NOVA CENTRAL SINDICAL
DE TRABALHADORES
DO ESTADO DO PARANÁ

UNICIDADE
DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

Os dez parlamentares mais influentes do Congresso em 2011

Os dez parlamentares mais influentes do Congresso em 2011

“O grau de influência dos parlamentares, a julgar pelas escolhas feitas pelos “Cabeças”, depende muito da relevância dos cargos que ocupam no Congresso”
 
 
O DIAP acaba de concluir o resultado da pesquisa que faz anualmente entre os 100 “Cabeças do Congresso” para a eleição dos 10 parlamentares mais influentes. A consulta aos parlamentares aconteceu entre os dias 26 de outubro e 1 de dezembro, tendo votado 65 congressistas, sendo 43 deputados e 22 senadores. Veja, a seguir, quantos parlamentares de cada partido participou da consulta.
Partido
Cabeças 
2011
Votantes 
Dez mais
%
DEM
9
8
89
PCDOB
7
4
57
PDT
10
4
40
PMDB
14
5
36
PP
1
1
100
PPS
3
2
67
PR
3
3
100
PSB
4
3
75
PSD
1
1
100
PSDB
13
8
62
PSOL
2
1
50
PT
27
20
74
PTB
5
5
100
PV
1
0
0
Total
100
65
65
 
O resultado da consulta, que indicou representantes das cinco regiões do país, foi equilibrado em termos de peso político entre situação e oposição; valorizou a posição institucional do parlamentar, já que todos são líderes ou presidente das Casas do Congresso;  e, proporcionalmente, mostrou-se mais favorável ao Senado.
Colocação
Cargo
Nome
Partido
Estado
TOTAL DE VOTOS
1º
Deputado
Marco Maia
PT
RS
42
2º
Deputado
Cândido Vaccarezza
PT
SP
37
3º
Senador
José Sarney
PMDB
AP
35
4º
Deputado
Henrique Eduardo Alves
PMDB
RN
30
5º
Senador
Romero Jucá
PMDB
RR
23
6º
Deputado
ACM Neto
DEM
BA
22
7º
Senador
Renan Calheiros
PMDB
AL
22
8º
Senador
Demóstenes Torres
DEM
GO
21
9º
Deputado
Duarte Nogueira
PSDB
SP
20
10º
Deputado
Paulo Teixeira
PT
SP
20
 
No plano regional, lideram o ranking as regiões Sudeste, representada por São Paulo, e a Nordeste, representada pelo Rio Grande do Norte, Alagoas e Bahia, com três parlamentares cada; seguidas da região Norte, com dois parlamentares, representada por Amapá e Roraima, e das regiões Sul, representada pelo Rio Grande do Sul, e Centro-Oeste, representada por Goiás, com um cada.
 
Partidariamente, lideram a lista dos mais influentes os dois principais partidos da base de sustentação do governo, estando em primeiro lugar o PMDB, com quatro parlamentares, e, em segundo, o PT, com três, seguidos dos dois principais partidos de oposição, o DEM, com dois, e o PSDB, com um.
 
Os “Cabeças”, ao votarem para a eleição dos dez mais influentes, optaram por valorizar  o critério institucional, ou seja, o posto que o parlamentar ocupa na estrutura da Casa, já que foram escolhidos os presidentes das duas Casas do Congresso, os líderes do Governo na Câmara e no Senado e seis líderes partidários.
 
Nos casos de empate, optou-se por critério de ordem alfabética. Assim, ACM Neto ficou em sexto e Renan Calheiros em sétimo, mas se o critério tivesse sido a idade ou mais tempo de Parlamento ou a Casa do Congresso, poderia ter havida inversão das posições, com Renan em sexto lugar e ACM Neto em sétimo. O mesmo pode-se dizer dos deputados Duarte Nogueira e Paulo Teixeira, respectivamente em nono e décimo lugar.
 
Logo a seguir – num segundo grupo de parlamentares bem votados, que vai da décima primeira até a vigésima segunda posição – os senadores lideram, com Aécio Neves na 11ª colocação, com 15 votos; os senadores Álvaro Dias (PSDB), Humberto Costa (PT) e José Pimentel (PT) empatados com 12 votos cada; o senador Francisco Dornelles (PP), com onze votos; o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) e o deputado Arlindo Chinaglia (PT), com dez votos cada; o senador José Agripino (DEM) e o deputado Miro Teixeira (PDT), com nove votos cada; seguidos dos deputados Chico Alencar (PSol), Henrique Fontana (PT) e senador Walter Pinheiro (PT), com oito votos cada.
 
Também neste segundo grupo prevalece o critério institucional. Com exceção dos senadores Aécio Neves e Aloysio Nunes Ferreira e do deputado Miro Teixeira, todos os demais exercem algum postos na estrutura da Casa. São lideres partidários os senadores Álvaro Dias, Humberto Costa e Francisco Dornelles e o deputado Chico Alencar. O senador José Pimentel é líder do governo no Congresso. O senador José Agripino é presidente de partido. São relatores de matérias relevantes os deputados Arlindo Chinaglia, do Orçamento, e Henrique Fontana, da reforma política, e o senador Walter Pinheiro, do Plano Plurianual.
 
O grau de influência dos parlamentares, a julgar pelas escolhas feitas pelos “Cabeças”, depende, em primeiro lugar, do exercício de missão partidária na Mesa Diretora, nas lideranças, na presidência de comissão ou em relatorias de matérias relevantes. E, segundo, depende da reputação e, neste quesito, apenas três parlamentares estão nessa condição porque não ocupam posto institucional, e todos estão no segundo grupo: Aécio Neves, Aloysio Nunes Ferreira e Miro Teixeira.
 
Estes, na opinião dos “Cabeças do Congresso”, são os parlamentares com mais poder ou capacidade de influência no Poder Legislativo Federal. Veja, no link, a lista completa de quem foi votado na consulta do Diap.

Os dez parlamentares mais influentes do Congresso em 2011

Os dez parlamentares mais influentes do Congresso em 2011

“O grau de influência dos parlamentares, a julgar pelas escolhas feitas pelos “Cabeças”, depende muito da relevância dos cargos que ocupam no Congresso”
 
 
O DIAP acaba de concluir o resultado da pesquisa que faz anualmente entre os 100 “Cabeças do Congresso” para a eleição dos 10 parlamentares mais influentes. A consulta aos parlamentares aconteceu entre os dias 26 de outubro e 1 de dezembro, tendo votado 65 congressistas, sendo 43 deputados e 22 senadores. Veja, a seguir, quantos parlamentares de cada partido participou da consulta.
Partido
Cabeças 
2011
Votantes 
Dez mais
%
DEM
9
8
89
PCDOB
7
4
57
PDT
10
4
40
PMDB
14
5
36
PP
1
1
100
PPS
3
2
67
PR
3
3
100
PSB
4
3
75
PSD
1
1
100
PSDB
13
8
62
PSOL
2
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50
PT
27
20
74
PTB
5
5
100
PV
1
0
0
Total
100
65
65
 
O resultado da consulta, que indicou representantes das cinco regiões do país, foi equilibrado em termos de peso político entre situação e oposição; valorizou a posição institucional do parlamentar, já que todos são líderes ou presidente das Casas do Congresso;  e, proporcionalmente, mostrou-se mais favorável ao Senado.
Colocação
Cargo
Nome
Partido
Estado
TOTAL DE VOTOS
1º
Deputado
Marco Maia
PT
RS
42
2º
Deputado
Cândido Vaccarezza
PT
SP
37
3º
Senador
José Sarney
PMDB
AP
35
4º
Deputado
Henrique Eduardo Alves
PMDB
RN
30
5º
Senador
Romero Jucá
PMDB
RR
23
6º
Deputado
ACM Neto
DEM
BA
22
7º
Senador
Renan Calheiros
PMDB
AL
22
8º
Senador
Demóstenes Torres
DEM
GO
21
9º
Deputado
Duarte Nogueira
PSDB
SP
20
10º
Deputado
Paulo Teixeira
PT
SP
20
 
No plano regional, lideram o ranking as regiões Sudeste, representada por São Paulo, e a Nordeste, representada pelo Rio Grande do Norte, Alagoas e Bahia, com três parlamentares cada; seguidas da região Norte, com dois parlamentares, representada por Amapá e Roraima, e das regiões Sul, representada pelo Rio Grande do Sul, e Centro-Oeste, representada por Goiás, com um cada.
 
Partidariamente, lideram a lista dos mais influentes os dois principais partidos da base de sustentação do governo, estando em primeiro lugar o PMDB, com quatro parlamentares, e, em segundo, o PT, com três, seguidos dos dois principais partidos de oposição, o DEM, com dois, e o PSDB, com um.
 
Os “Cabeças”, ao votarem para a eleição dos dez mais influentes, optaram por valorizar  o critério institucional, ou seja, o posto que o parlamentar ocupa na estrutura da Casa, já que foram escolhidos os presidentes das duas Casas do Congresso, os líderes do Governo na Câmara e no Senado e seis líderes partidários.
 
Nos casos de empate, optou-se por critério de ordem alfabética. Assim, ACM Neto ficou em sexto e Renan Calheiros em sétimo, mas se o critério tivesse sido a idade ou mais tempo de Parlamento ou a Casa do Congresso, poderia ter havida inversão das posições, com Renan em sexto lugar e ACM Neto em sétimo. O mesmo pode-se dizer dos deputados Duarte Nogueira e Paulo Teixeira, respectivamente em nono e décimo lugar.
 
Logo a seguir – num segundo grupo de parlamentares bem votados, que vai da décima primeira até a vigésima segunda posição – os senadores lideram, com Aécio Neves na 11ª colocação, com 15 votos; os senadores Álvaro Dias (PSDB), Humberto Costa (PT) e José Pimentel (PT) empatados com 12 votos cada; o senador Francisco Dornelles (PP), com onze votos; o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) e o deputado Arlindo Chinaglia (PT), com dez votos cada; o senador José Agripino (DEM) e o deputado Miro Teixeira (PDT), com nove votos cada; seguidos dos deputados Chico Alencar (PSol), Henrique Fontana (PT) e senador Walter Pinheiro (PT), com oito votos cada.
 
Também neste segundo grupo prevalece o critério institucional. Com exceção dos senadores Aécio Neves e Aloysio Nunes Ferreira e do deputado Miro Teixeira, todos os demais exercem algum postos na estrutura da Casa. São lideres partidários os senadores Álvaro Dias, Humberto Costa e Francisco Dornelles e o deputado Chico Alencar. O senador José Pimentel é líder do governo no Congresso. O senador José Agripino é presidente de partido. São relatores de matérias relevantes os deputados Arlindo Chinaglia, do Orçamento, e Henrique Fontana, da reforma política, e o senador Walter Pinheiro, do Plano Plurianual.
 
O grau de influência dos parlamentares, a julgar pelas escolhas feitas pelos “Cabeças”, depende, em primeiro lugar, do exercício de missão partidária na Mesa Diretora, nas lideranças, na presidência de comissão ou em relatorias de matérias relevantes. E, segundo, depende da reputação e, neste quesito, apenas três parlamentares estão nessa condição porque não ocupam posto institucional, e todos estão no segundo grupo: Aécio Neves, Aloysio Nunes Ferreira e Miro Teixeira.
 
Estes, na opinião dos “Cabeças do Congresso”, são os parlamentares com mais poder ou capacidade de influência no Poder Legislativo Federal. Veja, no link, a lista completa de quem foi votado na consulta do Diap.

Os dez parlamentares mais influentes do Congresso em 2011

Ex-assessor quer indenização de R$ 350 mil do PSC

“Não trabalho pra canalhas”, afirma jornalista que se negou a dar 5% de salário e foi demitido por isso. Deputado diz que partido contrata e demite quem quiser. Dirigente nacional diz ignorar o caso

O assessor demitido por não aceitar repassar 5% de seu salário para o PSC foi à Justiça exigir R$ 350 mil em indenização por danos morais e lucros cessantes. O partido é réu na ação movida na 6ª Vara Cível de Brasília. De acordo com os advogados do jornalista Humberto Azevedo, o PSC usou dinheiro público ilegalmente para se financiar. Aconteceu uma prática “imoral e antirrepublicana, incompatível com os princípios da administração publica”, afirma o advogado Klaus de Melo, que integra a banca do escritório de Cézar Brito, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Leia a íntegra do processo
Em entrevista ao Congresso em Foco, Humberto diz que decidiu contar tudo o que viveu e ir à Justiça por princípios, revolta e convicção de que não ficaria fragilizado com a denúncia. “Durante algum tempo, fiquei possesso. Estava a ponto de estourar. Foram quase 20 dias… Mas quando veio a decisão, dei graças a Deus. Pelo menos agora estou fora. Não trabalho pra canalhas”, afirma ele.
Humberto lembra que, direta ou indiretamente, o dinheiro público está indo parar na conta de um partido. O advogado Klaus de Melo sustenta que os 
Melo diz que os políticos não coíbem as ‘caixinhas’ porque, segundo ele, são as autoridades que se beneficiam dessa prática. Para o advogado, os servidores são oprimidos num ponto frágil, a manutenção de seus empregos.

“Revoltado”
Humberto lembra que as legendas não precisam de contribuições avulsas porque já têm o Fundo Partidário, uma fonte de renda bancada pelos cofres públicos que chega a R$ 265 milhões por ano. Este ano, o PSC vai ficar com uma fatia de R$ 8 milhões dessa verba. “Eu fiquei revoltado. É uma prática com a qual não concordo. Já existe o fundo partidário para financiar os partidos”, diz o jornalista.
Ele destaca que existe até uma questão social que deveria ser analisada pelo PSC em vez de obrigar os funcionários a pagarem a caixinha de 5%. “O salário de servidor público não pode ser usado pra ir para partido, não pode ter outro fim. Salário é salário. É com isso que o servidor vive.” O jornalista que foi demitido por Zequinha Marinho hoje trabalha como repórter em uma agência de notícias em Brasília.
 
 
“Não sei”
O presidente do PSC do Pará disse que o partido vai dizer à Justiça que tem liberdade para contratar e demitir quem quiser. “Esses cargos são de livre nomeação e de livre exoneração. É isso que o partido vai dizer.”
Já o vice-presidente nacional do PSC, Everaldo Pereira, disse que afirmar que um funcionário foi demitido porque não quis pagar os 5% “pode ser alegação da pessoa”. Confrontado com a informação de que há uma mensagem eletrônica comprovando o fato, ele preferiu não comentar mais o assunto. “Não sei, não conheço o caso”, afirmou Pereira, na sala da Liderança do partido na Câmara, na presença de cerca de dez assessores.
Ele afirma que não pode dizer o que a sigla vai responder ao juiz da 6ª Vara Cível de Brasília. “Eu não sei quem está cuidado disso aí. O jurídico do partido deve estar tomando conta disso ai. O que vai dizer na Justiça eu não sei. Se está na Justiça, só na Justiça que se fala”, disse Pereira.
Proibição

Servidor é demitido por não pagar caixinha ao PSC

Tudo sobre a ‘caixinha’ do PSC


diversos casos de cobrança de ‘caixinhas’ para partidos acabam aumentando o custo de manutenção da administração pública, o que fere o dever de o Estado ser eficiente, como diz a Constituição. “O inchaço da Câmara e do Senado serve para subvencionar esse tipo de prática torpe.”

Os dez parlamentares mais influentes do Congresso em 2011

Ex-assessor quer indenização de R$ 350 mil do PSC

“Não trabalho pra canalhas”, afirma jornalista que se negou a dar 5% de salário e foi demitido por isso. Deputado diz que partido contrata e demite quem quiser. Dirigente nacional diz ignorar o caso

O assessor demitido por não aceitar repassar 5% de seu salário para o PSC foi à Justiça exigir R$ 350 mil em indenização por danos morais e lucros cessantes. O partido é réu na ação movida na 6ª Vara Cível de Brasília. De acordo com os advogados do jornalista Humberto Azevedo, o PSC usou dinheiro público ilegalmente para se financiar. Aconteceu uma prática “imoral e antirrepublicana, incompatível com os princípios da administração publica”, afirma o advogado Klaus de Melo, que integra a banca do escritório de Cézar Brito, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Leia a íntegra do processo
Em entrevista ao Congresso em Foco, Humberto diz que decidiu contar tudo o que viveu e ir à Justiça por princípios, revolta e convicção de que não ficaria fragilizado com a denúncia. “Durante algum tempo, fiquei possesso. Estava a ponto de estourar. Foram quase 20 dias… Mas quando veio a decisão, dei graças a Deus. Pelo menos agora estou fora. Não trabalho pra canalhas”, afirma ele.
Humberto lembra que, direta ou indiretamente, o dinheiro público está indo parar na conta de um partido. O advogado Klaus de Melo sustenta que os 
Melo diz que os políticos não coíbem as ‘caixinhas’ porque, segundo ele, são as autoridades que se beneficiam dessa prática. Para o advogado, os servidores são oprimidos num ponto frágil, a manutenção de seus empregos.

“Revoltado”
Humberto lembra que as legendas não precisam de contribuições avulsas porque já têm o Fundo Partidário, uma fonte de renda bancada pelos cofres públicos que chega a R$ 265 milhões por ano. Este ano, o PSC vai ficar com uma fatia de R$ 8 milhões dessa verba. “Eu fiquei revoltado. É uma prática com a qual não concordo. Já existe o fundo partidário para financiar os partidos”, diz o jornalista.
Ele destaca que existe até uma questão social que deveria ser analisada pelo PSC em vez de obrigar os funcionários a pagarem a caixinha de 5%. “O salário de servidor público não pode ser usado pra ir para partido, não pode ter outro fim. Salário é salário. É com isso que o servidor vive.” O jornalista que foi demitido por Zequinha Marinho hoje trabalha como repórter em uma agência de notícias em Brasília.
 
 
“Não sei”
O presidente do PSC do Pará disse que o partido vai dizer à Justiça que tem liberdade para contratar e demitir quem quiser. “Esses cargos são de livre nomeação e de livre exoneração. É isso que o partido vai dizer.”
Já o vice-presidente nacional do PSC, Everaldo Pereira, disse que afirmar que um funcionário foi demitido porque não quis pagar os 5% “pode ser alegação da pessoa”. Confrontado com a informação de que há uma mensagem eletrônica comprovando o fato, ele preferiu não comentar mais o assunto. “Não sei, não conheço o caso”, afirmou Pereira, na sala da Liderança do partido na Câmara, na presença de cerca de dez assessores.
Ele afirma que não pode dizer o que a sigla vai responder ao juiz da 6ª Vara Cível de Brasília. “Eu não sei quem está cuidado disso aí. O jurídico do partido deve estar tomando conta disso ai. O que vai dizer na Justiça eu não sei. Se está na Justiça, só na Justiça que se fala”, disse Pereira.
Proibição

Servidor é demitido por não pagar caixinha ao PSC

Tudo sobre a ‘caixinha’ do PSC


diversos casos de cobrança de ‘caixinhas’ para partidos acabam aumentando o custo de manutenção da administração pública, o que fere o dever de o Estado ser eficiente, como diz a Constituição. “O inchaço da Câmara e do Senado serve para subvencionar esse tipo de prática torpe.”

Os dez parlamentares mais influentes do Congresso em 2011

Lidando com as férias

“Vá para suas férias e só volte a falar com a empresa quando acabar seu descanso. Como diria Ricardo Semler: ‘Em suma: suma’”
 
Vicente Sevilha Júnior*
 
Conta-se, na mitologia grega, que os Titãs, forças do caos e da desordem, existentes no início da história da Terra, tentaram assumir o poder invadindo o Monte Olimpo. Zeus, triunfante, os derrotou e condenou a todos ao Tártaro, região mais profunda do mundo, para que de lá, nunca fugissem. Apenas um dos Titãs teve um destino diferente: Atlas, que foi condenado à sustentar em seus ombros a esfera celeste. Certamente, você já deve ter visto por aí uma imagem de Atlas, com o “mundo” nas costas.
Eu conheço muita gente que se confunde com Atlas e que se autoimpõe a sofrida pena de, também, carregar o mundo nas costas. São pessoas que, normalmente, acreditam que as coisas não acontecem se elas não estiverem presentes e cuidando de todos os detalhes e que, em última análise, acabam sofrendo muito com este comportamento.
Pessoas que vivem essa dificuldade, simplesmente não conseguem lidar bem com as férias e acabam reagindo de alguma destas maneiras:
– Nunca tiram férias;
– Tiram férias, mas não conseguem relaxar e acabam voltando ao trabalho muito antes do seu término;
– Tiram férias picadinhas – você sabe: uma semana aqui, dois dias acolá, e nunca reservam um período completo para seu descanso;
– Tiram férias, mas não se desligam do trabalho. Levam todas aquelas parafernálias eletrônicas e ficam na praia, acessando e-mail e cuidando de trabalho.
É muito fácil ser vítima deste tipo de comportamento porque, inicialmente, ele passa uma aparência de dedicação, abnegação e altruísmo.
Onde mora o perigo?
O problema é que, a médio e longo prazos, esse tipo de comportamento traz uma série de patologias muito sérias, que podem levar a sérias consequências à saúde e, via de regra, tudo começa com o estresse.
As férias têm uma primeira missão que é permitir ao indivíduo que se desligue das pressões cotidianas, de forma a revalidar seus conceitos e rever suas posturas. Em paralelo, elas ainda permitem que o organismo se recomponha e que se desfaçam os estragos causados pelo ritmo acelerado de nossa rotina. De quebra, ainda é uma excelente oportunidade para convivermos com aquelas pessoas que nos são mais queridas, fortalecendo os importantes laços afetivos que dão sustentação ao nosso bem estar.
Pode olhar ao seu redor. Aquelas pessoas que mais trabalham e nunca tiram férias são, em geral, as que estão sempre mal humoradas, com problemas de saúde e, ainda por cima, vivem com seu trabalho atrasado e acumulado. Querem saber por quê?
É muito simples, voltando ao exemplo de Atlas: como a danação dele é carregar o mundo nos ombros o tempo todo, ele nunca se preocupou em construir um pedestal para colocar o mundo de vez em quando.
Deixa eu explicar melhor. Para poder tirar suas férias, você precisa manter seu trabalho em ordem e preparar, dentro de sua empresa, uma ou mais pessoas para cuidar das coisas durante sua ausência. Isso é o que Atlas faria se quisesse preparar um pedestal, entendeu?
Então, são necessárias duas coisas para você poder tirar suas férias tranquilo: organização sua e confiança em treinar alguém sem medo de que ele roube o seu lugar ou o seu status.
Talvez, olhando sob este prisma, quem nunca tira férias não seja tão abnegado e altruísta assim. Talvez esse tipo de profissional seja até um tanto desorganizado e desconfiado. Talvez, pior dos mundos, as empresas e os clientes até acabem percebendo isto, mais cedo ou mais tarde.
Progredindo na carreira
Outro problema de nosso titã Atlas é que muitas coisas acontecem ao redor dele, mas, como ele não tem um pedestal para colocar a esfera celeste de quando em quando, acaba não participando dessas outras coisas.
Agora, pare e pense um pouco em sua rotina profissional. Quando as oportunidades aparecem dentro de sua empresa, como por exemplo, uma promoção. Você realmente acha que seus superiores apenas analisam as suas habilidades para ocupar o novo cargo e nada mais?
Pois eu vou te ajudar a ampliar esse pensamento. As empresas levam em conta duas coisas antes de te promover: a primeira é se você tem capacidade para o novo cargo, e a segunda é o quanto vai ser difícil preencher a vaga que você ocupa atualmente. Consequência disso é que, quanto mais em ordem estiverem as suas funções e mais fácil for entregá-las para alguém, maiores as chances de seu nome ser considerado para uma promoção.
E o quadro não é diferente se você é um empresário. Quanto mais você puder treinar e preparar sua equipe para assumir e realizar tarefas que só você faz, maior será sua capacidade de assumir outras tarefas e, portanto, de fazer sua empresa crescer.
Aí, você vai me perguntar: mas e as férias com isto? E eu vou responder: as férias são o exercício que te leva a preparar-se para chegar nesse nível de excelência no qual você consegue transferir suas tarefas para outros e se tornar disponível para novas tarefas.
Então, ai vai minha sugestão: você deve pensar nas férias como uma necessidade para você e também como uma grande oportunidade. Use-a como um marcador importante do seu desempenho cotidiano e, esforce-se para que, quando chegar a hora, você possa descansar e aproveitar os frutos de seus esforços.
Quer outra sugestão: durante suas férias resista à tentação de se manter em contato com o trabalho. Nada de bugigangas eletrônicas que te mantenham conectado à empresa. Nada de ligar de quando em quando para saber como vão as coisas. Vá para suas férias e só volte a falar com a empresa quando acabar seu descanso. Como diria Ricardo Semler: “Em suma: suma”.
*Contabilista e especialista em planejamento financeiro, autor do livro Assim Nasce Uma Empresa