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Quem cair na rede, não é peixe, mas eleitor!

Quem cair na rede, não é peixe, mas eleitor!

Um levantamento divulgado recentemente pela Fecomércio- RJ/Ipsos revela que as redes sociais são o principal motivo para os brasileiros se conectarem: mais de 60% dos internautas brasileiros priorizam o acesso a estes sites. A força desse canal de comunicação, em acelerado crescimento, vem mobilizando cada vez mais políticos a participarem das redes, interagindo de modo direto e assertivo com seu público-alvo. 

Por Christiane Marcondes*

Dados da Ipsos demonstram que cada vez mais o número de habitantes conectados à web cresceu no país. Em 2007 era 27%, número que alcançou os 48% este ano. A pesquisa foi realizada com 70 mil pessoas em nove regiões metropolitanas. Para o comércio, cada internauta é um consumidor, no campo da político, cada um deles é eleitor. 

O fim de uma era

Os interessados nessas disputas por eleitores estão sofisticando recursos para capturar simpatizantes com a engenhosidade do mundo mvirtual.

É o que mostra outra pesquisa, desta vez da MITI Inteligência, que apresentou em um infográfico a atuação dos senadores nas redes sociais. 

A MITI aponta que os onze congressistas estão conectados a mais de 430 mil internautas, entre seguidores no Twitter, fãs e amigos no Facebook. O senador mais atuante, Cristovam Buarque, é o que reúne maior número de contatos: 248 mil seguidores no Twitter e 4.300 amigos e fãs no Facebook. Já Eduardo Suplicy é o segundo senador mais atuante nas redes.

“Avaliando os dados, é possível constatar que a forma como o público recebe e repercute a informação é fundamental para a construção e manutenção da imagem online dos senadores, que têm nas mãos um ágil canal de comunicação direta com a população”, ressalta Elizangela Grigoletti, gerente de inteligência e marketing de MITI Inteligência.

Os resultados demonstram também que os senadores mais conectados são os que tendem a um posicionamento político mais à esquerda, logicamente porque os conservadores ainda possuem espaço cativo na mídia hegemônica. Mas essa maior visibilidade na imprensa tradicional não tem a mesma força do passado, tempos em que os que dominavam a chamada grande imprensa, fosse por acordo político ou por deter redes de comunicação, se sobressaíam em qualquer pesquisa preliminar de boca de urna. 

A mobilidade do mundo virtual ameaça a segurança dos conservadores entronizados por esses meios tradicionais no imaginário popular, o que já é perceptível a partir de movimentos de massa articulados via rede social. 

No futuro, quem sabe, as eleições podem ser definidas no voto eletrônico ainda fora da cabine de votação, mas que não sejam criados novos votos de cabresto, desta vez eletrônicos. Porque não há dúvida de que os políticos conservadores também vão entrar nessa bola dividida e com maior fôlego financeiro e apetite político indiscriminado. Obama deu um bom exemplo do uso eficiente da ferramenta quando conquistou a presidência nos Estados Unidos. 

Quem cair na rede, não é peixe, mas eleitor!

Lupi não teme saída e diz que PDT apoia Dilma mesmo sem pasta

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse nesta segunda-feira (21) estar “pronto para a luta”, um dia antes de seu partido, o PDT, realizar um encontro em que seu futuro à frente da pasta deve ser o principal tema.

“O que vai haver na reunião é um debate. Não temo perder o ministério. O PDT apoia o governo Dilma com ou sem ministérios”, disse Lupi a jornalistas, após evento na sede do Ministério do Trabalho, no Rio de Janeiro “Estou pronto para a luta”, enfatizou.

Segundo denúncias publicadas na imprensa, Lupi teria voado em 2009 em uma aeronave providenciada pelo empresário e dirigente de organizações não-governamentais Adair Meira. Meses após o voo, uma ONG da qual Meira é dirigente firmou convênios com o Ministério do Trabalho.

Antes dessa denúncia, o ministro já vinha tendo de responder sobre denúncias sobre a suposta existência de um esquema de arrecadação de propinas junto a ONGs que têm convênios com a pasta.

O ministro garantiu que está preparado para responder a todos os questionamentos do partido na reunião de terça-feira (22).

Quem cair na rede, não é peixe, mas eleitor!

Lupi não teme saída e diz que PDT apoia Dilma mesmo sem pasta

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse nesta segunda-feira (21) estar “pronto para a luta”, um dia antes de seu partido, o PDT, realizar um encontro em que seu futuro à frente da pasta deve ser o principal tema.

“O que vai haver na reunião é um debate. Não temo perder o ministério. O PDT apoia o governo Dilma com ou sem ministérios”, disse Lupi a jornalistas, após evento na sede do Ministério do Trabalho, no Rio de Janeiro “Estou pronto para a luta”, enfatizou.

Segundo denúncias publicadas na imprensa, Lupi teria voado em 2009 em uma aeronave providenciada pelo empresário e dirigente de organizações não-governamentais Adair Meira. Meses após o voo, uma ONG da qual Meira é dirigente firmou convênios com o Ministério do Trabalho.

Antes dessa denúncia, o ministro já vinha tendo de responder sobre denúncias sobre a suposta existência de um esquema de arrecadação de propinas junto a ONGs que têm convênios com a pasta.

O ministro garantiu que está preparado para responder a todos os questionamentos do partido na reunião de terça-feira (22).

Quem cair na rede, não é peixe, mas eleitor!

Ministério flagra trabalho escravo em obras da construtora MRV

A construtora MRV Engenharia poderá ser multada em até R$ 11 milhões pela utilização de trabalhadores em condição análoga à escravidão em duas obras no interior de São Paulo. As ações civis públicas foram propostas pelo Ministério Público do Trabalho, depois que fiscais flagraram a existência de trabalho escravo na construção do empreendimento residencial Beach Park, em Americana, e nas obras do condomínio Spazio Mont Vernon, em São Carlos.

Em entrevista à Agência Brasil, o procurador do trabalho Cássio Calvilani Dalla-Déa, do Ministério Público do Trabalho em Araraquara (SP), disse que “nos dois casos, o número de irregularidades foi bem grande”.

No caso de Americana, a precarização do trabalho foi decorrente da terceirização dos serviços nas obras. Segundo o Ministério Público, a MRV utiliza-se de empreiteiras para fazer a intermediação da mão de obra e, com isso, tenta transferir a responsabilidade trabalhista às pequenas empresas. Nessa obra, o Ministério Público observou casos de operários sem receber salários, alojamentos e moradias fora do padrão legal e aliciamento de trabalhadores. Cerca de 60 trabalhadores estão nessa situação.

“Especificamente no caso da MRV, (a terceirização) não pode ser utilizada como desculpa porque existiam uma série de outras empresas, mas os trabalhadores estavam sendo subordinados e recebiam ordens de empregados da MRV. Então, a MRV tinha conhecimento das condições muito degradantes a que estes trabalhadores estavam vivendo”, disse o procurador.

Em São Carlos, a fiscalização flagrou um canteiro de obras desorganizado, com detritos acumulados e desrespeito às normas de segurança e saúde do trabalho. Entre as irregularidades foram relatadas falta de proteção contra quedas e alojamentos improvisados. A fiscalização também documentou péssimas condições de conservação e higiene de colchões e o não fornecimento de armários, roupas de cama e travesseiros para os trabalhadores. De acordo com o procurador, entre 10 ou 12 trabalhadores foram encontrados nessa situação em São Carlos, que “não era da mesma gravidade que em Americana”.

“Os elementos que levaram a essa classificação de condição análoga a de escravo é que os alojamentos eram péssimos, com colchões sem condições de uso, sem armários individuais, sem chuveiros suficientes. Havia também a retenção da carteira de trabalho e atrasos de salários, o que prendia o trabalhador àquela condição degradante”.

Um levantamento feito pela Gerência Regional do Trabalho em Campinas mostrou que a MRV teve 70 autuações entre os anos de 2007 e 2010, quase sempre por descumprimento de normas de saúde e segurança do trabalho.

O Beach Park, em Americana, é uma das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, que estava incluída no programa Minha Casa, Minha Vida.

“Até por isso, um dos pedidos das ações que foram propostas é a comunicação, ao Ministério das Cidades e à Caixa Econômica Federal, sobre estes recursos que a MRV utiliza. Achamos importante que o Judiciário faça a comunicação aos órgãos públicos de que o dinheiro público está sendo utilizado por uma empresa que reiteradamente tem cometido uma série de irregularidades”.

No processo ajuizado em Americana, o Ministério Público pede a condenação da empresa ao pagamento de R$ 10 milhões. Em São Carlos, os procuradores pedem R$ 1 milhão para reparar os danos causados aos operários. As indenizações serão destinadas ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). “Existe também a possibilidade dessa empresa ser incluída no cadastro que o Ministério do Trabalho tem e que é conhecido como lista suja, que aponta as empresas que foram flagradas com trabalho escravo”, disse o procurador. 

Após a inclusão do nome do infrator no cadastro, instituições federais como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil suspendem a contratação de financiamentos e o acesso ao crédito.

Em resposta à Agência Brasil, a MRV informou que ainda não foi citada. “Desta forma, ainda não pode se manifestar a respeito”.

Quem cair na rede, não é peixe, mas eleitor!

Ministério flagra trabalho escravo em obras da construtora MRV

A construtora MRV Engenharia poderá ser multada em até R$ 11 milhões pela utilização de trabalhadores em condição análoga à escravidão em duas obras no interior de São Paulo. As ações civis públicas foram propostas pelo Ministério Público do Trabalho, depois que fiscais flagraram a existência de trabalho escravo na construção do empreendimento residencial Beach Park, em Americana, e nas obras do condomínio Spazio Mont Vernon, em São Carlos.

Em entrevista à Agência Brasil, o procurador do trabalho Cássio Calvilani Dalla-Déa, do Ministério Público do Trabalho em Araraquara (SP), disse que “nos dois casos, o número de irregularidades foi bem grande”.

No caso de Americana, a precarização do trabalho foi decorrente da terceirização dos serviços nas obras. Segundo o Ministério Público, a MRV utiliza-se de empreiteiras para fazer a intermediação da mão de obra e, com isso, tenta transferir a responsabilidade trabalhista às pequenas empresas. Nessa obra, o Ministério Público observou casos de operários sem receber salários, alojamentos e moradias fora do padrão legal e aliciamento de trabalhadores. Cerca de 60 trabalhadores estão nessa situação.

“Especificamente no caso da MRV, (a terceirização) não pode ser utilizada como desculpa porque existiam uma série de outras empresas, mas os trabalhadores estavam sendo subordinados e recebiam ordens de empregados da MRV. Então, a MRV tinha conhecimento das condições muito degradantes a que estes trabalhadores estavam vivendo”, disse o procurador.

Em São Carlos, a fiscalização flagrou um canteiro de obras desorganizado, com detritos acumulados e desrespeito às normas de segurança e saúde do trabalho. Entre as irregularidades foram relatadas falta de proteção contra quedas e alojamentos improvisados. A fiscalização também documentou péssimas condições de conservação e higiene de colchões e o não fornecimento de armários, roupas de cama e travesseiros para os trabalhadores. De acordo com o procurador, entre 10 ou 12 trabalhadores foram encontrados nessa situação em São Carlos, que “não era da mesma gravidade que em Americana”.

“Os elementos que levaram a essa classificação de condição análoga a de escravo é que os alojamentos eram péssimos, com colchões sem condições de uso, sem armários individuais, sem chuveiros suficientes. Havia também a retenção da carteira de trabalho e atrasos de salários, o que prendia o trabalhador àquela condição degradante”.

Um levantamento feito pela Gerência Regional do Trabalho em Campinas mostrou que a MRV teve 70 autuações entre os anos de 2007 e 2010, quase sempre por descumprimento de normas de saúde e segurança do trabalho.

O Beach Park, em Americana, é uma das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, que estava incluída no programa Minha Casa, Minha Vida.

“Até por isso, um dos pedidos das ações que foram propostas é a comunicação, ao Ministério das Cidades e à Caixa Econômica Federal, sobre estes recursos que a MRV utiliza. Achamos importante que o Judiciário faça a comunicação aos órgãos públicos de que o dinheiro público está sendo utilizado por uma empresa que reiteradamente tem cometido uma série de irregularidades”.

No processo ajuizado em Americana, o Ministério Público pede a condenação da empresa ao pagamento de R$ 10 milhões. Em São Carlos, os procuradores pedem R$ 1 milhão para reparar os danos causados aos operários. As indenizações serão destinadas ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). “Existe também a possibilidade dessa empresa ser incluída no cadastro que o Ministério do Trabalho tem e que é conhecido como lista suja, que aponta as empresas que foram flagradas com trabalho escravo”, disse o procurador. 

Após a inclusão do nome do infrator no cadastro, instituições federais como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil suspendem a contratação de financiamentos e o acesso ao crédito.

Em resposta à Agência Brasil, a MRV informou que ainda não foi citada. “Desta forma, ainda não pode se manifestar a respeito”.