por master | 10/11/11 | Ultimas Notícias
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Paraná determinou que a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) não pode mais terceirizar os serviços de manutenção ou expansão das redes, ramais de água, esgoto sanitário, ligações prediais de água e esgoto ou adequação operacional. A Justiça fixou um prazo de dois anos para que a empresa contrate os funcionários para o desempenho dessas atividades, o que exigirá a realização de concurso público.
No entendimento do TRT, a Sanepar não pode terceirizar serviços ligados à atividade-fim da empresa. A Sanepar informou que ainda não foi notificada da decisão judicial e que, em outras ações semelhantes, demonstrou a legalidade deste tipo de contratação.
A desembargadora relatora da ação, Sueli Gil El Rafihi, determinou que a Sanepar assuma os serviços que eram terceirizados, mas manteve os contratos em vigência para garantir a prestação dos serviços de fornecimento de água e tratamento de esgoto.
por master | 10/11/11 | Ultimas Notícias
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Paraná determinou que a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) não pode mais terceirizar os serviços de manutenção ou expansão das redes, ramais de água, esgoto sanitário, ligações prediais de água e esgoto ou adequação operacional. A Justiça fixou um prazo de dois anos para que a empresa contrate os funcionários para o desempenho dessas atividades, o que exigirá a realização de concurso público.
No entendimento do TRT, a Sanepar não pode terceirizar serviços ligados à atividade-fim da empresa. A Sanepar informou que ainda não foi notificada da decisão judicial e que, em outras ações semelhantes, demonstrou a legalidade deste tipo de contratação.
A desembargadora relatora da ação, Sueli Gil El Rafihi, determinou que a Sanepar assuma os serviços que eram terceirizados, mas manteve os contratos em vigência para garantir a prestação dos serviços de fornecimento de água e tratamento de esgoto.
por master | 10/11/11 | Ultimas Notícias
A dívida dos brasileiros cresceu muito nos últimos anos, mas o tema não preocupa o Banco Central (BC). Isso porque o aumento da renda dos trabalhadores, financiamentos mais longos e juros um pouco menores fazem com que o pagamento mensal desses empréstimos siga praticamente estável, próximo de 20% do salário. Levando às últimas consequências a máxima da ”parcela que cabe no bolso”, as pessoas físicas estão devendo mais, mas continuam pagando parcelas parecidas ao longo dos últimos cinco anos. Dados apresentados hoje pelo diretor de política econômica do BC, Carlos Hamilton Araújo, mostram que os brasileiros têm, na média, uma dívida total que equivale a 41,3% do salário. Esse valor cresce ininterruptamente desde 2006, quando o total dos empréstimos correspondia a menos de 25% da renda. Ou seja, o endividamento médio dos clientes dos bancos quase dobrou em cinco anos.
Apesar disso, brasileiros seguem destinando cerca de um quinto da renda ao pagamento mensal dessas dívidas. O último dado disponível mostra que famílias usam todo mês 21,1% do salário para pagar financiamentos. Essa fatia destinada a carnês e boletos está praticamente estável desde 2006, período em que o comprometimento gira em torno de 20%.
”Percebe-se que o endividamento das famílias cresce, mas o comprometimento da renda tem se mantido”, disse o diretor do BC em audiência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado sobre o endividamento dos consumidores. Aos poucos senadores presentes, Araújo disse que o BC não vê o tema com preocupação. Explicou que a dívida total cresceu, mas as parcelas seguem parecidas proporcionalmente porque o prazo dos financiamentos cresceu e os juros têm caído. Além disso, o aumento de renda também explica os pagamentos mensais parecidos.
Renovação – Teoricamente, a dívida dos brasileiros poderia ser quitada rapidamente, em dois meses – já que o endividamento médio é de 41% do salário e mensalmente paga-se metade desse montante. Isso, porém, não acontece porque muitos clientes tomam um novo empréstimo assim que a dívida antiga é quitada.
Durante a audiência, o número do BC foi questionado pelo economista José Marcio Camargo. Convidado como um dos debatedores na audiência, o professor da PUC do Rio disse que o tema preocupa e apresentou números diferentes: para ele, o pagamento mensal das dívidas consome 43,3% do salário dos brasileiros – mais que o dobro do registrado pelo BC.
Segundo ele, a fatia destinada ao pagamento das dívidas é maior porque inclui compras parceladas sem juros no cartão de crédito e algumas operações no cheque especial, transações que não são incluídas no conceito usado pelo BC. Apesar da preocupação, Camargo avalia que o Brasil está longe de uma situação de crise de crédito, como nos Estados Unidos e Europa.
Pleno emprego – Em tempos de crise e desemprego recorde nos países desenvolvidos, Carlos Hamilton Araújo disse que a recente evolução do mercado de trabalho nacional aponta para uma situação que se aproxima do pleno emprego. ”O Brasil vive um momento certamente muito próximo do que os economistas acham que é o pleno emprego”, disse.
Outro ponto destacado é que os salários aumentaram. Para o diretor do BC, os indicadores de massa salarial apresentam ”aumento substancial” nos últimos anos. ”O mercado de trabalho aquecido e o aumento da renda repercutem na confiança dos consumidores, que ficam mais propensos a tomar crédito”, afirmou, ao explicar uma das principais razões do aumento do endividamento das famílias nos últimos anos.
por master | 10/11/11 | Ultimas Notícias
A dívida dos brasileiros cresceu muito nos últimos anos, mas o tema não preocupa o Banco Central (BC). Isso porque o aumento da renda dos trabalhadores, financiamentos mais longos e juros um pouco menores fazem com que o pagamento mensal desses empréstimos siga praticamente estável, próximo de 20% do salário. Levando às últimas consequências a máxima da ”parcela que cabe no bolso”, as pessoas físicas estão devendo mais, mas continuam pagando parcelas parecidas ao longo dos últimos cinco anos. Dados apresentados hoje pelo diretor de política econômica do BC, Carlos Hamilton Araújo, mostram que os brasileiros têm, na média, uma dívida total que equivale a 41,3% do salário. Esse valor cresce ininterruptamente desde 2006, quando o total dos empréstimos correspondia a menos de 25% da renda. Ou seja, o endividamento médio dos clientes dos bancos quase dobrou em cinco anos.
Apesar disso, brasileiros seguem destinando cerca de um quinto da renda ao pagamento mensal dessas dívidas. O último dado disponível mostra que famílias usam todo mês 21,1% do salário para pagar financiamentos. Essa fatia destinada a carnês e boletos está praticamente estável desde 2006, período em que o comprometimento gira em torno de 20%.
”Percebe-se que o endividamento das famílias cresce, mas o comprometimento da renda tem se mantido”, disse o diretor do BC em audiência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado sobre o endividamento dos consumidores. Aos poucos senadores presentes, Araújo disse que o BC não vê o tema com preocupação. Explicou que a dívida total cresceu, mas as parcelas seguem parecidas proporcionalmente porque o prazo dos financiamentos cresceu e os juros têm caído. Além disso, o aumento de renda também explica os pagamentos mensais parecidos.
Renovação – Teoricamente, a dívida dos brasileiros poderia ser quitada rapidamente, em dois meses – já que o endividamento médio é de 41% do salário e mensalmente paga-se metade desse montante. Isso, porém, não acontece porque muitos clientes tomam um novo empréstimo assim que a dívida antiga é quitada.
Durante a audiência, o número do BC foi questionado pelo economista José Marcio Camargo. Convidado como um dos debatedores na audiência, o professor da PUC do Rio disse que o tema preocupa e apresentou números diferentes: para ele, o pagamento mensal das dívidas consome 43,3% do salário dos brasileiros – mais que o dobro do registrado pelo BC.
Segundo ele, a fatia destinada ao pagamento das dívidas é maior porque inclui compras parceladas sem juros no cartão de crédito e algumas operações no cheque especial, transações que não são incluídas no conceito usado pelo BC. Apesar da preocupação, Camargo avalia que o Brasil está longe de uma situação de crise de crédito, como nos Estados Unidos e Europa.
Pleno emprego – Em tempos de crise e desemprego recorde nos países desenvolvidos, Carlos Hamilton Araújo disse que a recente evolução do mercado de trabalho nacional aponta para uma situação que se aproxima do pleno emprego. ”O Brasil vive um momento certamente muito próximo do que os economistas acham que é o pleno emprego”, disse.
Outro ponto destacado é que os salários aumentaram. Para o diretor do BC, os indicadores de massa salarial apresentam ”aumento substancial” nos últimos anos. ”O mercado de trabalho aquecido e o aumento da renda repercutem na confiança dos consumidores, que ficam mais propensos a tomar crédito”, afirmou, ao explicar uma das principais razões do aumento do endividamento das famílias nos últimos anos.
por master | 10/11/11 | Ultimas Notícias
Pesquisa aponta falta de comunicação entre mercado de trabalho e instituições de ensino; para Acil, é preciso ”alinhar demandas”
Sobram vagas, há demanda, mas falta comunicação entre mercado de trabalho e instituições de ensino superior. Esta é a realidade londrinense com relação ao mercado de trabalho para os formandos. Os dados são da ”Pesquisa sobre limitação do mercado de mão de obra para os novos profissionais e necessidade de mão de obra qualificada”, encomendada pelo Núcleo de Desenvolvimento Empresarial de Londrina, cujos resultados foram apresentados ontem na sede da Associação Comercial de Industrial de Londrina (Acil). Conforme o estudo, 26,3% das empresas locais, o que corresponde a um universo de aproximadamente sete mil estabelecimentos, têm vagas disponíveis.
De acordo com o professor José Gonçalves Vicente, coordenador do estudo, no geral, falta diálogo entre as universidades e as empresas. ”Na verdade, é muito tênue o conhecimento que o mercado tem do que as instituições de ensino superior estão fazendo aqui e também, da mesma forma, é tênue o conhecimento que as universidades têm sobre as necessidades do mercado”, observou. ”Por isso, aproximadamente 27% das empresas de Londrina estão sedentas de mão de obra, principalmente a qualificada, e não sabem onde buscar”, completou.
Segundo a pesquisa, em contrapartida, 23,4% dos universitários afirmam ter interesse em trabalhar nos próximos seis meses. ”Dentro das universidades temos mais de 7 mil alunos formados por ano, e grande parte deles não sabe onde buscar trabalho”, disse. ”Existe a mão de obra dentro das universidades, existe o mercado que está esperando esta mão de obra e eles não se conversam.”
Ainda conforme o professor, boa parte dos alunos que se formam em Londrina não se sente preparada para assumir os cargos abertos pelas empresas justamente pela desinformação existente entre a universidade e o mercado. ”Essa mão de obra pode estar dentro das universidades, mas o mercado não sabe e as instuições, por sua vez, também desconhecem quem está precisando de funcionário”, relatou.
Para melhorar o relacionamento entre as empresas e as instituições de ensino superior, Vicente sugere que seja feito o casamento entre as duas partes, buscando exemplos de fora para aprender a fazer essa junção. ”Falta humildade suficiente para isso. Houve tentativas passadas, mas que até hoje não deram resultado”, disse.
De acordo com o presidente da Acil, Nivaldo Benvenho, os problemas ”já serão colocados à mesa” para que as empresas e as universidades tomem as providências necessárias para resolver a falta de convergência. Ele avalia que a falta de comunicação se deve à correria do dia a dia tanto de quem forma quanto de quem recebe os profissionais, ”o que acaba resultando em menor atenção para alinhar as demandas”.
”Vamos aguardar um período para que os resultados individuais sejam analisados, então, vamos sentar novamente e traçar as estratégias que promovam mais desenvolvimento para ambos”. Uma das sugestões é trabalhar em conjunto com as entidades e instituições de ensino por meio de um banco de dados coletivo.
A pesquisa ouviu 1.201 alunos formandos da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Norte do Paraná (Unopar), Pontifícia Universidade Católica (PUC-PR) e Faculdade Pitágoras. Também participaram empresários dos setores de serviço (411), comércio (190) e indústria (43), além de 29 entidades.