por master | 05/12/11 | Ultimas Notícias
No próximo domingo, dia 11, o Pará vai decidir se mantém sua integridade territotrial ou racha em três estados. O PCdoB/PA recomenda o voto contra a divisão pois ela fortalecerá o poder das elites locais em Carajás e Tapajós e vai agravar os graves problemas enfrentados pela população.
A unidade do estado do Pará está ameaçada. Em 11 de dezembro de 2011 vai ocorrer o plebiscito para decidir se os paraenses aceitam dividir seu estado criando dois novos, Carajás e Tapajós, que seriam desmembrados de seu território.
Um dos poucos partidos do estado com um posicionamento oficial sobre a questão é o PCdoB, que é contra a divisão pois ela prejudicará a população para favorecer somente aos interesses de elites regionais que querem controlar as riquezas do subsolo paraense.
O Pará é vítima da distorção do desenvolvimento capitalista e concentrador que não prioriza a região Norte e relega o estado a uma política extrativista e ao papel de mero fornecedor de matéria-prima mineral e vegetal, insumos e energia. E também à fronteira agropastoril e à monocultura latifundiária. Em consequência existem poucas indústrias, a infraestrutura é deficiente e não há tecnologia que atenda às necessidades de seu desenvolvimento integrado.
Faltam políticas públicas para o desenvolvimento e o bem estar
O Pará vive a lógica do saque, da dependência, da exploração predatória; daí o abandono e o sofrimento para a maioria da população de todas as regiões do Estado.
A ausência de assistência, de presença do Estado e de políticas publicas, são problemas que afetam a maioria do povo. O Pará convive com conflitos de terras, assassinatos de trabalhadores rurais, crime organizado, trabalho escravo, ausência de políticas sociais, trabalho infantil e exploração sexual de crianças e adolescentes. Para o PCdoB esses são problemas seculares na Amazônia e no Pará. Parte da população imagina que estes problemas podem ser resolvidos com a divisão.
Ao contrário, podem ser agravados: o que estimula o movimento separatista é o desejo das oligarquias regionais de reforçar seu mando e poder nos novos estados que querem criar.
Potencial de desenvolvimento
O Pará tem grandes potencialidades. Situado no centro da região Norte, é o segundo maior estado do país, com 1,2 milhões de km², é o mais populoso da Amazônia (mais de 7,5 milhões de habitantes), e sua capital, Belém, é o maior centro metropolitana do norte do país.
O extrativismo mineral dá base ao desenvolvimento de uma indústria metalúrgica que já é significativa; o município de Barcarena é um grande produtor de alumínio, sedia uma das maiores fábricas desse produto no mundo, e abriga também o principal porto Pará. E há, ao longo da Estrada de Ferro Carajás, uma presença crescente de siderúrgicas; o governo federal implementou em Marabá um pólo siderúrgico e metalúrgico. Nos últimos anos destaca-se também a expansão da cultura da soja e a produção local já representa 7% do total de grãos exportados.
Além disso, abarca a maior usina hidrelétrica totalmente brasileira (e a quarta do mundo), Tucuruí, e está em construção a Usina de Belo Monte, no Rio Xingu; será a terceira maior do mundo, atrás da chinesa Três Gargantas e da brasileira/paraguaia Itaipu.
A divisão vai agravar, e não revolver, velhos problemas
Para o PCdoB, o estado tem todas as condições para crescer e se desenvolver, e a divisão não vai resolver os problemas históricos mas agravá-los. A questão central está inclusão da Amazônia e do Pará em um novo projeto nacional de desenvolvimento para o Brasil, com valorização do trabalho e inclusão social.
O Pará quase sempre foi governado por elites de visão política e econômica conservadora e atrasada, que ignoram a função social da propriedade e querem a riqueza fácil da especulação imobiliária e da sonegação de impostos, entre outros.
Estes velhos problemas, que são consequência do mando de oligarquias atrasadas, vão se agravar. E, com a divisão, o Pará poderá perder seu papel estratégico no crescimento nacional, enfraquecendo o potencial de desenvolvimento integrado, ambientalmente sustentado e com inclusão social, aproveitando suas riquezas para melhorar a vida do povo.
É necessário romper com a lógica de saque e potencializar o emprego das riquezas paraenses para reduzir as desigualdades regionais e sociais, valorizar o trabalho e aprofundar a democracia. O retalhamento do estado, ao contrário, vai fortalecer o saque de suas riquezas pelo capital internacional.
Os comunistas do Pará, com o Comitê Estadual do PCdoB à frente, convocam os trabalhadores e o povo para irem às urnas em 11 de dezembro e votarem não à divisão, em defesa da integridade do estado e de um projeto de desenvolvimento que defenda os interesses da soberania nacional, por trabalho decente e pela inclusão social.
por master | 05/12/11 | Ultimas Notícias
No próximo domingo, dia 11, o Pará vai decidir se mantém sua integridade territotrial ou racha em três estados. O PCdoB/PA recomenda o voto contra a divisão pois ela fortalecerá o poder das elites locais em Carajás e Tapajós e vai agravar os graves problemas enfrentados pela população.
A unidade do estado do Pará está ameaçada. Em 11 de dezembro de 2011 vai ocorrer o plebiscito para decidir se os paraenses aceitam dividir seu estado criando dois novos, Carajás e Tapajós, que seriam desmembrados de seu território.
Um dos poucos partidos do estado com um posicionamento oficial sobre a questão é o PCdoB, que é contra a divisão pois ela prejudicará a população para favorecer somente aos interesses de elites regionais que querem controlar as riquezas do subsolo paraense.
O Pará é vítima da distorção do desenvolvimento capitalista e concentrador que não prioriza a região Norte e relega o estado a uma política extrativista e ao papel de mero fornecedor de matéria-prima mineral e vegetal, insumos e energia. E também à fronteira agropastoril e à monocultura latifundiária. Em consequência existem poucas indústrias, a infraestrutura é deficiente e não há tecnologia que atenda às necessidades de seu desenvolvimento integrado.
Faltam políticas públicas para o desenvolvimento e o bem estar
O Pará vive a lógica do saque, da dependência, da exploração predatória; daí o abandono e o sofrimento para a maioria da população de todas as regiões do Estado.
A ausência de assistência, de presença do Estado e de políticas publicas, são problemas que afetam a maioria do povo. O Pará convive com conflitos de terras, assassinatos de trabalhadores rurais, crime organizado, trabalho escravo, ausência de políticas sociais, trabalho infantil e exploração sexual de crianças e adolescentes. Para o PCdoB esses são problemas seculares na Amazônia e no Pará. Parte da população imagina que estes problemas podem ser resolvidos com a divisão.
Ao contrário, podem ser agravados: o que estimula o movimento separatista é o desejo das oligarquias regionais de reforçar seu mando e poder nos novos estados que querem criar.
Potencial de desenvolvimento
O Pará tem grandes potencialidades. Situado no centro da região Norte, é o segundo maior estado do país, com 1,2 milhões de km², é o mais populoso da Amazônia (mais de 7,5 milhões de habitantes), e sua capital, Belém, é o maior centro metropolitana do norte do país.
O extrativismo mineral dá base ao desenvolvimento de uma indústria metalúrgica que já é significativa; o município de Barcarena é um grande produtor de alumínio, sedia uma das maiores fábricas desse produto no mundo, e abriga também o principal porto Pará. E há, ao longo da Estrada de Ferro Carajás, uma presença crescente de siderúrgicas; o governo federal implementou em Marabá um pólo siderúrgico e metalúrgico. Nos últimos anos destaca-se também a expansão da cultura da soja e a produção local já representa 7% do total de grãos exportados.
Além disso, abarca a maior usina hidrelétrica totalmente brasileira (e a quarta do mundo), Tucuruí, e está em construção a Usina de Belo Monte, no Rio Xingu; será a terceira maior do mundo, atrás da chinesa Três Gargantas e da brasileira/paraguaia Itaipu.
A divisão vai agravar, e não revolver, velhos problemas
Para o PCdoB, o estado tem todas as condições para crescer e se desenvolver, e a divisão não vai resolver os problemas históricos mas agravá-los. A questão central está inclusão da Amazônia e do Pará em um novo projeto nacional de desenvolvimento para o Brasil, com valorização do trabalho e inclusão social.
O Pará quase sempre foi governado por elites de visão política e econômica conservadora e atrasada, que ignoram a função social da propriedade e querem a riqueza fácil da especulação imobiliária e da sonegação de impostos, entre outros.
Estes velhos problemas, que são consequência do mando de oligarquias atrasadas, vão se agravar. E, com a divisão, o Pará poderá perder seu papel estratégico no crescimento nacional, enfraquecendo o potencial de desenvolvimento integrado, ambientalmente sustentado e com inclusão social, aproveitando suas riquezas para melhorar a vida do povo.
É necessário romper com a lógica de saque e potencializar o emprego das riquezas paraenses para reduzir as desigualdades regionais e sociais, valorizar o trabalho e aprofundar a democracia. O retalhamento do estado, ao contrário, vai fortalecer o saque de suas riquezas pelo capital internacional.
Os comunistas do Pará, com o Comitê Estadual do PCdoB à frente, convocam os trabalhadores e o povo para irem às urnas em 11 de dezembro e votarem não à divisão, em defesa da integridade do estado e de um projeto de desenvolvimento que defenda os interesses da soberania nacional, por trabalho decente e pela inclusão social.
por master | 05/12/11 | Ultimas Notícias
O Partido Rússia Unida, de Vladimir Putin, venceu as eleições legislativas de domingo (4) na Rússia. Mas o partido retrocedeu cerca de 18 pontos percentuais em relação às eleições de 2007, quando obteve 64,3% dois votos.
Segundo os dados da apuração ainda não concluída, o Rússia Unida obteve 47,3% dos votos e elegeu 220 deputados, uma perda de 33 mandatos, já que tinha conquistado 253 cadeiras em 2007. Se esses dados se confirmarem, o partido de Putin perderá a maioria absoluta. É uma vitória com sabor de derrota
O resultado mais sensacional foi o obtido pelo Partido Comunista da Federação Russa. Os comunistas duplicaram seu percentual em relação a 2007, obtendo agora 20,3% dos votos.
Seguem-se o Rússia Justa (social-democrata, próximo de Putin, 13,4%) e o Partido Liberal Democrata de Vladimir Jirinovski (nacionalista, 13,4%).
Na sede do Rússia Unida, um dos dirigentes do partido, Boris Gryzlov, falou aos jornalistas: “Esperamos ainda conseguir a maioria. Podemos dizer que continuamos a ser partido no poder”.
Os resultados da eleição de domingo na Rússia lançam dúvidas sobre o futuro do país. Putin, dizem as pesquisas, irá ganhar as eleições presidenciais. Mas seu poder estará mais reduzido e o líder pode não ter a mesma força para governar com seu estilo unipessoal. Por outro lado, o avanço eleitoral dos comunistas abre mais possibilidades de luta social, num país que devastou as conquistas do socialismo.
O Partido Rússia Unida, de Vladimir Putin, venceu as eleições legislativas de domingo (4) na Rússia. Mas o partido retrocedeu cerca de 18 pontos percentuais em relação às eleições de 2007, quando obteve 64,3% dois votos.
Segundo os dados da apuração ainda não concluída, o Rússia Unida obteve 47,3% dos votos e elegeu 220 deputados, uma perda de 33 mandatos, já que tinha conquistado 253 cadeiras em 2007. Se esses dados se confirmarem, o partido de Putin perderá a maioria absoluta. É uma vitória com sabor de derrota
O resultado mais sensacional foi o obtido pelo Partido Comunista da Federação Russa. Os comunistas duplicaram seu percentual em relação a 2007, obtendo agora 20,3% dos votos.
Seguem-se o Rússia Justa (social-democrata, próximo de Putin, 13,4%) e o Partido Liberal Democrata de Vladimir Jirinovski (nacionalista, 13,4%).
Na sede do Rússia Unida, um dos dirigentes do partido, Boris Gryzlov, falou aos jornalistas: “Esperamos ainda conseguir a maioria. Podemos dizer que continuamos a ser partido no poder”.
Os resultados da eleição de domingo na Rússia lançam dúvidas sobre o futuro do país. Putin, dizem as pesquisas, irá ganhar as eleições presidenciais. Mas seu poder estará mais reduzido e o líder pode não ter a mesma força para governar com seu estilo unipessoal. Por outro lado, o avanço eleitoral dos comunistas abre mais possibilidades de luta social, num país que devastou as conquistas do socialismo.
por master | 05/12/11 | Ultimas Notícias
Apesar do índice alto na comparação com países desenvolvidos, ”economia subterrânea” vem perdendo espaço no Brasil
Rio de Janeiro – Composta pela informalidade e atividades ilegais, a chamada ”economia subterrânea” movimentou R$ 653,4 bilhões neste ano e abocanhou uma fatia de 17,2% do PIB. Apesar de ser maior do que nos países desenvolvidos – onde representa cerca de 10% do PIB -, a economia subterrânea no Brasil vem perdendo espaço ano após ano.
Em 2010 o setor era responsável por 17,7% do PIB. Em 2003, correspondia a 21%. Os dados são de pesquisa da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e do Etco (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial), divulgada na última quinta-feira.
Segundo Roberto Abdenur, presidente do Etco, a maior formalização do mercado de trabalho e iniciativas do governo, como o criação da figura do microempreendedor individual, ajudaram a informalidade a ceder. O executivo calcula, porém, que o Estado brasileiro ainda perde cerca de R$ 200 bilhões ao ano em tributos em razão da informalidade. ”Esses recursos poderiam ser bem melhor empregados se estivessem na mão do Estado, sob a forma de imposto.”
Fernando de Hollanda Barbosa Filho, economista da FGV, diz que a tendência de queda da informalidade, porém, é consistente e tende a se manter. Segundo Barbosa, o cálculo das atividades ilegais (contrabando, tráfico e outras) é feito com base no uso de moeda.
A FGV usa um modelo desenvolvido nos EUA, pelo qual é criado um índice que faz a proporção de dinheiro em circulação em relação aos depósitos no sistema bancário. Se o uso de dinheiro cresce de um ano para o outro sem explicação (como, por exemplo, o avanço da renda), trata-se de um indício de aumento das atividades ilegais.
por master | 05/12/11 | Ultimas Notícias
O Partido Rússia Unida, de Vladimir Putin, venceu as eleições legislativas de domingo (4) na Rússia. Mas o partido retrocedeu cerca de 18 pontos percentuais em relação às eleições de 2007, quando obteve 64,3% dois votos.
Segundo os dados da apuração ainda não concluída, o Rússia Unida obteve 47,3% dos votos e elegeu 220 deputados, uma perda de 33 mandatos, já que tinha conquistado 253 cadeiras em 2007. Se esses dados se confirmarem, o partido de Putin perderá a maioria absoluta. É uma vitória com sabor de derrota
O resultado mais sensacional foi o obtido pelo Partido Comunista da Federação Russa. Os comunistas duplicaram seu percentual em relação a 2007, obtendo agora 20,3% dos votos.
Seguem-se o Rússia Justa (social-democrata, próximo de Putin, 13,4%) e o Partido Liberal Democrata de Vladimir Jirinovski (nacionalista, 13,4%).
Na sede do Rússia Unida, um dos dirigentes do partido, Boris Gryzlov, falou aos jornalistas: “Esperamos ainda conseguir a maioria. Podemos dizer que continuamos a ser partido no poder”.
Os resultados da eleição de domingo na Rússia lançam dúvidas sobre o futuro do país. Putin, dizem as pesquisas, irá ganhar as eleições presidenciais. Mas seu poder estará mais reduzido e o líder pode não ter a mesma força para governar com seu estilo unipessoal. Por outro lado, o avanço eleitoral dos comunistas abre mais possibilidades de luta social, num país que devastou as conquistas do socialismo.
O Partido Rússia Unida, de Vladimir Putin, venceu as eleições legislativas de domingo (4) na Rússia. Mas o partido retrocedeu cerca de 18 pontos percentuais em relação às eleições de 2007, quando obteve 64,3% dois votos.
Segundo os dados da apuração ainda não concluída, o Rússia Unida obteve 47,3% dos votos e elegeu 220 deputados, uma perda de 33 mandatos, já que tinha conquistado 253 cadeiras em 2007. Se esses dados se confirmarem, o partido de Putin perderá a maioria absoluta. É uma vitória com sabor de derrota
O resultado mais sensacional foi o obtido pelo Partido Comunista da Federação Russa. Os comunistas duplicaram seu percentual em relação a 2007, obtendo agora 20,3% dos votos.
Seguem-se o Rússia Justa (social-democrata, próximo de Putin, 13,4%) e o Partido Liberal Democrata de Vladimir Jirinovski (nacionalista, 13,4%).
Na sede do Rússia Unida, um dos dirigentes do partido, Boris Gryzlov, falou aos jornalistas: “Esperamos ainda conseguir a maioria. Podemos dizer que continuamos a ser partido no poder”.
Os resultados da eleição de domingo na Rússia lançam dúvidas sobre o futuro do país. Putin, dizem as pesquisas, irá ganhar as eleições presidenciais. Mas seu poder estará mais reduzido e o líder pode não ter a mesma força para governar com seu estilo unipessoal. Por outro lado, o avanço eleitoral dos comunistas abre mais possibilidades de luta social, num país que devastou as conquistas do socialismo.