por master | 07/03/22 | Notícias NCST/PR

Da assessoria/SETHFB
Os sete sindicatos que compõem o Fórum Sindical dos Trabalhadores do Sudoeste do Paraná realizaram a primeira reunião de 2022 no fim de fevereiro onde trataram vários temas. Estiveram presentes na reunião os representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Francisco Beltrão e Região (Sintrasaúde), do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e Material Elétrico de Pato Branco e Região Sudoeste do Paraná (STIMMMEPBBSP), Sindicato dos Motoristas, Condutores de Veículos Rodoviários e Urbanos em Geral, Trabalhadores de Transportes Rodoviários de Dois Vizinhos (Sintrodov), Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Alimentação de Francisco Beltrão (STIA) e Sindicato dos Empregados em Turismo e Hospitalidade de Francisco Beltrão (SETHFB).
Entre os temas abordados, discutiu-se sobre os reflexos da pandemia da Covid-19 nas atividades dos sindicatos locais, a retomada das atividades nos setores econômicos, as condições atuais das negociações coletivas e as dificuldades dos trabalhadores em meio às mudanças legislativas no direito do trabalho.
Segundo a presidente do Sintrasaúde, Olira de Fátima Dias, “os trabalhadores do setor simplesmente não pararam desde a pandemia e continuam se dedicando às suas funções dia e noite, desde o início, pois a profissão exige e os atendimentos ao público não pararam de crescer”.
Apesar disso, ela apontou que a classe profissional não recebeu o devido reconhecimento por seu trabalho, mesmo com a necessidade dos hospitais da região em contratarem, e entende que as negociações coletivas desse ano tendem a serem mais justas e equilibradas.
O presidente do Sintrodov, Alcir Ganassini, apurou que “o setor de transportes também não parou diante de tanta demanda e apesar de certas restrições no momento mais grave da pandemia as empresas estão contratando e a mão de obra também está em falta”. E salientou que as empresas terão de repensar o quanto remuneram os seus trabalhadores, pois há dificuldade de contratação.
Contratação de mão de obra
Nelson de Oliveira, diretor de finanças do Sitrial e vice-presidente do Fórum Sindical, afirmou que o sindicato tem observado as dificuldades das empresas em contratar pessoas, mesmo as empresas maiores do setor, pois a remuneração baixa e mesmo a falta de valorização dos trabalhadores que possuem vários anos de vínculo, desestimulam a busca por vagas no setor e até acaba por promover demissões. Nelson citou ainda o exemplo do setor da indústria de panificação, o qual não possui uma convenção coletiva de trabalho há três anos e há muita procura dos trabalhadores por assistência sindical.
Consenso
Dr. Allan Andreassa, advogado, secretário do Fórum e representante do Sindicato dos Empregados em Turismo e Hospitalidade, comentou que “as entidades que estão reunidas no Fórum Sindical chegaram ao consenso que as melhorias salariais nas negociações serão melhor aplicadas através dos acordos coletivos e é por isso que alguns deles já estão dando maior importância a este tipo de instrumento legal do que às convenções coletivas, pois desta forma os problemas de cada empresa são discutidos e ajustados de uma maneira mais específica e mais próxima do ideal.”
Antônio Carlos Pires da Silva, diretor e secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos, ressaltou que as mudanças na legislação trabalhista foram muitas nesse período. Um exemplo é o afastamento das gestantes. “Com isso, os trabalhadores voltaram a procurar mais o sindicato, já que possuem muitas dúvidas e precisam da assistência nesse momento de dificuldade”, relata.
Ações conjuntas
Ao longo da reunião, os sindicatos aprovaram a proposição de uma medida junto ao Ministério Público do Trabalho – MPT contra práticas antissindicais que estão ocorrendo por empresas e até profissionais da região em que consistem no estímulo às desfiliações de trabalhadores.
por master | 18/11/21 | Notícias NCST/PR
Movimento Sindical vai às ruas no sábado, 20 de novembro, em todo o Brasil, junto com movimentos negro e populares em defesa da igualdade racial, da vida, da democracia, contra o desemprego, a carestia e a fome

20 de novembro, Dia da Consciência Negra, marca a morte de um dos maiores lutadores contra a escravidão no Brasil, Zumbi dos Palmares, e passou a ser celebrada pelo Movimento Negro a partir da década de 1960 como uma forma de valorização da comunidade negra e da sua contribuição à história do país. A data é oficializada pela lei nº 12.519/2011 e marca a resistência do povo negro contra a escravidão e a luta contra o racismo no Brasil.
O trabalho de negros e negras escravizados está na raiz da acumulação capitalista e oligárquica brasileira. A abolição da escravatura, tardia e inacabada, faz com que o racismo seja uma característica marcante da estrutura de classes e da sociedade brasileira até os dias de hoje. A população negra é maioria entre os desempregados e também entre aqueles nos postos de trabalho mais precários e informais. A periferia dos grandes centros urbanos marcada pela moradia precária, pela ausência de infraestrutura social e pela carência de políticas públicas é majoritariamente negra.
É por isso que o descaso no combate à pandemia, o aumento da fome, do desemprego, a alta geral dos preços e o consequente caos econômico e social pelo qual passa o país impactam, primeiramente e com mais intensidade, à população negra e pobre.
A ação, a inércia e as posições do presidente da República e de seus aliados reacionários e conversadores reforçam e apoiam a violência e a hostilidade que discriminam, agridem e matam corpos pretos todos os dias, ao mesmo tempo em que negam e tornam invisíveis o caráter estrutural do racismo no Brasil.
Superar o racismo é uma exigência fundamental para a construção de uma sociedade verdadeiramente democrática e justa. Garantir o direito ao trabalho decente e protegido para a população negra é um dos caminhos para reparação de uma história de exclusão e desigualdade e garantia de futuro diferente. Dar fim ao governo criminoso e racista de Jair Bolsonaro é um requisito essencial para que o país possa reencontrar o rumo do desenvolvimento com igualdade e justiça social.
A classe trabalhadora brasileira é negra e, por isso, o movimento sindical irá às ruas em todo o Brasil junto com a população negra e com todas as pessoas comprometidas com a defesa da igualdade racial, da vida, da democracia, contra o desemprego, a carestia e a fome, neste sábado, 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.
Brasil, 17 de novembro de 2021
por master | 06/11/13 | Notícias NCST/PR
DENÍLSON PESTANA DIZ QUE BASE DE REPRESENTATIVIDADE NO CONGRESSO ESTÁ ENFRAQUECIDA. EMPRESÁRIOS SÃO MAIORIA
O presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores do Paraná (NCST-PR), Denílson Pestana da Costa, esteve em visita a Quedas do Iguaçu nesta semana. Ele concedeu uma entrevista exclusiva ao Diário Correio do Povo do Paraná, falando de sua preocupação com alguns projetos de leis que tramitam no Congresso Nacional, que podem derrubar direitos consolidados na Constituição Federal, para os trabalhadores, no âmbito nacional.
Confira o que diz e pensa um dos homens fortes do sindicalismo paranaense.
Diário Correio do Povo do Paraná – O que te traz há Quedas do Iguaçu e região?
Denílson Pestana – Estamos acompanhando e fiscalizando o processo eleitoral que está ocorrendo no Sindicato de Trabalhadores do Setor Madeireiro e Moveleiro do município (STIMMQI). Uma instituição importante para Nova Central, com forte representatividade. Das três unidades sindicais na cidade, duas são filiadas à federação. Estamos visitando algumas bases de apoio e fazendo novos amigos.
Correio do Povo – A questão sindical é mais sofrida nas cidades do interior, como avalia este cenário de representatividade dos trabalhadores?
Pestana – Olha! Já esteve pior, mas felizmente hoje nós temos uma atuação forte da Fetraconspar, que tem uma comissão que atua nas negociações dos pisos salarias de todas as categorias. A pauta de negociação para os trabalhadores de Quedas do Iguaçu e da Cantuquiriguaçu é a mesma de todo o Estado, de forma unificada. Se não houvesse este trabalho integrado, certamente os salários dos trabalhadores seriam inferiores nas cidades do interior.
Correio do Povo – O fato de não existir um piso salarial estadual para os servidores municipais, prejudica a categoria?
Pestana – Este fato nos preocupa muito, os sindicatos são cobrados por isso. Infelizmente o setor ainda carece de leis que garantam os seus direitos. O servidor público pode tudo, até fazer greve, mas não tem direito a uma negociação salarial de forma coletiva. Ficando a mercê da boa vontade dos gestores públicos que estão no comando das administrações.
Correio do Povo – Qual a posição da Nova Central a respeito do projeto da terceirização dos serviços, que tramita no Congresso Nacional?
Pestana – Este projeto deverá afetar não só o servidor público, como todos os setores trabalhistas deste país. A PL 4330, de autoria do deputado Sandro Mabel PMDB-GO, diz que é para regulamentar a terceirização, mas na verdade ela amplia, abrindo possibilidades de uma empresa demitir seu quadro de funcionário, terceirizando boa parte dos serviços. Os direitos trabalhistas de uma pessoa terceirizada não são os mesmos de um trabalhador com carteira registrada. Uma delas é a remuneração que é inferior. Se fosse a votação hoje, certamente seria aprovado pelo fato que a maioria dos congressistas é de empresários e ruralistas.
Correio do Povo – É contra ou favor nesta questão do pré-sal?
Pestana – Nós somos totalmente contra. O petróleo é uma fonte de energia e isso tem uma função estratégica para o país. Petróleo, energia elétrica e água nas mãos de terceiros é um perigo para o povo brasileiro, já que grandes potencias mundiais (grupos econômicos), podem passar a ter o pleno domínio e ditar os preços a serem praticados.
Correio do Povo – Você está sendo indicado para lutar por uma cadeira no Congresso Nacional, se sente preparado para este novo desafio?
Pestana – Estamos há 16 anos na luta sindical, atualmente sou o presidente da Nova Central, do Sintracom de Londrina e secretário de finanças da Fetraconspar. São 20 anos na militância do Partido dos Trabalhadores (PT), até então não tinha me envolvido como candidato. Os dirigentes sindicais estão preocupados com a atual composição do congresso, que é 91 parlamentares, essa correlação de forças está prejudicando toda classe trabalhadora, na defesa dos direitos adquiridos e para a consolidação de novas conquistas. Se não mudarmos a composição de representantes no congresso, certamente vamos ter perdas irreparáveis ao trabalhador brasileiro.
Correio do Povo – Quais são os prejuízos disso?
Pestana – Nós temos muitas demandas para serem votadas, como das 40 horas semanais, a regulamentação que dá direito a negociação dos servidores públicos, o fim das demissões motivadas, o fim do fator previdenciário, a participação dos resultados e lucros das empresas, os direitos das mulheres trabalhadoras, essa questão das terceirizações, entre tantas outras leis que garantem e preservam os direitos dos trabalhadores. Nós temos ainda 117 artigos da constituição federal que não foram regulamentados.
Correio do Povo – A imprensa regional tem denunciado a demora nas perícias médicas pelo INSS. O que a Nova Central tem feito para mudar isso?
Pestana – Nós estamos atentos e preocupados, por não ser um problema só do interior, mas também na capital. Fizemos uma audiência pública com técnicos do INSS e Ministério Público Federal, na busca de uma solução. Os médicos estão elitizados e precisamos urgentemente que governo federal faça novos concursos para contratação de profissionais para este setor. Uma cobrança de imediato é que o instituto passe a pagar o benefício a partir da entrada da documentação. Com isso, o trabalhador não ficaria desamparado até a realização das pericias médicas. Os técnicos do órgão público passaram a adivinhar quanto tempo o trabalhador vai precisar para recuperar e isso tem sido muito nocivo às pessoas. O trabalhador necessita dessa renda para sobreviver, por ser de natureza alimentar para ele e sua família.
O CONGRESSO NACIONAL POR REPRESENTAÇÃO
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Empresarial
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273
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Educação
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213
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Ruralista
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160
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Sindical
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91
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Saúde
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79
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Comunicação
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69
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Evangélica
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66
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Feminina
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55
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Ambientalista
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15
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“Enquanto a bancada empresarial é composta de 273, e a ruralista de 160, dos trabalhadores são somente 91 parlamentares. Estamos perdendo direitos adquiridos pela CLT que completa 70 anos este ano e pela Constituição Federal”, Denílson Pestana da Costa