por master | 10/11/11 | Ultimas Notícias
Há algo em comum em vários projetos de infraestrutura da América do Sul. Projetos que vão da ampliação do metrô de Caracas à construção da uma estrada na Bolívia, passando pela criação de uma hidroelétrica no Peru. Os três têm financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Ampliando o crédito a empresas brasileiras, o banco vem permitindo uma expansão nunca vista das multinacionais do Brasil na região.
Segundo cifras do BNDES, seus empréstimos para financiar obras de companhias brasileiras na América Latina e Caribe cresceram 1.082% entre 2001 e 2010.
A instituição prevê que este ano seus investimentos na região cheguem a cerca de US$ 860 milhões (um novo aumento em relação ao ano prévio), boa parte deles concentrados na América do Sul.
Além disso, o papel do banco estatal também parece despertar questionamentos. Para alguns, esse papel vai muito além do aspecto comercial ou econômico.
“O BNDES é claramente um instrumento brasileiro para ganhar poder e influência na região”, afirmou o especialista em América Latina Thiago de Aragão, do centro de análises Arko Advide, com sede em Brasília.
Internacionalização
Uma pergunta essencial é sobre a exata estratégia internacional do BNDES.
A questão ganhou relevância diante de polêmicas recentes em torno de alguns projetos regionais de empresas brasileiras financiadas pelo banco.
“O BNDES é claramente um instrumento brasileiros para ganhar poder e influência na região “
Thiago de Aragão, especialista em América Latina do centro de análises Arko Advice
Um deles foi a construção de uma estrada na Bolívia, executada pela empreiteira OAS. O projeto foi interrompido pelo governo de Evo Morales após uma onda de protestos de grupos indígenas, descontentes com o fato de a via passar por uma reserva ambiental.
“Não é um empréstimo direto para os países. Os empréstimos são oferecidos para as empresas brasileiras que se instalam ou têm projetos em outros países”, explicou o embaixador Rubens Barbosa, que preside o conselho do comércio exterior da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo).
A superintendente de Comércio Exterior do BNDES, Luciane Machado, disse que o objetivo é “apoiar a estratégia de internacionalização das empresas brasileiras na região.”
Em entrevista à BBC, ela afirmou que os negócios que sustentam o banco são feitos respeitando “as soberanias locais e os processos eleitorais dos respectivos governos”.
Mas ela admitiu que a maior inserção das empresas brasileiras em outros países pode dar ao Brasil “mais visibilidade e uma interlocução melhor na região”.
“Agora, não estou de acordo com a ideia de que façamos essas operações para conquistar esse tipo de resultado.”
Chineses
O financiamento do BNDES para exportar bens e serviços brasileiros se realiza a taxas de interesse que muitos vêm como diferenciadas, para dar competitividade às empresas brasileiras.
No entanto, a superintendente da instituição também rechaça essa afirmação, argumentando que “os interesses que cobra o banco se baseiam na taxa Libor” e são ajustados de acordo com o risco da operação.
Na Bolívia, projeto com financiamento do BNDES foi alvo de protestos por parte dos indígenas
“Em alguns casos podem chegar a 7% e em outros podem ser mais, não é uma taxa fixa.”
Um argumento do BNDES é que seu apoio permite às empresas brasileiras competir em licitações com outras multinacionais que também têm respaldo de seus respectivos países.
“Se o Brasil não for capaz de financiar por meio do BNDES as exportações de bens e serviços, os chineses certamente vão fazer isso. Os espanhóis fizeram isso por muito tempo” e “os americanos tradicionalmente com o banco Ex-im”, disse Machado.
O apoio do banco brasileiro costuma significar uma vantagem comparativa para as companhias nacionais frente a outras de países latinoamericanos que precisam de instrumentos similares.
‘Imagem expansionista’
“É lamentável que outros países não tenham um instituto como o BNDES, que é uma importante maneira de alavancar as empresas brasileiras”, afirmou o ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso em entrevista à BBC.
“Institucionalmente, o Brasil se programou melhor que os outros países para isso.’
Além disso, alguns questionam o fato de o Estado brasileiro promover empresas privadas do país no exterior.
“Se o Brasil não for capaz de financiar por meio do BNDES as exportações de bens e serviços, os chineses certamente vão fazer isso”
Luciane Machado, superintendente de Comércio Exterior do BNDES
O ex-presidente boliviano Carlos Mesa disse, em julho, que esse “casamento” privado-estatal brasileiro “é perigoso e cria uma imagem expansionista”, de acordo com uma reportagem do jornal Valor Econômico.
O BNDES foi criado em 1952 para apoiar o desenvolvimento do Brasil, mas seus financiamentos a obras de infraestrutura da região são bastante recentes.
Trampolim
O aumento desses empréstimos ocorreu principalmente durante os governos do PT, primeiro com Lula e agora com Dilma Rousseff.
O BNDES possui hoje uma carteira de US$ 17,2 milhões para o financiamento de obras de infraestrutura na América Latina.
Essa capacidade financeira tem servido como trampolim para o crescimento no exterior de empresas nacionais como a Andrade Gutierrez, OAS, Queiroz Galvão e Odebrecht.
O banco financia projetos em toda a América Latina, desde gasodutos na Argentina até portos no Pacífico. Além de apoiar empresas brasileiras em Cuba e na República Dominicana e até no continente africano.
Aragão, da Arko Advice, afirma que um requisito básico do BNDES para apoiar projetos é a viabilidade financeira dos mesmos, mas a estratégia por trás é sobre tudo geopolítica.
“O interesse número um do Brasil é se colocar como o país mais influente da região e fazer com que os vizinhos reconheçam o Brasil com um instrumento de desenvolvimento regional. E o BNDES é o instrumento perfeito para isso.”
por master | 10/11/11 | Ultimas Notícias
Há algo em comum em vários projetos de infraestrutura da América do Sul. Projetos que vão da ampliação do metrô de Caracas à construção da uma estrada na Bolívia, passando pela criação de uma hidroelétrica no Peru. Os três têm financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Ampliando o crédito a empresas brasileiras, o banco vem permitindo uma expansão nunca vista das multinacionais do Brasil na região.
Segundo cifras do BNDES, seus empréstimos para financiar obras de companhias brasileiras na América Latina e Caribe cresceram 1.082% entre 2001 e 2010.
A instituição prevê que este ano seus investimentos na região cheguem a cerca de US$ 860 milhões (um novo aumento em relação ao ano prévio), boa parte deles concentrados na América do Sul.
Além disso, o papel do banco estatal também parece despertar questionamentos. Para alguns, esse papel vai muito além do aspecto comercial ou econômico.
“O BNDES é claramente um instrumento brasileiro para ganhar poder e influência na região”, afirmou o especialista em América Latina Thiago de Aragão, do centro de análises Arko Advide, com sede em Brasília.
Internacionalização
Uma pergunta essencial é sobre a exata estratégia internacional do BNDES.
A questão ganhou relevância diante de polêmicas recentes em torno de alguns projetos regionais de empresas brasileiras financiadas pelo banco.
“O BNDES é claramente um instrumento brasileiros para ganhar poder e influência na região “
Thiago de Aragão, especialista em América Latina do centro de análises Arko Advice
Um deles foi a construção de uma estrada na Bolívia, executada pela empreiteira OAS. O projeto foi interrompido pelo governo de Evo Morales após uma onda de protestos de grupos indígenas, descontentes com o fato de a via passar por uma reserva ambiental.
“Não é um empréstimo direto para os países. Os empréstimos são oferecidos para as empresas brasileiras que se instalam ou têm projetos em outros países”, explicou o embaixador Rubens Barbosa, que preside o conselho do comércio exterior da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo).
A superintendente de Comércio Exterior do BNDES, Luciane Machado, disse que o objetivo é “apoiar a estratégia de internacionalização das empresas brasileiras na região.”
Em entrevista à BBC, ela afirmou que os negócios que sustentam o banco são feitos respeitando “as soberanias locais e os processos eleitorais dos respectivos governos”.
Mas ela admitiu que a maior inserção das empresas brasileiras em outros países pode dar ao Brasil “mais visibilidade e uma interlocução melhor na região”.
“Agora, não estou de acordo com a ideia de que façamos essas operações para conquistar esse tipo de resultado.”
Chineses
O financiamento do BNDES para exportar bens e serviços brasileiros se realiza a taxas de interesse que muitos vêm como diferenciadas, para dar competitividade às empresas brasileiras.
No entanto, a superintendente da instituição também rechaça essa afirmação, argumentando que “os interesses que cobra o banco se baseiam na taxa Libor” e são ajustados de acordo com o risco da operação.
Na Bolívia, projeto com financiamento do BNDES foi alvo de protestos por parte dos indígenas
“Em alguns casos podem chegar a 7% e em outros podem ser mais, não é uma taxa fixa.”
Um argumento do BNDES é que seu apoio permite às empresas brasileiras competir em licitações com outras multinacionais que também têm respaldo de seus respectivos países.
“Se o Brasil não for capaz de financiar por meio do BNDES as exportações de bens e serviços, os chineses certamente vão fazer isso. Os espanhóis fizeram isso por muito tempo” e “os americanos tradicionalmente com o banco Ex-im”, disse Machado.
O apoio do banco brasileiro costuma significar uma vantagem comparativa para as companhias nacionais frente a outras de países latinoamericanos que precisam de instrumentos similares.
‘Imagem expansionista’
“É lamentável que outros países não tenham um instituto como o BNDES, que é uma importante maneira de alavancar as empresas brasileiras”, afirmou o ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso em entrevista à BBC.
“Institucionalmente, o Brasil se programou melhor que os outros países para isso.’
Além disso, alguns questionam o fato de o Estado brasileiro promover empresas privadas do país no exterior.
“Se o Brasil não for capaz de financiar por meio do BNDES as exportações de bens e serviços, os chineses certamente vão fazer isso”
Luciane Machado, superintendente de Comércio Exterior do BNDES
O ex-presidente boliviano Carlos Mesa disse, em julho, que esse “casamento” privado-estatal brasileiro “é perigoso e cria uma imagem expansionista”, de acordo com uma reportagem do jornal Valor Econômico.
O BNDES foi criado em 1952 para apoiar o desenvolvimento do Brasil, mas seus financiamentos a obras de infraestrutura da região são bastante recentes.
Trampolim
O aumento desses empréstimos ocorreu principalmente durante os governos do PT, primeiro com Lula e agora com Dilma Rousseff.
O BNDES possui hoje uma carteira de US$ 17,2 milhões para o financiamento de obras de infraestrutura na América Latina.
Essa capacidade financeira tem servido como trampolim para o crescimento no exterior de empresas nacionais como a Andrade Gutierrez, OAS, Queiroz Galvão e Odebrecht.
O banco financia projetos em toda a América Latina, desde gasodutos na Argentina até portos no Pacífico. Além de apoiar empresas brasileiras em Cuba e na República Dominicana e até no continente africano.
Aragão, da Arko Advice, afirma que um requisito básico do BNDES para apoiar projetos é a viabilidade financeira dos mesmos, mas a estratégia por trás é sobre tudo geopolítica.
“O interesse número um do Brasil é se colocar como o país mais influente da região e fazer com que os vizinhos reconheçam o Brasil com um instrumento de desenvolvimento regional. E o BNDES é o instrumento perfeito para isso.”
por master | 10/11/11 | Ultimas Notícias
A um ano da eleição presidencial de 6 de novembro de 2012, o presidente Barack Obama e seus adversários republicanos que buscam a indicação do partido para concorrer à Presidência dos Estados Unidos enfrentam um ambiente cada vez mais polarizado e com profundas divisões ideológicas, no qual movimentos como o Tea Party, à direita, e o Ocupe Wall Street, à esquerda, vêm ganhando destaque.
As eleições americanas tradicionalmente concentram todas as atenções nos candidatos democrata e republicano, com suas gigantescas máquinas eleitorais, campanhas publicitárias, debates e batalhas por Estados-chave.
Mas em 2012, o presidente Barack Obama e seu adversário republicano terão ainda de lidar com a maciça presença de protestos organizados por movimentos que nenhum dos dois lados pode controlar.
Tanto o Tea Party, que reúne diversos grupos conservadores, como os protestos contra a desigualdade, o desemprego e as grandes corporações iniciados com o Ocupe Wall Street, em Nova York, e espalhados por todo o país, têm em comum o descontentamento com a situação política e econômica do país e devem ter impacto na votação do próximo ano, apesar de ambos recusarem as comparações.
Incógnita
Mas se o Tea Party já mostrou sua força nas eleições legislativas do ano passado, quando elegeu vários de seus candidatos, e há pré-candidatos republicanos abertamente identificados com o movimento, como Michele Bachmann, a força dos protestos inspirados no Ocupe Wall Street, surgido há menos de dois meses, ainda precisa ser testada.
Os participantes dos protestos do Ocupe Wall Street têm perfil variado e rejeitam qualquer ligação com o Partido Democrata, mas o crescimento do movimento e, principalmente, a simpatia do público americano por sua mensagem de frustração, fazem com que seja observado com atenção por ambos os partidos.
“Enquanto o Tea Party serviu de combustível para o entusiasmo do Partido Republicano nas eleições de 2010, ainda não há prova de que os manifestantes do Ocupe Wall Street farão o mesmo pelos democratas”, dizem os analistas Aaron Blake e Chris Cillizza, do jornalWashington Post.
“Dito isso, o movimento (Ocupe Wall Street) pode favorecer significativamente os democratas”, afirmam, ao observar que ainda é preciso saber se o movimento vai motivar os até agora pouco empolgados eleitores identificados com a esquerda a votar.
Insatisfação
Diversas pesquisas mostram que a principal preocupação dos eleitores americanos é a economia, em um momento em que o país cresce em um ritmo considerado lento demais para baixar a taxa de desemprego – atualmente em 9%, patamar mantido há dois anos – e em que há o temor de uma nova recessão.
Uma pesquisa divulgada neste domingo peloWashington Post e pela rede de TVABC News revela que a insatisfação com o governo atingiu níveis recordes.
Nesse cenário, analistas já afirmam que esta será a reeleição mais difícil de um presidente americano desde 1992, quando Bill Clinton tirou George Bush pai da Casa Branca.
Obama tenta evitar o mesmo destino de Bush, Gerald Ford ou Jimmy Carter, integrantes da temida lista de presidentes americanos de um só mandato, mas os problemas com a economia americana são um desafio em sua campanha.
A mesma pesquisa do Washington Post e da ABC, conduzida pelo instituto Langer Research Associates, revela que apenas 13% dos americanos dizem que suas vidas estão melhores agora do que antes de Obama assumir o governo.
Republicanos
Apesar da popularidade em baixa e dos problemas da economia, Obama ainda aparece com boas chances nas pesquisas, quando confrontado com os principais candidatos à indicação do Partido Republicano para concorrer no pleito de 2012.
No levantamento do Post e da ABC, Obama aparece tecnicamente empatado com o favorito Mitt Romney, ex-governador de Massachusetts, e com o azarão Herman Cain, empresário recentemente envolvido em uma polêmica de acusações de assédio sexual, mas ainda assim dividindo a liderança nas pesquisas.
O descontentamento dos americanos se estende também ao Congresso.
De acordo com diferentes pesquisas, tanto Obama e seu Partido Democrata como os republicanos perderam pontos com o público americano depois do embate para aprovar a elevação do teto da dívida pública, que quase levou o país ao calote no meio do ano.
Nesse cenário, muitos analistas afirmam que nenhum dos pré-candidatos republicanos até agora tem demonstrado força suficiente para empolgar os eleitores do partido.
No entanto, a situação ainda pode mudar, já que as primárias para escolher o adversário de Obama na votação de 6 de novembro de 2012 começam apenas em janeiro.
por master | 10/11/11 | Ultimas Notícias
A um ano da eleição presidencial de 6 de novembro de 2012, o presidente Barack Obama e seus adversários republicanos que buscam a indicação do partido para concorrer à Presidência dos Estados Unidos enfrentam um ambiente cada vez mais polarizado e com profundas divisões ideológicas, no qual movimentos como o Tea Party, à direita, e o Ocupe Wall Street, à esquerda, vêm ganhando destaque.
As eleições americanas tradicionalmente concentram todas as atenções nos candidatos democrata e republicano, com suas gigantescas máquinas eleitorais, campanhas publicitárias, debates e batalhas por Estados-chave.
Mas em 2012, o presidente Barack Obama e seu adversário republicano terão ainda de lidar com a maciça presença de protestos organizados por movimentos que nenhum dos dois lados pode controlar.
Tanto o Tea Party, que reúne diversos grupos conservadores, como os protestos contra a desigualdade, o desemprego e as grandes corporações iniciados com o Ocupe Wall Street, em Nova York, e espalhados por todo o país, têm em comum o descontentamento com a situação política e econômica do país e devem ter impacto na votação do próximo ano, apesar de ambos recusarem as comparações.
Incógnita
Mas se o Tea Party já mostrou sua força nas eleições legislativas do ano passado, quando elegeu vários de seus candidatos, e há pré-candidatos republicanos abertamente identificados com o movimento, como Michele Bachmann, a força dos protestos inspirados no Ocupe Wall Street, surgido há menos de dois meses, ainda precisa ser testada.
Os participantes dos protestos do Ocupe Wall Street têm perfil variado e rejeitam qualquer ligação com o Partido Democrata, mas o crescimento do movimento e, principalmente, a simpatia do público americano por sua mensagem de frustração, fazem com que seja observado com atenção por ambos os partidos.
“Enquanto o Tea Party serviu de combustível para o entusiasmo do Partido Republicano nas eleições de 2010, ainda não há prova de que os manifestantes do Ocupe Wall Street farão o mesmo pelos democratas”, dizem os analistas Aaron Blake e Chris Cillizza, do jornalWashington Post.
“Dito isso, o movimento (Ocupe Wall Street) pode favorecer significativamente os democratas”, afirmam, ao observar que ainda é preciso saber se o movimento vai motivar os até agora pouco empolgados eleitores identificados com a esquerda a votar.
Insatisfação
Diversas pesquisas mostram que a principal preocupação dos eleitores americanos é a economia, em um momento em que o país cresce em um ritmo considerado lento demais para baixar a taxa de desemprego – atualmente em 9%, patamar mantido há dois anos – e em que há o temor de uma nova recessão.
Uma pesquisa divulgada neste domingo peloWashington Post e pela rede de TVABC News revela que a insatisfação com o governo atingiu níveis recordes.
Nesse cenário, analistas já afirmam que esta será a reeleição mais difícil de um presidente americano desde 1992, quando Bill Clinton tirou George Bush pai da Casa Branca.
Obama tenta evitar o mesmo destino de Bush, Gerald Ford ou Jimmy Carter, integrantes da temida lista de presidentes americanos de um só mandato, mas os problemas com a economia americana são um desafio em sua campanha.
A mesma pesquisa do Washington Post e da ABC, conduzida pelo instituto Langer Research Associates, revela que apenas 13% dos americanos dizem que suas vidas estão melhores agora do que antes de Obama assumir o governo.
Republicanos
Apesar da popularidade em baixa e dos problemas da economia, Obama ainda aparece com boas chances nas pesquisas, quando confrontado com os principais candidatos à indicação do Partido Republicano para concorrer no pleito de 2012.
No levantamento do Post e da ABC, Obama aparece tecnicamente empatado com o favorito Mitt Romney, ex-governador de Massachusetts, e com o azarão Herman Cain, empresário recentemente envolvido em uma polêmica de acusações de assédio sexual, mas ainda assim dividindo a liderança nas pesquisas.
O descontentamento dos americanos se estende também ao Congresso.
De acordo com diferentes pesquisas, tanto Obama e seu Partido Democrata como os republicanos perderam pontos com o público americano depois do embate para aprovar a elevação do teto da dívida pública, que quase levou o país ao calote no meio do ano.
Nesse cenário, muitos analistas afirmam que nenhum dos pré-candidatos republicanos até agora tem demonstrado força suficiente para empolgar os eleitores do partido.
No entanto, a situação ainda pode mudar, já que as primárias para escolher o adversário de Obama na votação de 6 de novembro de 2012 começam apenas em janeiro.
por master | 10/11/11 | Ultimas Notícias
O mercado da construção civil está em alta, anualmente movimenta 9,2% do PIB e responde diretamente por 43% dos investimentos nacionais. É apontado por pesquisas do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA/SP), e outros órgãos oficiais, como um dos mais otimistas, tendo em vista os investimentos previstos para serem realizados no país em função das obras de infraestrutura para abrigar a realização da Copa do Mundo FIFA, em 2014 e os Jogos Olímpicos, em 2016.
Segundo a edição eletrônica da Revista Veja em outubro de 2007, já naquele ano, estimava–se que o Brasil deve consumir cerca de 5 bilhões de dólares só com a realização do Mundial de Futebol, porém, as mesmas estimativas atontam que as cifras deverão ser maiores, a titulo do que já ocorreu nos Jogos Pan–Americanos do Rio de Janeiro, inicialmente orçados em 500 milhões de reais, acabou consumindo 4 bilhões de reais. Além disso, projetos criados pelo Governo Federal, como o Minha Casa Minha Vida e o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), também contribuem para o aumento da demanda na construção de novos empreendimentos e, consequentemente, por novos profissionais.
Ainda segundo a Revista Veja os levantamentos dão conta de que em 1994, logo após a realização da Copa do Mundo daquele ano, os EUA aumentaram em 1,4% o seu PIB, em 1998, na França, o PIB cresceu 1,3% a mais, em 2002, a Coréia o elevou em 3,1% enquanto o Japão teve decréscimo de 0,3%, já a Alemanha teve 1,7% a mais no PIB em 2006.
A Copa do Mundo da África do Sul é tida como a mais bem–sucedida da história: de acordo com a Federação Internacional de Futebol (FIFA), foram arrecadados US$ 3,2 bilhões (R$ 5,6 bilhões) antes mesmo de o primeiro jogo ter começado. O valor recorde superou em 50% o montante arrecadado quatro anos antes, na Copa realizada na Alemanha em 2006.
”Todas as atividades básicas dos seres humanos estão ligadas com a área da Engenharia Civil”
Soma–se aos eventos esportivos o atual momento emergente da economia do país, o grande número de processos de privatização de estradas, portos, aeroportos, hidrelétricas. “Todas as atividades básicas dos seres humanos, como moradia, se locomoverem, se divertir e até se tratar de doenças estão ligadas com a área da Engenharia Civil, por que faz parte do escopo da Engenharia Civil projetar, construir recuperar ou reformar instalações próprias para essas finalidades”, aponta o professor Msc. Edson Elias Matar, coordenador do curso de Engenharia Civil das Faculdades Oswaldo Cruz (FOC).
Para o coordenador, “o Brasil entrará num momento de pleno crescimento econômico (com os eventos esportivos), além disso, estamos iniciando a exploração de petróleo no Pré–Sal, o mercado imobiliário já está bastante aquecido em várias partes do país. Tudo isso requere mais e mais engenheiros civis”, aponta o professor. A média salarial inicial para esses novos engenheiros, segundo estimativa do CREA/SP, é de R$ 3.060,00, por 6 (seis) horas de trabalho diário.
Segundo a coordenação do curso da FOC, o engenheiro civil formado pela Oswaldo Cruz está apto ao término do curso a projetar, gerenciar e executar obras como casas, edifícios, pontes, viadutos, estradas, barragens, canais, aeroportos, portos, obras de saneamento básico, instalações auxiliares, solução de falhas estruturais, entre outras ações pertinentes a essa área do conhecimento. Além disso, pode dedicar–se à administração de recursos prediais, no gerenciamento da infraestrutura e ocupação das edificações. Sua atuação também inclui a análise das características do solo, o estudo da insolação e da ventilação do local e a definição dos tipos de fundação.
Segundo o Prof. Edson Matar, o novo curso apresenta um diferencial de mercado, pois fará uso do know how e da experiência que a Oswaldo Cruz tem no ensino da química. “Baseado na sua tradição na área química, as Faculdades Oswaldo Cruz farão a inclusão na matriz curricular do curso de Engenharia Civil um estudo de recuperação e reforço das estruturas de concreto por meio da utilização de materiais e produtos químicos, desta maneira é importante ter conhecimentos na área química para esse tipo de aplicação”.
Informações Gerais
Os estudantes do Curso deverão requerer registro no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura – CREA/SP. Há aulas aos sábados, bem como obrigatoriedade de realizar estágio supervisionado, atividades complementares e elaboração de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
A matriz curricular é composta por disciplinas de matemática, física, desenho e lógica entre outras. Além disso, as atividades laboratoriais ensinam técnicas e métodos de gerenciamento de equipes, administração e economia. Os três últimos anos serão dedicados ao estudo de disciplinas das áreas de especialização, como por exemplo, estruturas, construção civil, hidráulica, saneamento, transportes e geotécnica (estudo de solos).
Para o estudante que preferir seguir sua carreira no setor da Construção Civil, suas principais atividades serão: Projetar, construir e reformar edifícios e grandes construções, como shopping centers, hidroelétricas, estádios e ginásios poliesportivos, portos, aeroportos e outros.
Áreas de Atuação
Alunos que preferem seguir no setor de Estruturas e Fundações desempenharam um papel fundamental nas construções de apoio de grandes obras, ou seja, serão especialistas em projetar e edificar fundações e estruturas em vários materiais, como madeira, aço, concreto e outros, que darão suporte as edificações.
Na Hidráulica e/ou Recursos Hídricos, o formando será encarregado de projetar e construir obras de drenagem, reservatórios, barragens, sistemas de irrigação, e obras costeiras em portos e docas.
No setor de Transportes, o engenheiro é incumbido da construção de obras de infraestrutura, tais como rodovias, ferrovias, metrôs, pontes e viadutos. Já para quem quer se especializar em obras de Saneamento Básico, a proposta é construir galerias e redes de captação e distribuição de tratamento de água e esgoto.