por master | 08/12/11 | Ultimas Notícias
400 trabalhadores, em sua maioria mulheres, estão em greve há uma semana, exigindo pagamento de indenização por demissão coletiva. A empresa vai ser deslocada da província de Xangai, para a província de Jiangsu. Recentemente, têm-se multiplicado as lutas operárias na China.
Cerca de 400 trabalhadores da fábrica de Xangai da empresa Hi-P International estão em greve há sete dias, segundo notícia o site shanghaiist.com. A fábrica produz componentes para empresas como Apple, HP, RIM (a empresa dos celulares Blackberry) e Motorola e vai ser deslocada da região industrial de Jinqiao no leste de Xangai, para Suzhou na província de Jiangsu. Os trabalhadores não têm grandes chances de ir trabalhar na nova localidade devido à distância, mas exigem o pagamento de indenização pela demissão coletiva, que a empresa não quer garantir. À porta da fábrica os grevistas gritam: “Paguem-nos. Paguem-nos.”
Um dos trabalhadores da fábrica declarou ao jornal “South China Morning Post”: “Muitos de nós trabalhamos nesta fábrica há muitos anos, por isso devemos ser corretamente compensados se eles querem romper os nossos contratos. Trabalhamos em longos turnos, por vezes durante 20 horas. Mesmo viajando num ônibus da empresa, trabalhar na nova fábrica significará um deslocamento de mais hora e meia diariamente, com isso ficaríamos sem tempo para descansar”.
O presidente executivo da empresa, Yao Hsiao Tung, diz que a transferência já estava programada para março de 2012 e que a decisão não foi sua, mas do governo que decidiu passar a área onde está localizada a fábrica de industrial para comercial.
Os grevistas recusam assinar acordos de rescisão até o fim do ano, sem receberem indenização. Apesar de conversações, a greve prossegue há 7 dias.
A luta destes trabalhadores não é única, pelo contrário nos últimos tempos têm-se multiplicado os protestos operários, devido segundo o shanghaiist.com à “desaceleração da procura das suas exportações para a Europa e a uma crescente incerteza sobre a economia global, agravada pela crise das dívidas soberanas europeias e pela fraca recuperação nos EUA”.
O shanghaiist.com divulga que há duas semanas no sul da província de Guangdong, mais de 10.000 trabalhadores cercaram uma fábrica de sapatos contra o corte no pagamento de horas extraordinárias, 400 trabalhadoras de uma fábrica de soutiens em Shenzhen interromperam o trabalho em protesto contra os maus tratos e os trabalhadores de uma fábrica fornecedora da Apple e da IBM bloquearam uma estrada em protesto contra as condições de trabalho, nomeadamente o excesso de horas. Na semana passada, trabalhadores chineses bloquearam as entradas e saídas dos supermercados da cadeia britânica Tesco.
O membro do Birô Político do Partido Comunista Chinês, ZhouYoungkang, alertou para o aumento de conflitos sociais e declarou à Bloomberg que a China precisa de melhorar os meios de lidar com a turbulência de uma economia de mercado, afirmando que “ainda não formamos um mecanismo completo para a gestão social” que é “a maior e mais urgente tarefa que temos pela frente”.
por master | 08/12/11 | Ultimas Notícias
A rara unidade entre os três movimentos trabalhistas reflete a oposição comum ao orçamento apresentado pelo governo.
As três principais centrais sindicais da Itália anunciaram nesta quarta-feira (7) que realizarão uma greve conjunta de três horas na próxima segunda-feira. A rara demonstração de unidade entre os três movimentos trabalhistas, cada um com fortes laços com diferentes partidos políticos, reflete a oposição comum da classe trabalhadora ao orçamento apresentado pelo governo do primeiro-ministro Mario Monti.
Líderes da esquerdista CGIL, da socialista UIL e da CISL, democrata-cristã, tomaram a decisão após um rápido encontro no início de quarta-feira. Os sindicatos planejam uma greve de um dia, caso o governo “não aceite as demandas por diálogo e mudanças no decreto de orçamento”, afirmou o líder da CISL, Raffaele Bonanni.
As principais objeções ao documento são a introdução de taxas de propriedade sobre residências para aqueles que têm apenas uma propriedade, bem como cortes nas pensões e o aumento na idade para a aposentadoria, disse Luigi Angeletti, chefe da UIL.
O decreto prevê aumento na idade para aposentadoria e cortes nos ajustes de inflação para quase todos os pensionistas, exceto aqueles que ganham o salário mínimo, além da introdução de cerca de 11 bilhões de euros em impostos sobre imóveis. A intenção do governo é cortar 20 bilhões de euros do déficit orçamentário, mas a medida deve cortar em meio ponto porcentual o crescimento econômico para 2012 e 2013, segundo estimativas do próprio governo.
As três centrais afirmaram que divulgarão suas propostas mais tarde, enviando-as para os comitês de orçamento no Legislativo.
A quarta maior central sindical da Itália, UGL, com laços históricos com um partido de direita, planeja se unir à paralisação do dia 12, afirmou seu líder Giovanni Centrella.
No fim da terça-feira, Monti disse durante entrevista na televisão que esperava protestos e greves, mas as medidas de austeridade eram necessárias. O premiê afirmou que há “pouco espaço” para mudanças no decreto, atualmente em debate no Parlamento.
por master | 08/12/11 | Ultimas Notícias
A rara unidade entre os três movimentos trabalhistas reflete a oposição comum ao orçamento apresentado pelo governo.
As três principais centrais sindicais da Itália anunciaram nesta quarta-feira (7) que realizarão uma greve conjunta de três horas na próxima segunda-feira. A rara demonstração de unidade entre os três movimentos trabalhistas, cada um com fortes laços com diferentes partidos políticos, reflete a oposição comum da classe trabalhadora ao orçamento apresentado pelo governo do primeiro-ministro Mario Monti.
Líderes da esquerdista CGIL, da socialista UIL e da CISL, democrata-cristã, tomaram a decisão após um rápido encontro no início de quarta-feira. Os sindicatos planejam uma greve de um dia, caso o governo “não aceite as demandas por diálogo e mudanças no decreto de orçamento”, afirmou o líder da CISL, Raffaele Bonanni.
As principais objeções ao documento são a introdução de taxas de propriedade sobre residências para aqueles que têm apenas uma propriedade, bem como cortes nas pensões e o aumento na idade para a aposentadoria, disse Luigi Angeletti, chefe da UIL.
O decreto prevê aumento na idade para aposentadoria e cortes nos ajustes de inflação para quase todos os pensionistas, exceto aqueles que ganham o salário mínimo, além da introdução de cerca de 11 bilhões de euros em impostos sobre imóveis. A intenção do governo é cortar 20 bilhões de euros do déficit orçamentário, mas a medida deve cortar em meio ponto porcentual o crescimento econômico para 2012 e 2013, segundo estimativas do próprio governo.
As três centrais afirmaram que divulgarão suas propostas mais tarde, enviando-as para os comitês de orçamento no Legislativo.
A quarta maior central sindical da Itália, UGL, com laços históricos com um partido de direita, planeja se unir à paralisação do dia 12, afirmou seu líder Giovanni Centrella.
No fim da terça-feira, Monti disse durante entrevista na televisão que esperava protestos e greves, mas as medidas de austeridade eram necessárias. O premiê afirmou que há “pouco espaço” para mudanças no decreto, atualmente em debate no Parlamento.
por master | 08/12/11 | Ultimas Notícias
Dados analisados pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República mostram que os trabalhadores formais com renda até dois salários mínimos (atualmente R$ 1.090) estão mais expostos à rotatividade no emprego do que o conjunto da força de trabalho no Brasil e do que outros de diferentes faixas salariais.
Conforme estudo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego), a taxa de rotatividade no Brasil em 2010 foi 40%, enquanto entre os trabalhadores com até dois salários mínimos foi 57%. A análise da SAE destaca que a rotatividade é causada principalmente pelos pedidos de dispensa dos próprios empregados.
“Essa população está sobrerrepresentada nas demissões a pedido, quem está nas faixas salariais maiores não está pedindo tanta demissão assim”, diz a economista Diana Grosner, da Secretaria de Ações Estratégicas da SAE. Ela lembra que há grande proporção de demitidos entre os trabalhadores de baixa renda.
Conforme a série do Caged analisada pela SAE, a participação dos trabalhadores de baixa renda no total de demissões a pedido cresceu de um terço, em meados de 1999, para quase 85% em 2010. Nesse período, aumentou em 16 milhões o número de trabalhadores que recebem até dois salários mínimos.
Grosner admite que a alta no pedido de demissões pode estar relacionada ao bom momento da economia em 2010. “A pessoa saía também porque achava que ia conseguir coisa melhor”, considera.
O fenômeno, no entanto, não deixa de preocupar o governo. “A entrada dessas pessoas no mercado formal foi um grande avanço, sem dúvida, mas agora está na hora de dar um segundo empurrão. A situação das pessoas precisa melhorar, elas precisam ter uma estabilidade no emprego”, avalia a economista.
A alta rotatividade pode colocar em risco a manutenção das pessoas na faixa acima da pobreza, notadamente o estrato emergente da chamada nova classe média (com renda familiar per capita acima de R$ 250 até R$ 1.000) que, em 11 anos, aumentou em 31 milhões de pessoas. “É quem está no limite de retornar à pobreza”, diz Alessandra Ninis, assessora técnica da Secretaria de Ações Estratégicas.
Para o ministro-chefe da SAE, Moreira Franco, a alta rotatividade conspira contra a ascensão social dos trabalhadores porque impede a capacitação e o aumento na remuneração. “Quem está trabalhando precisa se qualificar e sua qualificação é de interesse do próprio trabalhador, da empresa na qual trabalha e do governo”, escreveu em artigo publicado em um jornal carioca.
A falta de qualificação alimenta a alta rotatividade, acrescenta Diana Grosner. “São as pessoas que têm qualificação mais baixa. Para o mercado, é mais fácil trocar essa pessoa. É mais fácil perder uma pessoa que não tem qualificação do que perder uma pessoa qualificada”, ressalta.
Além dos riscos sociais, a possibilidade de estagnação ou eventual revés na ascensão dos trabalhadores de baixa renda pode trazer forte impacto econômico. Nos cálculos da SAE, a nova classe média representa 47% do consumo no país.
O governo instituiu uma comissão de intelectuais e pesquisadores para estudar o comportamento da nova classe média. Desde outubro, a SAE também discute com os ministérios do Trabalho e Emprego, da Previdência Social e Fazenda medidas a serem adotadas em 2012 para incentivar a permanência dos trabalhadores no emprego.
por master | 08/12/11 | Ultimas Notícias
Dados analisados pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República mostram que os trabalhadores formais com renda até dois salários mínimos (atualmente R$ 1.090) estão mais expostos à rotatividade no emprego do que o conjunto da força de trabalho no Brasil e do que outros de diferentes faixas salariais.
Conforme estudo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego), a taxa de rotatividade no Brasil em 2010 foi 40%, enquanto entre os trabalhadores com até dois salários mínimos foi 57%. A análise da SAE destaca que a rotatividade é causada principalmente pelos pedidos de dispensa dos próprios empregados.
“Essa população está sobrerrepresentada nas demissões a pedido, quem está nas faixas salariais maiores não está pedindo tanta demissão assim”, diz a economista Diana Grosner, da Secretaria de Ações Estratégicas da SAE. Ela lembra que há grande proporção de demitidos entre os trabalhadores de baixa renda.
Conforme a série do Caged analisada pela SAE, a participação dos trabalhadores de baixa renda no total de demissões a pedido cresceu de um terço, em meados de 1999, para quase 85% em 2010. Nesse período, aumentou em 16 milhões o número de trabalhadores que recebem até dois salários mínimos.
Grosner admite que a alta no pedido de demissões pode estar relacionada ao bom momento da economia em 2010. “A pessoa saía também porque achava que ia conseguir coisa melhor”, considera.
O fenômeno, no entanto, não deixa de preocupar o governo. “A entrada dessas pessoas no mercado formal foi um grande avanço, sem dúvida, mas agora está na hora de dar um segundo empurrão. A situação das pessoas precisa melhorar, elas precisam ter uma estabilidade no emprego”, avalia a economista.
A alta rotatividade pode colocar em risco a manutenção das pessoas na faixa acima da pobreza, notadamente o estrato emergente da chamada nova classe média (com renda familiar per capita acima de R$ 250 até R$ 1.000) que, em 11 anos, aumentou em 31 milhões de pessoas. “É quem está no limite de retornar à pobreza”, diz Alessandra Ninis, assessora técnica da Secretaria de Ações Estratégicas.
Para o ministro-chefe da SAE, Moreira Franco, a alta rotatividade conspira contra a ascensão social dos trabalhadores porque impede a capacitação e o aumento na remuneração. “Quem está trabalhando precisa se qualificar e sua qualificação é de interesse do próprio trabalhador, da empresa na qual trabalha e do governo”, escreveu em artigo publicado em um jornal carioca.
A falta de qualificação alimenta a alta rotatividade, acrescenta Diana Grosner. “São as pessoas que têm qualificação mais baixa. Para o mercado, é mais fácil trocar essa pessoa. É mais fácil perder uma pessoa que não tem qualificação do que perder uma pessoa qualificada”, ressalta.
Além dos riscos sociais, a possibilidade de estagnação ou eventual revés na ascensão dos trabalhadores de baixa renda pode trazer forte impacto econômico. Nos cálculos da SAE, a nova classe média representa 47% do consumo no país.
O governo instituiu uma comissão de intelectuais e pesquisadores para estudar o comportamento da nova classe média. Desde outubro, a SAE também discute com os ministérios do Trabalho e Emprego, da Previdência Social e Fazenda medidas a serem adotadas em 2012 para incentivar a permanência dos trabalhadores no emprego.