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BNDES impulsiona maior presença brasileira na América Latina

BNDES impulsiona maior presença brasileira na América Latina

Há algo em comum em vários projetos de infraestrutura da América do Sul. Projetos que vão da ampliação do metrô de Caracas à construção da uma estrada na Bolívia, passando pela criação de uma hidroelétrica no Peru. Os três têm financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Ampliando o crédito a empresas brasileiras, o banco vem permitindo uma expansão nunca vista das multinacionais do Brasil na região.

Segundo cifras do BNDES, seus empréstimos para financiar obras de companhias brasileiras na América Latina e Caribe cresceram 1.082% entre 2001 e 2010.

A instituição prevê que este ano seus investimentos na região cheguem a cerca de US$ 860 milhões (um novo aumento em relação ao ano prévio), boa parte deles concentrados na América do Sul.

Além disso, o papel do banco estatal também parece despertar questionamentos. Para alguns, esse papel vai muito além do aspecto comercial ou econômico.

“O BNDES é claramente um instrumento brasileiro para ganhar poder e influência na região”, afirmou o especialista em América Latina Thiago de Aragão, do centro de análises Arko Advide, com sede em Brasília.

Internacionalização

Uma pergunta essencial é sobre a exata estratégia internacional do BNDES.

A questão ganhou relevância diante de polêmicas recentes em torno de alguns projetos regionais de empresas brasileiras financiadas pelo banco.

O BNDES é claramente um instrumento brasileiros para ganhar poder e influência na região “

Thiago de Aragão, especialista em América Latina do centro de análises Arko Advice

Um deles foi a construção de uma estrada na Bolívia, executada pela empreiteira OAS. O projeto foi interrompido pelo governo de Evo Morales após uma onda de protestos de grupos indígenas, descontentes com o fato de a via passar por uma reserva ambiental.

“Não é um empréstimo direto para os países. Os empréstimos são oferecidos para as empresas brasileiras que se instalam ou têm projetos em outros países”, explicou o embaixador Rubens Barbosa, que preside o conselho do comércio exterior da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo).

A superintendente de Comércio Exterior do BNDES, Luciane Machado, disse que o objetivo é “apoiar a estratégia de internacionalização das empresas brasileiras na região.”

Em entrevista à BBC, ela afirmou que os negócios que sustentam o banco são feitos respeitando “as soberanias locais e os processos eleitorais dos respectivos governos”.

Mas ela admitiu que a maior inserção das empresas brasileiras em outros países pode dar ao Brasil “mais visibilidade e uma interlocução melhor na região”.

“Agora, não estou de acordo com a ideia de que façamos essas operações para conquistar esse tipo de resultado.”

Chineses

O financiamento do BNDES para exportar bens e serviços brasileiros se realiza a taxas de interesse que muitos vêm como diferenciadas, para dar competitividade às empresas brasileiras.

No entanto, a superintendente da instituição também rechaça essa afirmação, argumentando que “os interesses que cobra o banco se baseiam na taxa Libor” e são ajustados de acordo com o risco da operação.

Na Bolívia, projeto com financiamento do BNDES foi alvo de protestos por parte dos indígenas

“Em alguns casos podem chegar a 7% e em outros podem ser mais, não é uma taxa fixa.”

Um argumento do BNDES é que seu apoio permite às empresas brasileiras competir em licitações com outras multinacionais que também têm respaldo de seus respectivos países.

“Se o Brasil não for capaz de financiar por meio do BNDES as exportações de bens e serviços, os chineses certamente vão fazer isso. Os espanhóis fizeram isso por muito tempo” e “os americanos tradicionalmente com o banco Ex-im”, disse Machado.

O apoio do banco brasileiro costuma significar uma vantagem comparativa para as companhias nacionais frente a outras de países latinoamericanos que precisam de instrumentos similares.

‘Imagem expansionista’

“É lamentável que outros países não tenham um instituto como o BNDES, que é uma importante maneira de alavancar as empresas brasileiras”, afirmou o ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso em entrevista à BBC.

“Institucionalmente, o Brasil se programou melhor que os outros países para isso.’

Além disso, alguns questionam o fato de o Estado brasileiro promover empresas privadas do país no exterior.

Se o Brasil não for capaz de financiar por meio do BNDES as exportações de bens e serviços, os chineses certamente vão fazer isso”

Luciane Machado, superintendente de Comércio Exterior do BNDES

O ex-presidente boliviano Carlos Mesa disse, em julho, que esse “casamento” privado-estatal brasileiro “é perigoso e cria uma imagem expansionista”, de acordo com uma reportagem do jornal Valor Econômico.

O BNDES foi criado em 1952 para apoiar o desenvolvimento do Brasil, mas seus financiamentos a obras de infraestrutura da região são bastante recentes.

Trampolim

O aumento desses empréstimos ocorreu principalmente durante os governos do PT, primeiro com Lula e agora com Dilma Rousseff.

O BNDES possui hoje uma carteira de US$ 17,2 milhões para o financiamento de obras de infraestrutura na América Latina.

Essa capacidade financeira tem servido como trampolim para o crescimento no exterior de empresas nacionais como a Andrade Gutierrez, OAS, Queiroz Galvão e Odebrecht.

O banco financia projetos em toda a América Latina, desde gasodutos na Argentina até portos no Pacífico. Além de apoiar empresas brasileiras em Cuba e na República Dominicana e até no continente africano.

Aragão, da Arko Advice, afirma que um requisito básico do BNDES para apoiar projetos é a viabilidade financeira dos mesmos, mas a estratégia por trás é sobre tudo geopolítica.

“O interesse número um do Brasil é se colocar como o país mais influente da região e fazer com que os vizinhos reconheçam o Brasil com um instrumento de desenvolvimento regional. E o BNDES é o instrumento perfeito para isso.”

BNDES impulsiona maior presença brasileira na América Latina

BNDES impulsiona maior presença brasileira na América Latina

Há algo em comum em vários projetos de infraestrutura da América do Sul. Projetos que vão da ampliação do metrô de Caracas à construção da uma estrada na Bolívia, passando pela criação de uma hidroelétrica no Peru. Os três têm financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Ampliando o crédito a empresas brasileiras, o banco vem permitindo uma expansão nunca vista das multinacionais do Brasil na região.

Segundo cifras do BNDES, seus empréstimos para financiar obras de companhias brasileiras na América Latina e Caribe cresceram 1.082% entre 2001 e 2010.

A instituição prevê que este ano seus investimentos na região cheguem a cerca de US$ 860 milhões (um novo aumento em relação ao ano prévio), boa parte deles concentrados na América do Sul.

Além disso, o papel do banco estatal também parece despertar questionamentos. Para alguns, esse papel vai muito além do aspecto comercial ou econômico.

“O BNDES é claramente um instrumento brasileiro para ganhar poder e influência na região”, afirmou o especialista em América Latina Thiago de Aragão, do centro de análises Arko Advide, com sede em Brasília.

Internacionalização

Uma pergunta essencial é sobre a exata estratégia internacional do BNDES.

A questão ganhou relevância diante de polêmicas recentes em torno de alguns projetos regionais de empresas brasileiras financiadas pelo banco.

O BNDES é claramente um instrumento brasileiros para ganhar poder e influência na região “

Thiago de Aragão, especialista em América Latina do centro de análises Arko Advice

Um deles foi a construção de uma estrada na Bolívia, executada pela empreiteira OAS. O projeto foi interrompido pelo governo de Evo Morales após uma onda de protestos de grupos indígenas, descontentes com o fato de a via passar por uma reserva ambiental.

“Não é um empréstimo direto para os países. Os empréstimos são oferecidos para as empresas brasileiras que se instalam ou têm projetos em outros países”, explicou o embaixador Rubens Barbosa, que preside o conselho do comércio exterior da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo).

A superintendente de Comércio Exterior do BNDES, Luciane Machado, disse que o objetivo é “apoiar a estratégia de internacionalização das empresas brasileiras na região.”

Em entrevista à BBC, ela afirmou que os negócios que sustentam o banco são feitos respeitando “as soberanias locais e os processos eleitorais dos respectivos governos”.

Mas ela admitiu que a maior inserção das empresas brasileiras em outros países pode dar ao Brasil “mais visibilidade e uma interlocução melhor na região”.

“Agora, não estou de acordo com a ideia de que façamos essas operações para conquistar esse tipo de resultado.”

Chineses

O financiamento do BNDES para exportar bens e serviços brasileiros se realiza a taxas de interesse que muitos vêm como diferenciadas, para dar competitividade às empresas brasileiras.

No entanto, a superintendente da instituição também rechaça essa afirmação, argumentando que “os interesses que cobra o banco se baseiam na taxa Libor” e são ajustados de acordo com o risco da operação.

Na Bolívia, projeto com financiamento do BNDES foi alvo de protestos por parte dos indígenas

“Em alguns casos podem chegar a 7% e em outros podem ser mais, não é uma taxa fixa.”

Um argumento do BNDES é que seu apoio permite às empresas brasileiras competir em licitações com outras multinacionais que também têm respaldo de seus respectivos países.

“Se o Brasil não for capaz de financiar por meio do BNDES as exportações de bens e serviços, os chineses certamente vão fazer isso. Os espanhóis fizeram isso por muito tempo” e “os americanos tradicionalmente com o banco Ex-im”, disse Machado.

O apoio do banco brasileiro costuma significar uma vantagem comparativa para as companhias nacionais frente a outras de países latinoamericanos que precisam de instrumentos similares.

‘Imagem expansionista’

“É lamentável que outros países não tenham um instituto como o BNDES, que é uma importante maneira de alavancar as empresas brasileiras”, afirmou o ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso em entrevista à BBC.

“Institucionalmente, o Brasil se programou melhor que os outros países para isso.’

Além disso, alguns questionam o fato de o Estado brasileiro promover empresas privadas do país no exterior.

Se o Brasil não for capaz de financiar por meio do BNDES as exportações de bens e serviços, os chineses certamente vão fazer isso”

Luciane Machado, superintendente de Comércio Exterior do BNDES

O ex-presidente boliviano Carlos Mesa disse, em julho, que esse “casamento” privado-estatal brasileiro “é perigoso e cria uma imagem expansionista”, de acordo com uma reportagem do jornal Valor Econômico.

O BNDES foi criado em 1952 para apoiar o desenvolvimento do Brasil, mas seus financiamentos a obras de infraestrutura da região são bastante recentes.

Trampolim

O aumento desses empréstimos ocorreu principalmente durante os governos do PT, primeiro com Lula e agora com Dilma Rousseff.

O BNDES possui hoje uma carteira de US$ 17,2 milhões para o financiamento de obras de infraestrutura na América Latina.

Essa capacidade financeira tem servido como trampolim para o crescimento no exterior de empresas nacionais como a Andrade Gutierrez, OAS, Queiroz Galvão e Odebrecht.

O banco financia projetos em toda a América Latina, desde gasodutos na Argentina até portos no Pacífico. Além de apoiar empresas brasileiras em Cuba e na República Dominicana e até no continente africano.

Aragão, da Arko Advice, afirma que um requisito básico do BNDES para apoiar projetos é a viabilidade financeira dos mesmos, mas a estratégia por trás é sobre tudo geopolítica.

“O interesse número um do Brasil é se colocar como o país mais influente da região e fazer com que os vizinhos reconheçam o Brasil com um instrumento de desenvolvimento regional. E o BNDES é o instrumento perfeito para isso.”

BNDES impulsiona maior presença brasileira na América Latina

Tea Party e Ocupe Wall Street mostram polarização nos EUA a um ano de eleição

A um ano da eleição presidencial de 6 de novembro de 2012, o presidente Barack Obama e seus adversários republicanos que buscam a indicação do partido para concorrer à Presidência dos Estados Unidos enfrentam um ambiente cada vez mais polarizado e com profundas divisões ideológicas, no qual movimentos como o Tea Party, à direita, e o Ocupe Wall Street, à esquerda, vêm ganhando destaque.

As eleições americanas tradicionalmente concentram todas as atenções nos candidatos democrata e republicano, com suas gigantescas máquinas eleitorais, campanhas publicitárias, debates e batalhas por Estados-chave.

Mas em 2012, o presidente Barack Obama e seu adversário republicano terão ainda de lidar com a maciça presença de protestos organizados por movimentos que nenhum dos dois lados pode controlar.

Tanto o Tea Party, que reúne diversos grupos conservadores, como os protestos contra a desigualdade, o desemprego e as grandes corporações iniciados com o Ocupe Wall Street, em Nova York, e espalhados por todo o país, têm em comum o descontentamento com a situação política e econômica do país e devem ter impacto na votação do próximo ano, apesar de ambos recusarem as comparações.

Incógnita

Mas se o Tea Party já mostrou sua força nas eleições legislativas do ano passado, quando elegeu vários de seus candidatos, e há pré-candidatos republicanos abertamente identificados com o movimento, como Michele Bachmann, a força dos protestos inspirados no Ocupe Wall Street, surgido há menos de dois meses, ainda precisa ser testada.

Os participantes dos protestos do Ocupe Wall Street têm perfil variado e rejeitam qualquer ligação com o Partido Democrata, mas o crescimento do movimento e, principalmente, a simpatia do público americano por sua mensagem de frustração, fazem com que seja observado com atenção por ambos os partidos.

“Enquanto o Tea Party serviu de combustível para o entusiasmo do Partido Republicano nas eleições de 2010, ainda não há prova de que os manifestantes do Ocupe Wall Street farão o mesmo pelos democratas”, dizem os analistas Aaron Blake e Chris Cillizza, do jornalWashington Post.

“Dito isso, o movimento (Ocupe Wall Street) pode favorecer significativamente os democratas”, afirmam, ao observar que ainda é preciso saber se o movimento vai motivar os até agora pouco empolgados eleitores identificados com a esquerda a votar.

Insatisfação

Diversas pesquisas mostram que a principal preocupação dos eleitores americanos é a economia, em um momento em que o país cresce em um ritmo considerado lento demais para baixar a taxa de desemprego – atualmente em 9%, patamar mantido há dois anos – e em que há o temor de uma nova recessão.

Uma pesquisa divulgada neste domingo peloWashington Post e pela rede de TVABC News revela que a insatisfação com o governo atingiu níveis recordes.

Nesse cenário, analistas já afirmam que esta será a reeleição mais difícil de um presidente americano desde 1992, quando Bill Clinton tirou George Bush pai da Casa Branca.

Obama tenta evitar o mesmo destino de Bush, Gerald Ford ou Jimmy Carter, integrantes da temida lista de presidentes americanos de um só mandato, mas os problemas com a economia americana são um desafio em sua campanha.

A mesma pesquisa do Washington Post e da ABC, conduzida pelo instituto Langer Research Associates, revela que apenas 13% dos americanos dizem que suas vidas estão melhores agora do que antes de Obama assumir o governo.

Republicanos

Apesar da popularidade em baixa e dos problemas da economia, Obama ainda aparece com boas chances nas pesquisas, quando confrontado com os principais candidatos à indicação do Partido Republicano para concorrer no pleito de 2012.

No levantamento do Post e da ABC, Obama aparece tecnicamente empatado com o favorito Mitt Romney, ex-governador de Massachusetts, e com o azarão Herman Cain, empresário recentemente envolvido em uma polêmica de acusações de assédio sexual, mas ainda assim dividindo a liderança nas pesquisas.

O descontentamento dos americanos se estende também ao Congresso.

De acordo com diferentes pesquisas, tanto Obama e seu Partido Democrata como os republicanos perderam pontos com o público americano depois do embate para aprovar a elevação do teto da dívida pública, que quase levou o país ao calote no meio do ano.

Nesse cenário, muitos analistas afirmam que nenhum dos pré-candidatos republicanos até agora tem demonstrado força suficiente para empolgar os eleitores do partido.

No entanto, a situação ainda pode mudar, já que as primárias para escolher o adversário de Obama na votação de 6 de novembro de 2012 começam apenas em janeiro.

BNDES impulsiona maior presença brasileira na América Latina

Tea Party e Ocupe Wall Street mostram polarização nos EUA a um ano de eleição

A um ano da eleição presidencial de 6 de novembro de 2012, o presidente Barack Obama e seus adversários republicanos que buscam a indicação do partido para concorrer à Presidência dos Estados Unidos enfrentam um ambiente cada vez mais polarizado e com profundas divisões ideológicas, no qual movimentos como o Tea Party, à direita, e o Ocupe Wall Street, à esquerda, vêm ganhando destaque.

As eleições americanas tradicionalmente concentram todas as atenções nos candidatos democrata e republicano, com suas gigantescas máquinas eleitorais, campanhas publicitárias, debates e batalhas por Estados-chave.

Mas em 2012, o presidente Barack Obama e seu adversário republicano terão ainda de lidar com a maciça presença de protestos organizados por movimentos que nenhum dos dois lados pode controlar.

Tanto o Tea Party, que reúne diversos grupos conservadores, como os protestos contra a desigualdade, o desemprego e as grandes corporações iniciados com o Ocupe Wall Street, em Nova York, e espalhados por todo o país, têm em comum o descontentamento com a situação política e econômica do país e devem ter impacto na votação do próximo ano, apesar de ambos recusarem as comparações.

Incógnita

Mas se o Tea Party já mostrou sua força nas eleições legislativas do ano passado, quando elegeu vários de seus candidatos, e há pré-candidatos republicanos abertamente identificados com o movimento, como Michele Bachmann, a força dos protestos inspirados no Ocupe Wall Street, surgido há menos de dois meses, ainda precisa ser testada.

Os participantes dos protestos do Ocupe Wall Street têm perfil variado e rejeitam qualquer ligação com o Partido Democrata, mas o crescimento do movimento e, principalmente, a simpatia do público americano por sua mensagem de frustração, fazem com que seja observado com atenção por ambos os partidos.

“Enquanto o Tea Party serviu de combustível para o entusiasmo do Partido Republicano nas eleições de 2010, ainda não há prova de que os manifestantes do Ocupe Wall Street farão o mesmo pelos democratas”, dizem os analistas Aaron Blake e Chris Cillizza, do jornalWashington Post.

“Dito isso, o movimento (Ocupe Wall Street) pode favorecer significativamente os democratas”, afirmam, ao observar que ainda é preciso saber se o movimento vai motivar os até agora pouco empolgados eleitores identificados com a esquerda a votar.

Insatisfação

Diversas pesquisas mostram que a principal preocupação dos eleitores americanos é a economia, em um momento em que o país cresce em um ritmo considerado lento demais para baixar a taxa de desemprego – atualmente em 9%, patamar mantido há dois anos – e em que há o temor de uma nova recessão.

Uma pesquisa divulgada neste domingo peloWashington Post e pela rede de TVABC News revela que a insatisfação com o governo atingiu níveis recordes.

Nesse cenário, analistas já afirmam que esta será a reeleição mais difícil de um presidente americano desde 1992, quando Bill Clinton tirou George Bush pai da Casa Branca.

Obama tenta evitar o mesmo destino de Bush, Gerald Ford ou Jimmy Carter, integrantes da temida lista de presidentes americanos de um só mandato, mas os problemas com a economia americana são um desafio em sua campanha.

A mesma pesquisa do Washington Post e da ABC, conduzida pelo instituto Langer Research Associates, revela que apenas 13% dos americanos dizem que suas vidas estão melhores agora do que antes de Obama assumir o governo.

Republicanos

Apesar da popularidade em baixa e dos problemas da economia, Obama ainda aparece com boas chances nas pesquisas, quando confrontado com os principais candidatos à indicação do Partido Republicano para concorrer no pleito de 2012.

No levantamento do Post e da ABC, Obama aparece tecnicamente empatado com o favorito Mitt Romney, ex-governador de Massachusetts, e com o azarão Herman Cain, empresário recentemente envolvido em uma polêmica de acusações de assédio sexual, mas ainda assim dividindo a liderança nas pesquisas.

O descontentamento dos americanos se estende também ao Congresso.

De acordo com diferentes pesquisas, tanto Obama e seu Partido Democrata como os republicanos perderam pontos com o público americano depois do embate para aprovar a elevação do teto da dívida pública, que quase levou o país ao calote no meio do ano.

Nesse cenário, muitos analistas afirmam que nenhum dos pré-candidatos republicanos até agora tem demonstrado força suficiente para empolgar os eleitores do partido.

No entanto, a situação ainda pode mudar, já que as primárias para escolher o adversário de Obama na votação de 6 de novembro de 2012 começam apenas em janeiro.

BNDES impulsiona maior presença brasileira na América Latina

Empregabilidade no mercado da construção civil está em alta

O mercado da construção civil está em alta, anualmente movimenta 9,2% do PIB e responde diretamente por 43% dos investimentos nacionais. É apontado por pesquisas do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA/SP), e outros órgãos oficiais, como um dos mais otimistas, tendo em vista os investimentos previstos para serem realizados no país em função das obras de infraestrutura para abrigar a realização da Copa do Mundo FIFA, em 2014 e os Jogos Olímpicos, em 2016.

Segundo a edição eletrônica da Revista Veja em outubro de 2007, já naquele ano, estimava–se que o Brasil deve consumir cerca de 5 bilhões de dólares só com a realização do Mundial de Futebol, porém, as mesmas estimativas atontam que as cifras deverão ser maiores, a titulo do que já ocorreu nos Jogos Pan–Americanos do Rio de Janeiro, inicialmente orçados em 500 milhões de reais, acabou consumindo 4 bilhões de reais. Além disso, projetos criados pelo Governo Federal, como o Minha Casa Minha Vida e o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), também contribuem para o aumento da demanda na construção de novos empreendimentos e, consequentemente, por novos profissionais. 

Ainda segundo a Revista Veja os levantamentos dão conta de que em 1994, logo após a realização da Copa do Mundo daquele ano, os EUA aumentaram em 1,4% o seu PIB, em 1998, na França, o PIB cresceu 1,3% a mais, em 2002, a Coréia o elevou em 3,1% enquanto o Japão teve decréscimo de 0,3%, já a Alemanha teve 1,7% a mais no PIB em 2006. 

A Copa do Mundo da África do Sul é tida como a mais bem–sucedida da história: de acordo com a Federação Internacional de Futebol (FIFA), foram arrecadados US$ 3,2 bilhões (R$ 5,6 bilhões) antes mesmo de o primeiro jogo ter começado. O valor recorde superou em 50% o montante arrecadado quatro anos antes, na Copa realizada na Alemanha em 2006. 

”Todas as atividades básicas dos seres humanos estão ligadas com a área da Engenharia Civil”

Soma–se aos eventos esportivos o atual momento emergente da economia do país, o grande número de processos de privatização de estradas, portos, aeroportos, hidrelétricas. “Todas as atividades básicas dos seres humanos, como moradia, se locomoverem, se divertir e até se tratar de doenças estão ligadas com a área da Engenharia Civil, por que faz parte do escopo da Engenharia Civil projetar, construir recuperar ou reformar instalações próprias para essas finalidades”, aponta o professor Msc. Edson Elias Matar, coordenador do curso de Engenharia Civil das Faculdades Oswaldo Cruz (FOC).

Para o coordenador, “o Brasil entrará num momento de pleno crescimento econômico (com os eventos esportivos), além disso, estamos iniciando a exploração de petróleo no Pré–Sal, o mercado imobiliário já está bastante aquecido em várias partes do país. Tudo isso requere mais e mais engenheiros civis”, aponta o professor. A média salarial inicial para esses novos engenheiros, segundo estimativa do CREA/SP, é de R$ 3.060,00, por 6 (seis) horas de trabalho diário.

Segundo a coordenação do curso da FOC, o engenheiro civil formado pela Oswaldo Cruz está apto ao término do curso a projetar, gerenciar e executar obras como casas, edifícios, pontes, viadutos, estradas, barragens, canais, aeroportos, portos, obras de saneamento básico, instalações auxiliares, solução de falhas estruturais, entre outras ações pertinentes a essa área do conhecimento. Além disso, pode dedicar–se à administração de recursos prediais, no gerenciamento da infraestrutura e ocupação das edificações. Sua atuação também inclui a análise das características do solo, o estudo da insolação e da ventilação do local e a definição dos tipos de fundação.

Segundo o Prof. Edson Matar, o novo curso apresenta um diferencial de mercado, pois fará uso do know how e da experiência que a Oswaldo Cruz tem no ensino da química. “Baseado na sua tradição na área química, as Faculdades Oswaldo Cruz farão a inclusão na matriz curricular do curso de Engenharia Civil um estudo de recuperação e reforço das estruturas de concreto por meio da utilização de materiais e produtos químicos, desta maneira é importante ter conhecimentos na área química para esse tipo de aplicação”.

Informações Gerais

Os estudantes do Curso deverão requerer registro no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura – CREA/SP. Há aulas aos sábados, bem como obrigatoriedade de realizar estágio supervisionado, atividades complementares e elaboração de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). 

A matriz curricular é composta por disciplinas de matemática, física, desenho e lógica entre outras. Além disso, as atividades laboratoriais ensinam técnicas e métodos de gerenciamento de equipes, administração e economia. Os três últimos anos serão dedicados ao estudo de disciplinas das áreas de especialização, como por exemplo, estruturas, construção civil, hidráulica, saneamento, transportes e geotécnica (estudo de solos).

Para o estudante que preferir seguir sua carreira no setor da Construção Civil, suas principais atividades serão: Projetar, construir e reformar edifícios e grandes construções, como shopping centers, hidroelétricas, estádios e ginásios poliesportivos, portos, aeroportos e outros.

Áreas de Atuação

Alunos que preferem seguir no setor de Estruturas e Fundações desempenharam um papel fundamental nas construções de apoio de grandes obras, ou seja, serão especialistas em projetar e edificar fundações e estruturas em vários materiais, como madeira, aço, concreto e outros, que darão suporte as edificações.

Na Hidráulica e/ou Recursos Hídricos, o formando será encarregado de projetar e construir obras de drenagem, reservatórios, barragens, sistemas de irrigação, e obras costeiras em portos e docas.

No setor de Transportes, o engenheiro é incumbido da construção de obras de infraestrutura, tais como rodovias, ferrovias, metrôs, pontes e viadutos. Já para quem quer se especializar em obras de Saneamento Básico, a proposta é construir galerias e redes de captação e distribuição de tratamento de água e esgoto.