NOVA CENTRAL SINDICAL
DE TRABALHADORES
DO ESTADO DO PARANÁ

UNICIDADE
DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

‘Sextou?’: trabalho híbrido faz a quinta-feira virar o dia de escritório cheio — e de happy hour bombado

‘Sextou?’: trabalho híbrido faz a quinta-feira virar o dia de escritório cheio — e de happy hour bombado

Home office permite que trabalhadores ‘escapem’ de passar a sexta-feira no escritório. Já a quinta-feira registra aumento da circulação pela cidade, dos níveis de congestionamento de trânsito, das reservas de mesa de trabalho e até da clientela de bares e restaurantes.

Por Raphael Martins, g1

As sextas não são mais as mesmas. Quem trabalha nos principais polos empresariais de São Paulo se acostumou a um novo padrão: a nova morada do “fervo” é a quinta-feira.

Do trânsito nas ruas pela manhã até os bares lotados à noite, é notável como o comportamento de ir ao escritório mudou desde o retorno ao trabalho presencial, após as flexibilizações de protocolos da pandemia de Covid.

Em um novo momento, mais recente, as empresas apertaram o cerco e passaram a requisitar a presença dos funcionários em mais dias da semana. Isso reforçou o conceito da “semana de deputado”, com preferência por dar as caras às terças, quartas e quintas-feiras.

Os números já comprovam a tese: a plataforma de gestão de escritórios Deskbee identificou um aumento total de quase 50% nas reservas de estações de trabalho no primeiro semestre de 2023 contra o mesmo período de 2022, de uma base de mais de 350 mil usuários.

Hoje, é preciso reservar uma mesa para trabalhar em boa parte das grandes empresas, principalmente as que reduziram o tamanho dos escritórios durante a pandemia. O mesmo vale para as salas de reunião, que tiveram aumento de 70% no mesmo período. E mais: 65% das reservas são feitas para quartas e quintas-feiras.

https://s3.glbimg.com/cdn/icons/quote/quote-classic.svg”); height: 23px; width: 18.2px; -webkit-mask-image: var(–glb-quote-svg); -webkit-mask-repeat: no-repeat; -webkit-mask-position: center center; background-color: var(–glb-primary-color);”>
No contexto atual, do modelo híbrido, o escritório passou a servir para atividades colaborativas e de interação entre as equipes, como brainstorms, networking e momentos de conexão.
— Mário Verdi, CEO da Deskbee.

Não custa ressaltar que a realidade do trabalho híbrido é um privilégio de funcionários qualificados. Mas o executivo complementa que o home office, que foi a única alternativa para boa parte dos trabalhadores nos dias de isolamento social, serve agora para momentos de concentração e tarefas isoladas.

A questão é que as empresas passaram a notar queda de produtividade no corpo de funcionários e têm pedido retorno ao escritório. E o novo desafio de conciliar o anseio do profissional com a vontade da empresa é feito no fio da navalha.

A última sondagem da consultoria Robert Half mostra que 38% dos trabalhadores passariam a procurar emprego se fossem convocados a retornar ao presencial nos cinco dias da semana.

Por outro lado, aumentou para 33% o número de empresas que voltaram ao regime antigo, com 100% de presença. O modelo híbrido é, hoje, a maioria e foi adotado por 59% das empresas. Apenas 8% estão em esquema totalmente remoto.

Segundo Lucas Nogueira, diretor regional da Robert Half, o movimento de retorno aos escritórios é motivado, principalmente, pelo anseio de fortalecimento da cultura organizacional.

“As lideranças enfatizam a relevância de consolidar a identidade corporativa e aprimorar a capacidade de gerir, visto que a gestão remota já se mostrou extremamente desafiadora. As preocupações com a produtividade e o engajamento dos profissionais também têm influenciado”, diz.

Nogueira ressalta, contudo, que o desafio do empregador passou a ser o de oferecer um ambiente de trabalho que respeite as individualidades enquanto promove valores e objetivos da empresa.

https://s3.glbimg.com/cdn/icons/quote/quote-classic.svg”); height: 23px; width: 18.2px; -webkit-mask-image: var(–glb-quote-svg); -webkit-mask-repeat: no-repeat; -webkit-mask-position: center center; background-color: var(–glb-primary-color);”>
É evidente que a resistência de adaptação às mudanças do mercado resulta em desafios na atração de talentos qualificados e em obstáculos significativos na retenção de profissionais-chave.
— Lucas Nogueira, diretor regional da Robert Half

Espaços ainda estão vazios

Nos momentos mais críticos da pandemia, o g1 mostrou como parte das empresas passou a redimensionar os espaços de trabalho e a devolver andares de prédios corporativos.

Números da consultoria JLL mostram que, logo antes do impacto da pandemia, a vacância de prédios corporativos na capital paulista chegou a apenas 13,6%. Em pouco mais de um ano, o número subiu para 24,6%.

Além da onda de devoluções, a cidade recebeu mais oferta de imóveis corporativos. Prédios planejados para uso em um contexto pré-pandêmico foram entregues pelas construtoras, inchando a disponibilidade de espaços. No segundo trimestre deste ano, portanto, a vacância chegou a subir, para 25,6%.

De acordo com Rafael Calvo, diretor de locação na divisão de escritórios da JLL, o retorno gradual ao trabalho presencial preencheu primeiro as regiões tradicionais e mais concorridas da cidade. Mas ainda deixou de lado os lugares mais afastados, que receberam investimentos pesados na construção de novos imóveis.

https://s3.glbimg.com/cdn/icons/quote/quote-classic.svg”); height: 23px; width: 18.2px; -webkit-mask-image: var(–glb-quote-svg); -webkit-mask-repeat: no-repeat; -webkit-mask-position: center center; background-color: var(–glb-primary-color);”>
Com os juros do país caindo, devemos ter o primeiro ciclo de expansão do mercado de imóveis corporativos em muitos anos, por reflexo de novas contratações.
— Rafael Calvo, diretor de locação na divisão de escritórios da JLL

Hoje, regiões da cidade de São Paulo como a da Avenida Brigadeiro Faria Lima e da Juscelino Kubitschek registram números baixíssimos de vacância, abaixo dos 10%, e preços de aluguel em disparada.

Já a região da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini e Chucri Zaidan tem vacância na casa dos 32%, com previsão de ganhar um novo estoque de 66 mil metros quadrados de novo espaço.

Esse é o segundo maior aumento de oferta esperada pela JLL, atrás apenas da Chácara Santo Antônio, que deve ganhar 95 mil metros quadrados entre 2024 e 2025. A região da Faria Lima, com pouca oportunidade, deve ganhar apenas 18 mil metros quadrados. A Vila Olímpia, 4 mil.

A expectativa, daqui em diante, é que os espaços sejam preenchidos aos poucos, tanto pela dinâmica de trabalho presencial mais constante como o crescimento das equipes das grandes empresas, conforme a economia passe a acelerar.

“A região da Berrini e Chucri Zaidan eram o eixo de crescimento do mercado, que estava habituado a se locomover todos os dias para trabalhar. Agora, com a consolidação do trabalho híbrido, há mais resistência para locação em regiões que têm o acesso mais complicado”, afirma Calvo.

‘Quintou’ no bar

Os “momentos de conexão” que Mário Verdi, da Deskbee, faz menção também acontecem fora do horário de trabalho. Bares e restaurantes dos arredores das regiões empresariais de São Paulo também percebem o novo comportamento dos consumidores, e apostam nas quintas-feiras para faturar pesado.

O bar e restaurante Charme do Brooklin, na Berrini, repete a cena, semana a semana: quintas-feiras de happy hour abarrotado e sextas-feiras relativamente tranquilas.

https://s3.glbimg.com/cdn/icons/quote/quote-classic.svg”); height: 23px; width: 18.2px; -webkit-mask-image: var(–glb-quote-svg); -webkit-mask-repeat: no-repeat; -webkit-mask-position: center center; background-color: var(–glb-primary-color);”>
A quinta-feira virou mais uma sexta, como se hoje tivéssemos duas na semana. Mas o fluxo das quintas é cada vez maior, uma melhor que a outra.
— Wladimir Pinheiro dos Santos, gerente do Charme do Brooklin.

A observação dos garçons e da gerência se dá na seguinte lógica, como confidenciaram à reportagem: quem vai perder duas horas para ir e voltar do escritório em uma sexta-feira, enquanto pode trabalhar de casa?

É bem verdade de que ninguém mais quer sair de casa às sextas-feiras. É o que mostra um levantamento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-SP), que mede o trânsito na capital paulista em cada dia na semana.

Em 2023, a quinta-feira passou mais quilômetros de congestionamento que a sexta pela primeira vez. Neste ano, a quinta tem média de 341 quilômetros parados, contra 321 quilômetros na sexta.

Outro fato: a circulação se consolidou em patamares mais baixos. O levantamento da CET mostra que, em 2019, a sexta-feira era a campeã de congestionamento com média da 537 quilômetros, um número 57% maior que a quinta-feira de 2023.

Morar mais perto ainda é luxo

Lá em 2020, com a chegada da pandemia e o home office em expansão, houve uma cambalhota na procura por imóveis, com destaque para metragens maiores e mais afastados do centro. Agora, o trabalho híbrido (e a necessidade de “bater ponto”) vai desfazendo lentamente a tendência de viver em locais mais ermos e baratos.

Mas há um grande entrave: no início do ano, o g1 mostrou como os aluguéis têm sido reajustados acima da inflação oficial do país, depois que os proprietários resolveram recuperar as perdas que tiveram durante a pandemia.

O preço mais alto e a renda mais apertada pela inflação dos últimos anos fazem com que o desejo nem sempre se torne realidade. A pedido do g1, duas plataformas digitais de imóveis montaram levantamentos de demanda, como um termômetro do mercado.

O ZAP+ levantou um comparativo com dados dos portais ZAP e Viva Real, além de dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que cruzam a procura por imóveis com os locais considerados próximos de centros econômicos de São Paulo.

O relatório mostra que a procura por apartamentos próximos dos locais de trabalho ainda está em cerca de 25% do que era no primeiro trimestre de 2020.

https://s3.glbimg.com/cdn/icons/quote/quote-classic.svg”); height: 23px; width: 18.2px; -webkit-mask-image: var(–glb-quote-svg); -webkit-mask-repeat: no-repeat; -webkit-mask-position: center center; background-color: var(–glb-primary-color);”>
A queda no nível de demanda foi mais forte para locação do para compra e venda. Então, para recuperar o mesmo nível, pode haver mais demora. A forte valorização também pode ter impacto na velocidade dessa retomada.
— Larissa Gonçalves, economista do DataZAP+.

“Um potencial comprador precisa avaliar aspectos de longo prazo e são menos suscetíveis às tendências, por isso as curvas de compra são bem mais ‘suaves’ que as de locação”, afirma.

O levantamento mostra que o mercado de compra e venda de imóveis próximos ao local de trabalho passou por uma “convergência”, nos últimos dois trimestres, para os níveis pré-pandemia. Mas a demanda em si ainda está por volta de 60% do que era no primeiro trimestre de 2020.

Com foco na venda de imóveis, o estudo da startup Loft mostra que as vendas de apartamentos pequenos voltaram a ser protagonistas no mercado. É mais uma mostra de reversão da tendência de pandemia.

Em 2021, 29% dos apartamentos vendidos na cidade eram pequenos. Neste ano, o percentual que subiu para 35%. A Loft considera imóveis pequenos aqueles que possuem até 90 metros quadrados.

https://s3.glbimg.com/cdn/icons/quote/quote-classic.svg”); height: 23px; width: 18.2px; -webkit-mask-image: var(–glb-quote-svg); -webkit-mask-repeat: no-repeat; -webkit-mask-position: center center; background-color: var(–glb-primary-color);”>
Com o fim total das restrições, aliado ao retorno ao trabalho presencial, os imóveis maiores deixam de ser tão fundamentais.
— Fábio Takahashi, gerente de comunicação de dados da Loft.

“E não podemos desconsiderar que as condições para aquisição de imóveis ficaram mais complexas com o aumento da taxa de juros. Dessa forma, apartamentos menores, que também tendem a ter um preço final menor, ganharam espaço.”

Vale lembrar que apesar da redução da taxa básica (Selic) feita pelo Banco Central no começo deste mês, os juros seguem em níveis elevados, a 13,25% ao ano.

Entre as regiões vistas pela empresa como privilegiadas, estão Bela Vista e República para imóveis pequenos, e Vila Andrade e Perdizes para imóveis grandes (acima de 140 metros quadrados) — todos locais centrais da cidade e próximos a importantes polos de emprego.,

G1

https://g1.globo.com/economia/noticia/2023/08/17/sextou-trabalho-hibrido-faz-a-quinta-feira-virar-o-dia-bombado.ghtml

‘Sextou?’: trabalho híbrido faz a quinta-feira virar o dia de escritório cheio — e de happy hour bombado

João Pedro Stédile joga pá de cal na moribunda CPI do MST da Câmara

O líder do MST foi didático e deixou claro que a comissão não tem fato determinado e age com intuito apenas de criminalizar os movimentos sociais

por Iram Alfaia

João Pedro Stédile passeou durante depoimento que prestou nesta terça-feira (15) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as ações do Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Ao responder todas as perguntas de forma didática e até descontraída, o líder do MST deixou claro que a CPI não tem fato determinado e age com intuito apenas de criminalizar os movimentos sociais.

Minoria no colegiado, os bolsonaritas agora só aguardam o fim melancólico de um palanque político que também queria responsabilizar o governo Lula por omissão diante dos conflitos agrários.

O deputado Ricardo Salles (PL-SP), ex-ministro de Bolsonaro e relator do colegiado, irritou os próprios colegas ao deixar de lado a objetividade e exagerar nas longas digressões.

Os bolsonaristas que usaram o tempo restante receberam aulas de Stédile. Como foi o caso do deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), que o acusou de orientar as invasões de terra.

Leia mais: Farsa da CPI do MST terá fim com relatório fajuto de Salles

“Invasão de terra é crime, como fazem os fazendeiros do Mato Grosso do Sul invadindo terra indígena. O que o MST faz é ocupação de terra como uma forma de pressionar a que se aplique a Constituição”, devolveu.

Lembrou ao bolsonarista que o conceito está Código Penal e há jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF). Tanto que nos 40 anos do movimento ninguém foi preso por ocupação.

“Invasão de terra, ou de qualquer bem público, é quando alguém faz isso em proveito próprio. E aí se caracteriza como esbulho possessório e é criminalizado pelo Código Penal sobre essa ação. Repito: aqui no Brasil é frequente ter invasões feitas por pessoas de dinheiro, que invade terra indígena, que invade terra quilombola, que invade terra pública”, afirmou.

O relator disse que durante as diligências nos acampamentos ouviu denúncias de desvios de condutas por parte de lideranças do movimento.

Nesse caso, Stédile esclareceu como os assentados são orientados: “Se você tiver algum caso que acha que deve haver denúncia, vá à delegacia, leve provas, testemunha, e abra um processo contra quem. Porque o maior afetado disso é MST, não é o sacana que se apropriou do bem. Nós temos interesse em que se corrija isso”.

O líder disse ainda que o agronegócio está dividido. “A metade que tem juízo apoiou o Lula. A outra parcela é a Aprosoja [Associação Brasileira dos Produtores de Soja, um dos braços políticos do setor], que só pensa em ganhar dinheiro. Parte do agronegócio já tem consciência dos limites e já está migrando para outra agricultura, a chamada agora de ‘práticas regenerativas’, para substituir pesticidas por defensivo agrícola agroecológico. Parcela do agronegócio ainda vai para o céu. Mas o agronegócio burro, que só pensa em lucro fácil, está com os dias contados”, disse.

Repercussão

A fala do líder do MST foi elogiada. “E o Stédile deu um show: desmascarou completamente a extrema-direita; demonstrou a importância da reforma agrária para o desenvolvimento do Brasil e a importância da agricultura familiar para alimentar as famílias brasileiras; desmascarou completamente os objetivos políticos maliciosos daqueles que manobram o Congresso Nacional para atender finalidades inadequadas e expõem o Congresso Nacional com gasto e desperdício de dinheiro público”, avaliou o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP).

“Eu queria parabenizar o João Pedro Stédile pelo pronunciamento na CPI! Foi um show! Isso eleva o moral da luta popular. O que vai fazer o governo avançar mais é o povo organizado, mobilizado, e o MST é inspiração para a luta do povo brasileiro”, disse a presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR).

“A CPI dos trapalhões acabou expondo os crimes do agrogolpismo que financia as campanhas dos bolsonaristas. Enquanto isso, Stédile deu uma aula aos amantes da ignorância, e o MST e a luta por Reforma Agrária saíram ainda mais fortalecidos”, afirmou a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP).

VERMELHO

https://vermelho.org.br/2023/08/16/joao-pedro-stedile-joga-pa-de-cal-na-moribunda-cpi-do-mst-da-camara/

‘Sextou?’: trabalho híbrido faz a quinta-feira virar o dia de escritório cheio — e de happy hour bombado

Ajudantes de Bolsonaro movimentaram R$ 11,8 milhões entre 2022 e 2023

Relatórios do Coaf, responsável por combater lavagem de dinheiro, apontam que seis ex-ajudantes de ordens movimentaram somas incompatíveis com o salário médio que receberam

por Redação

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) de 8 de Janeiro já tem novos elementos para continuar as investigações sobre os financiadores dos Atos Golpistas, ou mesmo chegar a outras atividades suspeitas quem envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus ex-ajudantes de ordem.

De acordo com relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), entre janeiro de 2022 e maio de 2023 seis auxiliares do ex-presidente movimentaram R$ 11,8 milhões (R$ 11.877.775), uma movimentação atípica quando observados os salários desses ajudantes.

De acordo com o g1, algumas transações superaram os R$ 130 mil. Entre os envolvidos estão os militares: Mauro César Cid, Luis Marcos dos Reis, Luiz Antonio Oliveira, Osmar Crivelatti, Jairo Moreira da Silva e Adriano Alves Teperino.

Como exemplo, no relatório é indicado que Mauro Cid, que recebia um salário de pouco mais de R$ 21 mil, movimentou sozinho no período citado mais de R$ 6,7 milhões.

Luis Marcos dos Reis, com dois salários acumulados entre a ajudância de ordens e cargo no Turismo, recebia mais de R$ 24 mil, mas em quase um ano e meio movimentou R$ 3,3 milhões.

Ambos estão detidos sob suspeita de adulteração de cartões de vacinação e são investigados por participação nos atos golpistas de 8 de Janeiro.

Todos os seis faziam parte das comitivas presidenciais e realizam viagens ao lado de Bolsonaro. O tenente Osmar Crivelatti, que movimentou R$ 508 mil e recebia cerca de R$18 mil, teve um mandado de busca e apreensão na última sexta (11) no caso das joias sauditas. Ele ainda ocupa uma das vagas de assessor que Bolsonaro tem direito como ex-presidente.

Já o primeiro-sargento Jairo Moreira da Silva, conhecido por tentar recuperar as joias sauditas apreendidas pela Receita Federal no aeroporto de Guarulhos na vésperas do ano novo, movimentou R$ 453 mil e tinha salário em torno de R$11 mil.

Adriano Alves Teperino movimentou R$ 268 mil e possuía salário médio de R$ 15 mil, enquanto Luiz Antonio Gonçalves de Oliveira movimentou R$ 582 mil com um salário aproximado de R$ 4,5 mil. No caso de Oliveira, no período que o Coaf investiga que corresponde a 17 meses, o salário total recebido por ele seria algo próximo a R$ 77 mil, ou seja, muito aquém dos R$ 582 mil, que deverão ser explicados para a CPMI.

 *Com informações g1 e O Globo. Edição Vermelho, Murilo da Silva.

VERMELHO

https://vermelho.org.br/2023/08/16/ajudantes-de-bolsonaro-movimentaram-r-118-milhoes-entre-2022-e-2023/

‘Sextou?’: trabalho híbrido faz a quinta-feira virar o dia de escritório cheio — e de happy hour bombado

Denúncias de assédio moral e sexual disparam e rompem silêncio

No intervalo de janeiro a julho, denúncias quase iguais ao total de 2022, enquanto casos de assédio sexual mais que dobram, evidenciando uma crise alarmante.

por Barbara Luz

O Ministério Público do Trabalho (MPT) observa com preocupação o crescente número de denúncias de assédio moral e sexual no ambiente de trabalho em todo o país. De acordo com a entidade, o país registrou um total de 8.458 denúncias de janeiro a julho deste ano, quase equivalente ao número total de denúncias de todo o ano anterior, que totalizou 8.508.

A situação é particularmente preocupante no que diz respeito ao assédio sexual, que viu um aumento drástico nas denúncias. No mesmo período de comparação, as denúncias de assédio sexual mais que dobraram, passando de 393 no ano passado para 831 neste ano.

Dados divulgados pelo Tribunal Superior do Trabalho ressaltam o impacto desse fenômeno. O número de novos processos relacionados ao assédio moral e sexual nos tribunais brasileiros já ultrapassou a marca dos 26 mil até o momento deste ano, enquanto no mesmo período de 2022 foram registrados pouco mais de 20 mil processos.

Nova legislação e iniciativas de prevenção

A fim de combater essa grave violação dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, uma lei federal instituiu um programa de prevenção e enfrentamento ao assédio sexual na administração pública em abril deste ano. A lei exige que as empresas disponibilizem canais de combate e prevenção ao assédio, realizem palestras anuais e ofereçam um canal de denúncia anônima, permitindo que as vítimas possam se manifestar sem medo de retaliação.

O assédio sexual se tornou crime há mais de 20 anos. Em abril deste ano, uma lei federal estabeleceu um programa de prevenção e enfrentamento ao assédio sexual na administração pública e nas empresas. Essa legislação obriga as empresas a implementar canais de combate e prevenção ao assédio, bem como a palestras ministradas sobre o assunto. Além disso, deve oferecer um canal de denúncia anônima para permitir que as vítimas relatem casos de assédio sem medo de retaliação.

Lelio Bentes Corrêa, ministro presidente do Tribunal Superior do Trabalho, enfatiza que as vítimas de assédio devem ter consciência de seus direitos. Para ele, o assédio é uma forma de violência que não pode ser tolerada.

“É fundamental que trabalhadores e trabalhadoras tenham a consciência de que têm o direito à proteção contra atos de violência no ambiente de trabalho, e o assédio é uma violência. Muitas vezes, condutas que eram banalizadas e que se deixavam passar como imperceptíveis, como o chefe ou o entregador se dirigir a todo o grupo de colegas e ignorar determinado empregado, ou a exigência de metas impossíveis de cumprir ou mesmo a pressão psicológica, o terror psicológico ou até exigências de favores sexuais em troca de uma condição mais favorável do trabalho, nenhuma dessas condutas podem ser toleradas”, disse o ministro e presidente ao g1.

Chamado à consciência coletiva

Especialistas apontam que a criação de leis mais robustas para proteger as vítimas tem encorajado as denúncias. Atitudes que antes eram banalizadas estão sendo questionadas e combatidas, permitindo que as vítimas tenham mais coragem para se manifestar.

Ainda de acordo com os dados, o assédio moral é caracterizado pela violação da integridade psíquica ou física de um indivíduo através de condutas abusivas. Esses atos podem se manifestar de diversas formas, incluindo gestos, palavras, comportamentos e atitudes que humilham e estranham a vítima, muitas vezes afetando sua estabilidade emocional e física.

Já o assédio sexual, por sua vez, é definido por lei como o ato de estranhar alguém com a intenção de obter vantagem sexual, prevalecendo-se da condição de superior hierárquico ou ascendência no ambiente de trabalho. A definição da Organização Internacional do Trabalho (OIT) abrange insinuações, contatos físicos, forças e influências nas promoções ou carreira do inscrito.

Além disso, a 4ª edição da pesquisa Visível e Invisível​: A Vitimização de Mulheres no Brasil, publicada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública junto ao Instituto Datafolha e com apoio da Uber, em 2023, destaca que cantadas e comentários desrespeitosos são a segunda forma mais comum de assédio sexual enfrentado por mulheres no ambiente de trabalho – citado por 18,6% da população feminina (11,9 milhões). A população negra, historicamente vulnerável a indicadores sociais negativos, também é particularmente afetada por esse problema e as mulheres negras acabam sendo as que mais sofrem assédio moral no trabalho – segundo publicação do Guia Lilás, da CGU.

Diante desse cenário alarmante, a conscientização, a implementação de medidas de prevenção e a criação de um ambiente de trabalho respeitoso e seguro se tornam essenciais para combater o assédio moral e sexual no Brasil. A responsabilidade recai sobre empresas, autoridades e a sociedade em geral para garantir que todos os trabalhadores possam exercer suas atividades laborais em um ambiente livre de abusos e violência.

__
com agências

VERMELHO

https://vermelho.org.br/2023/08/16/silencio-rompido-denuncias-de-assedio-moral-e-sexual-disparam-no-brasil/

‘Sextou?’: trabalho híbrido faz a quinta-feira virar o dia de escritório cheio — e de happy hour bombado

Bancos renegociaram mais de 8 bilhões com o Desenrola Brasil, diz Febraban

Federação confirmou que mais de 5 milhões de nomes tiveram seu nome limpo. Programa foi criado para promover um mutirão de renegociação de dívidas de pessoas físicas

por Redação

Em quatro semanas, o Desenrola Brasil possibilitou a renegociação de R$8,1 bilhões em dívidas. Os dados são da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e foram divulgados nesta quarta (16).

De acordo com a Febraban, mais de 1,296 milhão de contratos foram renegociados, beneficiando cerca de 985 mil pessoas.

Promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o programa “Desenrola Brasil’ foi criado para promover um mutirão de renegociação de dívidas de pessoas físicas. A ideia central é tirar pessoas da lista de negativados, retomando o potencial de consumo da população.

Os números dizem respeito a Faixa 2 do Desenrola — em que débitos bancários são negociados por bancos em condições especiais. São incluídas dívidas de clientes com renda superior a 2 salários mínimos e menor que R$ 20 mil e que não estejam incluídos no Cadastro Único.

“Os números do Desenrola falam por si e são uma grande satisfação para todos, bancos, governo e a sociedade. A grande adesão e o interesse pelo programa na Faixa 2 são uma amostra do que virá em setembro, com a Faixa 1”, avaliou o presidente da Febraban, Isaac Sidney.

Segundo a Febraban, mais de 5 milhões de clientes tiveram o nome limpo. No âmbito do Desenrola, cada banco adota políticas próprias para renegociação. As condições são diferenciadas e cabe a cada instituição financeira que aderir ao programa defini-la.

Desenrola pode renegociar R$50 bilhões

De acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o governo espera que o programa Desenrola Brasil renegocie R$ 50 bilhões em dívidas bancárias até o final do ano.

“Liberamos R$ 50 bilhões (em crédito presumido) para que o setor bancário faça as renegociações, no sistema de balanço financeiro. O estímulo para o banco é ter o valor da renegociação como crédito presumido com o governo. Se o desconto para a pessoa for de R$ 7 mil, o crédito para o banco será de R$ 7 mil”, declarou o ministro, em entrevista dada ao programa “Bom dia, ministro”, da EBC, no último dia 2.

“Se tem uma coisa que é verdade no Brasil é que as pessoas têm muito apreço por manter o seu nome, mas, com essas taxas de juros, nem sempre conseguem”, afirmou o ministro. “O governo, pela primeira vez, está fazendo um amplo programa para equacionar esse problema e permitir às famílias que voltem ao consumo de maneira sustentável”, ressaltou.

VERMELHO

https://vermelho.org.br/2023/08/16/bancos-renegociaram-mais-de-8-bilhoes-com-o-desenrola-brasil-diz-febraban/