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DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

Itália: sindicatos convocam greve contra pacote para 2ª feira

Itália: sindicatos convocam greve contra pacote para 2ª feira

A rara unidade entre os três movimentos trabalhistas reflete a oposição comum ao orçamento apresentado pelo governo.
As três principais centrais sindicais da Itália anunciaram nesta quarta-feira (7) que realizarão uma greve conjunta de três horas na próxima segunda-feira. A rara demonstração de unidade entre os três movimentos trabalhistas, cada um com fortes laços com diferentes partidos políticos, reflete a oposição comum da classe trabalhadora ao orçamento apresentado pelo governo do primeiro-ministro Mario Monti. 

Líderes da esquerdista CGIL, da socialista UIL e da CISL, democrata-cristã, tomaram a decisão após um rápido encontro no início de quarta-feira. Os sindicatos planejam uma greve de um dia, caso o governo “não aceite as demandas por diálogo e mudanças no decreto de orçamento”, afirmou o líder da CISL, Raffaele Bonanni.

As principais objeções ao documento são a introdução de taxas de propriedade sobre residências para aqueles que têm apenas uma propriedade, bem como cortes nas pensões e o aumento na idade para a aposentadoria, disse Luigi Angeletti, chefe da UIL.
O decreto prevê aumento na idade para aposentadoria e cortes nos ajustes de inflação para quase todos os pensionistas, exceto aqueles que ganham o salário mínimo, além da introdução de cerca de 11 bilhões de euros em impostos sobre imóveis. A intenção do governo é cortar 20 bilhões de euros do déficit orçamentário, mas a medida deve cortar em meio ponto porcentual o crescimento econômico para 2012 e 2013, segundo estimativas do próprio governo.
As três centrais afirmaram que divulgarão suas propostas mais tarde, enviando-as para os comitês de orçamento no Legislativo.
A quarta maior central sindical da Itália, UGL, com laços históricos com um partido de direita, planeja se unir à paralisação do dia 12, afirmou seu líder Giovanni Centrella.
No fim da terça-feira, Monti disse durante entrevista na televisão que esperava protestos e greves, mas as medidas de austeridade eram necessárias. O premiê afirmou que há “pouco espaço” para mudanças no decreto, atualmente em debate no Parlamento. 
Itália: sindicatos convocam greve contra pacote para 2ª feira

Itália: sindicatos convocam greve contra pacote para 2ª feira

A rara unidade entre os três movimentos trabalhistas reflete a oposição comum ao orçamento apresentado pelo governo.
As três principais centrais sindicais da Itália anunciaram nesta quarta-feira (7) que realizarão uma greve conjunta de três horas na próxima segunda-feira. A rara demonstração de unidade entre os três movimentos trabalhistas, cada um com fortes laços com diferentes partidos políticos, reflete a oposição comum da classe trabalhadora ao orçamento apresentado pelo governo do primeiro-ministro Mario Monti. 

Líderes da esquerdista CGIL, da socialista UIL e da CISL, democrata-cristã, tomaram a decisão após um rápido encontro no início de quarta-feira. Os sindicatos planejam uma greve de um dia, caso o governo “não aceite as demandas por diálogo e mudanças no decreto de orçamento”, afirmou o líder da CISL, Raffaele Bonanni.

As principais objeções ao documento são a introdução de taxas de propriedade sobre residências para aqueles que têm apenas uma propriedade, bem como cortes nas pensões e o aumento na idade para a aposentadoria, disse Luigi Angeletti, chefe da UIL.
O decreto prevê aumento na idade para aposentadoria e cortes nos ajustes de inflação para quase todos os pensionistas, exceto aqueles que ganham o salário mínimo, além da introdução de cerca de 11 bilhões de euros em impostos sobre imóveis. A intenção do governo é cortar 20 bilhões de euros do déficit orçamentário, mas a medida deve cortar em meio ponto porcentual o crescimento econômico para 2012 e 2013, segundo estimativas do próprio governo.
As três centrais afirmaram que divulgarão suas propostas mais tarde, enviando-as para os comitês de orçamento no Legislativo.
A quarta maior central sindical da Itália, UGL, com laços históricos com um partido de direita, planeja se unir à paralisação do dia 12, afirmou seu líder Giovanni Centrella.
No fim da terça-feira, Monti disse durante entrevista na televisão que esperava protestos e greves, mas as medidas de austeridade eram necessárias. O premiê afirmou que há “pouco espaço” para mudanças no decreto, atualmente em debate no Parlamento. 
Itália: sindicatos convocam greve contra pacote para 2ª feira

Pedidos de demissão de trabalhadores de baixa renda cresce

Dados analisados pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República mostram que os trabalhadores formais com renda até dois salários mínimos (atualmente R$ 1.090) estão mais expostos à rotatividade no emprego do que o conjunto da força de trabalho no Brasil e do que outros de diferentes faixas salariais.
Conforme estudo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego), a taxa de rotatividade no Brasil em 2010 foi 40%, enquanto entre os trabalhadores com até dois salários mínimos foi 57%. A análise da SAE destaca que a rotatividade é causada principalmente pelos pedidos de dispensa dos próprios empregados.
“Essa população está sobrerrepresentada nas demissões a pedido, quem está nas faixas salariais maiores não está pedindo tanta demissão assim”, diz a economista Diana Grosner, da Secretaria de Ações Estratégicas da SAE. Ela lembra que há grande proporção de demitidos entre os trabalhadores de baixa renda.
Conforme a série do Caged analisada pela SAE, a participação dos trabalhadores de baixa renda no total de demissões a pedido cresceu de um terço, em meados de 1999, para quase 85% em 2010. Nesse período, aumentou em 16 milhões o número de trabalhadores que recebem até dois salários mínimos.
Grosner admite que a alta no pedido de demissões pode estar relacionada ao bom momento da economia em 2010. “A pessoa saía também porque achava que ia conseguir coisa melhor”, considera.
O fenômeno, no entanto, não deixa de preocupar o governo. “A entrada dessas pessoas no mercado formal foi um grande avanço, sem dúvida, mas agora está na hora de dar um segundo empurrão. A situação das pessoas precisa melhorar, elas precisam ter uma estabilidade no emprego”, avalia a economista.
A alta rotatividade pode colocar em risco a manutenção das pessoas na faixa acima da pobreza, notadamente o estrato emergente da chamada nova classe média (com renda familiar per capita acima de R$ 250 até R$ 1.000) que, em 11 anos, aumentou em 31 milhões de pessoas. “É quem está no limite de retornar à pobreza”, diz Alessandra Ninis, assessora técnica da Secretaria de Ações Estratégicas.

Para o ministro-chefe da SAE, Moreira Franco, a alta rotatividade conspira contra a ascensão social dos trabalhadores porque impede a capacitação e o aumento na remuneração. “Quem está trabalhando precisa se qualificar e sua qualificação é de interesse do próprio trabalhador, da empresa na qual trabalha e do governo”, escreveu em artigo publicado em um jornal carioca.

A falta de qualificação alimenta a alta rotatividade, acrescenta Diana Grosner. “São as pessoas que têm qualificação mais baixa. Para o mercado, é mais fácil trocar essa pessoa. É mais fácil perder uma pessoa que não tem qualificação do que perder uma pessoa qualificada”, ressalta.
Além dos riscos sociais, a possibilidade de estagnação ou eventual revés na ascensão dos trabalhadores de baixa renda pode trazer forte impacto econômico. Nos cálculos da SAE, a nova classe média representa 47% do consumo no país.
O governo instituiu uma comissão de intelectuais e pesquisadores para estudar o comportamento da nova classe média. Desde outubro, a SAE também discute com os ministérios do Trabalho e Emprego, da Previdência Social e Fazenda medidas a serem adotadas em 2012 para incentivar a permanência dos trabalhadores no emprego.
 
Itália: sindicatos convocam greve contra pacote para 2ª feira

Pedidos de demissão de trabalhadores de baixa renda cresce

Dados analisados pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República mostram que os trabalhadores formais com renda até dois salários mínimos (atualmente R$ 1.090) estão mais expostos à rotatividade no emprego do que o conjunto da força de trabalho no Brasil e do que outros de diferentes faixas salariais.
Conforme estudo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego), a taxa de rotatividade no Brasil em 2010 foi 40%, enquanto entre os trabalhadores com até dois salários mínimos foi 57%. A análise da SAE destaca que a rotatividade é causada principalmente pelos pedidos de dispensa dos próprios empregados.
“Essa população está sobrerrepresentada nas demissões a pedido, quem está nas faixas salariais maiores não está pedindo tanta demissão assim”, diz a economista Diana Grosner, da Secretaria de Ações Estratégicas da SAE. Ela lembra que há grande proporção de demitidos entre os trabalhadores de baixa renda.
Conforme a série do Caged analisada pela SAE, a participação dos trabalhadores de baixa renda no total de demissões a pedido cresceu de um terço, em meados de 1999, para quase 85% em 2010. Nesse período, aumentou em 16 milhões o número de trabalhadores que recebem até dois salários mínimos.
Grosner admite que a alta no pedido de demissões pode estar relacionada ao bom momento da economia em 2010. “A pessoa saía também porque achava que ia conseguir coisa melhor”, considera.
O fenômeno, no entanto, não deixa de preocupar o governo. “A entrada dessas pessoas no mercado formal foi um grande avanço, sem dúvida, mas agora está na hora de dar um segundo empurrão. A situação das pessoas precisa melhorar, elas precisam ter uma estabilidade no emprego”, avalia a economista.
A alta rotatividade pode colocar em risco a manutenção das pessoas na faixa acima da pobreza, notadamente o estrato emergente da chamada nova classe média (com renda familiar per capita acima de R$ 250 até R$ 1.000) que, em 11 anos, aumentou em 31 milhões de pessoas. “É quem está no limite de retornar à pobreza”, diz Alessandra Ninis, assessora técnica da Secretaria de Ações Estratégicas.

Para o ministro-chefe da SAE, Moreira Franco, a alta rotatividade conspira contra a ascensão social dos trabalhadores porque impede a capacitação e o aumento na remuneração. “Quem está trabalhando precisa se qualificar e sua qualificação é de interesse do próprio trabalhador, da empresa na qual trabalha e do governo”, escreveu em artigo publicado em um jornal carioca.

A falta de qualificação alimenta a alta rotatividade, acrescenta Diana Grosner. “São as pessoas que têm qualificação mais baixa. Para o mercado, é mais fácil trocar essa pessoa. É mais fácil perder uma pessoa que não tem qualificação do que perder uma pessoa qualificada”, ressalta.
Além dos riscos sociais, a possibilidade de estagnação ou eventual revés na ascensão dos trabalhadores de baixa renda pode trazer forte impacto econômico. Nos cálculos da SAE, a nova classe média representa 47% do consumo no país.
O governo instituiu uma comissão de intelectuais e pesquisadores para estudar o comportamento da nova classe média. Desde outubro, a SAE também discute com os ministérios do Trabalho e Emprego, da Previdência Social e Fazenda medidas a serem adotadas em 2012 para incentivar a permanência dos trabalhadores no emprego.
 
Itália: sindicatos convocam greve contra pacote para 2ª feira

Construção evita o pior

Desempenho positivo da construção civil (0,2%) no terceiro trimestre em relação aos três meses anteriores ajudou a amainar o péssimo resultado da indústria, que apontou contração de 0,9%. O grande propulsor dos canteiros de obras, um dos maiores empregadores formais do país, foi o forte desempenho do crédito direcionado – recursos destinados a financiar a habitação. Diante dos dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), empresários refizeram as contas e estão otimistas em relação ao resultado de 2011 e 2012.
O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), por exemplo, estima que as atividades fechem o ano em alta de 4,8%. Para 2012, a previsão é expandir mais ainda: 5,2%. Mas os números não escondem uma desaceleração temporária no setor.
Para o diretor da Suporte Engenharia, Vantuil Júnior, o resultado divulgado pelo IBGE se confirma nos canteiros de obras. Ele informou que, neste ano, a construtora está registrando crescimento abaixo do esperado, de 2%, sobre o ano passado. Segundo ele, a atual conjuntura da economia levou a empresa a reduzir para a metade, de mil para 500, o número de trabalhadores contratados.
 
Mesmo diante do cenário fraco, o diretor estima um avanço a partir do próximo ano. “Para isso, estamos apostando em três projetos, com investimento de quase R$ 50 milhões. Em razão disso, também vamos ampliar para 700 o número de vagas de trabalho. Tenho certeza que a indústria vai reagir no ano que vem”, disse Vantuil.