por master | 21/11/11 | Ultimas Notícias
Os negros e pardos representam, atualmente, 34,3% do mercado de trabalho do Grande ABC, com 433,8 mil trabalhadores. Embora esse percentual tenha crescido de setembro do ano passado para cá, quando eles somavam 367,2 mil, correspondendo a 29,1% do total, há uma década eles se mantêm em torno de um terço da população ocupada da região. Os dados foram extraídos da Pesquisa de Emprego e Desemprego do Seade/Dieese referente a setembro.
Isso denota que a inserção dos negros no mercado de trabalho praticamente não se alterou de 2001 para cá. Ou seja, ainda existem percalços a serem superados que, de acordo com especialistas, tratam-se de deficiências na educação básica ocasionada pelas condições sociais e financeiras dessas famílias. Sem contar a questão do preconceito, que ainda é forte no ambiente profissional.
Para se ter ideia, de acordo com pesquisa do Seade/Dieese sobre a situação dos negros na Grande São Paulo (da qual o Grande ABC faz parte) em 2010, o rendimento médio por hora dos negros (R$ 5,81) representava 60,4% do rendimento do restante dos trabalhadores (R$ 9,62).
As maiores desigualdades de rendimentos são verificadas nos setores em que a proporção de brancos e amarelos supera a de negros, e os rendimentos médios são mais elevados: indústria, serviços e, em menor medida, comércio, em que os negros recebem, respectivamente, 58,9%, 59% e 66,4% dos rendimentos dos outros trabalhadores. Na construção civil, os negros recebem 70,7% dos rendimentos dos brancos e amarelos. E nos serviços domésticos, 99,3%.
Segundo o gerente de pesquisas do Seade, Alexandre Loloian, um dos motivos que explicam isso é a concentração de negros em cargos de baixa remuneração – onde, ainda assim, existe diferença salarial. A maioria trabalha nos setores da construção civil e de serviços domésticos. “A maior parte deles é empregada em funções de menor prestígio social e trabalho menos formalizado, o que inibe, inclusive, a participação deles no setor público. Por isso, tem mais a ver com escolaridade do que com discriminação”, diz.
A consultora de recursos humanos da Stanton Chase Silvia Gerson discorda, contando que, se estão sendo entrevistados um negro e um branco, o negro tem que ser muito melhor do que o branco, mesmo que esse seja razoável. “Exige-se muito mais do negro. Por isso ele tem que demonstrar algum diferencial e ter atitude. Ele tem que ter uma história e saber contá-la”, afirma. Ela nunca entrevistou um negro para o cargo de diretoria em 13 anos.
Crescimento da economia contribuiu com inserção
A expansão da economia, que vem estimulando a geração de emprego desde o ano passado, incluiu no pacote negros e brancos. Porém, os negros e pardos acabaram ficando com a fatia mais simplória dos postos de trabalho, com menor remuneração e também menores exigências.
Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que, das 30.497 vagas geradas de janeiro a outubro, 13.470 foram abertas pelo setor de serviços. “É aí que eles entram, em funções que não exigem qualificação muito alta”, avalia Dalmir Ribeiro, diretor do departamento de Indicadores Socioeconômicos da Prefeitura de Santo André.
Isso acontece, para a consultora Silvia Gerson, em função da origem da maior parte dos negros e pardos que, por falta de recursos, começaram a estudar em escolas ruins e, muitas vezes, fora da época, o que leva aos Ensinos Supletivos. “Então, eles até conseguem cursar o Ensino Superior, mas, na hora de conseguir uma vaga, batem de frente com gente muito bem preparada. É raro entrevistar um negro que fale outra língua, como inglês e espanhol. Por terem essa origem sofrida, muitas vezes não acreditam em seu potencial, e são tímidos.”
Em países como os Estados Unidos essa disparidade é bem menor, pois lá o negro tem tantas chances de estudar quanto o branco, já que a Educação é um benefício social. “No Brasil, historicamente se tem a marginalização desse grupo. Não será por mudança em lei que a participação dos negros no mercado de trabalho será modificada. É uma mudança a longo prazo. Por isso sou contra as cotas, que não solucionam nada”, diz Ribeiro.
por master | 21/11/11 | Ultimas Notícias
Colocar o orçamento em ordem é uma das maiores dificuldades do brasileiro, embora muitos se preocupem em controlar os gastos. A Nexxera, empresa de gestão de ambientes de negócios digitais, lançou junto à Yupee ferramenta para que o consumidor organize suas finanças pessoais. Portanto, com algumas anotações e cliques, e não deixando prazos vencerem, o usuário do instrumento evitará dores de cabeça como as proporcionadas pelos juros e multas.
A plataforma também contribui com o agendamento de pagamentos mensais, controle da entrada de dinheiro, separação de comprovantes de pagamentos de forma intuitiva e aplicação em fundos de investimentos por meio de cálculos cuja base são os desejos do usuário. Isso porque a ferramenta analisa, também, o quanto se pode investir com a renda e gastos médios mensais, com base em previsões da inflação.
E tudo isso de graça. “Há opção inclusive de pagamentos autorizados sem precisar acompanhar o valor da conta. A ferramenta disponibiliza a média dos últimos seis meses de despesas, então o cliente sabe o quanto deve gastar, aproximadamente, na próxima fatura”, diz o vice-presidente da Nexxera, Edenir Silva.
O site é inspirado na interface dos pacotes Google, que sofreram modificações recentemente para se tornarem mais amigáveis aos usuários.
CONSUMIDORES
O serviço chega ao consumidor na terceira versão; as duas primeiras foram disponibilizadas desde o ano passado para empresas. O cadastro não exige documentação – apenas nome de usuário e senha de acesso.
“O projeto foi pautado por três pilares, o social, o econômico e o ambiental. Cerca de 60% das pessoas na Capital saem de casa para fazer pagamento de contas em papéis, e isso do ponto de vista da sustentabilidade é um problema. Agora, (a ferramenta) é para evitar filas e gastar menos com taxas de emissão de boletos”, destaca o presidente da Nexxera, Edson Silva.
Para receber cobranças diretamente no programa, ainda é preciso esperar maior integração das empresas que geram faturas com as instituições financeiras, o que deve ser feito de modo progressivo. Segundo Edson, são 61 bancos atuando na rede da companhia e muitas outras empresas convidadas.
Para compensar a gratuidade do site, a ideia é que o site seja autofinanciável. “Claro que hoje os atuais usuários já geram renda. Com lançamento ao consumidor, a ideia é que empresas aproveitem isso para diminuir gastos com boletos”, diz Edson.
Segundo Edenir Silva, a previsão é atrair 5 milhões de clientes até dezembro do ano que vem. Hoje, são 31 mil usuários e até o mês que vem se calcula a adesão de 2 milhões de consumidores. “Imagine a quantidade de transações que serão feitas com média de 5 milhões de usuários. Somos pagos pela economia que proporcionamos a eles”, conta o presidente da Nexxera.
O fundador do Yupee e diretor Fabio Mainardi conta que são recolhidos R$ 35 milhões em Imposto de Renda anualmente no País. A ideia é conseguir atingir um quarto do volume no ápice de adesões.
Serviço: www.yupee.com.br
Companhia investe R$ 3 mi na plataforma e segurança de dados
Os executivos da Yupee não temem a desconfiança do usuário em adotar novas tecnologias – sobretudo quando ela envolve o bolso.Questionados sobre isso, eles afirmaram que a maior parte dos R$ 3 milhões investidos em um ano e meio de projeto teve como destino a segurança digital, para evitar roubo de dados.
“Todos os dados são armazenados nas ‘nuvens’ (em servidores próprios), e a ferramenta apenas faz intermediação de pagamentos, já que as transações ocorrem diretamente com os bancos e empresas”, diz o fundados e gestor do Yupee, Fabio Mainardi.
APLICATIVOS
Não há necessidade de downloads para usar o programa. Essa é uma opção para quem deseja mobilidade, podendo pagar contas e planejar receitas e despesas de qualquer lugar do planeta. Para isso, a companhia prepara aplicativos para Android (do Google) e Facebook – ambas estão no forno junto à versão melhorada do que já existe para iPhone. Todos serão gratuitos.
por master | 21/11/11 | Ultimas Notícias
Colocar o orçamento em ordem é uma das maiores dificuldades do brasileiro, embora muitos se preocupem em controlar os gastos. A Nexxera, empresa de gestão de ambientes de negócios digitais, lançou junto à Yupee ferramenta para que o consumidor organize suas finanças pessoais. Portanto, com algumas anotações e cliques, e não deixando prazos vencerem, o usuário do instrumento evitará dores de cabeça como as proporcionadas pelos juros e multas.
A plataforma também contribui com o agendamento de pagamentos mensais, controle da entrada de dinheiro, separação de comprovantes de pagamentos de forma intuitiva e aplicação em fundos de investimentos por meio de cálculos cuja base são os desejos do usuário. Isso porque a ferramenta analisa, também, o quanto se pode investir com a renda e gastos médios mensais, com base em previsões da inflação.
E tudo isso de graça. “Há opção inclusive de pagamentos autorizados sem precisar acompanhar o valor da conta. A ferramenta disponibiliza a média dos últimos seis meses de despesas, então o cliente sabe o quanto deve gastar, aproximadamente, na próxima fatura”, diz o vice-presidente da Nexxera, Edenir Silva.
O site é inspirado na interface dos pacotes Google, que sofreram modificações recentemente para se tornarem mais amigáveis aos usuários.
CONSUMIDORES
O serviço chega ao consumidor na terceira versão; as duas primeiras foram disponibilizadas desde o ano passado para empresas. O cadastro não exige documentação – apenas nome de usuário e senha de acesso.
“O projeto foi pautado por três pilares, o social, o econômico e o ambiental. Cerca de 60% das pessoas na Capital saem de casa para fazer pagamento de contas em papéis, e isso do ponto de vista da sustentabilidade é um problema. Agora, (a ferramenta) é para evitar filas e gastar menos com taxas de emissão de boletos”, destaca o presidente da Nexxera, Edson Silva.
Para receber cobranças diretamente no programa, ainda é preciso esperar maior integração das empresas que geram faturas com as instituições financeiras, o que deve ser feito de modo progressivo. Segundo Edson, são 61 bancos atuando na rede da companhia e muitas outras empresas convidadas.
Para compensar a gratuidade do site, a ideia é que o site seja autofinanciável. “Claro que hoje os atuais usuários já geram renda. Com lançamento ao consumidor, a ideia é que empresas aproveitem isso para diminuir gastos com boletos”, diz Edson.
Segundo Edenir Silva, a previsão é atrair 5 milhões de clientes até dezembro do ano que vem. Hoje, são 31 mil usuários e até o mês que vem se calcula a adesão de 2 milhões de consumidores. “Imagine a quantidade de transações que serão feitas com média de 5 milhões de usuários. Somos pagos pela economia que proporcionamos a eles”, conta o presidente da Nexxera.
O fundador do Yupee e diretor Fabio Mainardi conta que são recolhidos R$ 35 milhões em Imposto de Renda anualmente no País. A ideia é conseguir atingir um quarto do volume no ápice de adesões.
Serviço: www.yupee.com.br
Companhia investe R$ 3 mi na plataforma e segurança de dados
Os executivos da Yupee não temem a desconfiança do usuário em adotar novas tecnologias – sobretudo quando ela envolve o bolso.Questionados sobre isso, eles afirmaram que a maior parte dos R$ 3 milhões investidos em um ano e meio de projeto teve como destino a segurança digital, para evitar roubo de dados.
“Todos os dados são armazenados nas ‘nuvens’ (em servidores próprios), e a ferramenta apenas faz intermediação de pagamentos, já que as transações ocorrem diretamente com os bancos e empresas”, diz o fundados e gestor do Yupee, Fabio Mainardi.
APLICATIVOS
Não há necessidade de downloads para usar o programa. Essa é uma opção para quem deseja mobilidade, podendo pagar contas e planejar receitas e despesas de qualquer lugar do planeta. Para isso, a companhia prepara aplicativos para Android (do Google) e Facebook – ambas estão no forno junto à versão melhorada do que já existe para iPhone. Todos serão gratuitos.
por master | 21/11/11 | Ultimas Notícias
Para Jatene, consulta sobre cisão do Estado vai gerar ‘ressentimento’ na população
AGUIRRE TALENTO
DE BELÉM
O governador do Pará, Simão Jatene (PSDB), disse que o plebiscito para a divisão do Estado causará mágoas e ressentimentos entre a população paraense.
Em artigo publicado ontem nos jornais “Diário do Pará” e “O Liberal”, Jatene demonstrou preocupação com a crescente rivalidade entre os habitantes do Pará remanescente e os moradores dos possíveis novos Estados.
“Ainda que eu deseje o contrário, tudo leva a crer que, seja qual for o resultado do plebiscito, o dia seguinte será marcado por mágoas, ressentimentos e desconfianças que podem se tornar duradouras”, escreveu.
Foi a primeira vez que Jatene veio a público falar sobre o plebiscito, que ocorrerá em 11 de dezembro.
“Não posso aceitar que a luta pela divisão do território se transforme em divisão do nosso povo”, disse no artigo.
No próximo mês, os paraenses decidirão se querem que o Estado se divida e dê origem a outros dois: Carajás (sudeste) e Tapajós (oeste).
Ele classificou a campanha do plebiscito no horário gratuito na TV e no rádio como “vale tudo” e afirmou que estão tentando “destruir a autoestima do paraense”. Jatene pediu que os moradores impeçam a rivalidade.
“A Europa está cheia de exemplos em que as lutas religiosas, étnicas, deixaram feridas que não cicatrizaram. Não podemos permitir que isso aconteça conosco.”
por master | 21/11/11 | Ultimas Notícias
Para Jatene, consulta sobre cisão do Estado vai gerar ‘ressentimento’ na população
AGUIRRE TALENTO
DE BELÉM
O governador do Pará, Simão Jatene (PSDB), disse que o plebiscito para a divisão do Estado causará mágoas e ressentimentos entre a população paraense.
Em artigo publicado ontem nos jornais “Diário do Pará” e “O Liberal”, Jatene demonstrou preocupação com a crescente rivalidade entre os habitantes do Pará remanescente e os moradores dos possíveis novos Estados.
“Ainda que eu deseje o contrário, tudo leva a crer que, seja qual for o resultado do plebiscito, o dia seguinte será marcado por mágoas, ressentimentos e desconfianças que podem se tornar duradouras”, escreveu.
Foi a primeira vez que Jatene veio a público falar sobre o plebiscito, que ocorrerá em 11 de dezembro.
“Não posso aceitar que a luta pela divisão do território se transforme em divisão do nosso povo”, disse no artigo.
No próximo mês, os paraenses decidirão se querem que o Estado se divida e dê origem a outros dois: Carajás (sudeste) e Tapajós (oeste).
Ele classificou a campanha do plebiscito no horário gratuito na TV e no rádio como “vale tudo” e afirmou que estão tentando “destruir a autoestima do paraense”. Jatene pediu que os moradores impeçam a rivalidade.
“A Europa está cheia de exemplos em que as lutas religiosas, étnicas, deixaram feridas que não cicatrizaram. Não podemos permitir que isso aconteça conosco.”