por master | 05/12/11 | Ultimas Notícias
O Partido Rússia Unida, de Vladimir Putin, venceu as eleições legislativas de domingo (4) na Rússia. Mas o partido retrocedeu cerca de 18 pontos percentuais em relação às eleições de 2007, quando obteve 64,3% dois votos.
Segundo os dados da apuração ainda não concluída, o Rússia Unida obteve 47,3% dos votos e elegeu 220 deputados, uma perda de 33 mandatos, já que tinha conquistado 253 cadeiras em 2007. Se esses dados se confirmarem, o partido de Putin perderá a maioria absoluta. É uma vitória com sabor de derrota
O resultado mais sensacional foi o obtido pelo Partido Comunista da Federação Russa. Os comunistas duplicaram seu percentual em relação a 2007, obtendo agora 20,3% dos votos.
Seguem-se o Rússia Justa (social-democrata, próximo de Putin, 13,4%) e o Partido Liberal Democrata de Vladimir Jirinovski (nacionalista, 13,4%).
Na sede do Rússia Unida, um dos dirigentes do partido, Boris Gryzlov, falou aos jornalistas: “Esperamos ainda conseguir a maioria. Podemos dizer que continuamos a ser partido no poder”.
Os resultados da eleição de domingo na Rússia lançam dúvidas sobre o futuro do país. Putin, dizem as pesquisas, irá ganhar as eleições presidenciais. Mas seu poder estará mais reduzido e o líder pode não ter a mesma força para governar com seu estilo unipessoal. Por outro lado, o avanço eleitoral dos comunistas abre mais possibilidades de luta social, num país que devastou as conquistas do socialismo.
O Partido Rússia Unida, de Vladimir Putin, venceu as eleições legislativas de domingo (4) na Rússia. Mas o partido retrocedeu cerca de 18 pontos percentuais em relação às eleições de 2007, quando obteve 64,3% dois votos.
Segundo os dados da apuração ainda não concluída, o Rússia Unida obteve 47,3% dos votos e elegeu 220 deputados, uma perda de 33 mandatos, já que tinha conquistado 253 cadeiras em 2007. Se esses dados se confirmarem, o partido de Putin perderá a maioria absoluta. É uma vitória com sabor de derrota
O resultado mais sensacional foi o obtido pelo Partido Comunista da Federação Russa. Os comunistas duplicaram seu percentual em relação a 2007, obtendo agora 20,3% dos votos.
Seguem-se o Rússia Justa (social-democrata, próximo de Putin, 13,4%) e o Partido Liberal Democrata de Vladimir Jirinovski (nacionalista, 13,4%).
Na sede do Rússia Unida, um dos dirigentes do partido, Boris Gryzlov, falou aos jornalistas: “Esperamos ainda conseguir a maioria. Podemos dizer que continuamos a ser partido no poder”.
Os resultados da eleição de domingo na Rússia lançam dúvidas sobre o futuro do país. Putin, dizem as pesquisas, irá ganhar as eleições presidenciais. Mas seu poder estará mais reduzido e o líder pode não ter a mesma força para governar com seu estilo unipessoal. Por outro lado, o avanço eleitoral dos comunistas abre mais possibilidades de luta social, num país que devastou as conquistas do socialismo.
por master | 05/12/11 | Ultimas Notícias
Apesar do índice alto na comparação com países desenvolvidos, ”economia subterrânea” vem perdendo espaço no Brasil
Rio de Janeiro – Composta pela informalidade e atividades ilegais, a chamada ”economia subterrânea” movimentou R$ 653,4 bilhões neste ano e abocanhou uma fatia de 17,2% do PIB. Apesar de ser maior do que nos países desenvolvidos – onde representa cerca de 10% do PIB -, a economia subterrânea no Brasil vem perdendo espaço ano após ano.
Em 2010 o setor era responsável por 17,7% do PIB. Em 2003, correspondia a 21%. Os dados são de pesquisa da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e do Etco (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial), divulgada na última quinta-feira.
Segundo Roberto Abdenur, presidente do Etco, a maior formalização do mercado de trabalho e iniciativas do governo, como o criação da figura do microempreendedor individual, ajudaram a informalidade a ceder. O executivo calcula, porém, que o Estado brasileiro ainda perde cerca de R$ 200 bilhões ao ano em tributos em razão da informalidade. ”Esses recursos poderiam ser bem melhor empregados se estivessem na mão do Estado, sob a forma de imposto.”
Fernando de Hollanda Barbosa Filho, economista da FGV, diz que a tendência de queda da informalidade, porém, é consistente e tende a se manter. Segundo Barbosa, o cálculo das atividades ilegais (contrabando, tráfico e outras) é feito com base no uso de moeda.
A FGV usa um modelo desenvolvido nos EUA, pelo qual é criado um índice que faz a proporção de dinheiro em circulação em relação aos depósitos no sistema bancário. Se o uso de dinheiro cresce de um ano para o outro sem explicação (como, por exemplo, o avanço da renda), trata-se de um indício de aumento das atividades ilegais.
por master | 05/12/11 | Ultimas Notícias
Apenas duas semanas após declarar que a pobreza rural havia diminuído em mais de 94 milhões de pessoas em uma década, o governo chinês acrescentou, num canetaço, 100 milhões de pobres às suas próprias estatísticas.
Por Marcelo Justo,
Modificando a definição do limite de pobreza que passaram de 1274 yuans anuais (menos de meio dólar por dia) para 3165 yuans (quase um dólar) o governo quadruplicou as cifras de pobres no campo – onde reside a metade da população – estimada no ano passado em 27 milhões de pessoas.
Esta singular modificação das estatísticas oficiais forma parte da estratégia do presidente Hu Jintao, que prometeu nesta terça-feira que em 2020 estariam garantidas “a educação, a atenção sanitária e a moradia” de toda a população. Graças a esta mudança na medição, os novos pobres terão acesso aos 27 bilhões de yuans que o governo destinará para combater a pobreza com programas de capacitação, créditos suaves, empregos e em investimentos em infraestrutura.
Após os festejos com que foram anunciados, em meados de novembro, os êxitos da última década, o governo se deteve em uma reflexão mais sóbria sobre o verdadeiro estado das coisas. Se há duas semanas a agência oficial Xinhua citava uma declaração na qual o governo se vangloriava de haver resgatado da pobreza uma população equivalente a “toda a França”, agora a mesma agência reconhece que, com sua nova medição, a China está ficando “dentro do padrão internacional mais aceitado”, um dólar diário, o que não é nenhuma maravilha.
Esta nova medição reflete muito melhor a desigualdade que separa os centros urbanos dos rurais como se evidencia no crescimento do coeficiente Gini, que durante o “milagre chinês” passou de 0,28 em 1978 a 0,45 em 2000. A desigualdade se reflete não só nos ingressos – o salário urbano é hoje quatro vezes superior ao rural – mas também nos serviços. Pela noite, quando as cidades iluminam seus arranha-céus para competir com Nova Iorque, muitos povoados rurais penam sem luz elétrica sob um governo que chegou ao poder em 1949 pela mão de uma revolução camponesa.
A atual estratégia de redução da pobreza do presidente Hu Jintao tem dois eixos: um massivo investimento em infraestrutura na atrasada zona oeste do país e a reforma do sistema de saúde, educação e da previdencia. Um dos modelos de investimento massivo se encontra na região autônoma de Xinjiang, que o governo promove como uma zona especial, similar às que dinamizaram o “milagre chinês”, de Shanghai a Guandong, na costa leste.
Esta região, mais conhecida pelos enfrentamentos de 2009 entre a população Han (maioria étnica chinesa) e a uigur (minoria turco-muçulmana), tem fronteiras com oito países (da Índia e Paquistão à Rússia e o Cazaquistão) e está se convertendo em um centro sub-regional. Junto com este plano de desenvolvimentos provinciais, o governo planeja a universalização da cobertura médica para 2015 e da aposentadoria para 2020, como parte de um ambicioso projeto para que seu impressionante crescimento econômico dependa menos das exportações e mais do consumo doméstico.
A complexidade de um projeto desta amplitude choca com um dos pilares mais frágeis da estratégia de Hu Jintao: a situação de aproximadamente 200 milhões de trabalhadores migrantes que não têm pleno acesso à saúde e à educação, porque estes serviços só são garantidos em seu lugar de residência original. A vontade política – e até ideológica – está presente.
Pouco depois de assumir como secretário geral do Partido Comunista em 2002, Hu Jintao surpreendeu com suas visitas a lugares históricos da revolução e sua capacidade de recitar de memória, pela televisão, textos básicos do marxismo e do maoísmo. A redefinição de pobreza e o lançamento de ambiciosos programas sociais para toda a década tentam projetar sua influência para além do próximo ano, quando o Partido Comunista elegerá seu novo secretário geral. Se ele irá conseguir, isso dependerá em grande medida do nome do sucessor e dos obstáculos que representa qualquer transformação que englobe simultaneamente um quinto da humanidade.
por master | 05/12/11 | Ultimas Notícias
Apenas duas semanas após declarar que a pobreza rural havia diminuído em mais de 94 milhões de pessoas em uma década, o governo chinês acrescentou, num canetaço, 100 milhões de pobres às suas próprias estatísticas.
Por Marcelo Justo,
Modificando a definição do limite de pobreza que passaram de 1274 yuans anuais (menos de meio dólar por dia) para 3165 yuans (quase um dólar) o governo quadruplicou as cifras de pobres no campo – onde reside a metade da população – estimada no ano passado em 27 milhões de pessoas.
Esta singular modificação das estatísticas oficiais forma parte da estratégia do presidente Hu Jintao, que prometeu nesta terça-feira que em 2020 estariam garantidas “a educação, a atenção sanitária e a moradia” de toda a população. Graças a esta mudança na medição, os novos pobres terão acesso aos 27 bilhões de yuans que o governo destinará para combater a pobreza com programas de capacitação, créditos suaves, empregos e em investimentos em infraestrutura.
Após os festejos com que foram anunciados, em meados de novembro, os êxitos da última década, o governo se deteve em uma reflexão mais sóbria sobre o verdadeiro estado das coisas. Se há duas semanas a agência oficial Xinhua citava uma declaração na qual o governo se vangloriava de haver resgatado da pobreza uma população equivalente a “toda a França”, agora a mesma agência reconhece que, com sua nova medição, a China está ficando “dentro do padrão internacional mais aceitado”, um dólar diário, o que não é nenhuma maravilha.
Esta nova medição reflete muito melhor a desigualdade que separa os centros urbanos dos rurais como se evidencia no crescimento do coeficiente Gini, que durante o “milagre chinês” passou de 0,28 em 1978 a 0,45 em 2000. A desigualdade se reflete não só nos ingressos – o salário urbano é hoje quatro vezes superior ao rural – mas também nos serviços. Pela noite, quando as cidades iluminam seus arranha-céus para competir com Nova Iorque, muitos povoados rurais penam sem luz elétrica sob um governo que chegou ao poder em 1949 pela mão de uma revolução camponesa.
A atual estratégia de redução da pobreza do presidente Hu Jintao tem dois eixos: um massivo investimento em infraestrutura na atrasada zona oeste do país e a reforma do sistema de saúde, educação e da previdencia. Um dos modelos de investimento massivo se encontra na região autônoma de Xinjiang, que o governo promove como uma zona especial, similar às que dinamizaram o “milagre chinês”, de Shanghai a Guandong, na costa leste.
Esta região, mais conhecida pelos enfrentamentos de 2009 entre a população Han (maioria étnica chinesa) e a uigur (minoria turco-muçulmana), tem fronteiras com oito países (da Índia e Paquistão à Rússia e o Cazaquistão) e está se convertendo em um centro sub-regional. Junto com este plano de desenvolvimentos provinciais, o governo planeja a universalização da cobertura médica para 2015 e da aposentadoria para 2020, como parte de um ambicioso projeto para que seu impressionante crescimento econômico dependa menos das exportações e mais do consumo doméstico.
A complexidade de um projeto desta amplitude choca com um dos pilares mais frágeis da estratégia de Hu Jintao: a situação de aproximadamente 200 milhões de trabalhadores migrantes que não têm pleno acesso à saúde e à educação, porque estes serviços só são garantidos em seu lugar de residência original. A vontade política – e até ideológica – está presente.
Pouco depois de assumir como secretário geral do Partido Comunista em 2002, Hu Jintao surpreendeu com suas visitas a lugares históricos da revolução e sua capacidade de recitar de memória, pela televisão, textos básicos do marxismo e do maoísmo. A redefinição de pobreza e o lançamento de ambiciosos programas sociais para toda a década tentam projetar sua influência para além do próximo ano, quando o Partido Comunista elegerá seu novo secretário geral. Se ele irá conseguir, isso dependerá em grande medida do nome do sucessor e dos obstáculos que representa qualquer transformação que englobe simultaneamente um quinto da humanidade.
por master | 05/12/11 | Ultimas Notícias
Um dos maiores desafios para as mulheres no mercado de trabalho é conciliar a vida profissional com a vida familiar. Para a diretora financeira da construtora A.Yoshii, Simoni Bianchi, mãe de dois filhos, é preciso ter um equilíbrio entre as duas coisas. ”Pessoas que se dedicam totalmente à vida profissional acabam desestruturando suas famílias, por isso procuro exercer meu trabalho com qualidade.
A diretora financeira lida diariamente com 15 pessoas diretamente e outras 30 pessoas indiretamente e precisa absorver a pressão de realizar a análise de caixa e a viabilidade de execução da obra. Para ela, as mulheres são mais perceptivas e sensíveis na hora de analisar os fatos. ”Uma característica pessoal que tenho é ser bastante otimista, mas de maneira conservadora para analisar oportunidades e a viabilidade de executá-las”, reporta.
A gerente de Recursos Humanos da Plaenge, Luciana Siqueira, explica que essa capacidade de executar múltiplas tarefas simultaneamente é uma das características desejáveis que diferenciam homens e mulheres. Para ela, os homens geralmente procuram terminar uma tarefa para começar outra, enquanto as mulheres conseguem lidar com essa situação realizando muitas coisas ao mesmo tempo. (V.O.)