por master | 08/12/11 | Ultimas Notícias
O presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Luiz França, estimou, ontem, que o crédito no setor deve crescer de 30% a 40% em 2012. Apesar de projetar uma desaceleração da economia do País, com alta menor do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, na faixa de 3%, França avaliou que os bons níveis de emprego e renda continuarão a sustentar a expansão do crédito.
França também projetou que o crédito deve passar de quase 5% do PIB em 2011 para 11% até 2014. Ele ponderou, no entanto, que a expansão vai depender de captações no mercado financeiro. ”A caderneta de poupança cresce cerca de 15% ao ano e, nos próximos anos, não será suficiente para abastecer os financiamentos. Chegará um momento em que o crédito terá de ser obtido por meio do mercado financeiro, o que é comum em outros países”, disse.
por master | 08/12/11 | Ultimas Notícias
O presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Luiz França, estimou, ontem, que o crédito no setor deve crescer de 30% a 40% em 2012. Apesar de projetar uma desaceleração da economia do País, com alta menor do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, na faixa de 3%, França avaliou que os bons níveis de emprego e renda continuarão a sustentar a expansão do crédito.
França também projetou que o crédito deve passar de quase 5% do PIB em 2011 para 11% até 2014. Ele ponderou, no entanto, que a expansão vai depender de captações no mercado financeiro. ”A caderneta de poupança cresce cerca de 15% ao ano e, nos próximos anos, não será suficiente para abastecer os financiamentos. Chegará um momento em que o crédito terá de ser obtido por meio do mercado financeiro, o que é comum em outros países”, disse.
por master | 08/12/11 | Ultimas Notícias
Demora para agendamento do seguro-desempego em Londrina faz trabalhadores sobrecarregarem as unidades de Cambé e Ibiporã.
Até às 9h30 de ontem, a unidade do Sine de Cambé havia atendido 15 londrinenses e somente dois cambeenses.
Em outubro, Rosilene de Araujo Rocha saiu do emprego e ao procurar a Agência do Trabalhador de Londrina para dar entrada no seguro-desemprego foi informada que o agendamento demoraria aproximadamente dois meses. Para agilizar o processo, ela procurou a unidade de Cambé, que oferece atendimento diariamente por meio de senha. Outro que desistiu de enfrentar a fila em Londrina é Alexandre Prado, que também ficou desempregado em outubro, e preferiu ir direto para a unidade do Sine de Cambé. ”Logo que saí do emprego entrei em outro, mas não passei na experiência e como sabia da demora de Londrina, por meio de amigos, vim direto para cá”, conta.
Rosilene e Alexandre representam a realidade de trabalhadores que querem obter o benefício com rapidez, mas encontram dificuldades por causa das longas filas na agência de Londrina. A demora pelo atendimento tem levado os trabalhadores a sobrecarregarem as unidades das cidades da região.
A situação é confirmada pelo gerente da Agência do Trabalhador de Cambé, Wilson Silva. Segundo ele, cerca de 90% do atendimento de seguro-desemprego da unidade é voltado para moradores de Londrina. A agência, que opera com distribuição de senha, por ordem de chegada, libera até 80 números por dia. ”Temos estrutura suficiente para atender os nossos munícipes, mas como o atendimento do posto é de ordem federal, estendemos a outros municípios, na medida do possível”, explica.
De acordo com ele, há um ano, 50% dos requerentes eram de Londrina, ”o que não atrapalhava tanto”, mas desde agosto subiu para 90% e passou a congestionar a unidade. ”Como Londrina é uma cidade com meio milhão de habitantes, poderia ter uma estrutura maior para atender os seus munícipes e, assim, evitar que eles migrem para cidades vizinhas por conta da demora no agendamento”, considera.
Até agosto, a unidade de Cambé contava com dois atendentes para seguro-desemprego, mas devido à demanda, foi necessário dobrar o número de funcionários para a função. ”Abrimos a agência às 8h30, mas tem gente que fica na fila desde às 5 horas para garantir a senha”, conta a recepcionista Gisele Toledo. ”Também acontece das pessoas agendarem atendimento em Londrina, virem para cá sem desmarcar o horário lá, o que acaba ocupando lugar de outro requerente naquela agência”, reconhece o gerente Silva.
Em Ibiporã a situação não é diferente. Dos 366 atendimentos de seguro-desemprego realizados em novembro na Agência do Trabalhador de Ibiporã, 157 foi de londrinenses (42%); 193 de ibiporaenses (52%); 12 de jataienses e o restante de moradores de outros municípios (6%). Conforme a gerente da unidade e Secretária Municipal do Trabalho, Lourdes Aparecida da Silva Narcizo, desde julho do ano passado a agência começou a ficar sobrecarregada por conta do número excessivo de londrinenses que migraram para lá. ”Até junho deste ano mantivemos o atendimento com senha, mas como a situação ficou insustentável, e em julho adotamos o sistema de agendamento”, conta.
Atualmente, a unidade conta com quatro atendentes de guichê para seguro-desemprego e intermediação de mão de obra. O prazo entre o agendamento e a entrada do benefício demanda aproximadamente uma semana. Segundo Lourdes, antes da implantação do sistema Mais Emprego, do Ministério do Trabalho, em agosto, o fluxo era mais intenso. ”Agora, com a necessidade de fazer pelo menos três tentativas de colocação no mercado antes de dar entrada no seguro, diminuiu o número de pedidos”, relata.
Diariamente, a agência atende de 35 a 40 trabalhadores para entrada do benefício. ”O problema é que dispomos de poucos funcionários para atender a nossa cidade e essa grande quantidade de pessoas vindas de Londrina”, reitera.
por master | 08/12/11 | Ultimas Notícias
Demora para agendamento do seguro-desempego em Londrina faz trabalhadores sobrecarregarem as unidades de Cambé e Ibiporã.
Até às 9h30 de ontem, a unidade do Sine de Cambé havia atendido 15 londrinenses e somente dois cambeenses.
Em outubro, Rosilene de Araujo Rocha saiu do emprego e ao procurar a Agência do Trabalhador de Londrina para dar entrada no seguro-desemprego foi informada que o agendamento demoraria aproximadamente dois meses. Para agilizar o processo, ela procurou a unidade de Cambé, que oferece atendimento diariamente por meio de senha. Outro que desistiu de enfrentar a fila em Londrina é Alexandre Prado, que também ficou desempregado em outubro, e preferiu ir direto para a unidade do Sine de Cambé. ”Logo que saí do emprego entrei em outro, mas não passei na experiência e como sabia da demora de Londrina, por meio de amigos, vim direto para cá”, conta.
Rosilene e Alexandre representam a realidade de trabalhadores que querem obter o benefício com rapidez, mas encontram dificuldades por causa das longas filas na agência de Londrina. A demora pelo atendimento tem levado os trabalhadores a sobrecarregarem as unidades das cidades da região.
A situação é confirmada pelo gerente da Agência do Trabalhador de Cambé, Wilson Silva. Segundo ele, cerca de 90% do atendimento de seguro-desemprego da unidade é voltado para moradores de Londrina. A agência, que opera com distribuição de senha, por ordem de chegada, libera até 80 números por dia. ”Temos estrutura suficiente para atender os nossos munícipes, mas como o atendimento do posto é de ordem federal, estendemos a outros municípios, na medida do possível”, explica.
De acordo com ele, há um ano, 50% dos requerentes eram de Londrina, ”o que não atrapalhava tanto”, mas desde agosto subiu para 90% e passou a congestionar a unidade. ”Como Londrina é uma cidade com meio milhão de habitantes, poderia ter uma estrutura maior para atender os seus munícipes e, assim, evitar que eles migrem para cidades vizinhas por conta da demora no agendamento”, considera.
Até agosto, a unidade de Cambé contava com dois atendentes para seguro-desemprego, mas devido à demanda, foi necessário dobrar o número de funcionários para a função. ”Abrimos a agência às 8h30, mas tem gente que fica na fila desde às 5 horas para garantir a senha”, conta a recepcionista Gisele Toledo. ”Também acontece das pessoas agendarem atendimento em Londrina, virem para cá sem desmarcar o horário lá, o que acaba ocupando lugar de outro requerente naquela agência”, reconhece o gerente Silva.
Em Ibiporã a situação não é diferente. Dos 366 atendimentos de seguro-desemprego realizados em novembro na Agência do Trabalhador de Ibiporã, 157 foi de londrinenses (42%); 193 de ibiporaenses (52%); 12 de jataienses e o restante de moradores de outros municípios (6%). Conforme a gerente da unidade e Secretária Municipal do Trabalho, Lourdes Aparecida da Silva Narcizo, desde julho do ano passado a agência começou a ficar sobrecarregada por conta do número excessivo de londrinenses que migraram para lá. ”Até junho deste ano mantivemos o atendimento com senha, mas como a situação ficou insustentável, e em julho adotamos o sistema de agendamento”, conta.
Atualmente, a unidade conta com quatro atendentes de guichê para seguro-desemprego e intermediação de mão de obra. O prazo entre o agendamento e a entrada do benefício demanda aproximadamente uma semana. Segundo Lourdes, antes da implantação do sistema Mais Emprego, do Ministério do Trabalho, em agosto, o fluxo era mais intenso. ”Agora, com a necessidade de fazer pelo menos três tentativas de colocação no mercado antes de dar entrada no seguro, diminuiu o número de pedidos”, relata.
Diariamente, a agência atende de 35 a 40 trabalhadores para entrada do benefício. ”O problema é que dispomos de poucos funcionários para atender a nossa cidade e essa grande quantidade de pessoas vindas de Londrina”, reitera.
por master | 08/12/11 | Ultimas Notícias
400 trabalhadores, em sua maioria mulheres, estão em greve há uma semana, exigindo pagamento de indenização por demissão coletiva. A empresa vai ser deslocada da província de Xangai, para a província de Jiangsu. Recentemente, têm-se multiplicado as lutas operárias na China.
Cerca de 400 trabalhadores da fábrica de Xangai da empresa Hi-P International estão em greve há sete dias, segundo notícia o site shanghaiist.com. A fábrica produz componentes para empresas como Apple, HP, RIM (a empresa dos celulares Blackberry) e Motorola e vai ser deslocada da região industrial de Jinqiao no leste de Xangai, para Suzhou na província de Jiangsu. Os trabalhadores não têm grandes chances de ir trabalhar na nova localidade devido à distância, mas exigem o pagamento de indenização pela demissão coletiva, que a empresa não quer garantir. À porta da fábrica os grevistas gritam: “Paguem-nos. Paguem-nos.”
Um dos trabalhadores da fábrica declarou ao jornal “South China Morning Post”: “Muitos de nós trabalhamos nesta fábrica há muitos anos, por isso devemos ser corretamente compensados se eles querem romper os nossos contratos. Trabalhamos em longos turnos, por vezes durante 20 horas. Mesmo viajando num ônibus da empresa, trabalhar na nova fábrica significará um deslocamento de mais hora e meia diariamente, com isso ficaríamos sem tempo para descansar”.
O presidente executivo da empresa, Yao Hsiao Tung, diz que a transferência já estava programada para março de 2012 e que a decisão não foi sua, mas do governo que decidiu passar a área onde está localizada a fábrica de industrial para comercial.
Os grevistas recusam assinar acordos de rescisão até o fim do ano, sem receberem indenização. Apesar de conversações, a greve prossegue há 7 dias.
A luta destes trabalhadores não é única, pelo contrário nos últimos tempos têm-se multiplicado os protestos operários, devido segundo o shanghaiist.com à “desaceleração da procura das suas exportações para a Europa e a uma crescente incerteza sobre a economia global, agravada pela crise das dívidas soberanas europeias e pela fraca recuperação nos EUA”.
O shanghaiist.com divulga que há duas semanas no sul da província de Guangdong, mais de 10.000 trabalhadores cercaram uma fábrica de sapatos contra o corte no pagamento de horas extraordinárias, 400 trabalhadoras de uma fábrica de soutiens em Shenzhen interromperam o trabalho em protesto contra os maus tratos e os trabalhadores de uma fábrica fornecedora da Apple e da IBM bloquearam uma estrada em protesto contra as condições de trabalho, nomeadamente o excesso de horas. Na semana passada, trabalhadores chineses bloquearam as entradas e saídas dos supermercados da cadeia britânica Tesco.
O membro do Birô Político do Partido Comunista Chinês, ZhouYoungkang, alertou para o aumento de conflitos sociais e declarou à Bloomberg que a China precisa de melhorar os meios de lidar com a turbulência de uma economia de mercado, afirmando que “ainda não formamos um mecanismo completo para a gestão social” que é “a maior e mais urgente tarefa que temos pela frente”.