por master | 06/12/11 | Ultimas Notícias
Simone Maria da Silva, 33 anos, não vê nenhum impacto negativo na implantação do complexo portuário e industrial de Suape. Mesmo as mazelas de que todos reclamam, como o tráfego pesado e engarrafamentos em área de turismo, são para ela coisas positivas: “É o progresso”, afirma com sorriso aberto.
Há dois anos ela foi contratada, com carteira assinada, por uma das 50 empresas em fase de construção no complexo. Trabalha como faxineira em um dormitório alugado pelo empregador no distrito de Nossa Senhora do Ó, em Ipojuca, para hospedar 109 dos seus trabalhadores.
“Trabalho cantando”, diz ela, satisfeita como emprego que lhe proporciona plano de saúde, vale-alimentação e transporte.Ganha em torno de R$ 2 mil por mês com as horas extras e em dois anos já reformou sua casa em Ipojuca.Comprou móveis novos e computador para os filhos de 15 e 16 anos. Simone frequenta academia de ginástica e já viajou de avião para o Rio. “Muito chique”, diz ela.
O marido também trabalha em Suape, assim como um primo, três irmãos e quatro cunhados. Todos na área da construção civil-são encarregados de construção, armadores, montadores de andaime. Os filhos de 15 e 16 anos estão terminando a 8.ª série e vão fazer curso técnico de mecânica. De olho em Suape.
Locomotiva. Ao destacar o “glamour” de Suape, Simone interpreta, na sua linguagem, os números e o discurso político e empresarial em torno do complexo: maior canteiro de obras do Brasil, locomotiva do desenvolvimento,redenção da economia pernambucana, maior polo de desenvolvimento do País, berço da nova indústria naval brasileira.
Cinquenta empresas em instalação – entre elas indústrias de produtos químicos, metalomecânica e logística – superam R$ 40 bilhões em investimentos e geram 42 mil empregos na construção civil. As 100 empresas já instaladas – entre elas o Estaleiro Atlântico Sul – são responsáveis por 25 mil empregos diretos.
Tudo numa área de 13,5 mil hectares, a 50 quilômetros do Recife, espraiando- se entre os municípios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho. Somente a Refinaria Abreu e Lima, em construção, ocupa 630 hectares e representa investimentos de US$ 13,3 bilhões.
Outro empreendimento estruturador do complexo industrial de Suape é a Petroquímica Suape, que terá fábricas de resinas plásticas em 55 hectares – investimento de R$ 2,2 bilhões.
O porto já se destaca pelo ritmo acelerado: cresceu no ano passado 16,3% na movimentação de cargas e 34,4% na movimentação de contêineres. Se nos últimos cinco anos foram movimentados 9 milhões de toneladas de carga, a estimativa é fechar 2011 com 11 milhões e chegar a 13 milhões em 2013.
A expectativa é que o Porto de Suape venha a se tornar um dos três maiores portos brasileiros em 2016, alcançando a marca de 50milhões de toneladas de carga. Até 2013 deverá receber investimento superior a US$ 1 bilhão para construção de mais quatro terminais.
Atualmente, Suape possui cinco cais para atracamento no porto interno e um molhe de pedras de proteção em “L”, que abriga três píeres degranéis líquidos, um cais de múltiplo uso e uma tancagem flutuante de GLP, no porto externo.
A aposta é que Suape deverá ter papel importante no escoamento da produção a ser gerada com a descoberta da reserva de petróleo, na camada pré-sal entre o Espírito Santo e Santa Catarina, a uma profundidade de 5 mil a 6 mil metros abaixo da lâmina de água, eque deverá tornar o Brasil um dos dez maiores produtores mundiais. Assim como na construção de navios para o transporte offshore para a extração de petróleo.
Com essa perspectiva, foi criado, em 2008, o Fórum Suape Global, com o objetivo de transformar Pernambuco num polo provedor de bens e serviços para indústrias de petróleo, gás, offshore e naval.
por master | 06/12/11 | Ultimas Notícias
Simone Maria da Silva, 33 anos, não vê nenhum impacto negativo na implantação do complexo portuário e industrial de Suape. Mesmo as mazelas de que todos reclamam, como o tráfego pesado e engarrafamentos em área de turismo, são para ela coisas positivas: “É o progresso”, afirma com sorriso aberto.
Há dois anos ela foi contratada, com carteira assinada, por uma das 50 empresas em fase de construção no complexo. Trabalha como faxineira em um dormitório alugado pelo empregador no distrito de Nossa Senhora do Ó, em Ipojuca, para hospedar 109 dos seus trabalhadores.
“Trabalho cantando”, diz ela, satisfeita como emprego que lhe proporciona plano de saúde, vale-alimentação e transporte.Ganha em torno de R$ 2 mil por mês com as horas extras e em dois anos já reformou sua casa em Ipojuca.Comprou móveis novos e computador para os filhos de 15 e 16 anos. Simone frequenta academia de ginástica e já viajou de avião para o Rio. “Muito chique”, diz ela.
O marido também trabalha em Suape, assim como um primo, três irmãos e quatro cunhados. Todos na área da construção civil-são encarregados de construção, armadores, montadores de andaime. Os filhos de 15 e 16 anos estão terminando a 8.ª série e vão fazer curso técnico de mecânica. De olho em Suape.
Locomotiva. Ao destacar o “glamour” de Suape, Simone interpreta, na sua linguagem, os números e o discurso político e empresarial em torno do complexo: maior canteiro de obras do Brasil, locomotiva do desenvolvimento,redenção da economia pernambucana, maior polo de desenvolvimento do País, berço da nova indústria naval brasileira.
Cinquenta empresas em instalação – entre elas indústrias de produtos químicos, metalomecânica e logística – superam R$ 40 bilhões em investimentos e geram 42 mil empregos na construção civil. As 100 empresas já instaladas – entre elas o Estaleiro Atlântico Sul – são responsáveis por 25 mil empregos diretos.
Tudo numa área de 13,5 mil hectares, a 50 quilômetros do Recife, espraiando- se entre os municípios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho. Somente a Refinaria Abreu e Lima, em construção, ocupa 630 hectares e representa investimentos de US$ 13,3 bilhões.
Outro empreendimento estruturador do complexo industrial de Suape é a Petroquímica Suape, que terá fábricas de resinas plásticas em 55 hectares – investimento de R$ 2,2 bilhões.
O porto já se destaca pelo ritmo acelerado: cresceu no ano passado 16,3% na movimentação de cargas e 34,4% na movimentação de contêineres. Se nos últimos cinco anos foram movimentados 9 milhões de toneladas de carga, a estimativa é fechar 2011 com 11 milhões e chegar a 13 milhões em 2013.
A expectativa é que o Porto de Suape venha a se tornar um dos três maiores portos brasileiros em 2016, alcançando a marca de 50milhões de toneladas de carga. Até 2013 deverá receber investimento superior a US$ 1 bilhão para construção de mais quatro terminais.
Atualmente, Suape possui cinco cais para atracamento no porto interno e um molhe de pedras de proteção em “L”, que abriga três píeres degranéis líquidos, um cais de múltiplo uso e uma tancagem flutuante de GLP, no porto externo.
A aposta é que Suape deverá ter papel importante no escoamento da produção a ser gerada com a descoberta da reserva de petróleo, na camada pré-sal entre o Espírito Santo e Santa Catarina, a uma profundidade de 5 mil a 6 mil metros abaixo da lâmina de água, eque deverá tornar o Brasil um dos dez maiores produtores mundiais. Assim como na construção de navios para o transporte offshore para a extração de petróleo.
Com essa perspectiva, foi criado, em 2008, o Fórum Suape Global, com o objetivo de transformar Pernambuco num polo provedor de bens e serviços para indústrias de petróleo, gás, offshore e naval.
por master | 06/12/11 | Ultimas Notícias
Secretário da RF diz que não se justifica ‘exigir do contribuinte que apresente dados sobre algo que nós já temos’
PIS/Cofins será simplificado; só IR de empresa pode consumir 240 horas para preparar e revisar documentos
LORENNA RODRIGUES
DE BRASÍLIA
O governo decidiu acabar com a principal declaração entregue hoje pelas empresas ao fisco, a do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica.
Para atender a ordem de racionalizar o sistema tributário brasileiro, dada pela presidente Dilma Rousseff em seu discurso de posse, a Receita Federal também vai extinguir mais sete documentos e adotar medidas para simplificar o PIS/Cofins.
Em entrevista à Folha, o secretário da Receita, Carlos Barreto, disse que várias declarações não são mais necessárias porque o órgão já dispõe das mesmas informações por meio de sistemas eletrônicos, notas fiscais eletrônicas e do Sped (Sistema Público de Escrituração Digital).
“Não justifica mais a gente exigir do contribuinte uma declaração sobre algo que já temos”, afirmou. A mudança pode ser feita apenas com uma instrução normativa.
Segundo Barreto, nas próximas semanas, a Receita dará início à faxina com o fim da DIF-Bebidas, que traz informações sobre a produção de cervejas e refrigerantes.
Hoje, o órgão já tem um sistema que mede a produção eletronicamente, no momento em que o líquido é engarrafado, o que torna a entrega do documento inócua.
Após a DIF, outras sete declarações serão eliminadas gradualmente. A previsão é que o fim da declaração do IR das empresas ocorra em 2013 ou 2014.
Para as empresas, reunir essa documentação é custoso. O IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) calcula que elas gastem 1,5% do faturamento anual com as chamadas “obrigações acessórias” demandadas hoje pela Receita.
A DIPJ é a mais complexa. Inclui, além do dados do IR, informações sobre o balanço das empresas, pagamentos de dividendos e de apuração do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).
Elaborá-la uma vez por ano leva em média 200 horas de trabalho mais 40 horas para a revisão. Não entregá-la, porém, pode custar até 20% do imposto devido em multas.
“O custo é muito elevado, pois cada vez mais as declarações exigem uma maior quantidade de informações. As empresas necessitam de diversos profissionais”, afirma o advogado Luciano Costa, sócio da Pactum Consultoria Empresarial.
EXTINÇÃO
De acordo com Barreto, não há no radar do governo uma reforma dos tributos federais: serão feitas ações pontuais, como a extinção da declaração ou a publicação de notas públicas esclarecendo dúvidas de contribuintes.
O governo também não pretende, segundo o secretário, elevar o rol de companhias que poderão declarar Imposto de Renda pelo chamado lucro presumido, que é uma forma simplificada para companhias maiores.
por master | 06/12/11 | Ultimas Notícias
Secretário da RF diz que não se justifica ‘exigir do contribuinte que apresente dados sobre algo que nós já temos’
PIS/Cofins será simplificado; só IR de empresa pode consumir 240 horas para preparar e revisar documentos
LORENNA RODRIGUES
DE BRASÍLIA
O governo decidiu acabar com a principal declaração entregue hoje pelas empresas ao fisco, a do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica.
Para atender a ordem de racionalizar o sistema tributário brasileiro, dada pela presidente Dilma Rousseff em seu discurso de posse, a Receita Federal também vai extinguir mais sete documentos e adotar medidas para simplificar o PIS/Cofins.
Em entrevista à Folha, o secretário da Receita, Carlos Barreto, disse que várias declarações não são mais necessárias porque o órgão já dispõe das mesmas informações por meio de sistemas eletrônicos, notas fiscais eletrônicas e do Sped (Sistema Público de Escrituração Digital).
“Não justifica mais a gente exigir do contribuinte uma declaração sobre algo que já temos”, afirmou. A mudança pode ser feita apenas com uma instrução normativa.
Segundo Barreto, nas próximas semanas, a Receita dará início à faxina com o fim da DIF-Bebidas, que traz informações sobre a produção de cervejas e refrigerantes.
Hoje, o órgão já tem um sistema que mede a produção eletronicamente, no momento em que o líquido é engarrafado, o que torna a entrega do documento inócua.
Após a DIF, outras sete declarações serão eliminadas gradualmente. A previsão é que o fim da declaração do IR das empresas ocorra em 2013 ou 2014.
Para as empresas, reunir essa documentação é custoso. O IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) calcula que elas gastem 1,5% do faturamento anual com as chamadas “obrigações acessórias” demandadas hoje pela Receita.
A DIPJ é a mais complexa. Inclui, além do dados do IR, informações sobre o balanço das empresas, pagamentos de dividendos e de apuração do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).
Elaborá-la uma vez por ano leva em média 200 horas de trabalho mais 40 horas para a revisão. Não entregá-la, porém, pode custar até 20% do imposto devido em multas.
“O custo é muito elevado, pois cada vez mais as declarações exigem uma maior quantidade de informações. As empresas necessitam de diversos profissionais”, afirma o advogado Luciano Costa, sócio da Pactum Consultoria Empresarial.
EXTINÇÃO
De acordo com Barreto, não há no radar do governo uma reforma dos tributos federais: serão feitas ações pontuais, como a extinção da declaração ou a publicação de notas públicas esclarecendo dúvidas de contribuintes.
O governo também não pretende, segundo o secretário, elevar o rol de companhias que poderão declarar Imposto de Renda pelo chamado lucro presumido, que é uma forma simplificada para companhias maiores.
por master | 06/12/11 | Ultimas Notícias
A força da economia brasileira e a crise que vem abatendo os países ricos está fazendo acontecer o que há alguns anos era inimaginável no páis: os salários de trabalhadores em várias carreiras – de executivos e gerentes a engenheiros, consultores jurídicos e profissionais da tecnologia da informação — estão mais altos do que em nações da Europa e nos Estados Unidos. O rendimento mensal chega a ser 85% maior, mesmo convertendo esses valores para reais, considerando a cotação de euro, dólar e libra esterlina. Um engenheiro elétrico sênior, por exemplo, que ganha no mínimo R$ 14.900 no Brasil em grandes empresas, recebe R$ 8.037 na Espanha, uma diferença de 85,4%, aponta pesquisa feita pela consultoria Michael Page, a pedido do GLOBO.
O levantamento — que levou em conta profissionais seniores, grandes empresas e somente o salário fixo, sem bônus ou participação nos resultados — mostrou também que um gerente comercial no Brasil chega a ganhar 79,1% a mais que nos Estados Unidos (R$ 18 mil de salário mínimo no Brasil contra R$ 10.048 nos EUA). Um consultor jurídico no Brasil ganha 24,4% a mais que na Itália (salário máximo de R$ 15 mil no Brasil contra R$ 12.055) e, um diretor comercial no Brasil ganha no mínimo R$ 28.000, 13,4% a mais que o mínimo encontrado no Reino Unido (R$ 24.674). Para Ricardo Guedes, da Michael Page, além de economia brasileira aquecida e desenvolvidos em crise, real forte e mão de obra em falta no Brasil ajudam.
— E esse fenômeno tende a continuar e talvez alcançar cada vez mais profissões. A falta de mão de obra é muito grande e, em diversos casos, é impossível encontrar um estrangeiro para o lugar, não apenas por causa da legislação restritiva do Brasil, mas porque algumas destas profissões exigem um alto domínio do português e da cultura nacional, como diretor comercial e consultor jurídico — afirma.
Fenômeno chega a cargos técnicos
A própria Michael Page — uma das maiores em recrutamento no mundo — vive um caso assim. João Nunes, português de 30 anos, está no Brasil há três meses. Aqui ganha até 30% mais que na Europa, sem contar o que pode receber a mais de renda variável, dependendo dos lucros da operação — bem mais favoráveis que no velho continente. Mesmo assim, ele lembra que nem tudo são flores:
— Realmente o salário é maior, pode chegar a uma diferença de 50% em alguns casos, mas o custo de vida aqui é muito mais alto. Moro em São Paulo, onde os aluguéis são o dobro do registrado em Portugal. Alimentação, tudo é mais caro. Então nossa capacidade de poupança é menor.
Nelson Prochet, diretor de recursos humanos da francesa Technip, conta que esse fenômeno está se generalizando, extrapolando os cargos de chefia e chegando a profissões técnicas e administrativas.
— É um fenômeno brasileiro. Em outros países em desenvolvimento isso não ocorre. A negociação na China é diferente e a Índia tem uma capacidade espantosa de formar rapidamente mão de obra qualificada — disse.
Agostinho Guerreiro, presidente do Crea-RJ, diz que os altos salários chegam a todas as profissões técnicas.
— Embora o nosso piso seja de nove salários mínimos para engenheiro recém-formado, que será algo próximo a R$ 5.600 em janeiro, não é difícil ver iniciantes ganhando até R$ 8 mil — disse, mostrando que o salário inicial está próximo ao de engenheiros seniores da Espanha.
Ele afirmou, contudo, que ainda há muitas diferenças salariais no Brasil, em setores como o energético, que tem forte influência estatal e rendimentos baixos aos profissionais.
Adalberto Cardoso, professor do Iuperj, frisa que a crise dos países desenvolvidos está reduzindo seus salários reais, além de elevar o desemprego nestas nações. Este aspecto conjuntural só deve se tornar uma situação estrutural se, em sua opinião, a diferença no nível do crescimento for ainda maior nos próximos anos:
— De qualquer maneira já vemos um aumento de estudantes de engenharia nas universidades. Mas o tempo para formação de um engenheiro é cinco anos, ou seja, ajustar a formação de mão de obra à demanda é um processo lento.
Tito Costa Santos, diretor da Agência Azul — agência digital localizada no Rio —, afirma que, neste ano, aumentou os salários de sua equipe, em média, em 40%. Embora diga que fez isso para recompensar a equipe e repartir os lucros do negócio, ele conta que a alta é generalizada no setor:
— Tenho um ex-sócio que mora em Miami e ele está impressionado com os salários no Brasil. Ele não consegue contratar outsourcing (contratação de serviços de profissionais remotamente) daqui.
O presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), Antônio Gil, alerta que esta alta de salários afeta a competitividade do Brasil. Ele afirma que há alguns analistas de sistema que já ganham R$ 20 mil mensais.
Diferença afeta competitividade
— E isso faz com que o Brasil perca mercado, pois, além do alto salário, há os elevados custos trabalhistas. A estrutura tributária faz com que o custo para a empresa seja o dobro do recebido pelo funcionário — disse, embora lembre que o governo federal começa a avançar com projetos para aliviar estes custos.
O advogado Randolpho de Castro, do escritório Carlos Mafra de Laet, confirma o bom momento da profissão — que, segundo a pesquisa, faz com que consultores jurídicos no Brasil ganhem mais que na Itália, um dos berços do direito brasileiro. Ele conta que há casos de profissionais que recebem, em grandes escritórios e empresas, de R$ 20 mil a R$ 60 mil por mês, incluindo variáveis, algo que não ocorre na Europa. Mas ele lembra que essa é a realidade de uma minoria:
— Está em melhores condições quem opta cedo por qual carreira seguir e quem começa a trabalhar logo, o que não ocorre na maioria dos casos, em que o estudante prefere focar na universidade para tentar um concurso público. Para ter sucesso como advogado ou consultor, é preciso dedicação, boa formação e uma visão diferente da advocacia, lembrar que é uma atividade econômica e tentar trazer recursos para o escritório.