por master | 10/11/11 | Ultimas Notícias
Com US$ 1 bilhão para investimentos, Related Group pretende construir apartamentos de luxo e hotéis no país
Brasileiros já são 50% dos clientes em Miami; escritório em São Paulo busca aproximação com investidores brasileiros
CAMILA FUSCO
DE SÃO PAULO
Maior construtora de residências de luxo no sul da Flórida, com quase 80 mil unidades entregues, a americana Related Group colocou o Brasil no radar.
A companhia planeja montar suas operações no país a partir de janeiro, onde terá um escritório com a missão de buscar locais para imóveis residenciais e hotéis.
Na rota provável para os investimentos estão São Paulo, Campinas, Rio, Manaus, Belo Horizonte e Recife. “Estamos estruturando um fundo com ao menos US$ 1 bilhão para explorar as oportunidades no Brasil”, disse à Folha Carlos Rosso, presidente da companhia.
Em visita ao país nesta semana, Rosso também tem nos planos a criação de um escritório para aproximar os investidores brasileiros dos imóveis no exterior.
O trunfo para conquistar os compradores por aqui são imóveis de médio e alto luxo em Miami com preços muitas vezes inferiores aos praticados pelo mercado nacional.
Previsto para 2013, um dos prédios localizados no bairro Brickell, distrito financeiro de Miami, é uma das apostas, com 192 apartamentos que custam a partir US$ 164 mil (R$ 292 mil) para a unidade de 60 metros quadrados. Um apartamento do mesmo padrão no Itaim Bibi, zona sul paulistana, custa praticamente o dobro: R$ 566 mil, segundo dados de mercado de outubro.
Outra aposta é no empreendimento de luxo de 48 unidades à beira mar com preços a partir de US$ 1 milhão, para a unidade de 250 metros quadrados.
“Miami está uma pechincha para brasileiros e buscamos principalmente os compradores que querem um segundo imóvel ou um apartamento para alugar por preços inferiores aos daqui”, diz.
FILÃO MILIONÁRIO
A aproximação do Related Group com os compradores latinos não é exatamente nova. Hoje, empresários e investidores brasileiros já figuram entre os principais clientes da empresa em Miami.
Entregue há dois anos, outro prédio no distrito financeiro da cidade teve 900 das 1.800 unidades vendidas a brasileiros. “Foram eles os principais compradores logo depois da crise de 2008, que secou o crédito para os americanos”, afirma Rosso.
A restrição dos recursos de financiamento trouxe dificuldades significativas para a companhia, com US$ 1,2 bilhão comprometido nos principais projetos na época.
Hoje, além de imóveis nos EUA, a empresa mantém projetos no México, na Colômbia e começa a explorar os mercados chinês e indiano.
por master | 10/11/11 | Ultimas Notícias
Com US$ 1 bilhão para investimentos, Related Group pretende construir apartamentos de luxo e hotéis no país
Brasileiros já são 50% dos clientes em Miami; escritório em São Paulo busca aproximação com investidores brasileiros
CAMILA FUSCO
DE SÃO PAULO
Maior construtora de residências de luxo no sul da Flórida, com quase 80 mil unidades entregues, a americana Related Group colocou o Brasil no radar.
A companhia planeja montar suas operações no país a partir de janeiro, onde terá um escritório com a missão de buscar locais para imóveis residenciais e hotéis.
Na rota provável para os investimentos estão São Paulo, Campinas, Rio, Manaus, Belo Horizonte e Recife. “Estamos estruturando um fundo com ao menos US$ 1 bilhão para explorar as oportunidades no Brasil”, disse à Folha Carlos Rosso, presidente da companhia.
Em visita ao país nesta semana, Rosso também tem nos planos a criação de um escritório para aproximar os investidores brasileiros dos imóveis no exterior.
O trunfo para conquistar os compradores por aqui são imóveis de médio e alto luxo em Miami com preços muitas vezes inferiores aos praticados pelo mercado nacional.
Previsto para 2013, um dos prédios localizados no bairro Brickell, distrito financeiro de Miami, é uma das apostas, com 192 apartamentos que custam a partir US$ 164 mil (R$ 292 mil) para a unidade de 60 metros quadrados. Um apartamento do mesmo padrão no Itaim Bibi, zona sul paulistana, custa praticamente o dobro: R$ 566 mil, segundo dados de mercado de outubro.
Outra aposta é no empreendimento de luxo de 48 unidades à beira mar com preços a partir de US$ 1 milhão, para a unidade de 250 metros quadrados.
“Miami está uma pechincha para brasileiros e buscamos principalmente os compradores que querem um segundo imóvel ou um apartamento para alugar por preços inferiores aos daqui”, diz.
FILÃO MILIONÁRIO
A aproximação do Related Group com os compradores latinos não é exatamente nova. Hoje, empresários e investidores brasileiros já figuram entre os principais clientes da empresa em Miami.
Entregue há dois anos, outro prédio no distrito financeiro da cidade teve 900 das 1.800 unidades vendidas a brasileiros. “Foram eles os principais compradores logo depois da crise de 2008, que secou o crédito para os americanos”, afirma Rosso.
A restrição dos recursos de financiamento trouxe dificuldades significativas para a companhia, com US$ 1,2 bilhão comprometido nos principais projetos na época.
Hoje, além de imóveis nos EUA, a empresa mantém projetos no México, na Colômbia e começa a explorar os mercados chinês e indiano.
por master | 10/11/11 | Ultimas Notícias
SÃO PAULO – Está difícil achar uma empregada doméstica? A reforma da casa inflacionou porque falta pedreiro no mercado?
Milhares de empresas brasileiras compartilham o dilema de ter vagas para oferecer, de secretária que fale inglês a analista de sistemas, e não encontrar candidatos preparados.
O Brasil precisa rever sua política restritiva e burocrática de conceder vistos de trabalho a estrangeiros. O desemprego juvenil nos EUA é de 17,7%, chega a 30% em Portugal e a 45% na Espanha. Muitos pós-graduados europeus adorariam trabalhar aqui e têm as habilidades que a educação brasileira levará algumas gerações para produzir.
Um empresário que decidir contratar um engenheiro português ultraqualificado poderá esperar oito meses por um visto -quem pode aguardar todo esse tempo?
Esquecemos os benefícios da imigração. Quando atraíamos milhões de trabalhadores da Europa, do Oriente Médio e do Japão, não tardou para que os mais ousados prosperassem e gerassem empregos por aqui. As deficiências de quem não consegue um bom emprego só serão sanadas com treinamento e educação -não será um cientista francês que vai prejudicar o seu vizinho.
Com nossa taxa de natalidade de 1,8 filho por mulher, digna de país rico, o debate precisa se impor já.
Até a populosa China tem política de importar expertise. Hotéis de Pequim recrutam gerentes e maîtres experientes na Europa. O mesmo acontece na publicidade e na arquitetura.
Há 20 anos, EUA e Europa ocidental não desperdiçaram o colapso do bloco comunista. Cientistas e esportistas da Europa oriental foram rapidamente assediados. Empresas e universidades brasileiras não deveriam desperdiçar a nova oportunidade de importar talento.
Nos EUA, o Vale do Silício implora por mais estímulo à imigração, enquanto o Arizona constrói muros contra imigrantes. Queremos nos parecer com qual dos dois?
por master | 10/11/11 | Ultimas Notícias
SÃO PAULO – Está difícil achar uma empregada doméstica? A reforma da casa inflacionou porque falta pedreiro no mercado?
Milhares de empresas brasileiras compartilham o dilema de ter vagas para oferecer, de secretária que fale inglês a analista de sistemas, e não encontrar candidatos preparados.
O Brasil precisa rever sua política restritiva e burocrática de conceder vistos de trabalho a estrangeiros. O desemprego juvenil nos EUA é de 17,7%, chega a 30% em Portugal e a 45% na Espanha. Muitos pós-graduados europeus adorariam trabalhar aqui e têm as habilidades que a educação brasileira levará algumas gerações para produzir.
Um empresário que decidir contratar um engenheiro português ultraqualificado poderá esperar oito meses por um visto -quem pode aguardar todo esse tempo?
Esquecemos os benefícios da imigração. Quando atraíamos milhões de trabalhadores da Europa, do Oriente Médio e do Japão, não tardou para que os mais ousados prosperassem e gerassem empregos por aqui. As deficiências de quem não consegue um bom emprego só serão sanadas com treinamento e educação -não será um cientista francês que vai prejudicar o seu vizinho.
Com nossa taxa de natalidade de 1,8 filho por mulher, digna de país rico, o debate precisa se impor já.
Até a populosa China tem política de importar expertise. Hotéis de Pequim recrutam gerentes e maîtres experientes na Europa. O mesmo acontece na publicidade e na arquitetura.
Há 20 anos, EUA e Europa ocidental não desperdiçaram o colapso do bloco comunista. Cientistas e esportistas da Europa oriental foram rapidamente assediados. Empresas e universidades brasileiras não deveriam desperdiçar a nova oportunidade de importar talento.
Nos EUA, o Vale do Silício implora por mais estímulo à imigração, enquanto o Arizona constrói muros contra imigrantes. Queremos nos parecer com qual dos dois?
por master | 10/11/11 | Ultimas Notícias
Em seu segundo dia de visita ao Brasil, o presidente uruguaio, José Mujica, disse que o empresariado brasileiro tem o dever não de “colonizar” os países vizinhos, mas de criar um sistema de alianças que fortaleça a América Latina. Se isso não for feito, acrescentou, “vêm os chineses, entra a Índia e fazem o que não fizemos”.
O uruguaio chefiou uma comitiva de seu país que se reuniu ontem de manhã com empresários em Porto Alegre. Mujica defendeu a integração de seu país com o Brasil no setor de energia elétrica e disse que o Uruguai oferece benefícios a quem quiser investir em regiões “deprimidas” da fronteira.
O presidente disse ainda que a “onda de ajuste” verificada na União Europeia vai chegar à América do Sul.