por master | 21/12/11 | Ultimas Notícias
O presidente do BC voltou a enfatizar que o efeito das alterações na taxa básica de juros, a Selic, é defasado e cumulativo
A inflação será menor em 2012 do que a verificada este ano, disse nessa terça-feira (20) o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Além dos preços mais baixos, Tombini também espera maior crescimento econômico no próximo ano do que em 2011.
Segundo Tombini, a redução da inflação no país é um processo que está em curso. O presidente do BC voltou a enfatizar que o efeito das alterações na taxa básica de juros, a Selic, é defasado e cumulativo. “As medias adotadas foram mais sentidas no terceiro trimestre. Primeiro afeta as condições da economia e, em segundo momento, a inflação”, explicou.
A taxa Selic foi elevada, no total, em 1,75 ponto percentual, nas reuniões de janeiro a julho do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Já em agosto, outubro e novembro, o comitê decidiu reduzir a taxa em 0,5 ponto percentual, em cada reunião.
Na audiência, Tombini lembrou que houve adequação nas medidas macroprudenciais (restrição ao crédito), mas foi mantido o foco na redução de riscos à economia e ao sistema financeiro.
Tombini destacou ainda que “a situação fiscal forte” ajuda o Brasil a enfrentar “tempos complexos” (crise econômica externa). Além disso, ele citou que o país conta com colchões de liquidez em reais e em moeda estrangeira, o que também dá ao Brasil capacidade de reação em um cenário de maior turbulência externa.
por master | 21/12/11 | Ultimas Notícias
A substituição do ex-ministro do Esporte Orlando Silva, numa cerimônia na qual a presidente Dilma Rousseff fez grandes elogios a ele, a seu sucessor, Aldo Rebelo, e à legenda de ambos, o PCdoB, foi considerada, pelos maiores meios de comunicação do País, um escárnio, um desprezo à opinião pública.
Jornais e revistas como O Estado de S. Paulo, O Globo, Veja, Época e IstoÉ promoveram uma agressiva e eficiente campanha de denúncias contra Silva e seu partido e acham que falam de um Olimpo, acima do bem e do mal, em nome de todos, “da sociedade”, como se fatos extraordinários tivessem se arremessado sobre eles por imposição divina, para que denunciassem a gestão do ex-ministro e de seu partido no Ministério do Esporte.
Mesmo os mais ingênuos sabem, no entanto, que não é assim. Os fatos não se impõem aos jornais por conta própria nem são selecionados por uma divindade superior, imune aos interesses dos mortais comuns. O jornalismo é parte da luta política. Os fatos são empurrados para a mídia por pessoas, que representam interesses – próprios, de grupos, de classes sociais.
A campanha contra Silva foi deflagrada pelo PM João Dias Ferreira, que chegou a ser candidato a deputado distrital pelo PCdoB em 2006 e de quem o Ministério do Esporte cobrava cerca de 4 milhões de reais. Ferreira estava ameaçado de perder todos os bens, em função de ação iniciada pelo ministério e levada adiante pela Justiça federal, que o acusava de ter desviado aquele montante para benefício próprio, pela manipulação, com notas “frias”, das contas de um convênio com o ministério.
O ataque a Silva foi combinado também com uma ofensiva contra o governador do Distrito Federal (DF), o ex-ministro do Esporte e também ex-militante do PCdoB Agnelo Queiroz. Nessa parte da campanha foram usadas pessoas que compunham o grupo do PM, mas se voltaram contra ele depois de terem sido cooptadas pela Polícia Civil do governo do DF em 2010.
E até as crianças menos ingênuas da capital federal sabem que as forças derrotadas por Queiroz na campanha do ano passado estão vivas na política do DF e interessadas em desestabilizá-lo. Tanto o PM Ferreira quanto seus dissidentes acharam na grande mídia conservadora aliados essenciais.
A história de Ferreira foi divulgada pelo semanário Veja e pelo diário O Estado de S. Paulo. Veja divulgou o depoimento do PM na sua edição que começa a circular nacionalmente no sábado sem investigar praticamente nada da história e sem efetivamente dar ao ministro acusado o direito de defesa – pois o conteúdo mais preciso da acusação, como disse a RB o secretário-executivo do ministério, Waldemar de Souza, só foi recebido no final da tarde da sexta-feira anterior.
Mesmo assim a revista apoiou a acusação com vastas considerações editoriais. O jornal paulista, em editorial, já na segunda-feira seguinte, 17 de outubro, após Veja estar em todo o País com a entrevista do PM afirmando ter Silva recebido na garagem do ministério 1 milhão de reais de dinheiro ilícito, disse claramente que a presidente Dilma deveria demitir o ministro do Esporte, mesmo sem essas acusações estarem minimamente documentadas. Como fizera uma campanha de denúncias contra o ministério no início do ano, também sem provar nada, talvez o grande diário conservador se julgasse no direito de exigir a demissão de um ministro apenas porque o denunciava.
A campanha contra Queiroz foi liderada pela IstoÉ, com um artigo de capa no qual a semanal pretendeu revelar “com detalhes como o atual governador de Brasília teria montado um propinoduto para desviar dinheiro público no Ministério do Esporte”. O material básico com o qual IstoÉ trabalhou é, no fundo, o mesmo de Veja. Foi produzido pela Polícia Civil do Distrito Federal (PC-DF) no final do primeiro semestre de 2010, num inquérito estranho que investigava desvio de verbas federais – que é da competência da Polícia Federal (PF) e não da Polícia Civil.
Já se vivia, então, a plena campanha eleitoral, a qual disputaram, de um lado, Queiroz, e, de outro, Weslian Roriz, a mulher de Joaquim Roriz, o grande político do DF, cuja candidatura fora vetada pela Justiça. Ferreira e mais cinco pessoas ligadas a ele foram presas em abril daquele ano.
Duas pessoas que aparentemente participavam do esquema de manipulação de verbas de convênios com notas “frias”, Geraldo Andrade e Michael Silva, foram cooptadas pela PCDF e depuseram a favor de Weslian, no programa eleitoral de TV, algum tempo depois. Esses mesmos depoimentos foram usados agora contra o governador Queiroz, e gravações de conversas de Ferreira daquela época, apreendidas em sua casa pela PC-DF, foram usadas, agora, por IstoÉ e Veja, contra Queiroz e Silva.
Não se deve acreditar que a grande mídia conservadora aja assim por acaso e, tampouco, que faça isso por participar de uma grande conspiração, inventando fatos do nada para infernizar um governo de serafins e querubins.
A grande mídia tem um método, é o denuncismo. Fez com Silva exatamente o que fez em 2005, logo após as denúncias do então deputado do PTB Roberto Jefferson, que apontou o então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, como o chefe da operação conduzida pelo tesoureiro do PT à época, Delúbio Soares, e pelo publicitário mineiro Marcos Valério. O esperto presidente da sigla trabalhista tinha criado, para usar o jargão do jornalismo, a “retranca” do “mensalão”.
O Estadão, por exemplo, foi, também, o primeiro a dizer, em editorial, que Dirceu era o chefe do mensalão. Foi ainda peça destacada da grande mídia na campanha de denúncias que levou tanto à demissão, a pedido, quanto à cassação, pelo Congresso, do deputado Dirceu, sem que, até agora, tenham sido apresentadas outras provas concretas – além da palavra de Jefferson – de que ele comandava o tal esquema.
No caso da demissão do ministro do Esporte, o jornal criou uma retranca chamada de “esporteduto” sob a qual, além de trabalhar pela demissão de Silva, procurou desmoralizar os comunistas do PCdoB.
A grande mídia não constrói seu ponto de vista do nada a partir de um amontoado de mentiras. Jornais e revistas são editados com propósito, segundo regras, por um corpo de grandes editores nomeados pelos patrões. E todos têm dezenas de jornalistas e profissionais que todo dia acrescentam ao tema no qual estão focados miríades de informações.
Dito de outra forma: a avalanche de informações que divulgam, de modo geral, não é falsa por ser um conjunto de pequenas mentiras; ela induz o leitor ao erro contando pequenas verdades, indo em busca apenas de coisas que são do interesse dos patronos dos editores. Fazendo uma avaliação muito ampla, pode-se dizer que há verdades parciais, “malfeitos” para usar a expressão da presidente Dilma, em todas as matérias de denúncias publicadas pelos grandes veículos citados.
por master | 21/12/11 | Ultimas Notícias
A substituição do ex-ministro do Esporte Orlando Silva, numa cerimônia na qual a presidente Dilma Rousseff fez grandes elogios a ele, a seu sucessor, Aldo Rebelo, e à legenda de ambos, o PCdoB, foi considerada, pelos maiores meios de comunicação do País, um escárnio, um desprezo à opinião pública.
Jornais e revistas como O Estado de S. Paulo, O Globo, Veja, Época e IstoÉ promoveram uma agressiva e eficiente campanha de denúncias contra Silva e seu partido e acham que falam de um Olimpo, acima do bem e do mal, em nome de todos, “da sociedade”, como se fatos extraordinários tivessem se arremessado sobre eles por imposição divina, para que denunciassem a gestão do ex-ministro e de seu partido no Ministério do Esporte.
Mesmo os mais ingênuos sabem, no entanto, que não é assim. Os fatos não se impõem aos jornais por conta própria nem são selecionados por uma divindade superior, imune aos interesses dos mortais comuns. O jornalismo é parte da luta política. Os fatos são empurrados para a mídia por pessoas, que representam interesses – próprios, de grupos, de classes sociais.
A campanha contra Silva foi deflagrada pelo PM João Dias Ferreira, que chegou a ser candidato a deputado distrital pelo PCdoB em 2006 e de quem o Ministério do Esporte cobrava cerca de 4 milhões de reais. Ferreira estava ameaçado de perder todos os bens, em função de ação iniciada pelo ministério e levada adiante pela Justiça federal, que o acusava de ter desviado aquele montante para benefício próprio, pela manipulação, com notas “frias”, das contas de um convênio com o ministério.
O ataque a Silva foi combinado também com uma ofensiva contra o governador do Distrito Federal (DF), o ex-ministro do Esporte e também ex-militante do PCdoB Agnelo Queiroz. Nessa parte da campanha foram usadas pessoas que compunham o grupo do PM, mas se voltaram contra ele depois de terem sido cooptadas pela Polícia Civil do governo do DF em 2010.
E até as crianças menos ingênuas da capital federal sabem que as forças derrotadas por Queiroz na campanha do ano passado estão vivas na política do DF e interessadas em desestabilizá-lo. Tanto o PM Ferreira quanto seus dissidentes acharam na grande mídia conservadora aliados essenciais.
A história de Ferreira foi divulgada pelo semanário Veja e pelo diário O Estado de S. Paulo. Veja divulgou o depoimento do PM na sua edição que começa a circular nacionalmente no sábado sem investigar praticamente nada da história e sem efetivamente dar ao ministro acusado o direito de defesa – pois o conteúdo mais preciso da acusação, como disse a RB o secretário-executivo do ministério, Waldemar de Souza, só foi recebido no final da tarde da sexta-feira anterior.
Mesmo assim a revista apoiou a acusação com vastas considerações editoriais. O jornal paulista, em editorial, já na segunda-feira seguinte, 17 de outubro, após Veja estar em todo o País com a entrevista do PM afirmando ter Silva recebido na garagem do ministério 1 milhão de reais de dinheiro ilícito, disse claramente que a presidente Dilma deveria demitir o ministro do Esporte, mesmo sem essas acusações estarem minimamente documentadas. Como fizera uma campanha de denúncias contra o ministério no início do ano, também sem provar nada, talvez o grande diário conservador se julgasse no direito de exigir a demissão de um ministro apenas porque o denunciava.
A campanha contra Queiroz foi liderada pela IstoÉ, com um artigo de capa no qual a semanal pretendeu revelar “com detalhes como o atual governador de Brasília teria montado um propinoduto para desviar dinheiro público no Ministério do Esporte”. O material básico com o qual IstoÉ trabalhou é, no fundo, o mesmo de Veja. Foi produzido pela Polícia Civil do Distrito Federal (PC-DF) no final do primeiro semestre de 2010, num inquérito estranho que investigava desvio de verbas federais – que é da competência da Polícia Federal (PF) e não da Polícia Civil.
Já se vivia, então, a plena campanha eleitoral, a qual disputaram, de um lado, Queiroz, e, de outro, Weslian Roriz, a mulher de Joaquim Roriz, o grande político do DF, cuja candidatura fora vetada pela Justiça. Ferreira e mais cinco pessoas ligadas a ele foram presas em abril daquele ano.
Duas pessoas que aparentemente participavam do esquema de manipulação de verbas de convênios com notas “frias”, Geraldo Andrade e Michael Silva, foram cooptadas pela PCDF e depuseram a favor de Weslian, no programa eleitoral de TV, algum tempo depois. Esses mesmos depoimentos foram usados agora contra o governador Queiroz, e gravações de conversas de Ferreira daquela época, apreendidas em sua casa pela PC-DF, foram usadas, agora, por IstoÉ e Veja, contra Queiroz e Silva.
Não se deve acreditar que a grande mídia conservadora aja assim por acaso e, tampouco, que faça isso por participar de uma grande conspiração, inventando fatos do nada para infernizar um governo de serafins e querubins.
A grande mídia tem um método, é o denuncismo. Fez com Silva exatamente o que fez em 2005, logo após as denúncias do então deputado do PTB Roberto Jefferson, que apontou o então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, como o chefe da operação conduzida pelo tesoureiro do PT à época, Delúbio Soares, e pelo publicitário mineiro Marcos Valério. O esperto presidente da sigla trabalhista tinha criado, para usar o jargão do jornalismo, a “retranca” do “mensalão”.
O Estadão, por exemplo, foi, também, o primeiro a dizer, em editorial, que Dirceu era o chefe do mensalão. Foi ainda peça destacada da grande mídia na campanha de denúncias que levou tanto à demissão, a pedido, quanto à cassação, pelo Congresso, do deputado Dirceu, sem que, até agora, tenham sido apresentadas outras provas concretas – além da palavra de Jefferson – de que ele comandava o tal esquema.
No caso da demissão do ministro do Esporte, o jornal criou uma retranca chamada de “esporteduto” sob a qual, além de trabalhar pela demissão de Silva, procurou desmoralizar os comunistas do PCdoB.
A grande mídia não constrói seu ponto de vista do nada a partir de um amontoado de mentiras. Jornais e revistas são editados com propósito, segundo regras, por um corpo de grandes editores nomeados pelos patrões. E todos têm dezenas de jornalistas e profissionais que todo dia acrescentam ao tema no qual estão focados miríades de informações.
Dito de outra forma: a avalanche de informações que divulgam, de modo geral, não é falsa por ser um conjunto de pequenas mentiras; ela induz o leitor ao erro contando pequenas verdades, indo em busca apenas de coisas que são do interesse dos patronos dos editores. Fazendo uma avaliação muito ampla, pode-se dizer que há verdades parciais, “malfeitos” para usar a expressão da presidente Dilma, em todas as matérias de denúncias publicadas pelos grandes veículos citados.
por master | 21/12/11 | Ultimas Notícias
Estado é o quarto do Brasil ficando atrás somente de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro
Após oito meses desempregado, Leonardo Abelha conseguiu uma vaga com a ajuda das redes sociais
O Paraná gerou 157.526 empregos com carteira assinada de janeiro a novembro de 2011, o que equivale a um aumento de 6,61% no estoque de vagas em relação a dezembro de 2010, de acordo com o Caged. É o melhor desempenho da região Sul e coloca o Paraná entre os quatro estados que mais geraram empregos de janeiro a novembro, atrás apenas de São Paulo (693.124), Minas Gerais (253.809) e Rio de Janeiro (213.067).
Em novembro, o Estado criou 5.663 novos postos formais, aumentando em 0,22% o estoque de empregos do mês anterior. A Região Metropolitana de Curitiba foi responsável por 3.903 contratações, enquanto 1.760 novos postos de trabalho foram registrados no interior do Estado. No acumulado do ano, a região metropolitana criou 61.319 empregos formais; nas demais cidades foram 96.207 novos empregos.
Em Londrina, os setores de comércio, serviços e construção civil continuam registrando a maior geração de empregos na cidade numa avaliação dos últimos 12 meses, segundo o último relatório do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem.
Após um ano, o setor de construção civil continua liderando no município, com variação positiva de 7,99%, contra 5,67% do setor de serviços e 3,90% do comércio, o que não deve oscilar muito em dezembro. Entretanto, a construção civil fechou o mês de novembro com saldo negativo em 0,35%, com mais desligamentos do que admissões. Já os setores de comércio e o de serviços conseguiram se manter no positivo, com 634 (1,61%) e 234 (0,35%) empregos gerados, respectivamente.
O interessante é que na mesma avaliação anual nenhum dos oito setores verificados pelo Caged sofreram retração em Londrina. Já no comparativo de novembro com o mês anterior, além da construção civil, os setores de agropecuária e administração pública fecharam com percentual negativo: 1,40% e 0,16%.
De acordo com Nivaldo Benvenho, presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), a justificativa da força dos setores de comércio e serviço na contratação de trabalhadores é ligado ao tripé econômico da cidade. ”Estes dois setores são muito fortes, com a base industrial um pouco menor vindo logo atrás. Estes números são esperados devido a esta caraterística do município”, avalia ele.
Gerson Guariente, presidente do Sindicato das Industrias da Construção Civil (Sinduscon), comenta que o balanço positivo de 7,99% durante os últimos 12 meses mostra que a geração de empregos esteve acompanhandando o crescimento do setor em 2011. ”Este ano vamos fechar com um crescimento moderado de 6% a 7%”, relata.
Ele explica ainda que as poucas admissões nos últimos meses estão ligadas a entrega do Condomínio Vista Bela – que contava com 1,5 mil funcionários e que desde junho os desligamentos estavam acontecendo de forma gradativa – e também os atrasos nos contratos da segunda fase do Minha Casa Minha Vida. ”Devido a este atraso, nossa expectativa é positiva a partir de fevereiro do ano que vem. Lembrando que desde 2007 estamos fechando com mais admissões do que desligamentos”.
Benvenho também espera um 2012 com muitas contratações, apesar de um primeiro semestre de maior cautela devido à crise europeia. ”Londrina tem muitos projetos engatilhados, e com o Plano Diretor definido esperamos uma expansão industrial mais forte”. (Com Agências)
por master | 21/12/11 | Ultimas Notícias
Estado é o quarto do Brasil ficando atrás somente de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro
Após oito meses desempregado, Leonardo Abelha conseguiu uma vaga com a ajuda das redes sociais
O Paraná gerou 157.526 empregos com carteira assinada de janeiro a novembro de 2011, o que equivale a um aumento de 6,61% no estoque de vagas em relação a dezembro de 2010, de acordo com o Caged. É o melhor desempenho da região Sul e coloca o Paraná entre os quatro estados que mais geraram empregos de janeiro a novembro, atrás apenas de São Paulo (693.124), Minas Gerais (253.809) e Rio de Janeiro (213.067).
Em novembro, o Estado criou 5.663 novos postos formais, aumentando em 0,22% o estoque de empregos do mês anterior. A Região Metropolitana de Curitiba foi responsável por 3.903 contratações, enquanto 1.760 novos postos de trabalho foram registrados no interior do Estado. No acumulado do ano, a região metropolitana criou 61.319 empregos formais; nas demais cidades foram 96.207 novos empregos.
Em Londrina, os setores de comércio, serviços e construção civil continuam registrando a maior geração de empregos na cidade numa avaliação dos últimos 12 meses, segundo o último relatório do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem.
Após um ano, o setor de construção civil continua liderando no município, com variação positiva de 7,99%, contra 5,67% do setor de serviços e 3,90% do comércio, o que não deve oscilar muito em dezembro. Entretanto, a construção civil fechou o mês de novembro com saldo negativo em 0,35%, com mais desligamentos do que admissões. Já os setores de comércio e o de serviços conseguiram se manter no positivo, com 634 (1,61%) e 234 (0,35%) empregos gerados, respectivamente.
O interessante é que na mesma avaliação anual nenhum dos oito setores verificados pelo Caged sofreram retração em Londrina. Já no comparativo de novembro com o mês anterior, além da construção civil, os setores de agropecuária e administração pública fecharam com percentual negativo: 1,40% e 0,16%.
De acordo com Nivaldo Benvenho, presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), a justificativa da força dos setores de comércio e serviço na contratação de trabalhadores é ligado ao tripé econômico da cidade. ”Estes dois setores são muito fortes, com a base industrial um pouco menor vindo logo atrás. Estes números são esperados devido a esta caraterística do município”, avalia ele.
Gerson Guariente, presidente do Sindicato das Industrias da Construção Civil (Sinduscon), comenta que o balanço positivo de 7,99% durante os últimos 12 meses mostra que a geração de empregos esteve acompanhandando o crescimento do setor em 2011. ”Este ano vamos fechar com um crescimento moderado de 6% a 7%”, relata.
Ele explica ainda que as poucas admissões nos últimos meses estão ligadas a entrega do Condomínio Vista Bela – que contava com 1,5 mil funcionários e que desde junho os desligamentos estavam acontecendo de forma gradativa – e também os atrasos nos contratos da segunda fase do Minha Casa Minha Vida. ”Devido a este atraso, nossa expectativa é positiva a partir de fevereiro do ano que vem. Lembrando que desde 2007 estamos fechando com mais admissões do que desligamentos”.
Benvenho também espera um 2012 com muitas contratações, apesar de um primeiro semestre de maior cautela devido à crise europeia. ”Londrina tem muitos projetos engatilhados, e com o Plano Diretor definido esperamos uma expansão industrial mais forte”. (Com Agências)