por master | 08/12/11 | Ultimas Notícias
A rara unidade entre os três movimentos trabalhistas reflete a oposição comum ao orçamento apresentado pelo governo.
As três principais centrais sindicais da Itália anunciaram nesta quarta-feira (7) que realizarão uma greve conjunta de três horas na próxima segunda-feira. A rara demonstração de unidade entre os três movimentos trabalhistas, cada um com fortes laços com diferentes partidos políticos, reflete a oposição comum da classe trabalhadora ao orçamento apresentado pelo governo do primeiro-ministro Mario Monti.
Líderes da esquerdista CGIL, da socialista UIL e da CISL, democrata-cristã, tomaram a decisão após um rápido encontro no início de quarta-feira. Os sindicatos planejam uma greve de um dia, caso o governo “não aceite as demandas por diálogo e mudanças no decreto de orçamento”, afirmou o líder da CISL, Raffaele Bonanni.
As principais objeções ao documento são a introdução de taxas de propriedade sobre residências para aqueles que têm apenas uma propriedade, bem como cortes nas pensões e o aumento na idade para a aposentadoria, disse Luigi Angeletti, chefe da UIL.
O decreto prevê aumento na idade para aposentadoria e cortes nos ajustes de inflação para quase todos os pensionistas, exceto aqueles que ganham o salário mínimo, além da introdução de cerca de 11 bilhões de euros em impostos sobre imóveis. A intenção do governo é cortar 20 bilhões de euros do déficit orçamentário, mas a medida deve cortar em meio ponto porcentual o crescimento econômico para 2012 e 2013, segundo estimativas do próprio governo.
As três centrais afirmaram que divulgarão suas propostas mais tarde, enviando-as para os comitês de orçamento no Legislativo.
A quarta maior central sindical da Itália, UGL, com laços históricos com um partido de direita, planeja se unir à paralisação do dia 12, afirmou seu líder Giovanni Centrella.
No fim da terça-feira, Monti disse durante entrevista na televisão que esperava protestos e greves, mas as medidas de austeridade eram necessárias. O premiê afirmou que há “pouco espaço” para mudanças no decreto, atualmente em debate no Parlamento.
por master | 08/12/11 | Ultimas Notícias
A rara unidade entre os três movimentos trabalhistas reflete a oposição comum ao orçamento apresentado pelo governo.
As três principais centrais sindicais da Itália anunciaram nesta quarta-feira (7) que realizarão uma greve conjunta de três horas na próxima segunda-feira. A rara demonstração de unidade entre os três movimentos trabalhistas, cada um com fortes laços com diferentes partidos políticos, reflete a oposição comum da classe trabalhadora ao orçamento apresentado pelo governo do primeiro-ministro Mario Monti.
Líderes da esquerdista CGIL, da socialista UIL e da CISL, democrata-cristã, tomaram a decisão após um rápido encontro no início de quarta-feira. Os sindicatos planejam uma greve de um dia, caso o governo “não aceite as demandas por diálogo e mudanças no decreto de orçamento”, afirmou o líder da CISL, Raffaele Bonanni.
As principais objeções ao documento são a introdução de taxas de propriedade sobre residências para aqueles que têm apenas uma propriedade, bem como cortes nas pensões e o aumento na idade para a aposentadoria, disse Luigi Angeletti, chefe da UIL.
O decreto prevê aumento na idade para aposentadoria e cortes nos ajustes de inflação para quase todos os pensionistas, exceto aqueles que ganham o salário mínimo, além da introdução de cerca de 11 bilhões de euros em impostos sobre imóveis. A intenção do governo é cortar 20 bilhões de euros do déficit orçamentário, mas a medida deve cortar em meio ponto porcentual o crescimento econômico para 2012 e 2013, segundo estimativas do próprio governo.
As três centrais afirmaram que divulgarão suas propostas mais tarde, enviando-as para os comitês de orçamento no Legislativo.
A quarta maior central sindical da Itália, UGL, com laços históricos com um partido de direita, planeja se unir à paralisação do dia 12, afirmou seu líder Giovanni Centrella.
No fim da terça-feira, Monti disse durante entrevista na televisão que esperava protestos e greves, mas as medidas de austeridade eram necessárias. O premiê afirmou que há “pouco espaço” para mudanças no decreto, atualmente em debate no Parlamento.
por master | 08/12/11 | Ultimas Notícias
Dados analisados pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República mostram que os trabalhadores formais com renda até dois salários mínimos (atualmente R$ 1.090) estão mais expostos à rotatividade no emprego do que o conjunto da força de trabalho no Brasil e do que outros de diferentes faixas salariais.
Conforme estudo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego), a taxa de rotatividade no Brasil em 2010 foi 40%, enquanto entre os trabalhadores com até dois salários mínimos foi 57%. A análise da SAE destaca que a rotatividade é causada principalmente pelos pedidos de dispensa dos próprios empregados.
“Essa população está sobrerrepresentada nas demissões a pedido, quem está nas faixas salariais maiores não está pedindo tanta demissão assim”, diz a economista Diana Grosner, da Secretaria de Ações Estratégicas da SAE. Ela lembra que há grande proporção de demitidos entre os trabalhadores de baixa renda.
Conforme a série do Caged analisada pela SAE, a participação dos trabalhadores de baixa renda no total de demissões a pedido cresceu de um terço, em meados de 1999, para quase 85% em 2010. Nesse período, aumentou em 16 milhões o número de trabalhadores que recebem até dois salários mínimos.
Grosner admite que a alta no pedido de demissões pode estar relacionada ao bom momento da economia em 2010. “A pessoa saía também porque achava que ia conseguir coisa melhor”, considera.
O fenômeno, no entanto, não deixa de preocupar o governo. “A entrada dessas pessoas no mercado formal foi um grande avanço, sem dúvida, mas agora está na hora de dar um segundo empurrão. A situação das pessoas precisa melhorar, elas precisam ter uma estabilidade no emprego”, avalia a economista.
A alta rotatividade pode colocar em risco a manutenção das pessoas na faixa acima da pobreza, notadamente o estrato emergente da chamada nova classe média (com renda familiar per capita acima de R$ 250 até R$ 1.000) que, em 11 anos, aumentou em 31 milhões de pessoas. “É quem está no limite de retornar à pobreza”, diz Alessandra Ninis, assessora técnica da Secretaria de Ações Estratégicas.
Para o ministro-chefe da SAE, Moreira Franco, a alta rotatividade conspira contra a ascensão social dos trabalhadores porque impede a capacitação e o aumento na remuneração. “Quem está trabalhando precisa se qualificar e sua qualificação é de interesse do próprio trabalhador, da empresa na qual trabalha e do governo”, escreveu em artigo publicado em um jornal carioca.
A falta de qualificação alimenta a alta rotatividade, acrescenta Diana Grosner. “São as pessoas que têm qualificação mais baixa. Para o mercado, é mais fácil trocar essa pessoa. É mais fácil perder uma pessoa que não tem qualificação do que perder uma pessoa qualificada”, ressalta.
Além dos riscos sociais, a possibilidade de estagnação ou eventual revés na ascensão dos trabalhadores de baixa renda pode trazer forte impacto econômico. Nos cálculos da SAE, a nova classe média representa 47% do consumo no país.
O governo instituiu uma comissão de intelectuais e pesquisadores para estudar o comportamento da nova classe média. Desde outubro, a SAE também discute com os ministérios do Trabalho e Emprego, da Previdência Social e Fazenda medidas a serem adotadas em 2012 para incentivar a permanência dos trabalhadores no emprego.
por master | 08/12/11 | Ultimas Notícias
Dados analisados pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República mostram que os trabalhadores formais com renda até dois salários mínimos (atualmente R$ 1.090) estão mais expostos à rotatividade no emprego do que o conjunto da força de trabalho no Brasil e do que outros de diferentes faixas salariais.
Conforme estudo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego), a taxa de rotatividade no Brasil em 2010 foi 40%, enquanto entre os trabalhadores com até dois salários mínimos foi 57%. A análise da SAE destaca que a rotatividade é causada principalmente pelos pedidos de dispensa dos próprios empregados.
“Essa população está sobrerrepresentada nas demissões a pedido, quem está nas faixas salariais maiores não está pedindo tanta demissão assim”, diz a economista Diana Grosner, da Secretaria de Ações Estratégicas da SAE. Ela lembra que há grande proporção de demitidos entre os trabalhadores de baixa renda.
Conforme a série do Caged analisada pela SAE, a participação dos trabalhadores de baixa renda no total de demissões a pedido cresceu de um terço, em meados de 1999, para quase 85% em 2010. Nesse período, aumentou em 16 milhões o número de trabalhadores que recebem até dois salários mínimos.
Grosner admite que a alta no pedido de demissões pode estar relacionada ao bom momento da economia em 2010. “A pessoa saía também porque achava que ia conseguir coisa melhor”, considera.
O fenômeno, no entanto, não deixa de preocupar o governo. “A entrada dessas pessoas no mercado formal foi um grande avanço, sem dúvida, mas agora está na hora de dar um segundo empurrão. A situação das pessoas precisa melhorar, elas precisam ter uma estabilidade no emprego”, avalia a economista.
A alta rotatividade pode colocar em risco a manutenção das pessoas na faixa acima da pobreza, notadamente o estrato emergente da chamada nova classe média (com renda familiar per capita acima de R$ 250 até R$ 1.000) que, em 11 anos, aumentou em 31 milhões de pessoas. “É quem está no limite de retornar à pobreza”, diz Alessandra Ninis, assessora técnica da Secretaria de Ações Estratégicas.
Para o ministro-chefe da SAE, Moreira Franco, a alta rotatividade conspira contra a ascensão social dos trabalhadores porque impede a capacitação e o aumento na remuneração. “Quem está trabalhando precisa se qualificar e sua qualificação é de interesse do próprio trabalhador, da empresa na qual trabalha e do governo”, escreveu em artigo publicado em um jornal carioca.
A falta de qualificação alimenta a alta rotatividade, acrescenta Diana Grosner. “São as pessoas que têm qualificação mais baixa. Para o mercado, é mais fácil trocar essa pessoa. É mais fácil perder uma pessoa que não tem qualificação do que perder uma pessoa qualificada”, ressalta.
Além dos riscos sociais, a possibilidade de estagnação ou eventual revés na ascensão dos trabalhadores de baixa renda pode trazer forte impacto econômico. Nos cálculos da SAE, a nova classe média representa 47% do consumo no país.
O governo instituiu uma comissão de intelectuais e pesquisadores para estudar o comportamento da nova classe média. Desde outubro, a SAE também discute com os ministérios do Trabalho e Emprego, da Previdência Social e Fazenda medidas a serem adotadas em 2012 para incentivar a permanência dos trabalhadores no emprego.
por master | 08/12/11 | Ultimas Notícias
Desempenho positivo da construção civil (0,2%) no terceiro trimestre em relação aos três meses anteriores ajudou a amainar o péssimo resultado da indústria, que apontou contração de 0,9%. O grande propulsor dos canteiros de obras, um dos maiores empregadores formais do país, foi o forte desempenho do crédito direcionado – recursos destinados a financiar a habitação. Diante dos dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), empresários refizeram as contas e estão otimistas em relação ao resultado de 2011 e 2012.
O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), por exemplo, estima que as atividades fechem o ano em alta de 4,8%. Para 2012, a previsão é expandir mais ainda: 5,2%. Mas os números não escondem uma desaceleração temporária no setor.
Para o diretor da Suporte Engenharia, Vantuil Júnior, o resultado divulgado pelo IBGE se confirma nos canteiros de obras. Ele informou que, neste ano, a construtora está registrando crescimento abaixo do esperado, de 2%, sobre o ano passado. Segundo ele, a atual conjuntura da economia levou a empresa a reduzir para a metade, de mil para 500, o número de trabalhadores contratados.
Mesmo diante do cenário fraco, o diretor estima um avanço a partir do próximo ano. “Para isso, estamos apostando em três projetos, com investimento de quase R$ 50 milhões. Em razão disso, também vamos ampliar para 700 o número de vagas de trabalho. Tenho certeza que a indústria vai reagir no ano que vem”, disse Vantuil.