Vasquez, lanchonetes, restaurantes e lojas de roupas ainda vão liderar o ranking de empresas abertas por um bom tempo. Afinal, diz Vasquez, novas empresas e novos empregos trazem mais pessoas para comer na rua, enquanto o aumento salarial permite um gasto maior com roupas:

— Há uma tendência crescente de alimentação fora de casa. Quando sobe a renda, aumenta logo o consumo de roupa e comida

Nem um abalo financeiro — como ocorreu em 2011 e durante a crise de 2008 e 2009 — pode ameaçar a supremacia de lojas e restaurantes, avalia Paulo Padilha, economista da Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ).

— Esses dois setores são menos vulneráveis a ciclos econômicos. Foram os que sofreram menos em 2008 e 2009 — afirma Padilha.