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CNI eleva projeção do PIB para 2,1% em 2023, mas prevê queda de 0,9% para a indústria de transformação

CNI eleva projeção do PIB para 2,1% em 2023, mas prevê queda de 0,9% para a indústria de transformação

Crescimento desigual

Entidade diz que a indústria vem mostrando um quadro de estagnação, mantendo nível de atividade inferior ao registrado antes da pandemia

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) elevou sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 1,2% para 2,1%, de acordo com o Informe Conjuntural da entidade, referente ao segundo trimestre do ano, divulgado nesta quinta-feira (13). A projeção para o PIB industrial é de uma alta de 0,6% no ano, mas o produto interno bruto específico da indústria de transformação deve recuar 0,9%.

“A expansão de 2,1% é relevante, mas se isolarmos o resultado da agropecuária, o ritmo de crescimento do Brasil desacelerou. A indústria enfrenta os efeitos dos juros altos, com restrição no crédito bancário, o que vemos penalizar tanto empresários quanto consumidores. Além disso, o setor de serviços, que acumulou avanços expressivos desde 2020, também agora se encontra em movimento de desaceleração”, disse Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

Na projeção, a indústria da construção deve encerrar o ano com crescimento de 1,5%, em um comportamento que ainda é remanescente dos ciclos de negócios iniciados em 2020. Para o setor de serviços, é esperado um crescimento de 1,3% em 2023.

Segundo a CNI, o crescimento da economia brasileira no primeiro trimestre superou as expectativas mais otimistas pelo desempenho da agropecuária, que avançou 21,6%. “Uma das explicações para o desempenho desse setor foi a safra agrícola, sobretudo a de soja, revisada para cima repetidas vezes, em contraste a um 2022 de quebra de safra”, diz o documento da entidade. “Para 2023, esperamos um crescimento de 13,2% do PIB da agropecuária, influenciado por essa forte expansão da produção vegetal.”

Contudo, excluído o desempenho de destaque da agropecuária, o cenário de dificuldade da atividade econômica trazido pelos efeitos restritivos da política monetária mais apertada se manteve, comentou a CNI.

A entidade diz que a indústria vem mostrando um quadro de estagnação, mantendo nível de atividade inferior ao registrado antes da pandemia.

“A produção física da indústria (transformação e extrativa) registrou relativa estabilidade (+0,4%) quando comparamos os primeiros cinco meses de 2023 com os últimos cinco meses de 2022, e permanece 1,5% abaixo do patamar registrado logo antes da pandemia (fevereiro de 2020). O PIB Industrial recuou 0,1% no primeiro trimestre de 2023, na comparação com o 4º trimestre de 2022.”

Para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a projeção da CNI é 4,9% ao final de 2023, menos que os 5,8% observados em 2022, mas superior à meta de 3,25% perseguida Banco Central para o ano.

INFOMONEY

https://www.infomoney.com.br/economia/cni-eleva-projecao-do-pib-para-21-em-2023-mas-preve-queda-de-09-para-a-industria-de-transformacao/

CNI eleva projeção do PIB para 2,1% em 2023, mas prevê queda de 0,9% para a indústria de transformação

Votorantim Cimentos mantém cautela para 2023 e reforça atenção ao caixa

Empresa aumentou faturamento em 20% no primeiro trimestre, mas sinaliza que conservadorismo deverá seguir mesmo com queda dos juros em agosto

Apesar de um crescente otimismo das empresas de capital intensivo com o início da queda de juros em agosto, a Votorantim Cimentos (VC) prefere se manter conservadora. Não que o afrouxamento monetário não seja importante, mas a tendência é de que a maior procura por moradias ou obras de infraestrutura ainda leve um tempo até chegar aos fornecedores de insumos.

“O setor de construção é feito de ciclos longos, então os efeitos não são imediatos. O novo Minha Casa Minha Vida pode contribuir, vemos uma demanda constante para o setor de infraestrutura, mas ainda é cedo.”, reforça Bianca Nasser, CFO global da VC, ao InfoMoney.

Diante disso, Bianca mantém os pés firmes na estratégia traçada para este ano, que é fazer uma gestão conservadora do caixa da empresa, ou como costuma dizer, o “liability management“. “Nós não mudamos nosso planejamento em função de uma possível queda nos juros. Nosso objetivo segue o de manter um perfil de dívida controlado”.

A VC terminou o primeiro trimestre do ano com a alavancagem, métrica que considera a dívida líquida pelo Ebitda, em 1,78 vez, nível considerado baixo para o segmento e também inferior ao estipulado pela gestão, de 2,5 vezes. No fim de março, a Votorantim Cimentos possuía R$ 3,6 bilhões em caixa, sendo 40% em moeda forte, montante que cobre as obrigações financeiras pelos próximos quatro anos.

Bianca Nasser, CFO da Votorantim Cimentos: estrutura de capital é o foco (Divulgação)

A CFO diz que a empresa aproveitou o momento de custo de capital menor da pandemia para aprimorar a estrutura de capital. Bonds emitidos no exterior foram recomprados e ainda ocorreram M&As no período.

Em 2020, a empresa expandiu sua atuação na América do Norte com fusão de suas operações com a canadense McInnis. No ano seguinte, a empresa comprou a espanhola HeidelbergCement, concluindo a aquisição no fim do ano passado. “Nós entendemos que o nosso momento ainda é de consolidar nossas aquisições recentes”, acrescenta a executiva.

A CFO da Votorantim Cimentos lembra que, sazonalmente, o terceiro trimestre do ano é o mais forte da empresa. Nesse sentido, observa que será importante captar uma inflexão de cenário nas vendas entre julho e o fim de setembro para ter maior clareza dos próximos passos.

Para este ano, apesar da cautela, a empresa aumentou em 25% seu capex, para R$ 2,5 bilhões, com o objetivo de avançar na modernização de suas plantas para fazer frente a uma agenda de descarbonização da atividade.

Sinal ao mercado de capitais

Em maio, a Votorantim Cimentos obteve registro “categoria A” na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que é aquele que permite à empresa fazer uma oferta pública inicial de ações (IPO, em inglês). A VC é sempre um nome lembrado para uma eventual listagem na Bolsa e o anúncio gerou expectativa no mercado de que o IPO estivesse mais próximo.

Neste momento, Bianca Nasser afirma que a listagem não está próxima e que acha difícil alguma conversa avançar ainda em 2023. Mas reforça que o registro A da CVM emite dois sinais ao mercado. O primeiro, de que agora eles poderão fazer oferta pública de debêntures, o que permite melhores condições de emissão. O outro recado é que, sim, o IPO ainda é uma estratégia de longo prazo para a Votorantim Cimentos.

“Já que era para pedir o registro para emissões públicas, resolvemos já fazer na ‘categoria A’ para mostrar que estamos de prontidão [para um IPO]. Seguimos avaliando o mercado e não temos urgência. Nossa estrutura de capital tem mostrado isso”, completa Nasser.

Atualmente, a VC atua em dez países, sendo o Brasil responsável por cerca de 50% dos R$ 5,8 bilhões de receita líquida no primeiro trimestre deste ano, crescimento de 18% em relação a igual período de 2022. O lucro líquido do trimestre foi de R$ 78 milhões, revertendo um prejuízo de R$ 317 milhões no mesmo comparativo.

INFOMONEY

https://www.infomoney.com.br/negocios/votorantim-cimentos-mantem-cautela-para-2023-e-reforca-atencao-a-gestao-de-caixa/

CNI eleva projeção do PIB para 2,1% em 2023, mas prevê queda de 0,9% para a indústria de transformação

INSS negocia com países para proteger trabalhador brasileiro no exterior

Os tratados têm como objetivo proteger os direitos previdenciários de brasileiros que vivem no exterior, o principal deles, contar o tempo de trabalho fora do país para aposentadorias

Vicente Nunes — Correspondente

Lisboa — A Previdência Social do Brasil está em negociação com mais oito países para o fechamento de acordos internacionais que beneficiem os brasileiros que vivem e trabalhem no exterior. É uma forma de garantir que o tempo de serviço fora do país possa ser contado para as aposentadorias concedidas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A lista inclui Angola, Austrália, China, Emirados Árabes Unidos, Irlanda, Jamaica, Líbano e Polônia. Pelos cálculos do Itamaraty, há, atualmente, 4,5 milhões de brasileiros morando no exterior — um recorde.

Esses acordos internacionais começaram a ser fechados ainda nos governos militares. O primeiro foi assinado em 1967, com Luxemburgo. Depois, vieram Itália e Cabo Verde. Nos anos de 1990, esse processo avançou para Grécia, Portugal e Espanha. Foi nos anos 2000, porém, que os tratados se intensificaram com os parceiros do Brasil no Mercosul (Argentina, Uruguai e Paraguai), Chile, Coreia do Sul, Japão, Alemanha, Canadá, França, Bélgica, Quebec (Canadá), Estados Unidos e Suíça. Já foram aprovados e dependem de ratificação dos governos acordos com Noruega, Suécia e Senegal.

Ao longo do tempo, esses tratados foram sendo atualizados, sempre com o objetivo de facilitar a vida dos trabalhadores dos respectivos países. É importante ressaltar que há características diferentes nos acordos. Para garantir que tudo o que foi acertado no exterior seja cumprido de forma ágil, o INSS conta com sete agências específicas para cuidar dos processos. É possível obter informações pelo telefone pelo 135 ou pelo aplicativo Meu INSS.

CORREIO BRAZILIENSE

https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2023/07/5108562-inss-negocia-com-paises-para-proteger-trabalhador-brasileiro-no-exterior.html

CNI eleva projeção do PIB para 2,1% em 2023, mas prevê queda de 0,9% para a indústria de transformação

Saiba quais são os produtos da linha branca, cujos preços Lula quer reduzir

Em mais uma medida de incentivo ao consumo, presidente sugeriu ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, uma reedição de um antigo programa de incentivo à compra de eletrodomésticos.

Por Bruna Miato e Guilherme Mazui, g1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu, nesta quarta-feira (12), que o vice-presidente Geraldo Alckmin — que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio — estude a reedição de um programa de incentivos às compras de eletrodomésticos de linha branca.

Esses eletrodomésticos formam uma categoria de itens que são essenciais para o funcionamento de uma casa e para a realização de tarefas diárias, como cozinhar e lavar roupa.

Os produtos de linha branca, normalmente, possuem um alto valor agregado, por conta das tecnologias e matérias-primas envolvidas em sua produção, além de terem longa vida útil. Por isso, sua troca não é tão frequente — principalmente em períodos de menor atividade econômica.

Entre os principais eletrodomésticos de linha branca, cabe destacar:

  • geladeira;
  • fogão,
  • micro-ondas;
  • refrigerador;
  • ar-condicionado;
  • forno elétrico;
  • cafeteira;
  • torradeira;
  • aparelho purificador de água;
  • máquina de lavar roupas;
  • secadora de roupas
  • tanquinho;
  • máquina de lavar louça;
  • adegas/frigobar.

A sugestão de Lula

A sugestão de Lula ao vice-presidente de reeditar o programa de incentivos à compra de produtos de linha branca aconteceu durante um evento no Palácio do Planalto.

“Até falei para o Alckmin: ‘Que tal a gente fazer uma aberturazinha para a linha branca outra vez?’. Facilitar a compra de geladeira, de televisão, de máquina de lavar roupa”, disse o presidente.

“As pessoas, de quando em quando, precisam trocar os seus utensílios domésticos. Quando a geladeira velha está batendo, não está gelando a cerveja bem, e está gastando muita energia, você tem que trocar. E, se está caro, vamos baratear, tentar encontrar um jeito”, completou.

Na sequência, o presidente se dirigiu à ministra do Planejamento, Simone Tebet, pedindo que ela “abra a mão um pouquinho”, para o governo poder “facilitar a vida do povo que quer ter acesso” aos produtos.

O presidente ponderou, no entanto, que o povo tem de consumir de “forma responsável”. “Ninguém pode gastar o que não tem”, afirmou. Segundo Lula, nos próximos dias, o governo deve lançar oficialmente o Desenrola, programa de renegociação de dívidas de pessoas físicas que tem o objetivo de aquecer o consumo no país.

2° mandato do presidente teve programa semelhante

Se o governo realmente conceder os incentivos para a compra dos eletrodomésticos de linha branca, essa não será a primeira vez que Lula desenvolve um programa com esse objetivo.

Em 2009, durante o seu segundo mandato, o presidente lançou um programa que reduziu o IPI Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre quatro itens dessa categoria: geladeiras, fogões, máquinas de lavar roupas e tanquinhos.

Na época, o Ministério da Fazenda, chefiado por Guido Mantega, concedeu as reduções do IPI durante um período de três meses, no seguinte esquema:

  • o imposto sobre geladeiras caiu de 15% para 5%;
  • o imposto sobre fogões caiu de 5% para zero;
  • o imposto para máquinas de lavar roupas caiu de 20% para 10%;
  • e o imposto para tanquinhos caiu de 10% para zero.

G1

https://g1.globo.com/economia/noticia/2023/07/13/saiba-quais-sao-os-produtos-da-linha-branca-cujos-precos-lula-quer-reduzir.ghtml

CNI eleva projeção do PIB para 2,1% em 2023, mas prevê queda de 0,9% para a indústria de transformação

‘Desenrola’, para renegociação de dívidas, começa na segunda-feira (17)

Governo autorizou instituições financeiras a iniciarem a renegociação da ‘Faixa 2’ do programa, para pessoas com renda mensal de até R$ 20 mil.

Por Wesley Bischoff, g1 — São Paulo

O programa “Desenrola”, criado pelo governo federal para a renegociação de dívidas, iniciará suas operações na segunda-feira (17), conforme portaria do Ministério da Fazenda publicada nesta sexta-feira (14). Por hora, a autorização vale para a “Faixa 2” do programa.

A Faixa 2 é voltada para pessoas com renda mensal de até R$ 20 mil. As renegociações valem para dívidas inscritas até 31 de dezembro de 2022 e que continuam ativas. O devedor terá prazo mínimo de 12 meses para pagamento.

As renegociações da Faixa 2 poderão ser feitas diretamente entre os clientes e as instituições financeiras onde os débitos existem. Em troca, o governo vai oferecer aos bancos um incentivo para que aumente a oferta de crédito.

O programa não atenderá renegociações de dívidas dos seguintes tipos:

  • dívidas de crédito rural;
  • débitos com garantia da União ou de entidade pública
  • dívidas que não tenham o risco de crédito integralmente assumido pelos agentes financeiros;
  • dívidas com qualquer tipo de previsão de aporte de recursos públicos;
  • débitos com qualquer equalização de taxa de juros por parte da União.

Cerca de 30 milhões de pessoas devem ser beneficiadas nesta faixa, segundo o Ministério da Fazenda.

Faixa 1

Em relação à “Faixa 1”, a portaria publicada pelo Ministério da Fazenda cita que as instituições financeiras deverão se habilitar na plataforma digital do programa para iniciar as renegociações. No entanto, a portaria não indica datas.

A expectativa do Ministério da Fazenda é que o programa esteja disponível para toda a população até setembro. Antes disso, em agosto, o governo deve fazer um leilão para definir quais credores serão contemplados — os que oferecerem maiores descontos terão vantagem.

Fazem parte da Faixa 1 do Desenrola pessoas com renda mensal de até dois salários mínimos ou inscritas no Cadastro Único (CadÚnico). Poderão ser renegociadas dívidas de até R$ 5 mil, feitas entre 1º de janeiro de 2019 e 31 de dezembro de 2022.

O programa não abrange os seguintes casos:

  • dívidas com garantia real;
  • dívidas de crédito rural;
  • dívidas de financiamento imobiliário;
  • operações com funding ou risco de terceiros.

A renegociação dos débitos será feita por meio de uma plataforma digital. Para isso, o devedor entrará no sistema com seu login do portal gov.br. Após isso, ele poderá escolher uma instituição financeira inscrita no programa para fazer a renegociação e selecionar o número de parcelas.

Entre as regras de pagamento estão:

  • a taxa de juros será de 1,99%;
  • a parcela mínima será de R$ 50;
  • o pagamento poderá ser feito em até 60 vezes;
  • o prazo de carência será de no mínimo 30 dias e de no máximo 59 dias.

O governo informou que o pagamento das parcelas poderá ser feito por débito em conta, PIX ou boleto bancário. Os devedores também terão direito a um curso de educação financeira.

Em caso de inadimplência após a renegociação, o beneficiário poderá voltar a ficar com o nome sujo.

Dívidas de R$ 100

Bancos que participarem do programa terão de limpar imediatamente o nome de consumidores que devem até R$ 100. Segundo o Ministério da Fazenda, 1,5 milhão de brasileiros têm dívidas com esse valor.

Como a medida vale somente para bancos e instituições financeiras com volume de captações superior a R$ 30 bilhões, na condição de credores, o governo não fará essa exigência para empresas como varejistas e companhias de água e luz.

G1

https://g1.globo.com/economia/noticia/2023/07/14/portaria-inicio-desenrola.ghtml