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Veja quem são os deputados federais eleitos por estado

Veja quem são os deputados federais eleitos por estado

Nomes dos 513 postulantes já foram divulgados. PL elege a maior bancada.

Por g1

 

 

Os eleitores brasileiros escolheram no domingo (2) os deputados federais que vão representar os estados pelos próximos quatro anos na Câmara dos Deputados.

Os nomes dos 513 postulantes já foram divulgados. O número de vagas na Câmara varia conforme o estado e é proporcional ao tamanho da população.

 

Veja na tabela a seguir os eleitos em cada estado ou, mais abaixo, clique no seu estado para ver os deputados:

 

G1

https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2022/noticia/2022/10/03/veja-quem-sao-os-deputados-federais-eleitos-por-estado.ghtml

Veja quem são os deputados federais eleitos por estado

PDT, PSDB e Cidadania fazem reuniões nesta terça para definir apoio no 2º turno para presidente

Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) disputarão segundo turno. PDT teve Ciro Gomes como candidato; PSDB e Cidadania apoiaram Simone Tebet (MDB).

Por g1 — Brasília

As cúpulas de PDTPSDB e Cidadania farão reuniões nesta terça-feira (4) para definir quem apoiarão no segundo turno para presidente da República.

 

O ex-presidente Lula (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) receberam 91,6% dos votos e vão disputar o segundo turno das eleições deste ano. Com 99,9% das urnas apuradas até as 7h30 desta terça, Lula havia recebido 57,2 milhões de votos (48,4%), e Bolsonaro, 51,07 milhões de votos (43,2%).

 

No primeiro turno, PSDB e Cidadania apoiaram a candidatura de Simone Tebet (MDB). A senadora, que disputou a Presidência pela primeira vez, obteve 4,9 milhões de votos (4,1%).

No domingo (2), assim que foi confirmado o segundo turno entre Lula e Bolsonaro, Tebet fez um pronunciamento no qual não informou quem iria apoiar, mas disse que a decisão já estava tomada e que ela ficará “ao lado do povo“.

 

Já o PDT teve o ex-governador do Ceará Ciro Gomes como candidato a presidente. Ciro recebeu 3,5 milhões de votos (3%) e, durante a disputa, disse que “qualquer imbecil” sabe as diferenças entre Lula e Bolsonaro, mas criticou os dois candidatos com frequência, afirmando que os dois buscariam implementar o mesmo modelo econômico.

Estratégias dos candidatos

 

O colunista do g1 Valdo Cruz informou que Lula e Bolsonaro já começaram a definir as estratégias para conseguir mais votos para vencer no segundo turno.

 

Lula, por exemplo, informou o colunista, buscará o apoio de Simone Tebet, do MDB e de Ciro Gomes.

 

Bolsonaro, por sua vez, ainda segundo o colunista, focará a estratégia em três estados: São Paulo, Minas e Bahia.

G1

https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2022/noticia/2022/10/04/pdt-psdb-e-cidadania-fazem-reunioes-nesta-terca-para-definir-quem-apoiarao-no-2o-turno-para-presidente.ghtml

Veja quem são os deputados federais eleitos por estado

Lula quer confronto de ideias que não houve no primeiro turno

Em pronunciamento à imprensa, ex-presidente sinalizou como será a campanha de segundo turno, expondo o contraste entre as candidaturas.

Em pronunciamento à imprensa, após reunião da coordenação da campanha nesta segunda-feira (3), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou como pretende conduzir a campanha neste segundo turno, a partir das diferenças fundamentais e opostas entre as candidaturas em disputa.

Vencedor da primeira etapa destas eleições, com mais de 57,2 milhões de votos, o ex-presidente afirmou que a polarização no Brasil é real, com projetos opostos disputando a Presidência. Ele destacou a diferença entre as duas candidaturas no segundo turno e a importância do debate, para que a sociedade conheça os projetos que estão em disputa.

“Um lado defende a democracia e o Estado de bem-estar social e o outro que é genocida, responsável ao menos por metade das mortes por covid, por conta de irresponsabilidade governamental”, afirmou.

Após fala da presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e ao lado do ex-governador Geraldo Alckmin e de outros nomes importantes da coordenação e campanha, como a presidenta nacional do PCdoB, Luciana Santos, Lula afirmou que o segundo turno será uma oportunidade para fazer o debate que não houve no primeiro turno.

Gleisi disse que a campanha já começou o diálogo com o MDB, o PDT e o União Brasil (UB) para ter o apoio de Simone Tebet, Ciro Gomes e Soraya Thronicke na campanha do segundo turno pela presidência do Brasil. Também há sinalizações de interesse em conversar com setores do PSDB.

Lula fez um balanço positivo do primeiro turno e destacou o fato de o atual presidente, pela primeira vez na história recente, perder as eleições no primeiro turno. Ele disse ser especialista em ganhar eleições em segundo turno e contou que, a partir de amanhã, a campanha vai percorrer o Brasil para conversar com todos, especialmente com os que não votaram nele.

O objetivo é unir, num só bloco, todas as representações democratas para derrotar o autoritarismo e a falta de humanidade representados pela candidatura à reeleição de Jair Bolsonaro (PL).

O ex-presidente anunciou que pretende voltar a percorrer o país, para “conversar mais com o povo”, visitando regiões que ficaram de fora da sua agenda no primeiro turno. Disse que vai percorrer os estados que tem segundo turno e também nos que resolveram a eleição para governador no primeiro. “Porque eu estou convencido que nós vamos alargar nossa vantagem no Nordeste. Que a gente vai alargar a nossa vantagem em Minas Gerais. Vou visitar regiões de Minas que eu deveria ter visitado e não pude”. Por fim, avisou os partidos que “a hora é de menos conversa entre nós e mais conversa com o eleitor”.

“Obter ontem a vitória que nós obtivemos, temos que agradecer primeiramente a Deus, depois a vocês e aos eleitores brasileiros. Porque, seguramente, essa vitória será aumentada para o segundo turno”, disse, ressaltando apoios que recebeu nesta segunda-feira, como de Tasso Jereissati e Roberto Freire.

Temas distintivos

Lula afirmou que “a polarização que atinge o Brasil é real”, com dois lados antagônicos se enfrentando. Ele elencou os temas principais que precisam ser abordados, entre eles, a questão climática.

“Temos uma discussão sobre a questão climática para nos opor ao adversário e mostrar, não só ao povo brasileiro, mas ao mundo, a importância de a gente cuidar da questão ambiental com o respeito e o com carinho que eles não cuidam”, disse, referindo-se à gestão ambiental do governo Bolsonaro.

Além da questão do clima, ele destacou o fortalecimento do SUS e ampliação dos investimentos em saúde e educação. Apelou para a urgência do movimento estudantil ocupar as ruas, porque o projeto bolsonarista corta investimentos em educação e pesquisa.

E também garantiu a manutenção de um programa de transferência de renda para as famílias mais pobres, como o Bolsa Família, que exige contrapartidas de quem recebe, como manutenção do filho na escola, vacinação e acompanhamento das gestantes, por exemplo.

“A sociedade brasileira vai entender a diferença entre a nossa candidatura que defende a verdade e a democracia, um estado de bem-estar social e a participação efetiva de mulheres e negros na política e a de um candidato que não gosta de democracia, que não gosta de cultura, que não gosta de livro, que prefere falar em armas, que não tem piedade nem compaixão da fome de 31 milhões de pessoas nesse país”, disse, acrescentando que essas diferenças ficarão visíveis a partir de amanhã, quando recomeça a campanha.

O ex-presidente também destacou a necessidade de se debater a questão do emprego, no contexto da nova relação entre capital e trabalho, de forma que, embora ninguém queira que volte ao que era antigamente, não é possível continuar numa situação em que o trabalhador não tem direito nenhum.

“Estou convencido que nós apenas retardamos um pouco a vitória”.

VERMELHO

https://vermelho.org.br/2022/10/04/lula-quer-confronto-de-ideias-que-nao-houve-no-primeiro-turno/

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21 pontos que ajudam a entender o primeiro turno

Ednilson Valia*

  1. Sem o censo de 2020, os institutos de pesquisa perderam totalmente a referência para uma análise mais profunda.
  1. A rejeição vencerá a eleição.
  1. A transferência de votos é muito subestimada no Brasil.
  1. Nitidamente, os evangélicos têm um número maior na composição da população do que é estimado.
  1. A rejeição das mulheres ao Bolsonaro é muito menor do que o apontado.
  1. Programa de governo tem pouco interesse numa eleição.
  1. Mercado financeiro não dá voto, mas é importante para governar.
  1. A eleição será decidida pelos sentimentos das pessoas e não pela força da estrutura partidária.
  1. A grande derrotada nessa eleição não foi só a esquerda e sim a moderação. As eleições legislativas refletiram isto: as maiores votações foram dos políticos “raízes”.
  1. Não adiantará o “paz e amor”. Não dá para esconder o sentimento do ódio, ele terá que ser direcionado e canalizado.
  1. O PT tem que entender porque fala tão bem com o Nordeste e não tem o mesmo apelo com os pobres do Sudeste, do Sul e do Centro-Oeste.
  1. Sem crescer no Rio e em São Paulo, fica muito difícil vencer a eleição.
  1. A TV tem menor importância nesta eleição. Facebook e WhatsApp serão decisivos.
  1. Janones é preponderante para Lula nas redes sociais.
  1. Lula terá que mudar o vocabulário ao falar de Bolsonaro. Ao invés de falar em mentira, melhor usar “não é verdade”. Quando Bolsonaro é ofendido, seu eleitor tem o mesmo sentimento.
  1. Lula terá que dialogar estrategicamente com os evangélicos, com humildade. “Não vamos entender o Brasil, sem entendermos os evangélicos, é um erro que o PT precisa consertar”; “não cogitamos de forma alguma taxar igrejas, temos que compreender a nova dinâmica religiosa e política que nos apresenta”.
  1. Terá que dialogar com os aposentados: o Brasil envelheceu.
  1. Tem que se aproximar do agronegócio, que ameaçou de demissão quem votasse no Lula e deu resultado.
  1. Lula não, mas as redes sociais terão que ser radicalizadas canalizando o medo e o ódio.
  1. Lula terá que quebrar a bolha e dar entrevistas à Jovem Pan, ao Pânico e o Estadão.
  1. E SEMPRE SER CALMO, EDUCADO E EQUILIBRADO.

CONGRESSO EM FOCO

https://congressoemfoco.uol.com.br/area/pais/pitacos-do-primeiro-turno/

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Pesquisas parecem incapazes de acompanhar a extrema-direita, avaliam especialistas

A repentina vantagem de Jair Bolsonaro (PL) em relação a Lula (PT) na região Sudeste, contrariando as projeções das pesquisas, bem como a grande distorção em favor do atual presidente no resultado das pesquisas para governadores e senadores, foi um dos temas abordados pelos analistas convidados a participar do Congresso em Foco Talk desta segunda-feira (3). No debate, um detalhe foi consenso entre os participantes: os institutos de pesquisa carecem no atual momento de mecanismos que permitam acompanhar a evolução de  grupos de extrema-direita no Brasil.

Ricardo Cappelli, atual secretário de Comunicação Social do Maranhão, conta que o grau de distorção das pesquisas com relação aos resultados nos estados foi elevado demais para se considerar uma falha pontual. “É um fenômeno estrutural que vem desde 2018. (…) 2022 repete a reta final de 2018, demonstrando que a força da extrema-direita no Brasil é mais real e poderosa do que as pesquisas têm conseguido demonstrar”, declarou.

Confira a conversa:

A professora Luciana Veiga, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), avalia que os institutos de pesquisa terão que renovar seus instrumentos e métodos de análise para a nova realidade eleitoral. “É preciso aprimorar um instrumento que seja capaz de detectar a possibilidade de volatilidade. Outro ponto que vamos ter que olhar é até que ponto as pessoas estão falando a verdade, até que ponto as pessoas estão falando o que realmente sentem”, apontou.

Ultramobilização

Essa nova realidade eleitoral, de acordo com Capelli, é de um cenário de imprevisibilidade por parte da militância de aplicativos de mensagens privadas, como Whatsapp e Telegram, constantemente subestimados nas análises de tráfego. “Você não consegue fazer o monitoramento de forma precisa do que acontece nesses aplicativos. E você tem o histórico de operação de fora para dentro do Brasil pesada no Whatsapp. (…) E ainda tem outro detalhe que as pesquisas não conseguem captar porque há muitas redes em setores estruturados da sociedade que são redes fechadas: coletivos de bolhas fechadas ultramobilizadas”, explicou.

Essa ultramobilização é, na avaliação  de Luciana Veiga, o principal fator de peso na dificuldade em monitorar o crescimento da extrema-direita. “A esquerda aprendeu a montar sua estrutura, mas a estrutura da direita tem uma capacidade maior de ser mais reativa e organizada, ainda que a gente pudesse achar, até muito pouco tempo atrás, que nada superaria a mobilização do PT. (…) Isso faz uma mobilização rápida e silenciosa, e as pesquisas precisam encontrar uma maneira de captar isso, porque a gente não pode ficar a toda eleição vulnerável a essa questão de última hora”, alertou.

Também participou o sociólogo Arilton Freres, diretor do Instituto Opinião, que chamou atenção para alguns detalhes metodológicos que já poderiam ser estudados por institutos de pesquisa. “Deveríamos também fazer uma ponderação por religião. (…) Talvez o voto evangélico muito organizado possa estar exercendo uma influência direta nessas viradas de última hora. Esse pode ser um caminho”, ponderou. O especialista também chama atenção para o fato da base de dados dos institutos estar desatualizada com a falta de censos demográficos, não sendo possível obter um retrato preciso de qual é de fato o perfil do eleitor médio.

CONGRESSO EM FOCO

https://congressoemfoco.uol.com.br/area/pais/ao-vivo-nesta-segunda-3-19h-analise-dos-resultados-do-primeiro-turno/