NOVA CENTRAL SINDICAL
DE TRABALHADORES
DO ESTADO DO PARANÁ

UNICIDADE
DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

Seguro-desemprego tem novo valor; veja quem tem direito e como calcular benefício

Seguro-desemprego tem novo valor; veja quem tem direito e como calcular benefício

Desembolsos variam entre R$ 1.302 e R$ 2.230,97

Desde a quarta-feira (11), os trabalhadores com pedidos de seguro-desemprego registrados terão direito ao benefício reajustado pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) computado em 2022, de 5,93%. O valor mínimo passa a ser igual ao piso dos salários, que passou a ser de R$ 1.302.

O seguro-desemprego é uma assistência financeira temporária, garantida constitucionalmente ao trabalhador desempregado sem justa causa. Integra o sistema de seguridade social, garantido pelo art. 7º dos Direitos Sociais da Constituição Federal.

O benefício possui três faixas de valores, que variam conforme a média dos salários nos três meses anteriores à demissão. Veja, abaixo, como calcular:

Primeira faixa: média salarial de até R$ 1.968,36
O benefício corresponderá a 80% da média dos salários
Como calcular: multiplique o salário médio por 0,8

Segunda faixa: média salarial entre R$ 1.968,37 e R$ 3.280,93
Como calcular: pegue o valor que ultrapassa R$ 1.968,36 e multiplique essa diferença por 0,5. Esse resultado será, então, somado a 1.574,69

Terceira faixa: é o teto, de R$ 2.230,97
Liberado aos trabalhadores com média salarial maior do que R$ 3.280,93

O trabalhador tem direito, segundo as regras do governo, entre três e cinco parcelas — a quantidade de saques só é dada integralmente ao beneficiário sem vínculo trabalhista. Para o pescador artesanal,  empregado doméstico e o trabalhador resgatado, o valor é de 1 salário mínimo.

Quem tem direito

O profissional precisa dar entrada no benefício entre o 7º e o 120º dia após a data da demissão, no caso do trabalhador formal, e do 7º ao 90º dia, se for empregado doméstico.

Essa fase é feita no portal Emprega Brasil, do Ministério do Trabalho.

Tem direito ao benefício quem foi dispensado sem justa causa e tenha recebido salários. Outras informações podem ser consultadas site da Caixa Econômica Federal.

Modalidades

Existem cinco modalidades: seguro-desemprego formal, seguro-desemprego empregado doméstico, seguro-desemprego pescador artesanal, seguro-desemprego empregado resgatado e bolsa qualificação.

  • Seguro-desemprego formal: é o mais comum. Esse tipo se confunde com a própria definição do que é o benefício: assistência financeira temporária ao trabalhador desempregado, sem justa causa, e também um auxílio através de ações integradas de orientação, recolocação e qualificação profissional.

  • Seguro-desemprego empregado doméstico: é a modalidade que presta ajuda financeira e temporária aos empregados domésticos desempregados, que possuam Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e que tenham sido dispensados sem justa causal.

  • Seguro-desemprego pescador artesanal: é a modalidade que prevê a assistência financeira temporária ao pescador profissional que exerça a sua atividade de maneira artesanal, individual ou em regime de economia familiar. O pescador conta com essa ajuda em períodos de proibição de pesca para preservação das espécies marinhas, o chamado período de defeso.

  • Seguro-desemprego empregado resgatado: o programa beneficia temporariamente o trabalhador desempregado em virtude de dispensa, sem justa causa, inclusive a dispensa indireta, que comprove o seu resgate do trabalho forçado ou do trabalho em condições semelhantes à escravidão.

  • Bolsa qualificação: consiste em cursos ou programas de qualificação profissional oferecido pelo empregador aos seus empregados com contrato de trabalho suspenso. A assistência em forma de bolsa é uma alternativa à demissão do trabalhador em momentos de retração das atividades econômicas em nosso país. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) prevê a suspensão do contrato para que o trabalhador participe de um curso ou programa de qualificação profissional oferecido pelo seu empregador. Para que haja o benefício da bolsa de qualificação, é necessário um acordo coletivo de trabalho, bem como o consentimento formalizado do trabalhador.

INFOMONEY

https://www.infomoney.com.br/minhas-financas/seguro-desemprego-tem-novo-valor-veja-quem-tem-direito-e-como-calcular-beneficio/

Seguro-desemprego tem novo valor; veja quem tem direito e como calcular benefício

Lula vai relançar Minha Casa, Minha Vida em viagem à Bahia no dia 20

A escolha por Feira de Santana foi articulada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, e mira fortalecer o PT na cidade, a segunda maior da Bahia em termos populacionais e nunca governada pelo partido

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai relançar o programa Minha Casa, Minha Vida em agenda no dia 20 de janeiro, na cidade de Feira de Santana, na Bahia. O Estadão/Broadcast apurou que o evento será usado para entrega simultânea de unidades habitacionais em outros municípios brasileiros. Quatro mil moradias estão aptas para distribuição no País, mas o governo ainda não definiu se todas serão repassadas na mesma cerimônia.

Lula fará entregas pessoalmente em Feira, na primeira viagem ao Nordeste após a posse. A agenda foi definida nesta tarde. Ao optar pela Bahia para relançar um programa símbolo das gestões petistas e que é uma das prioridades do início do governo, Lula faz gesto simbólico ao Estado que lhe deu 72% dos votos no segundo turno da disputa eleitoral.

A escolha por Feira de Santana foi articulada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, e mira fortalecer o PT na cidade, a segunda maior da Bahia em termos populacionais e nunca governada pelo partido. O governador do Estado, Jerônimo Rodrigues (PT), deve participar da cerimônia.

A inauguração das moradias também atende ao desejo de Lula de fazer entregas rápidas de obras à população. A Bahia será o primeiro dos dois Estados que o presidente pretende visitar antes da primeira viagem internacional do mandato, para a Argentina. A equipe de Lula estuda qual será a próxima unidade da federação a receber a visita do presidente, também para inauguração de obras.

CORREIO BRAZILIENSE

https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2023/01/5066191-lula-vai-relancar-minha-casa-minha-vida-em-viagem-a-bahia-no-dia-20.html

Seguro-desemprego tem novo valor; veja quem tem direito e como calcular benefício

Lula terá reunião com ministro do Trabalho e deve debater salário mínimo

O compromisso, marcado para as 15 horas de segunda-feira (16/1), ocorre no momento em que o governo discute o que fará com o valor do salário mínimo

Agência Estado

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, deve se reunir nesta segunda-feira (16/1) com o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, no Palácio do Planalto. O compromisso, marcado para as 15 horas, ocorre no momento em que o governo discute o que fará com o valor do salário mínimo – se ele será ou não reajustado de R$ 1.302 para R$ 1.320.

A agenda de Lula, divulgada neste domingo, 15, também prevê a participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na reunião.

Haddad, contudo, não deve estar em Brasília. A previsão é de que ele embarque para o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, na noite de domingo.

Na última quinta-feira, 12, questionado sobre o assunto, Haddad afirmou que o governo ainda analisa qual decisão tomará sobre o reajuste do salário mínimo.

Ele explicou que a rubrica destinada a elevação do valor, de R$ 6,8 bilhões, já foi consumida pela aceleração da fila do INSS. O ministro comentou também que Marinho abriria uma mesa de negociação com as centrais sindicais para avaliar “adequadamente” o tema.

Outros compromissos de Lula

A agenda de Lula também prevê a ida do presidente à posse de Tarciana Medeiros como presidente do Banco do Brasil, às 18 horas, além de outras reuniões com ministros.

Às 9 horas, ele encontra no Planalto o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta.

Já às 9h30 a reunião será com os ministros da Casa Civil, Rui Costa, da Secretaria-Geral, Márcio Macedo, novamente Padilha e Pimenta, além de Haddad e o chefe do gabinete pessoal do presidente da República, Marco Aurélio Marcola.

CORREIO BRAZILIENSE

https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2023/01/5066331-lula-tera-reuniao-com-ministro-do-trabalho-e-deve-debater-salario-minimo.html

Seguro-desemprego tem novo valor; veja quem tem direito e como calcular benefício

Mercado financeiro eleva para 5,39% estimativa de inflação em 2023

Previsão dos investidores supera o teto da meta definido pelo CMN para este ano, que é de até 4,75%. Estimativa foi divulgada pelo Banco Central e é medida a cada semana.

Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Os economistas do mercado financeiro elevaram a estimativa de inflação deste ano de 5,36% para 5,39%. Foi a quinta alta consecutiva do indicador.

 

A informação consta do relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central. Foram ouvidas mais de 100 instituições financeiras na semana passada sobre as projeções para a economia.

Quanto maior é a inflação, menor é o poder de compra das pessoas, principalmente das que recebem salários menores. Isso, porque os preços dos produtos aumentam sem que o salário acompanhe esse crescimento.

 

Para este ano, a meta central de inflação foi fixada em 3,25% e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%.

 

Para 2024, projeção de inflação do mercado financeiro permaneceu estável em 3,70% na semana passada.

 

A meta de inflação do próximo ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3% e será considerada cumprida se oscilar entre 1,5% e 4,5%.

 

Produto Interno Bruto

 

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2023, o mercado financeiro reduziu sua previsão estável de 0,78% para 0,77%.

 

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O indicador serve para medir a evolução da economia.

 

Já para 2024, a previsão de crescimento permaneceu estável em 1,5%.

Taxa de juros

 

O mercado financeiro elevou a expectativa para a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 12,25% para 12,50% ao ano para o fim de 2023.

 

Com isso, o mercado financeiro segue estimando queda dos juros neste ano.

 

Para o fim de 2024, a projeção do mercado para o juro básico da economia permaneceu em 9,25% ao ano, com nova redução.

Outras estimativas

 

Veja abaixo outras estimativas do mercado financeiro, segundo o BC:

 

  • Dólar: a projeção para a taxa de câmbio para o fim de 2023 continuou em R$ 5,28. Para o fim de 2024, permaneceu em R$ 5,30.

  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção subiu de US$ 56,6 bilhões para US$ 57,2 bilhões de superávit em 2023. Para 2024, a expectativa para o saldo positivo continuou em US$ 52,4 bilhões.

  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano permaneceu em US$ 80 bilhões de ingresso. Para 2024, a estimativa de ingresso caiu de US$ 80 bilhões para US$ 77,5 bilhões.

G1

https://g1.globo.com/economia/noticia/2023/01/16/mercado-financeiro-eleva-para-539percent-estimativa-de-inflacao-em-2023.ghtml

Seguro-desemprego tem novo valor; veja quem tem direito e como calcular benefício

Não dá tempo de comemorarmos a vitória contra o orçamento secreto

Seriam dezenove bilhões de reais literalmente no escuro nas mãos do relator para 2023 e o bolo secreto de “verbas-coringa” (sem destinação prévia) passaria a ser dividido entre o relator do orçamento, o presidente da Câmara, o presidente do Senado e os líderes de bancadas de alguns partidos graças a um mágico projeto de resolução aprovado no Congresso em meio ao julgamento do STF.

Sem podermos nos esquecer que o Brasil é um dos oito signatários mundiais do pacto dos governos abertos ao lado de Estados Unidos, Grã-Bretanha, Noruega, México, África do Sul, Filipinas e Indonésia, firmado em 2011, quando nos comprometemos a sermos referência mundial em matéria de transparência.

Foi este o artifício que se tentou usar para criar a falsa impressão de que o “orçamento secreto” estaria ao menos mitigado, mas não era verdade. Tentou-se criar um ardil para, através de um sistema atenuado do que se tinha, convencer o STF, em pleno julgamento em curso, de que o Congresso estaria abrindo mão de parte de seu poder. Detalhe: o Congresso transacionava enquanto isto a aprovação da PEC da transição. É ilustrativo neste sentido o pensamento de Giuseppe di Lampedusa “Tudo deve mudar para que fique como está”.

É como se estivessem instituindo que as práticas espúrias do “orçamento secreto” passariam a ser praticadas por um grupo maior de pessoas, como se isto tivesse o poder de tornar a prática legítima. O único deslinde possível para o caso era realmente o caminho preconizado no voto da Ministra relatora Rosa Weber, seguido pelos Ministos Barroso, Fachin, Carmen Lúcia, Fux e Lewandowsky que reconhecem a afronta que o “orçamento secreto” impõe à nossa Constituição Federal aos princípios da publicidade e separação dos poderes.

A única saída republicana possível foi adotada – extirparmos este tipo de expediente, que o Congresso insiste em manter. Era pavorosa e devastadora a hipótese de ser esta prática nefasta chancelada e naturalizada pela suprema corte do país em nome da governabilidade política. Significaria que o Poder Judiciário deixou de cumprir seu papel de interpretar a vontade abstrata da lei aos casos concretos para simplesmente dizer amem ao poder político quando isto convém.

Após a tal resolução aprovada a toque de caixa pelo Congresso, quando a votação apontava 5×4 pela proclamação da inconstitucionalidade, acompanhando a relatora, quando faltavam os votos dos Ministros Lewandowsky e Gilmar aguardou-se a retomada do julgamento suspenso na semana passada, mas o Ministro Lewandowsky foi categórico ao registrar que a resolução não eliminava as inconstitucionalidades graves contidas na prática.

O tema era tão sério e grave que a Constituição Federal, nossa carta política, ao tratar dos crimes de responsabilidade do presidente da República, elenca as hipóteses, no artigo 85, como lembra nosso sempre Ministro do STF Ayres Britto, Conselheiro do Instituto Não Aceito Corrupção, sendo sete, a primeira delas atentar contra a existência da União, a segunda contra o livre exercício do Legislativo, do Judiciário, do MP, e dos poderes constitucionais das unidades da federação e a sexta, contra a lei orçamentária. Ou seja, o tema orçamento é de importância capital, cuja força sancionadora pode levar ao impeachment do mandatário maior da nação.

Ao final, por 6×5 o STF decidiu proclamar a inconstitucionalidade da prática corajosamente revelada pelo repórter Breno Pires, que por isto foi vencedor de diversos prêmios de jornalismo investigativo, inclusive esteve entre os três premiados na terceira edição do terceiro prêmio Não Aceito Corrupção, realizado em 2022 pela referida reportagem.

Nota-se já com perplexidade que o Congresso reagiu de imediato à decisão da Suprema Corte, chegando a cogitar a esdrúxula hipótese de incluir a prática esconjurada na Constituição Federal por meio de proposta de emenda, em gesto de clara afronta à corte, olvidando-se que se hipoteticamente isto ocorresse a iniciativa estaria fadada ao mesmo destino, vez que o mesmo tribunal inexoravelmente proclamaria igualmente a inconstitucionalidade da proposição, podendo a votação ser ainda mais expressiva em virtude da afronta à Corte.

Não nos esqueçamos que a Câmara dos Deputados, usando o expediente da urgência de votação para sacrificar o debate democrático, deliberou há poucas semanas aprovar uma nova lei regulamentando o lobby, permitindo legalmente que agentes públicos recebam presentes caríssimos e participem de feiras e seminários nababescos a convites de particulares.

A mesma Câmara, por volta das 22h de terça-feira passada, na calada da noite, sem qualquer debate, sem discussão em qualquer comissão, sem ouvir a sociedade civil, modificou também, em menos de dois minutos a lei das estatais, admitindo novas regras que trazem de volta a velha cultura do compadrio político que foi enfrentado em 2016 com o advento da lei 13303/2016 diante do escândalo bilionário da Petrobrás.

Felizmente o STF proclamou a inconstitucionalidade do “orçamento secreto”, mas lamentavelmente a reação sintomática do Congresso é a pior possível, buscando imediatamente atalhos para manter viva de alguma forma a prática considerada inconstitucional. As votações relâmpago de matérias de alta relevância, de forma nada democrática, na contramão do interesse público, transmitem nítida percepção de que a impunidade está garantida por lei, de várias maneiras.

O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para redacao@congressoemfoco.com.br.

ROBERTO LIVIANU Procurador de Justiça, doutor em Direito pela USP, presidente do Instituto Não Aceito Corrupção e diretor do Movimento do Ministério Público Democrático.

CONGRESSO EM FOCO