NOVA CENTRAL SINDICAL
DE TRABALHADORES
DO ESTADO DO PARANÁ

UNICIDADE
DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

Governo quer humanizar e dar mais eficiência ao atendimento no SUS

Governo quer humanizar e dar mais eficiência ao atendimento no SUS

“Vamos enfrentar, com coragem, dois dos principais problemas da saúde pública: a superlotação nos prontos-socorros e a falta de leitos nos hospitais”.

A presidenta Dilma Rousseff fala sobre as ações que o governo lançou na semana passada para melhorar a qualidade e humanizar o atendimento na saúde púlica. Ela explica no programa desta semana que o SOS Emergências vai dar mais agilidade e eficiência ao atendimento nos prontos-socorros dos maiores hospitais do país, começando por 11 capitais. Já o Melhor em Casa, será o serviço de atendimento médico domicilitar do SUS – o Sistema Único de Saúde.

Transcrição

Apresentador: Olá, eu sou o Luciano Seixas e estou aqui para o Café com a Presidenta, o nosso encontro semanal com a presidenta Dilma Rousseff. Bom dia, presidenta! 

Presidenta: Bom dia, Luciano! E bom dia aos nossos ouvintes!

Apresentador: Presidenta, a senhora lançou, na semana passada, duas ações do governo na área de saúde: o SOS Emergências e o Melhor em Casa. Qual a importância destes programas? 

Presidenta: Olha, Luciano, esses dois programas são muito importantes. Estamos, com eles, dando mais um passo para melhorar a qualidade da saúde pública e aumentar a eficiência do atendimento do Sistema Único de Saúde, o nosso SUS. Com o SOS Emergências e o Melhor em Casa, vamos enfrentar, com coragem, dois dos principais problemas da saúde pública: a superlotação nos prontos-socorros e a falta de leitos nos hospitais. O SOS Emergências, sabe, Luciano, vai permitir que a população seja atendida com mais rapidez e qualidade nas urgências dos hospitais. Já o Melhor em Casa é um serviço de atendimento médico domiciliar, que vai evitar as internações para aquelas pessoas que podem receber o tratamento em casa. 

Apresentador: Bom, agora vamos falar de um programa de cada vez. O SOS Emergências vai reduzir a espera nos prontos-socorros? 

Presidenta: Olha, Luciano, esse é o nosso objetivo. Nossa ação para melhorarmos os prontos-socorros vai começar por 11 hospitais de referência, em nove capitais. Até 2014, Luciano, nós vamos chegar a 40 emergências atendidas em todos os estados da Federação. Para esse programa dar certo, precisamos melhorar a gestão dos hospitais e o treinamento das equipes. E, para isso, vamos contar com a parceria dos melhores hospitais do país, aqueles que são chamados de hospitais de excelência. Mas a gente sabe que não se resolve o problema da qualidade do atendimento somente melhorando os prontos-socorros.

Então, Luciano, o SOS Emergências estará integrado a outras ações do programa Saúde Toda Hora, que prevê investimentos de R$ 18,8 bilhões até 2014. Esses recursos vão para a rede do SAMU, para as UPAs 24 Horas, que são as Unidades de Pronto-Atendimento. Também serão utilizados para ampliação de leitos de UTI, para os serviços de atenção básica e no programa de atendimento médico domiciliar, o nosso Melhor em Casa. 

Apresentador: E sobre o Melhor em Casa, presidenta, ele é parecido com o que chamam de ‘Home Care’, da rede privada? 

Presidenta: A ideia é muito parecida. Oferecer a segurança e o cuidado do hospital no conforto do lar, onde o paciente terá o carinho da família e menor risco de infecções. Por isso ele chama Melhor em Casa. Hoje, o atendimento domiciliar já é adotado, como você sabe, na rede privada de saúde; e também temos algumas experiências municipais muito bem sucedidas. Nós então, Luciano, decidimos oferecer o tratamento domiciliar para humanizar o serviço público de saúde. Esse projeto é ainda mais positivo para os idosos, principalmente com o aumento da expectativa de vida no país. Nós vamos atender, em suas próprias casas, os doentes crônicos, os pacientes que estão em recuperação de cirurgias e as pessoas em processo de reabilitação motora. Para implantar esse programa, Luciano, nós vamos investir R$ 1 bilhão até 2014. Serão contratadas mil equipes de Atenção Domiciliar, e mais 400 equipes de apoio. Os governos estaduais e as prefeituras serão nossos queridos parceiros, porque um programa dessa dimensão, ele precisa de uma ação integrada. Eles é que vão selecionar, contratar e coordenar o trabalho das equipes do Melhor em Casa. Quando as mil equipes estiverem habilitadas, nós vamos conseguir atender 60 mil pacientes em suas casas, em todo o Brasil. Agora, tem uma coisa importante, os médicos dos hospitais vão indicar o tratamento domiciliar dependendo do caso de cada paciente. Mas opção de aderir ao programa será sempre do paciente e de sua família. Porque você sabe, não é, Luciano, há famílias que têm condições de receber os pacientes em casa, e outras famílias, infelizmente, não têm. 

Apresentador: Presidenta, nosso tempo chegou ao fim. 

Presidenta: Queria lembrar só mais uma coisa sobre o nosso Sistema Público de Saúde. O Brasil, Luciano, é o único país do mundo com mais de 100 milhões de habitantes que assumiu o desafio de ter um sistema universal, público, gratuito e, que nós queremos, de qualidade. Dos 190 milhões de brasileiros, 145 milhões dependem do SUS, veja só. Sabemos que é uma tarefa enorme, mas nós vamos enfrentar esse desafio, Luciano, porque os brasileiros e as brasileiras merecem uma saúde de qualidade. 

Apresentador: Presidenta, muito obrigado por mais esse Café. 

Presidenta: Muito obrigada a você. E um bom-dia para todos aqueles que nos acompanharam até agora! 

Apresentador: Você pode acessar este programa na internet, o endereço é www.cafe.ebc.com.br. Voltamos segunda-feira, até lá!

 

Governo quer humanizar e dar mais eficiência ao atendimento no SUS

Governo quer humanizar e dar mais eficiência ao atendimento no SUS

“Vamos enfrentar, com coragem, dois dos principais problemas da saúde pública: a superlotação nos prontos-socorros e a falta de leitos nos hospitais”.

A presidenta Dilma Rousseff fala sobre as ações que o governo lançou na semana passada para melhorar a qualidade e humanizar o atendimento na saúde púlica. Ela explica no programa desta semana que o SOS Emergências vai dar mais agilidade e eficiência ao atendimento nos prontos-socorros dos maiores hospitais do país, começando por 11 capitais. Já o Melhor em Casa, será o serviço de atendimento médico domicilitar do SUS – o Sistema Único de Saúde.

Transcrição

Apresentador: Olá, eu sou o Luciano Seixas e estou aqui para o Café com a Presidenta, o nosso encontro semanal com a presidenta Dilma Rousseff. Bom dia, presidenta! 

Presidenta: Bom dia, Luciano! E bom dia aos nossos ouvintes!

Apresentador: Presidenta, a senhora lançou, na semana passada, duas ações do governo na área de saúde: o SOS Emergências e o Melhor em Casa. Qual a importância destes programas? 

Presidenta: Olha, Luciano, esses dois programas são muito importantes. Estamos, com eles, dando mais um passo para melhorar a qualidade da saúde pública e aumentar a eficiência do atendimento do Sistema Único de Saúde, o nosso SUS. Com o SOS Emergências e o Melhor em Casa, vamos enfrentar, com coragem, dois dos principais problemas da saúde pública: a superlotação nos prontos-socorros e a falta de leitos nos hospitais. O SOS Emergências, sabe, Luciano, vai permitir que a população seja atendida com mais rapidez e qualidade nas urgências dos hospitais. Já o Melhor em Casa é um serviço de atendimento médico domiciliar, que vai evitar as internações para aquelas pessoas que podem receber o tratamento em casa. 

Apresentador: Bom, agora vamos falar de um programa de cada vez. O SOS Emergências vai reduzir a espera nos prontos-socorros? 

Presidenta: Olha, Luciano, esse é o nosso objetivo. Nossa ação para melhorarmos os prontos-socorros vai começar por 11 hospitais de referência, em nove capitais. Até 2014, Luciano, nós vamos chegar a 40 emergências atendidas em todos os estados da Federação. Para esse programa dar certo, precisamos melhorar a gestão dos hospitais e o treinamento das equipes. E, para isso, vamos contar com a parceria dos melhores hospitais do país, aqueles que são chamados de hospitais de excelência. Mas a gente sabe que não se resolve o problema da qualidade do atendimento somente melhorando os prontos-socorros.

Então, Luciano, o SOS Emergências estará integrado a outras ações do programa Saúde Toda Hora, que prevê investimentos de R$ 18,8 bilhões até 2014. Esses recursos vão para a rede do SAMU, para as UPAs 24 Horas, que são as Unidades de Pronto-Atendimento. Também serão utilizados para ampliação de leitos de UTI, para os serviços de atenção básica e no programa de atendimento médico domiciliar, o nosso Melhor em Casa. 

Apresentador: E sobre o Melhor em Casa, presidenta, ele é parecido com o que chamam de ‘Home Care’, da rede privada? 

Presidenta: A ideia é muito parecida. Oferecer a segurança e o cuidado do hospital no conforto do lar, onde o paciente terá o carinho da família e menor risco de infecções. Por isso ele chama Melhor em Casa. Hoje, o atendimento domiciliar já é adotado, como você sabe, na rede privada de saúde; e também temos algumas experiências municipais muito bem sucedidas. Nós então, Luciano, decidimos oferecer o tratamento domiciliar para humanizar o serviço público de saúde. Esse projeto é ainda mais positivo para os idosos, principalmente com o aumento da expectativa de vida no país. Nós vamos atender, em suas próprias casas, os doentes crônicos, os pacientes que estão em recuperação de cirurgias e as pessoas em processo de reabilitação motora. Para implantar esse programa, Luciano, nós vamos investir R$ 1 bilhão até 2014. Serão contratadas mil equipes de Atenção Domiciliar, e mais 400 equipes de apoio. Os governos estaduais e as prefeituras serão nossos queridos parceiros, porque um programa dessa dimensão, ele precisa de uma ação integrada. Eles é que vão selecionar, contratar e coordenar o trabalho das equipes do Melhor em Casa. Quando as mil equipes estiverem habilitadas, nós vamos conseguir atender 60 mil pacientes em suas casas, em todo o Brasil. Agora, tem uma coisa importante, os médicos dos hospitais vão indicar o tratamento domiciliar dependendo do caso de cada paciente. Mas opção de aderir ao programa será sempre do paciente e de sua família. Porque você sabe, não é, Luciano, há famílias que têm condições de receber os pacientes em casa, e outras famílias, infelizmente, não têm. 

Apresentador: Presidenta, nosso tempo chegou ao fim. 

Presidenta: Queria lembrar só mais uma coisa sobre o nosso Sistema Público de Saúde. O Brasil, Luciano, é o único país do mundo com mais de 100 milhões de habitantes que assumiu o desafio de ter um sistema universal, público, gratuito e, que nós queremos, de qualidade. Dos 190 milhões de brasileiros, 145 milhões dependem do SUS, veja só. Sabemos que é uma tarefa enorme, mas nós vamos enfrentar esse desafio, Luciano, porque os brasileiros e as brasileiras merecem uma saúde de qualidade. 

Apresentador: Presidenta, muito obrigado por mais esse Café. 

Presidenta: Muito obrigada a você. E um bom-dia para todos aqueles que nos acompanharam até agora! 

Apresentador: Você pode acessar este programa na internet, o endereço é www.cafe.ebc.com.br. Voltamos segunda-feira, até lá!

 

Pagamento de dívidas será principal uso do 13.º salário

Pagamento de dívidas será principal uso do 13.º salário

Pensar primeiro na saúde financeira para depois presentear as pessoas é a orientação dos especialistas em finanças pessoais

A compra de presentes e o gasto com festas estão na retaguarda das intenções de uso do 13.º salário pelos curitibanos, de acordo com um levantamento da Paraná Pesquisas feito com exclusividade para a Gazeta do Povo. Pouco mais da metade dos entrevistados (50,57%) coloca em primeiro lugar o pagamento de dívidas, seguido pela poupança (14,18%), pelo investimento em viagens (9,20%) e pela construção ou reforma da casa (8,43%). A pesquisa mostra ainda que o valor de cada presente deve ficar próximo de R$ 50, confirmando as expectativas da Associação Comercial do Paraná (ACP), que vem percebendo redução na intenção de gastos desde outubro e prevê um Natal de consumo mais modesto em 2011.

Pensar primeiro na saúde financeira para depois presentear as pessoas é a orientação dos especialistas em finanças pessoais, que destacam as contas do início de ano como uma das razões para que o dinheiro vá para a poupança. “Aqueles que vão pagar dívidas devem aprender a lição para no ano que vem poder fazer como os outros, que vão investir ou viajar com o dinheiro extra”, recomenda o consultor de finanças pessoais Altemir Farinhas.

O assessor executivo e estudante de Direito Roberto Simoni Neto, de 20 anos, já definiu o destino do seu primeiro 13.º salário: aplicações na previdência privada. Todo o mês ele investe entre R$ 150 e R$ 200 nesta aplicação, e coloca outros R$ 50 na poupança. “Meu décimo terceiro vai inteiro para a previdência. Já aprendi a viver com o meu salário mensal e este extra vai para o planejamento do futuro. Posso usar a remuneração das férias e do abono para gastar”, avalia.

Infelizmente, na opinião do professor de finanças de MBA do ISAE/FGV Marco Cunha, o perfil do estudante não é a média do brasileiro, que no geral usa o dinheiro para pagar contas ou gastar com as festas de fim do ano. “É preciso ter responsabilidade financeira para planejar o décimo terceiro como aplicação. As pessoas precisam deixar de ser imediatistas e pensar em investimentos”, alerta.

De acordo com a pesquisa, apenas 7% dos entrevistados pretendem gastar o dinheiro extra com presentes de Natal. Mesmo assim, três em cada quatro curitibanos comprarão ao menos uma lembrança neste fim de ano, 57% vão dar pelo menos quatro presentes e 66% gastarão até R$ 50 com cada compra.

Pelo número de lembranças e pelo preço delas, os moradores de Curitiba devem deixar ao menos R$ 200 no comércio, para a alegria dos lojistas da cidade. O dinheiro, à vista, ainda é a forma preferida de pagamento entre os curitibanos.

O consultor econômico da ACP, Claudio Shimoyama, ressalta que apesar dos tíquetes médios mais baixos que no ano passado, os consumidores irão às compras neste ano. “Eles vão quitar suas contas e voltar a consumir. Por isso um alerta aos comerciantes: negociem as dívidas porque os clientes estão dispostos a voltar ao comércio”, salienta.Lojistas apostam em alta de 8% nas vendas

Apesar de 57% dos comerciantes responderem que vão incrementar seus estoques, houve uma queda significativa desse porcentual, que já foi de 80% em setembro, revelando maior prudência dos lojistas. A diminuição do poder aquisitivo, a queda de expectativa futura do consumidor e a desaceleração das vendas depois do Dia das Crianças explicariam essa cautela.

A sondagem da ACP, encomendada ao Instituto Datacenso, ouviu 200 comerciantes de Curitiba, entre 25 e 28 de outubro, com margem de erro de 7%.

Orientações

O professor de Finanças do MBA do ISAE/FGV Marco Cunha cita três dos perfis mais comuns de consumo entre os brasileiros. Veja qual o seu e saiba o que fazer com o dinheiro extra que chega nas próximas semanas:

Consciente: uma opção prudente para “gastar” o 13º salário é guardá-lo para quitar as dívidas que provavelmente pesarão no bolso no próximo ano. Nesse caso, a dica é separar o dinheiro extra para o pagamento de impostos, como o IPTU e o IPVA, e despesas referentes à escola dos filhos, como material e uniforme. Quem gasta todo o dinheiro no fim do ano pode voltar à rotina no ano que vem com descontrole das finanças. Gastador: o brasileiro tem o hábito histórico de planejar a chegada do 13º salário com gastos, seja com a compra de produtos que têm anseio de ter ou para presentear os familiares. A recomendação é que se tenha um pouco mais de paciência na hora de tomar a decisão de gastar o dinheiro extra – se possível, separe um pouco para as contas de início do ano. Endividado: a chegada do 13º salário é o momento certo para quitar as dívidas. Procure dar preferência às contas com juros mais altos, como o cartão de crédito e o cheque especial. Tente quitar o máximo de dívidas possível; pense bem antes de fazer novas contas nesse período; e foque na poupança.

O levantamento da Paraná Pesquisas demonstra que o comportamento de mais cautela do consumidor neste fim de ano já era o esperado pelos lojistas. A última pesquisa da Associação Comercial do Paraná (ACP), feita em outubro, revela que o otimismo do comércio caiu nos últimos meses. A expectativa de crescimento também mudou. Em setembro, estimava-se alta nas vendas de 14%, mas agora se fala em 8%.

divida13salario

Pagamento de dívidas será principal uso do 13.º salário

Pagamento de dívidas será principal uso do 13.º salário

Pensar primeiro na saúde financeira para depois presentear as pessoas é a orientação dos especialistas em finanças pessoais

A compra de presentes e o gasto com festas estão na retaguarda das intenções de uso do 13.º salário pelos curitibanos, de acordo com um levantamento da Paraná Pesquisas feito com exclusividade para a Gazeta do Povo. Pouco mais da metade dos entrevistados (50,57%) coloca em primeiro lugar o pagamento de dívidas, seguido pela poupança (14,18%), pelo investimento em viagens (9,20%) e pela construção ou reforma da casa (8,43%). A pesquisa mostra ainda que o valor de cada presente deve ficar próximo de R$ 50, confirmando as expectativas da Associação Comercial do Paraná (ACP), que vem percebendo redução na intenção de gastos desde outubro e prevê um Natal de consumo mais modesto em 2011.

Pensar primeiro na saúde financeira para depois presentear as pessoas é a orientação dos especialistas em finanças pessoais, que destacam as contas do início de ano como uma das razões para que o dinheiro vá para a poupança. “Aqueles que vão pagar dívidas devem aprender a lição para no ano que vem poder fazer como os outros, que vão investir ou viajar com o dinheiro extra”, recomenda o consultor de finanças pessoais Altemir Farinhas.

O assessor executivo e estudante de Direito Roberto Simoni Neto, de 20 anos, já definiu o destino do seu primeiro 13.º salário: aplicações na previdência privada. Todo o mês ele investe entre R$ 150 e R$ 200 nesta aplicação, e coloca outros R$ 50 na poupança. “Meu décimo terceiro vai inteiro para a previdência. Já aprendi a viver com o meu salário mensal e este extra vai para o planejamento do futuro. Posso usar a remuneração das férias e do abono para gastar”, avalia.

Infelizmente, na opinião do professor de finanças de MBA do ISAE/FGV Marco Cunha, o perfil do estudante não é a média do brasileiro, que no geral usa o dinheiro para pagar contas ou gastar com as festas de fim do ano. “É preciso ter responsabilidade financeira para planejar o décimo terceiro como aplicação. As pessoas precisam deixar de ser imediatistas e pensar em investimentos”, alerta.

De acordo com a pesquisa, apenas 7% dos entrevistados pretendem gastar o dinheiro extra com presentes de Natal. Mesmo assim, três em cada quatro curitibanos comprarão ao menos uma lembrança neste fim de ano, 57% vão dar pelo menos quatro presentes e 66% gastarão até R$ 50 com cada compra.

Pelo número de lembranças e pelo preço delas, os moradores de Curitiba devem deixar ao menos R$ 200 no comércio, para a alegria dos lojistas da cidade. O dinheiro, à vista, ainda é a forma preferida de pagamento entre os curitibanos.

O consultor econômico da ACP, Claudio Shimoyama, ressalta que apesar dos tíquetes médios mais baixos que no ano passado, os consumidores irão às compras neste ano. “Eles vão quitar suas contas e voltar a consumir. Por isso um alerta aos comerciantes: negociem as dívidas porque os clientes estão dispostos a voltar ao comércio”, salienta.Lojistas apostam em alta de 8% nas vendas

Apesar de 57% dos comerciantes responderem que vão incrementar seus estoques, houve uma queda significativa desse porcentual, que já foi de 80% em setembro, revelando maior prudência dos lojistas. A diminuição do poder aquisitivo, a queda de expectativa futura do consumidor e a desaceleração das vendas depois do Dia das Crianças explicariam essa cautela.

A sondagem da ACP, encomendada ao Instituto Datacenso, ouviu 200 comerciantes de Curitiba, entre 25 e 28 de outubro, com margem de erro de 7%.

Orientações

O professor de Finanças do MBA do ISAE/FGV Marco Cunha cita três dos perfis mais comuns de consumo entre os brasileiros. Veja qual o seu e saiba o que fazer com o dinheiro extra que chega nas próximas semanas:

Consciente: uma opção prudente para “gastar” o 13º salário é guardá-lo para quitar as dívidas que provavelmente pesarão no bolso no próximo ano. Nesse caso, a dica é separar o dinheiro extra para o pagamento de impostos, como o IPTU e o IPVA, e despesas referentes à escola dos filhos, como material e uniforme. Quem gasta todo o dinheiro no fim do ano pode voltar à rotina no ano que vem com descontrole das finanças. Gastador: o brasileiro tem o hábito histórico de planejar a chegada do 13º salário com gastos, seja com a compra de produtos que têm anseio de ter ou para presentear os familiares. A recomendação é que se tenha um pouco mais de paciência na hora de tomar a decisão de gastar o dinheiro extra – se possível, separe um pouco para as contas de início do ano. Endividado: a chegada do 13º salário é o momento certo para quitar as dívidas. Procure dar preferência às contas com juros mais altos, como o cartão de crédito e o cheque especial. Tente quitar o máximo de dívidas possível; pense bem antes de fazer novas contas nesse período; e foque na poupança.

O levantamento da Paraná Pesquisas demonstra que o comportamento de mais cautela do consumidor neste fim de ano já era o esperado pelos lojistas. A última pesquisa da Associação Comercial do Paraná (ACP), feita em outubro, revela que o otimismo do comércio caiu nos últimos meses. A expectativa de crescimento também mudou. Em setembro, estimava-se alta nas vendas de 14%, mas agora se fala em 8%.

divida13salario

Governo quer humanizar e dar mais eficiência ao atendimento no SUS

Investimento em obras do PAC cai pela primeira vez

Gastos contabilizados até outubro são 14% menores que os do ano passado
Esforço para conter despesas provoca atrasos em projetos que o próprio governo considerou prioritários

 

Projetos de grande visibilidade considerados prioritários pelo governo, como a Ferrovia Norte-Sul, a transposição do rio São Francisco e a urbanização de favelas no Rio tiveram menos dinheiro. A transposição do São Francisco, cujo objetivo é levar mais água para uma parte da região Nordeste, que fora prometida para este ano, só deve ficar pronta em 2014.

Algumas ações receberam mais recursos, entre elas a ampliação de estradas nas regiões Sul e Norte do país e as novas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) lançadas pelo Ministério da Saúde. O governo pretende apresentar amanhã mais um balanço do PAC, lançado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início de seu segundo mandato para acelerar obras de infraestrutura e outros projetos prioritários.

O governo gastou R$ 14 bilhões com as obras do PAC até outubro, incluindo gastos previstos no orçamento deste ano e dívidas herdadas de anos anteriores. No ano passado, foram gastos R$ 16 bilhões até outubro, em valores corrigidos pela inflação. Os desembolsos até outubro equivalem a 55% do orçamento do programa para este ano. O governo teria que acelerar muito os gastos nos dois meses do ano que restam se quisesse repetir o desempenho dos anos anteriores.

Até o ano passado, quando o governo aumentou seus gastos para fazer a economia crescer e dar impulso à campanha de Dilma Rousseff à Presidência, o investimento nas obras do PAC aumentou em mais de 30% por ano. Como chefe da Casa Civil no governo Lula, Dilma foi a principal responsável pela gestão do PAC. Na campanha de 2010, o programa se transformou numa das principais vitrines do governo petista.

Depois de assumir a Presidência, Dilma transferiu a gestão do PAC para o Ministério do Planejamento e prometeu preservar o programa dos cortes orçamentários feitos para controlar a inflação. O esforço do governo para cumprir suas metas fiscais neste ano foi garantido pelo aumento da arrecadação de impostos e pelo freio nos investimentos, que compensaram aumentos de despesas ocorridos em outros setores.

Os gastos com pessoal cresceram 4% nos dez primeiros meses deste ano, em relação a 2010, descontada a inflação. As despesas correntes, incluindo gastos administrativos, Previdência Social e programas como o Bolsa Família, subiram 6%. 

DIMMI AMORA
DE BRASÍLIA

Os gastos com obras públicas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) encolheram neste ano, refletindo as dificuldades que o governo tem encontrado para sustentar seu ambicioso programa de investimentos num cenário econômico adverso. Os desembolsos com obras do PAC de janeiro a outubro deste ano foram 14% menores do que no mesmo período do ano passado. Este é o primeiro ano em que os gastos diminuem desde o lançamento do programa, em 2007.