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Projeto do saque-aniversário estimulará trabalhadores a desistir da modalidade

Projeto do saque-aniversário estimulará trabalhadores a desistir da modalidade

Alternativas

Ao desistir do saque-aniversário o trabalhador não poderá retornar a essa opção; governo não aprecia a modalidade

 

Crítico do saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o Ministério do Trabalho avalia criar estímulos para que os trabalhadores que optaram pela modalidade desistam dela em caso de demissão.

Uma minuta elaborada pelo Ministério do Trabalho, à qual o Estadão teve acesso, prevê que, ao ser dispensado, quem aderiu ao saque-aniversário poderá sacar todo o valor da sua conta e, automaticamente, desistir da modalidade.

Dessa forma, ele passaria a ficar vinculado, mesmo em um novo emprego, ao saque-rescisão. Conforme prevê a proposta, ao desistir do saque-aniversário o trabalhador não poderá retornar a essa opção.

Dessa forma, o governo não eliminaria a modalidade, mas criaria um estímulo para a desistência gradual do modelo anual de retiradas.

Criado por lei em 2019, na gestão Jair Bolsonaro, o saque-aniversário permite que o trabalhador faça retiradas do fundo sempre no mês do seu aniversário.

Em compensação, em caso de demissão ele fica impedido de acessar o montante acumulado na conta do FGTS vinculada ao seu antigo emprego.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e sua equipe avaliam que o FGTS foi criado justamente para socorrer o trabalhador em caso de demissão, e que a finalidade foi desvirtuada com a criação do saque-aniversário.

Técnicos do Ministério do Trabalho entendem ainda que a modalidade, ao permitir saques anuais, fere outro objetivo do FGTS, que é de formar uma poupança para bancar investimentos em infraestrutura.

A leitura no ministério é de que houve abusos na alienação ou cessão fiduciária desses valores, pelos trabalhadores, para a contratação de crédito em instituições financeiras.

Para preservar as operações que já foram contratadas, o texto da lei deve prever que os valores dados como garantia de eventuais empréstimos fiquem bloqueados.

Nesse caso, haveria a liquidação antecipada da dívida, com obrigatoriedade de desconto de juros e demais custos do financiamento pela instituição financeira que emprestou.

O tema ainda está em discussão no governo, embora Marinho tenha indicado que pretende enviar um projeto de lei ainda neste mês.

O assunto é espinhoso dado o volume de adesões. No início do ano, 28 milhões de trabalhadores estavam na modalidade do saque-aniversário. O governo cogitou fazer a alteração por meio de medida provisória, mas mudou de ideia para evitar resistências no Congresso.

INFOMONEY

https://www.infomoney.com.br/minhas-financas/projeto-do-saque-aniversario-estimulara-trabalhadores-a-desistir-da-modalidade/

Projeto do saque-aniversário estimulará trabalhadores a desistir da modalidade

Inflação semanal sobe 0,07% em julho

Índice tem alta acumulado de 3,53% nos últimos 12 meses

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou inflação de 0,07% no mês de julho fechado, vindo de 0,10% na leitura imediatamente anterior, a terceira do mês, e acumulando alta de 3,53% nos últimos 12 meses, informou o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) em relatório.

Nesta apuração, cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição para o resultado do IPC-S partiu do grupo Habitação cuja taxa de variação passou de -0,74%, na terceira quadrissemana para -1,06% na quarta. Nessa classe de despesa, a FGV destaca o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cujo preço variou -4,64%, ante -3,20% na edição anterior do IPC-S.

Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Alimentação (-0,18% para -0,36%), Vestuário (-0,11% para -0,33%), Comunicação (0,10% para 0,04%) e Despesas Diversas (0,49% para 0,48%).

Nessas classes de despesa, destaque para: hortaliças e legumes (2,32% para 0,13%), roupas femininas (-0,34% para -0,68%), mensalidade para TV por assinatura (0,41% para 0,22%) e conserto de bicicleta (-0,57% para -0,89%).

Em contrapartida, os grupos Transportes (0,76% para 1,07%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,09% para 0,25%) e Educação, Leitura e Recreação (1,24% para 1,33%) apresentaram avanço em suas taxas de variação.

Nessas classes de despesa, vale citar os itens: automóvel novo (-1,24% para 0,69%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,57% para -0,04%) e jornal (0,00% para 2,27%).

Amanhã, será divulgada a inflação por capital pesquisada no período. A próxima apuração do IPC-S, relativa à chamada primeira quadrissemana de agosto, será publicada no dia 8, com segmentação regional no dia seguinte.

Projeto do saque-aniversário estimulará trabalhadores a desistir da modalidade

Produção industrial cresce 0,1% em junho, acima da expectativa de estagnação

Contudo, o indicador ainda não compensa, com essa alta modesta, as perdas registradas em meses anteriores

Por Alessandra Saraiva, Valor — Rio

A produção da indústria brasileira cresceu 0,1% em junho ante maio, segundo a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgada nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em maio, o indicador teve alta de 0,3%, dado inalterado e sem revisão pelo IBGE.

O desempenho de junho ficou acima da mediana das estimativas de 21 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data, de estagnação, livre dos efeitos sazonais. As projeções iam de queda de 0,6% a alta de 0,8%.

Na comparação com igual mês em 2022, a produção industrial subiu 0,3% em junho. Por essa base de comparação, a expectativa mediana do mercado era a mesma, de alta de 0,3% do indicador, conforme levantamento do Valor Data. As projeções iam de queda de 0,6% a alta de 1,2%.

Assim, a produção industrial encerrou o acumulado do ano, o primeiro semestre de 2023, com queda de 0,3%.

A indústria acumula crescimento de 0,1% nos últimos 12 meses até junho. Com esses resultados, o setor industrial está 1,4% abaixo do patamar pré-pandemia, em fevereiro de 2020.

Indicador não compensa perdas anteriores

A produção industrial brasileira em junho ainda não compensa, com essa alta modesta, as perdas registradas em meses anteriores, segundo André Macedo, analista do IBGE para a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF).

Em comunicado sobre o desempenho do indicador, Macedo explicou que o resultado de junho mostra manutenção no campo positivo, embora com uma taxa muito próxima da estabilidade. “Entretanto, esses dois meses de alta em sequência não revertem a perda de abril, quando a taxa foi -0,6%”, ressaltou ele.

Para o pesquisador, a performance da indústria até junho mostra que o setor ainda está longe de recuperar perdas anteriores. “Ainda que o primeiro semestre de 2023 mostre saldo positivo de 0,5% quando comparado com o patamar de dezembro de 2022; o ritmo está muito aquém do que o setor precisa para recuperar as perdas do passado recente, afinal, ainda se encontra 1,4% abaixo do patamar pré-pandemia de fevereiro de 2020”, afirmou ele.

VALOR INVESTE

https://valorinveste.globo.com/mercados/brasil-e-politica/noticia/2023/08/01/produo-industrial-cresce-01-pontos-percentuais-em-junho-acima-da-expectativa-de-estagnao.ghtml

Projeto do saque-aniversário estimulará trabalhadores a desistir da modalidade

Ministério da Fazenda estuda substituir crédito consignado ligado ao FGTS

A substituição desse tipo de empréstimo faz parte do novo pacote de medidas voltadas para o crédito anunciado na semana passada pelo ministro da Fazenda

Por Estevão Taiar, Valor — Brasília

O Ministério da Fazenda já estuda quais instrumentos poderão substituir o crédito consignado ligado ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

 

A substituição desse tipo de empréstimo faz parte do novo pacote de medidas voltadas para o crédito anunciado na semana passada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Na última quinta-feira (27), depois de reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ele afirmou a jornalistas que o governo federal prepara “algumas” novas medidas na área.

A extinção do consignado ligado ao FGTS é defendida pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, como forma de preservar os recursos do fundo. Por causa da proximidade entre Lula e Marinho, a modalidade já é tratada no Ministério da Fazenda como “uma coisa fadada a acabar”, segundo uma fonte da pasta. Mas, por enquanto, os técnicos apenas estudam o que “deve ser criado para colocar no lugar”, sem decisões tomadas.

VALOR INVESTE

https://valorinveste.globo.com/produtos/credito/noticia/2023/08/02/ministerio-da-fazenda-estuda-substituir-credito-consignado-ligado-ao-fgts.ghtml

Projeto do saque-aniversário estimulará trabalhadores a desistir da modalidade

Sob críticas, Campos Neto pode costurar consenso

O Banco Central está sob intensa crítica pela manutenção dos juros em 13,75% ao ano, e o próprio Campos Neto passou a ser alvo inclusive da oposição. O presidente do BC tem um bom apoio, mas nas últimas semanas o teor das críticas aumentou dada a conjuntura favorável à queda.

Integrantes do mercado com quem o blog conversou não descartam uma ação interna do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, nos últimos dias, para evitar que haja divergências na reunião do Copom que começa hoje.

Essa é considerada uma missão complicada porque além de dois diretores considerados mais conservadores na composição do órgão, essa reunião será a primeira com os novos diretores indicados do governo, Aílton Aquino (Fiscalização) e Gabriel Galípolo (Política Monetária).

A expectativa é a de que os novos diretores se coloquem favoráveis a uma queda de, pelo menos, 0,5 ponto porcentual.

Na última reunião do banco, em junho, já houve divergência interna (não sobre a manutenção da taxa, mas sobre o posicionamento futuro). Hoje, com a nova composição do BC, dois diretores são considerados mais conservadores e poderiam, inclusive, manifestar um posicionamento mais reativo à queda dos juros que o próprio Campos Neto – ou ao porcentual de queda: Fernanda Guardado (diretora de Assuntos Internacionais) e Renato Dias de Brito Gomes (diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução).

Outra questão é como votará Diogo Guillen (diretor de Política Econômica). Dos nove diretores, ele é considerado o mais alinhado a Campos Neto. Há dúvidas se ele avançaria nos 0,5 ou adotaria os 0,25, caso de fato haja divergência. Muita gente no mercado acha improvável que ele e Campos Neto sigam caminhos distintos.

Para integrantes do mercado, Campos Neto pode ter feito um corpo-a-corpo junto aos diretores para tentar montar um consenso em torno do patamar da queda dos juros, diminuindo assim as críticas ao órgão – e no limite a ele mesmo. Isso significaria convencer os diretores mais conservadores a votar favoravelmente a uma queda maior, já que, para parte expressiva de economistas e do mercado, já há elementos técnicos para isso, e, ao mesmo tempo, evitar que os novos diretores abram discussão sobre uma queda maior que 0,5.

O Banco Central está sob intensa crítica pela manutenção dos juros em 13,75% ao ano, e o próprio Campos Neto passou a ser alvo inclusive da oposição. O presidente do BC tem um bom apoio entre os senadores, responsáveis por votar um eventual pedido de exoneração, principalmente entre os do PSD, maior bancada da casa, mas nas últimas semanas o teor das críticas aumentou dada a conjuntura favorável à queda.

O mercado está bem dividido entre corte de 0,25 e 0,50. “Há neste ano ainda mais três reuniões. Se o BC cortar os juros em 0,5 em cada reunião, contando com a desta semana, o ano terminará ainda assim com uma taxa de 11,75% para um IPCA esperado para o próximo ano de 3,8%”, disse um economista chefe de um banco ao blog.

“Isso significa uma taxa de juros real no final do ano de perto de 8%, o que seria ainda uma taxa de juros real muito alta e no terreno restritivo. Ou seja, na minha opinião e de vários ex-diretores do BC, há fundamentos técnicos para começar com o corte de 50 bps.”

Os que defendem um corte de 0,25 argumentam que a expectativa de inflação de 2025 e 2026 ainda está em 3,5%, acima portanto do centro da meta de 3% e que seria mais prudente começar com o corte de 0,25 e ao longo do tempo BC poderia acelerar os cortes.

G1

https://g1.globo.com/politica/blog/julia-duailibi/post/2023/08/01/sob-criticas-campos-neto-pode-tentar-costurar-consenso.ghtml