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Mercado financeiro reduz estimativa de inflação para 4,53% em 2023

Mercado financeiro reduz estimativa de inflação para 4,53% em 2023

Entretanto, expectativa dos analistas para o crescimento da economia neste ano teve pequena queda. Números foram divulgados nesta segunda-feira (27) pelo BC.

Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Os economistas do mercado financeiro reduziram a expectativa de inflação em 2023, de 4,55% para 4,53%. Foi a terceira redução seguida do indicador.

A informação consta no relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central. O levantamento ouviu mais de 100 instituições financeiras, na semana passada, sobre as projeções para a economia.

  • Com a queda, a estimativa dos analistas para a inflação de 2023 continuou abaixo do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
  • A meta central de inflação é de 3,25% neste ano, e será considerada formalmente cumprida se o índice oscilar entre 1,75% e 4,75% neste ano.

Se a projeção do mercado financeiro se confirmar, será interrompida uma sequência de dois anos de descumprimento da meta de inflação. Em 2021, o IPCA somou 10,06%. E, em 2022, a inflação somou 5,79%.

Para 2024, a estimativa de inflação ficou estável em 3,91% na última semana. No próximo ano, a meta de inflação é de 3% e será considerada cumprida se oscilar entre 1,5% e 4,5%.

Para definir a taxa básica de juros e tentar conter a alta dos preços, o BC já está mirando, neste momento, na meta do ano que vem.

Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra das pessoas, principalmente das que recebem salários menores. Isso porque os preços dos produtos aumentam, sem que o salário acompanhe esse crescimento.

Produto Interno Bruto

Sobre o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de 2023, o mercado financeiro baixou a projeção de crescimento de 2,85% para 2,84%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O indicador serve para medir a evolução da economia.

Já para 2024, a previsão de crescimento da economia do mercado financeiro permaneceu inalterada em 1,50%.

Taxa de juros

Os economistas do mercado financeiro mantiveram as estimativas para a taxa básica de juros da economia brasileira para o final deste ano e de 2024.

Outras estimativas

Veja abaixo outras estimativas do mercado financeiro, segundo o BC:

  • Dólar: a projeção para a taxa de câmbio para o fim de 2023 ficou estável em R$ 5. Para o fim de 2024, a estimativa permaneceu em R$ 5,05.
  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção subiu de R$ 77 bilhões para US$ 83 bilhões de superávit em 2023. Para 2024, a expectativa para o saldo positivo avançou de US$ 63,7 bilhões para US$ 69 bilhões.
  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano caiu de US$ 64,7 bilhões para US$ 62,6 bilhões de ingresso. Para 2024, a estimativa de ingresso permaneceu em US$ 70 bilhões.

G1

https://g1.globo.com/economia/noticia/2023/11/27/mercado-financeiro-reduz-estimativa-de-inflacao-para-453percent-em-2023.ghtml

Mercado financeiro reduz estimativa de inflação para 4,53% em 2023

Brasil tem menor taxa de desemprego entre jovens em 9 anos

Pnad Contínua Trimestral do IBGE mostra que no 4º trimestre de 2023, 16% dos jovens estavam sem emprego. Desocupação geral da população também teve queda e ficou em 7,7%

por Priscila Lobregatte

O desemprego entre os jovens brasileiros, no patamar de 16%, é o menor desde o quarto trimestre de 2014, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta semana.

No terceiro trimestre daquele ano, a taxa foi de 14,9%. Em relação ao trimestre anterior de 2023, a queda foi de 0,6 ponto percentual. Do total de pessoas que procuram emprego atualmente (8,3 milhões), 2,45 milhões têm entre 14 e 18 anos e 2,9 milhões, entre 25 e 39 anos.

Na comparação entre o terceiro trimestre de 2022 e o deste ano, o IBGE constatou que houve queda em todas as faixas etárias. No caso dos jovens entre 14 e 17 anos, saiu de 31,7% para 30,2% e entre 18 e 24 anos, caiu de 18% para 16%. No caso dos 25 aos 39 anos, a redução foi de 7,8% para 7%.

Na população em geral, a pesquisa verificou que houve queda em relação ao segundo trimestre, saindo de 8% para 7,7% no terceiro. Com relação ao ano passado, a diminuição foi de um ponto percentual — no mesmo período de 2022, o índice era de 8,7%.

Pelas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou a queda na desocupação no país: “A taxa de desemprego segue caindo. No terceiro trimestre deste ano, a taxa chegou a 7,7%, o menor número desde 2015, segundo o IBGE. Ainda temos muito trabalho pela frente para garantir mais empregos de qualidade, melhorando concretamente a vida de cada brasileiro”, declarou.

Qualificação dos jovens

Em evento realizado em Brasília, nesta quinta-feira (23), sobre educação profissional e primeiro emprego — questões que figuram entre alguns dos desafios a serem superados para ampliar a inserção qualificada do jovem no mercado de trabalho — o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, declarou que “é preciso que se trabalhe com muita determinação as oportunidades de qualificação. A juventude está sofrendo muito. Que tipo de sociedade nós queremos? Queremos de fato ser um país desenvolvido ou um país de terceiro mundo”.

Na ocasião, o MTE também tratou do programa Manoel Querino, que será lançado pela pasta no dia 28 de novembro, voltado ao desenvolvimento de ações de qualificação social e profissional a jovens e trabalhadores, de forma a contribuir com a formação geral e o acesso e permanência no mundo do trabalho.

Segundo o MTE, o programa vai atuar por meio da capilarização da oferta de qualificação social e profissional na rede de atendimento ao trabalhador do Sistema Nacional de Emprego (Sine); da articulação da política de qualificação social e profissional com instituições públicas federais; do fomento às iniciativas da sociedade civil voltadas à solução de problemas e ao desenvolvimento de tecnologias sociais; da oferta de ações formativas em habilidades digitais transversais ao trabalho e ao acesso à cidadania; e indução estratégica da política de aprendizagem profissional.

VERMELHO

https://vermelho.org.br/2023/11/24/brasil-tem-menor-taxa-de-desemprego-entre-jovens-em-9-anos/

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Para centrais sindicais, veto de Lula à desoneração pode gerar desemprego

Centrais sindicais alegaram nesta sexta-feira (24) que o veto integral do presidente Lula ao projeto que  prorroga a desoneração da folha de pagamento até 2027 deve resultar em uma onda de desemprego.

“O veto coloca milhões de empregos em risco, estimula a precarização no mercado de trabalho e levará ao fim do ciclo, conduzido pelo Ministério do Trabalho, de redução do desemprego. O resultado será perda de arrecadação, insegurança e empregos de menor qualidade”, afirma nota da Força Sindical, que representa as centrais sindicais.

A decisão de Lula foi publicada em edição extra no Diário Oficial da União (DOU). Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que as mudanças feitas pelo Congresso Nacional em prol dos municípios são inconstitucionais, de acordo com parecer elaborado pela Advocacia-Geral da União (AGU). Segundo Haddad, os fatos foram explicados ao Congresso, que mesmo assim manteve o andamento e aprovação do projeto. “Vamos levar ao Congresso as razões do veto e as alternativas para a aprovação, que não tivemos chance de fazer”, disse o ministro. Segundo ele, as medidas só serão apresentadas após a finalização, por parte do Congresso, da aprovação das medidas econômicas enviadas pelo governo.

Para as entidades sindicais, a desoneração da folha de pagamento precisa ser uma questão de “sensibilidade social”.

“A equipe econômica comete um equívoco ao jogar o ajuste fiscal no setor produtivo e no emprego formal, pois a conta será absorvida pelos trabalhadores seja com o desemprego ou com a informalidade. Esperamos que o Congresso Nacional restabeleça rapidamente a política para um ambiente de geração de emprego para os trabalhadores brasileiros neste fim de ano”.

O veto à desoneração já era esperado pelo Congresso, apesar dos avisos de que eles causaram desentendimento entre os poderes. A proposta  prorroga a desoneração da folha de pagamento até 2027. Ao todo, 17 setores da economia serão beneficiados caso o texto seja sancionado pelo presidente. O impacto para o governo é de ao menos R$ 18 bilhões.

O impacto na área fiscal, cerca de R$ 18 bilhões em renúncia, é o principal motivo. A ideia estudada é o veto total e a justificativa seria uma suposta inconstitucionalidade. Haddad afirmou que as correções junto às empresas serão corrigidas, mas não disse as formas.

Leia a íntegra da nota

As Centrais Sindicais abaixo lamentam a decisão do Governo Federal em vetar o Projeto de Lei que prorrogava a desoneração da Folha de Pagamento para 17 setores da economia. A decisão se deu sem debate com o movimento sindical, sobretudo dos setores mais afetados.
O veto coloca milhões de empregos em risco, estimula a precarização no mercado de trabalho e levará ao fim do ciclo, conduzido pelo Ministério do Trabalho, de redução do desemprego. O resultado será perda de arrecadação, insegurança e empregos de menor qualidade.
Desonerar a Folha de pagamento é uma questão de sensibilidade social. A equipe econômica comete um equívoco ao jogar o ajuste fiscal no setor produtivo e no emprego formal, pois a conta será absorvida pelos trabalhadores seja com o desemprego ou com a informalidade.
Esperamos que o Congresso Nacional restabeleça rapidamente a política para um ambiente de geração de emprego para os trabalhadores brasileiros neste fim de ano.
São Paulo, 24 de novembro de 2023
Miguel Torres, Presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, Presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)
Antonio Neto, Presidente da CSB, (Central dos Sindicatos Brasileiros)
Mercado financeiro reduz estimativa de inflação para 4,53% em 2023

Zanin vota para anular decisão sobre “revisão da vida toda” do INSS

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, votou nesta sexta-feira (24) por anular decisão que autoriza a revisão da vida toda em aposentadorias pagas pelo Instituto Nacional do Seguro  Social (INSS). O direito permite o recálculo do valor a ser pago para pensionistas e aposentados que começaram a contribuir antes de julho de 1994, quando foi criado o Plano Real.

Em dezembro do ano passado, a Corte votou pela aprovação do direito à revisão da vida toda, por 6 votos a 5. O direito prevê que contribuintes do INSS, cujo início da vida de trabalho se deu antes do Plano Real, podem rever se o benefício com base nas contribuições sobre o período anterior ao ano de 1994 será mais vantajoso e recorrer na Justiça

O INSS, no entanto, recorreu do acórdão, pois, de acordo com o órgão, ainda era necessário definir e analisar o número de beneficiários contemplados, estimar o impacto financeiro a fim de poder implementar a decisão.

O ministro Zanin, assim como o presidente do Supremo, o ministro Luís Roberto Barroso, avaliou que os argumentos eram válidos e, portanto, o caso deve voltar ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para novo julgamento.

“Assim, reconheço a nulidade do acórdão oriundo da Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça, e determino o retorno dos autos ao Tribunal da Cidadania, para que seja realizado novo julgamento do feito”, escreveu o ministro.

O relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, por sua vez, votou por estabelecer formas de aplicar a decisão. A ex-ministra Rosa Weber, aposentada em setembro, seguiu o relator quando votou ainda em agosto. Faltam votar os ministros André Mendonça, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Edson Fachin, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques.

A votação acontece em plenário virtual e os ministros têm até 1º de dezembro para depositar seus votos. Com o voto de Zanin, existe a possibilidade de o caso retornar ao STJ, uma vez que outros cinco ministros já votaram contra a decisão. Se eles mantiverem seus votos, forma-se, então, maioria. Caso a decisão permaneça, Zanin votou pela modulação dos efeitos, isto é, amenizar o que foi proposto. Para o magistrado, é importante que a revisão se dê a partir das parcelas de 13 de dezembro de 2022, data em que foi proferida a decisão.

*Estagiário, sob supervisão da editora Iara Lemos.

PEDRO SALES Jornalista em formação pela Universidade de Brasília (UnB). Integrou a equipe de comunicação interna do Ministério dos Transportes.

Mercado financeiro reduz estimativa de inflação para 4,53% em 2023

Congresso já trabalha pela derrubada do veto à desoneração

*Pedro Sales

Após o presidente Lula vetar integralmente projeto que prorroga a desoneração da folha fiscal até 2027 na noite de quinta-feira (23), lideranças do Congresso já trabalham para derrubar o veto. A lei garante redução da alíquota previdenciária de 17 setores da economia e municípios. Para o governo, a medida significa deixar de arrecadar cerca de R$ 18 bilhões em impostos.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que o “Congresso tende a derrubar o veto“. Segundo o senador, isso se dá pelo fato de a matéria ter sido amplamente apoiada pelos parlamentares. “Há uma essência de bom mérito nesse projeto de desoneração, da qual obviamente o Senado e a Câmara já se debruçaram sobre ele. (…) Já houve uma ampla maioria pela aprovação no Congresso Nacional”.

O senador e presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PP-PI), manifestou-se contrário ao veto presidencial em publicação no X (antigo Twitter). De acordo com ele, o PT “joga contra” o Brasil, reforçando que a medida tomada pelo governo impacta setores que mais empregam no país.

“O compromisso do presidente claramente não é com os trabalhadores, mas com a companheirada, contratada apenas para inchar a máquina pública. Esse lamentável veto certamente será derrubado pelo Congresso e em velocidade recorde”, disse o senador.

Para o senador Ângelo Coronel (PSD-BA), relator do projeto na Casa Alta, além de impactar tais setores da economia, responsáveis por 9 milhões de empregos, 5.000 prefeituras “à beira da falência”, com previdência social muito elevada, também sofrerão com o veto.

“Da mesma maneira que o presidente da República tem o direito de vetar qualquer projeto aprovado aqui no Congresso, o Congresso também tem o direito de também derrubar esse veto”, disse Ângelo Coronel em vídeo. “Então vamos trabalhar para derrubar o veto no Congresso Nacional logo na primeira sessão”.

Além da insatisfação no Congresso, o veto acarretou em reações negativas de centrais sindicais. A representante Força Sindical afirmou em nota que a decisão pode aumentar o desemprego. “O veto coloca milhões de empregos em risco, estimula a precarização no mercado de trabalho e levará ao fim do ciclo, conduzido pelo Ministério do Trabalho, de redução do desemprego. O resultado será perda de arrecadação, insegurança e empregos de menor qualidade”

Nesta manhã, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse em pronunciamento à imprensa que o governo pretende apresentar medidas para o Congresso após a aprovação de projetos econômicos de interesse do governo. “Até o final do ano vamos apresentar medidas que nós consideramos adequadas, e esperamos que até o final do ano o Congresso siga com as medidas que o governo enviou ainda em agosto”.

Ainda segundo o ministro, a proposta de redução de alíquota dos municípios é inconstitucional. O projeto prevê a redução da alíquota de desoneração de 20% para 8% a todos os municípios com até 142 mil habitantes, o equivalente a 5.377 cidades. Apenas em renúncia fiscal para os municípios, o governo deixaria de arrecadar R$9 bilhões.

*Estagiário, sob supervisão da editora Iara Lemos.

AUTORIA

Pedro Sales

PEDRO SALES Jornalista em formação pela Universidade de Brasília (UnB). Integrou a equipe de comunicação interna do Ministério dos Transportes.

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