por master | 10/11/11 | Ultimas Notícias
As empresas brasileiras devem aumentar em média 7,4% os salários dos trabalhadores em 2012, segundo a pesquisa “Tendências Salariais” da consultoria ECA International. Será o terceiro maior reajuste das Américas, inferior apenas ao previsto pelas companhias na Venezuela, de 30%, e na Argentina, de 20%. Em termos reais, o aumento salarial no Brasil será de 2,2%, segundo a consultoria, considerando a projeção de inflação do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o País de 5,2% para o ano que vem.
No mundo, a média de reajuste deve ser de 5,6% no próximo ano, ante 5,3% em 2011. Nas Américas, o aumento salarial médio deve ser de 9,7% em 2012, ante 9,3% neste ano. A inflação média nas Américas deve ser de 6,7% no ano que vem, ante 7,5% neste ano, o que deve beneficiar os trabalhadores, diz a consultoria. Nos Estados Unidos e no Canadá, o reajuste deve ser de 3%, mesmo índice deste ano. Considerando a inflação, o aumento real será de 1,8% nos EUA e de 0,9% no Canadá.
Na região da Ásia-Pacífico, os salários tiveram alta média de 5,9% neste ano e devem crescer 6,3% em 2012. Na Índia e no Vietnã, o reajuste deve ser de 12%. Já no Japão, o aumento será de 2,3%. Na China, as empresas preveem um aumento de 8,5% para 2012, ante 8% neste ano. Com a projeção de inflação de 3,3% no ano que vem, o aumento real dos salários dos trabalhadores na China deve chegar a 5,2%, o maior da região.
A pesquisa “Tendências Salariais”, da ECA International, feita de agosto a outubro deste ano, é preparada anualmente e acompanha os reajustes salariais em 273 multinacionais de diversos setores, instaladas em 60 países. Os aumentos incluem critérios como custo de vida geral, inflação, aumento de desempenho e mérito.
por master | 10/11/11 | Ultimas Notícias
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Paraná determinou que a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) não pode mais terceirizar os serviços de manutenção ou expansão das redes, ramais de água, esgoto sanitário, ligações prediais de água e esgoto ou adequação operacional. A Justiça fixou um prazo de dois anos para que a empresa contrate os funcionários para o desempenho dessas atividades, o que exigirá a realização de concurso público.
No entendimento do TRT, a Sanepar não pode terceirizar serviços ligados à atividade-fim da empresa. A Sanepar informou que ainda não foi notificada da decisão judicial e que, em outras ações semelhantes, demonstrou a legalidade deste tipo de contratação.
A desembargadora relatora da ação, Sueli Gil El Rafihi, determinou que a Sanepar assuma os serviços que eram terceirizados, mas manteve os contratos em vigência para garantir a prestação dos serviços de fornecimento de água e tratamento de esgoto.
por master | 10/11/11 | Ultimas Notícias
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Paraná determinou que a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) não pode mais terceirizar os serviços de manutenção ou expansão das redes, ramais de água, esgoto sanitário, ligações prediais de água e esgoto ou adequação operacional. A Justiça fixou um prazo de dois anos para que a empresa contrate os funcionários para o desempenho dessas atividades, o que exigirá a realização de concurso público.
No entendimento do TRT, a Sanepar não pode terceirizar serviços ligados à atividade-fim da empresa. A Sanepar informou que ainda não foi notificada da decisão judicial e que, em outras ações semelhantes, demonstrou a legalidade deste tipo de contratação.
A desembargadora relatora da ação, Sueli Gil El Rafihi, determinou que a Sanepar assuma os serviços que eram terceirizados, mas manteve os contratos em vigência para garantir a prestação dos serviços de fornecimento de água e tratamento de esgoto.
por master | 10/11/11 | Ultimas Notícias
A dívida dos brasileiros cresceu muito nos últimos anos, mas o tema não preocupa o Banco Central (BC). Isso porque o aumento da renda dos trabalhadores, financiamentos mais longos e juros um pouco menores fazem com que o pagamento mensal desses empréstimos siga praticamente estável, próximo de 20% do salário. Levando às últimas consequências a máxima da ”parcela que cabe no bolso”, as pessoas físicas estão devendo mais, mas continuam pagando parcelas parecidas ao longo dos últimos cinco anos. Dados apresentados hoje pelo diretor de política econômica do BC, Carlos Hamilton Araújo, mostram que os brasileiros têm, na média, uma dívida total que equivale a 41,3% do salário. Esse valor cresce ininterruptamente desde 2006, quando o total dos empréstimos correspondia a menos de 25% da renda. Ou seja, o endividamento médio dos clientes dos bancos quase dobrou em cinco anos.
Apesar disso, brasileiros seguem destinando cerca de um quinto da renda ao pagamento mensal dessas dívidas. O último dado disponível mostra que famílias usam todo mês 21,1% do salário para pagar financiamentos. Essa fatia destinada a carnês e boletos está praticamente estável desde 2006, período em que o comprometimento gira em torno de 20%.
”Percebe-se que o endividamento das famílias cresce, mas o comprometimento da renda tem se mantido”, disse o diretor do BC em audiência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado sobre o endividamento dos consumidores. Aos poucos senadores presentes, Araújo disse que o BC não vê o tema com preocupação. Explicou que a dívida total cresceu, mas as parcelas seguem parecidas proporcionalmente porque o prazo dos financiamentos cresceu e os juros têm caído. Além disso, o aumento de renda também explica os pagamentos mensais parecidos.
Renovação – Teoricamente, a dívida dos brasileiros poderia ser quitada rapidamente, em dois meses – já que o endividamento médio é de 41% do salário e mensalmente paga-se metade desse montante. Isso, porém, não acontece porque muitos clientes tomam um novo empréstimo assim que a dívida antiga é quitada.
Durante a audiência, o número do BC foi questionado pelo economista José Marcio Camargo. Convidado como um dos debatedores na audiência, o professor da PUC do Rio disse que o tema preocupa e apresentou números diferentes: para ele, o pagamento mensal das dívidas consome 43,3% do salário dos brasileiros – mais que o dobro do registrado pelo BC.
Segundo ele, a fatia destinada ao pagamento das dívidas é maior porque inclui compras parceladas sem juros no cartão de crédito e algumas operações no cheque especial, transações que não são incluídas no conceito usado pelo BC. Apesar da preocupação, Camargo avalia que o Brasil está longe de uma situação de crise de crédito, como nos Estados Unidos e Europa.
Pleno emprego – Em tempos de crise e desemprego recorde nos países desenvolvidos, Carlos Hamilton Araújo disse que a recente evolução do mercado de trabalho nacional aponta para uma situação que se aproxima do pleno emprego. ”O Brasil vive um momento certamente muito próximo do que os economistas acham que é o pleno emprego”, disse.
Outro ponto destacado é que os salários aumentaram. Para o diretor do BC, os indicadores de massa salarial apresentam ”aumento substancial” nos últimos anos. ”O mercado de trabalho aquecido e o aumento da renda repercutem na confiança dos consumidores, que ficam mais propensos a tomar crédito”, afirmou, ao explicar uma das principais razões do aumento do endividamento das famílias nos últimos anos.
por master | 10/11/11 | Ultimas Notícias
A dívida dos brasileiros cresceu muito nos últimos anos, mas o tema não preocupa o Banco Central (BC). Isso porque o aumento da renda dos trabalhadores, financiamentos mais longos e juros um pouco menores fazem com que o pagamento mensal desses empréstimos siga praticamente estável, próximo de 20% do salário. Levando às últimas consequências a máxima da ”parcela que cabe no bolso”, as pessoas físicas estão devendo mais, mas continuam pagando parcelas parecidas ao longo dos últimos cinco anos. Dados apresentados hoje pelo diretor de política econômica do BC, Carlos Hamilton Araújo, mostram que os brasileiros têm, na média, uma dívida total que equivale a 41,3% do salário. Esse valor cresce ininterruptamente desde 2006, quando o total dos empréstimos correspondia a menos de 25% da renda. Ou seja, o endividamento médio dos clientes dos bancos quase dobrou em cinco anos.
Apesar disso, brasileiros seguem destinando cerca de um quinto da renda ao pagamento mensal dessas dívidas. O último dado disponível mostra que famílias usam todo mês 21,1% do salário para pagar financiamentos. Essa fatia destinada a carnês e boletos está praticamente estável desde 2006, período em que o comprometimento gira em torno de 20%.
”Percebe-se que o endividamento das famílias cresce, mas o comprometimento da renda tem se mantido”, disse o diretor do BC em audiência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado sobre o endividamento dos consumidores. Aos poucos senadores presentes, Araújo disse que o BC não vê o tema com preocupação. Explicou que a dívida total cresceu, mas as parcelas seguem parecidas proporcionalmente porque o prazo dos financiamentos cresceu e os juros têm caído. Além disso, o aumento de renda também explica os pagamentos mensais parecidos.
Renovação – Teoricamente, a dívida dos brasileiros poderia ser quitada rapidamente, em dois meses – já que o endividamento médio é de 41% do salário e mensalmente paga-se metade desse montante. Isso, porém, não acontece porque muitos clientes tomam um novo empréstimo assim que a dívida antiga é quitada.
Durante a audiência, o número do BC foi questionado pelo economista José Marcio Camargo. Convidado como um dos debatedores na audiência, o professor da PUC do Rio disse que o tema preocupa e apresentou números diferentes: para ele, o pagamento mensal das dívidas consome 43,3% do salário dos brasileiros – mais que o dobro do registrado pelo BC.
Segundo ele, a fatia destinada ao pagamento das dívidas é maior porque inclui compras parceladas sem juros no cartão de crédito e algumas operações no cheque especial, transações que não são incluídas no conceito usado pelo BC. Apesar da preocupação, Camargo avalia que o Brasil está longe de uma situação de crise de crédito, como nos Estados Unidos e Europa.
Pleno emprego – Em tempos de crise e desemprego recorde nos países desenvolvidos, Carlos Hamilton Araújo disse que a recente evolução do mercado de trabalho nacional aponta para uma situação que se aproxima do pleno emprego. ”O Brasil vive um momento certamente muito próximo do que os economistas acham que é o pleno emprego”, disse.
Outro ponto destacado é que os salários aumentaram. Para o diretor do BC, os indicadores de massa salarial apresentam ”aumento substancial” nos últimos anos. ”O mercado de trabalho aquecido e o aumento da renda repercutem na confiança dos consumidores, que ficam mais propensos a tomar crédito”, afirmou, ao explicar uma das principais razões do aumento do endividamento das famílias nos últimos anos.