NOVA CENTRAL SINDICAL
DE TRABALHADORES
DO ESTADO DO PARANÁ

UNICIDADE
DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

Projeto quer paridade de homens e mulheres na direção de partidos

Projeto quer paridade de homens e mulheres na direção de partidos

A Câmara analisa projeto que estabelece a distribuição igualitária entre homens e mulheres no preenchimento de cargos nos órgãos de direção e de deliberação partidários. A proposta (Projeto de Lei 2436/11), da deputada Benedita da Silva (PT-RJ), acrescenta um dispositivo à Lei 9096/95, que dispõe sobre os partidos políticos.
Para a autora da proposta, é preciso acelerar o processo de incorporação feminina à política nacional. Ela lembrou que a Lei Eleitoral (Lei 9.504/97) estipula a reserva de pelo menos 30% das vagas às mulheres no registro dos candidatos pelos partidos políticos. “É preciso ir além. Entendemos ser fundamental que as mulheres participem em iguais condições nos órgãos deliberativos dos partidos políticos”, disse.

Necessidade momentânea

A deputada disse ainda que daqui a alguns anos talvez esta estipulação se torne desnecessária, quando homens e mulheres estiverem inteiramente integrados à vida política e partidária do País. “Neste momento, contudo, obrigar os partidos políticos a investirem na busca ativa de lideranças femininas faz todo o sentido”, declarou Benedita.

Leia a íntegra do Projeto aqui

Projeto quer paridade de homens e mulheres na direção de partidos

JUSTIÇA ELEITORAL: Mais de 300 mil têm de se recadastrar em duas semanas

Prazo para comparecer ao TRE acaba no próximo dia 20. Até agora, 75% dos eleitores curitibanos já passaram pelo TRE
 
Os eleitores de Curitiba têm apenas mais duas semanas para ir à Central de Atendimento ao Eleitor do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), no bairro Parolin, e fazer o recadastramento do título de eleitor. Trata-se de uma exigência da Justiça Eleitoral, que pretende usar o sistema biométrico (identificação por meio da impressão digital) nas eleições de 2012. Porém, cerca de 315 mil pessoas aptas a votar na cidade, do 1,3 milhão de eleitores da capital, ainda não fizeram o recadastramento e podem ter o documento cancelado. O prazo se encerra no próximo dia 20.
Pelo menos 80% da população precisa ser recadastrada para o sistema biométrico ser utilizado nas eleições municipais de outubro. Segundo o último balanço do TRE-PR, referente à última quarta-feira, cerca de 75,7% (985 mil pessoas) tinham regularizado o cadastro. Se o número mínimo não for alcançado, a eleição com identificação biométrica poderá ser cancelada.
Para se recadastrar, é preciso levar documento de identidade com foto, CPF e comprovante de residência. No ato do recadastramento, também será possível requerer a mudança do local de voto e solucionar outras pendências que o eleitor tenha com a Justiça Eleitoral. Para quem não vota em Curitiba e pretende requerer o título eleitoral ou pedir a transferência de domicílio, o prazo máximo é 9 de maio.
Devido ao prazo estar cada vez mais curto, o movimento tem aumentado. Nesta semana, a primeira do ano, cerca de 7 mil pessoas têm sido atendidas por dia. Número ainda abaixo da capacidade da Central de Atendimento ao Eleitor, de 12 mil pessoas por dia, mas acima da média de dezembro, quando 4,4 mil eleitores eram recadastrados diariamente.
O eleitor pode agendar o horário do atendimento pela internet para agilizar o procedimento. O prazo de espera para quem agenda é de, no máximo, 10 minutos. As pessoas que não agendam o recadastramento pelo site esperam, em média, 20 minutos, de segunda a sexta. Nos fins de semana e feriados, a espera pode chegar a 30 minutos. A Central de Atendimento conta com 235 guichês que funcionam pela manhã e à tarde.
Serviço
Para fazer o recadastramento o eleitor deve ir ao prédio do TRE – na Rua João Parolin, n º 55, das 8h às 18h30. Até o dia 20, o atendimento será feito todos os dias, de segunda a domingo. O agendamento pela internet pode ser feito no site www.tre-pr.jus.br.

Projeto quer paridade de homens e mulheres na direção de partidos

JUSTIÇA ELEITORAL: Mais de 300 mil têm de se recadastrar em duas semanas

Prazo para comparecer ao TRE acaba no próximo dia 20. Até agora, 75% dos eleitores curitibanos já passaram pelo TRE
 
Os eleitores de Curitiba têm apenas mais duas semanas para ir à Central de Atendimento ao Eleitor do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), no bairro Parolin, e fazer o recadastramento do título de eleitor. Trata-se de uma exigência da Justiça Eleitoral, que pretende usar o sistema biométrico (identificação por meio da impressão digital) nas eleições de 2012. Porém, cerca de 315 mil pessoas aptas a votar na cidade, do 1,3 milhão de eleitores da capital, ainda não fizeram o recadastramento e podem ter o documento cancelado. O prazo se encerra no próximo dia 20.
Pelo menos 80% da população precisa ser recadastrada para o sistema biométrico ser utilizado nas eleições municipais de outubro. Segundo o último balanço do TRE-PR, referente à última quarta-feira, cerca de 75,7% (985 mil pessoas) tinham regularizado o cadastro. Se o número mínimo não for alcançado, a eleição com identificação biométrica poderá ser cancelada.
Para se recadastrar, é preciso levar documento de identidade com foto, CPF e comprovante de residência. No ato do recadastramento, também será possível requerer a mudança do local de voto e solucionar outras pendências que o eleitor tenha com a Justiça Eleitoral. Para quem não vota em Curitiba e pretende requerer o título eleitoral ou pedir a transferência de domicílio, o prazo máximo é 9 de maio.
Devido ao prazo estar cada vez mais curto, o movimento tem aumentado. Nesta semana, a primeira do ano, cerca de 7 mil pessoas têm sido atendidas por dia. Número ainda abaixo da capacidade da Central de Atendimento ao Eleitor, de 12 mil pessoas por dia, mas acima da média de dezembro, quando 4,4 mil eleitores eram recadastrados diariamente.
O eleitor pode agendar o horário do atendimento pela internet para agilizar o procedimento. O prazo de espera para quem agenda é de, no máximo, 10 minutos. As pessoas que não agendam o recadastramento pelo site esperam, em média, 20 minutos, de segunda a sexta. Nos fins de semana e feriados, a espera pode chegar a 30 minutos. A Central de Atendimento conta com 235 guichês que funcionam pela manhã e à tarde.
Serviço
Para fazer o recadastramento o eleitor deve ir ao prédio do TRE – na Rua João Parolin, n º 55, das 8h às 18h30. Até o dia 20, o atendimento será feito todos os dias, de segunda a domingo. O agendamento pela internet pode ser feito no site www.tre-pr.jus.br.

Projeto quer paridade de homens e mulheres na direção de partidos

O partido único da mídia e o conformismo anestesiado pelo consumo

Ao se fixar nos seus próprios dogmas, desprezando o real, o poder dos partidos midiáticos tende ao enfraquecimento. Ao se descolarem da realidade perdem credibilidade e apoio, cavando sua própria ruína. Trata-se de um caminho trilhado de forma cada vez mais acelerada pela mídia tradicional brasileira.

Por Laurindo Lalo Leal Filho, na Carta Maior

A superficialidade e o descrédito a que chegaram os meios de comunicação tradicionais no Brasil é incontestável. Posicionamento político-partidário explícito e “reengenharias” administrativas estão na raiz desse processo.

Dispensas em massa de profissionais qualificados explicam, em parte, a baixa qualidade editorial. Foi-se o tempo em que ler jornal dava prazer. Mas fiquemos, por aqui, apenas na orientação política.

A concentração dos meios e a identidade ideológica existente entre eles criou no país o “partido único” da mídia, sem oposição ou contestação. Ditam políticas, hábitos, valores e comportamentos. O resultado é um grande descompasso entre o que divulgam e a realidade. Hoje, para perceber esse fenômeno, não são mais necessárias as exaustivas pesquisas em jornalismo comparado, tão comuns em nossas academias lá pelos anos 1980.

Agora basta abrir um jornal ou assistir a um telejornal e compará-los com as informações oferecidas por sites e blogues sérios, oferecidos pela internet. São mundos distintos.

No caso da mídia brasileira essa situação começou a se consolidar com a implosão das economias planificadas do leste europeu, na virada dos anos 1980/90.

Em 1992, no livro “O fim da história e o último homem”, ampliando ideias já apresentadas em ensaio de 1989, Francis Fukuyama punha um ponto final no choque de ideologias, saudando o capitalismo como modo de produção e processo civilizatório definitivo da humanidade, globalizado e eternizado.

Tese rapidamente endossada com euforia pela mídia conservadora e hegemônica que, a partir dai, pautaria por esse viés seus recortes diários do mundo, transmitidos ao público. Faz isso até hoje.

Só que, obviamente, a história não acabou. Ai estão as crises cíclicas do capitalismo, neste início de milênio, evidenciando-o como modo de produção historicamente constituído, passível de transformações e de colapso, como qualquer um dos que o precederam. Mas a mídia trata o capitalismo como se fosse eterno, excluindo de suas pautas as contradições básicas que o formam e o conformam. Dai a pobreza de seus conteúdos e o seu distanciamento da realidade, levando-a ao descrédito.

De fomentadora de ideias e debates, fortes características de seus primórdios em séculos passados, passou a estimuladora do conformismo e da acomodação. Para ela o motor história não é a luta de classes e sim o consumo, apresentado em gráficos e infográficos, alardeando números e índices que, muitas vezes, beiram o esotérico.

Se nos anos 1990 essas políticas editoriais obtiveram relativo êxito apoiadas na expansão do neoliberalismo pelo mundo, na última década a realidade crítica abalou todas as certezas impostas ideologicamente. As contradições vieram à tona.

No entanto a mídia, reduzida e conservadora, especialmente no Brasil, segue tratando apenas das aparências, deixando de lado determinações mais profundas. Movimentos anti-capitalistas espalhados pelo mundo são mencionados, quando o são, particularmente pela TV, como “fait-divers”, destituídos de sentido, a-históricos. Seguindo rigorosamente a tese de Fukuyama.

Fazendo jus ao seu papel de “partido único”, os meios oferecem ao público, como elemento condutor de sua ideologia conservadora, algo que genericamente pode ser chamado de kitsch. Definição dada pelos alemães no século passado para a arte popular e comercial, feita de fotos coloridas, capas de revistas, ilustrações, imagens publicitárias, histórias em quadrinhos, filmes de Hollywood. Atualizando seriam os nossos programas de TV, os cadernos de variedades de jornais e revistas, as músicas e as preces tocadas no rádio.

Esse é o prato diário da mídia, oferecido em embalagens sedutoras e entremeado de informações ditas jornalísticas, apresentando o mundo como um quadro acabado, inalterável. Não existindo alternativas, resta o conformismo anestesiado pelo consumo, ainda que para muitos apenas ilusório.

Claro que esse quadro midiático tem eficácia até certo momento, enquanto realidade e imaginário de alguma forma guardam proximidade. Mas ele também é histórico e, portanto, mutável.

Enquanto as contradições básicas da sociedade, aqui mencionadas, permanecerem existindo, a integração das consciências “pelo alto” será irrealizável, alertava Adorno, num dos seus últimos textos. Por mais que os meios de comunicação se esforcem por integrá-las.

Ao se fixar nos seus próprios dogmas, desprezando o real, o poder dos partidos midiáticos tende ao enfraquecimento. Ao se descolarem da realidade perdem credibilidade e apoio, cavando sua própria ruína. Confrontados com a internet desabam. Trata-se de um caminho trilhado de forma cada vez mais acelerada pela mídia tradicional brasileira. Sem falar na contribuição dada a esse processo pela queda da qualidade editorial, tema que fica para outro momento.

* Laurindo Lalo Leal Filho é sociólogo e jornalista. Professor de Jornalismo da ECA-USP. É autor, entre outros, de “A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão”.

Projeto quer paridade de homens e mulheres na direção de partidos

O partido único da mídia e o conformismo anestesiado pelo consumo

Ao se fixar nos seus próprios dogmas, desprezando o real, o poder dos partidos midiáticos tende ao enfraquecimento. Ao se descolarem da realidade perdem credibilidade e apoio, cavando sua própria ruína. Trata-se de um caminho trilhado de forma cada vez mais acelerada pela mídia tradicional brasileira.

Por Laurindo Lalo Leal Filho, na Carta Maior

A superficialidade e o descrédito a que chegaram os meios de comunicação tradicionais no Brasil é incontestável. Posicionamento político-partidário explícito e “reengenharias” administrativas estão na raiz desse processo.

Dispensas em massa de profissionais qualificados explicam, em parte, a baixa qualidade editorial. Foi-se o tempo em que ler jornal dava prazer. Mas fiquemos, por aqui, apenas na orientação política.

A concentração dos meios e a identidade ideológica existente entre eles criou no país o “partido único” da mídia, sem oposição ou contestação. Ditam políticas, hábitos, valores e comportamentos. O resultado é um grande descompasso entre o que divulgam e a realidade. Hoje, para perceber esse fenômeno, não são mais necessárias as exaustivas pesquisas em jornalismo comparado, tão comuns em nossas academias lá pelos anos 1980.

Agora basta abrir um jornal ou assistir a um telejornal e compará-los com as informações oferecidas por sites e blogues sérios, oferecidos pela internet. São mundos distintos.

No caso da mídia brasileira essa situação começou a se consolidar com a implosão das economias planificadas do leste europeu, na virada dos anos 1980/90.

Em 1992, no livro “O fim da história e o último homem”, ampliando ideias já apresentadas em ensaio de 1989, Francis Fukuyama punha um ponto final no choque de ideologias, saudando o capitalismo como modo de produção e processo civilizatório definitivo da humanidade, globalizado e eternizado.

Tese rapidamente endossada com euforia pela mídia conservadora e hegemônica que, a partir dai, pautaria por esse viés seus recortes diários do mundo, transmitidos ao público. Faz isso até hoje.

Só que, obviamente, a história não acabou. Ai estão as crises cíclicas do capitalismo, neste início de milênio, evidenciando-o como modo de produção historicamente constituído, passível de transformações e de colapso, como qualquer um dos que o precederam. Mas a mídia trata o capitalismo como se fosse eterno, excluindo de suas pautas as contradições básicas que o formam e o conformam. Dai a pobreza de seus conteúdos e o seu distanciamento da realidade, levando-a ao descrédito.

De fomentadora de ideias e debates, fortes características de seus primórdios em séculos passados, passou a estimuladora do conformismo e da acomodação. Para ela o motor história não é a luta de classes e sim o consumo, apresentado em gráficos e infográficos, alardeando números e índices que, muitas vezes, beiram o esotérico.

Se nos anos 1990 essas políticas editoriais obtiveram relativo êxito apoiadas na expansão do neoliberalismo pelo mundo, na última década a realidade crítica abalou todas as certezas impostas ideologicamente. As contradições vieram à tona.

No entanto a mídia, reduzida e conservadora, especialmente no Brasil, segue tratando apenas das aparências, deixando de lado determinações mais profundas. Movimentos anti-capitalistas espalhados pelo mundo são mencionados, quando o são, particularmente pela TV, como “fait-divers”, destituídos de sentido, a-históricos. Seguindo rigorosamente a tese de Fukuyama.

Fazendo jus ao seu papel de “partido único”, os meios oferecem ao público, como elemento condutor de sua ideologia conservadora, algo que genericamente pode ser chamado de kitsch. Definição dada pelos alemães no século passado para a arte popular e comercial, feita de fotos coloridas, capas de revistas, ilustrações, imagens publicitárias, histórias em quadrinhos, filmes de Hollywood. Atualizando seriam os nossos programas de TV, os cadernos de variedades de jornais e revistas, as músicas e as preces tocadas no rádio.

Esse é o prato diário da mídia, oferecido em embalagens sedutoras e entremeado de informações ditas jornalísticas, apresentando o mundo como um quadro acabado, inalterável. Não existindo alternativas, resta o conformismo anestesiado pelo consumo, ainda que para muitos apenas ilusório.

Claro que esse quadro midiático tem eficácia até certo momento, enquanto realidade e imaginário de alguma forma guardam proximidade. Mas ele também é histórico e, portanto, mutável.

Enquanto as contradições básicas da sociedade, aqui mencionadas, permanecerem existindo, a integração das consciências “pelo alto” será irrealizável, alertava Adorno, num dos seus últimos textos. Por mais que os meios de comunicação se esforcem por integrá-las.

Ao se fixar nos seus próprios dogmas, desprezando o real, o poder dos partidos midiáticos tende ao enfraquecimento. Ao se descolarem da realidade perdem credibilidade e apoio, cavando sua própria ruína. Confrontados com a internet desabam. Trata-se de um caminho trilhado de forma cada vez mais acelerada pela mídia tradicional brasileira. Sem falar na contribuição dada a esse processo pela queda da qualidade editorial, tema que fica para outro momento.

* Laurindo Lalo Leal Filho é sociólogo e jornalista. Professor de Jornalismo da ECA-USP. É autor, entre outros, de “A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão”.