NOVA CENTRAL SINDICAL
DE TRABALHADORES
DO ESTADO DO PARANÁ

UNICIDADE
DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

CONCLAT 2022

CONCLAT 2022


Nesta quinta (7), das 10h às 12h, em São Paulo, a Nova Central — assim como as demais centrais sindicais CUT, Força Sindical, UGT, CSB, CTB, CONLUTAS, Intersindicais e Pública – irá transmitir na sua página do Facebook (@ncstnacional) a CONCLAT 2022 (Conferência da Classe Trabalhadora/2022).

Na conferência, será lançada a Pauta da Classe Trabalhadora 2022, com propostas de geração de empregos de qualidade, aumento dos salários, proteção dos direitos trabalhistas, combate às desigualdades, proteções sociais e previdenciárias, defesa da democracia, da soberania e da vida.

No formato híbrido (presencial e virtual), sob todos os protocolos sanitários, em São Paulo capital, a conferência também terá transmissão nacional pela Rede TVT.

Líderes sindicais da região Sudoeste debatem sobre melhorias salariais e reflexos da pandemia

Líderes sindicais da região Sudoeste debatem sobre melhorias salariais e reflexos da pandemia

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Da assessoria/SETHFB

Os sete sindicatos que compõem o Fórum Sindical dos Trabalhadores do Sudoeste do Paraná realizaram a primeira reunião de 2022 no fim de fevereiro onde trataram vários temas. Estiveram presentes na reunião os representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Francisco Beltrão e Região (Sintrasaúde), do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e Material Elétrico de Pato Branco e Região Sudoeste do Paraná (STIMMMEPBBSP), Sindicato dos Motoristas, Condutores de Veículos Rodoviários e Urbanos em Geral, Trabalhadores de Transportes Rodoviários de Dois Vizinhos (Sintrodov), Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Alimentação de Francisco Beltrão (STIA) e Sindicato dos Empregados em Turismo e Hospitalidade de Francisco Beltrão (SETHFB).

 

Entre os temas abordados, discutiu-se sobre os reflexos da pandemia da Covid-19 nas atividades dos sindicatos locais, a retomada das atividades nos setores econômicos, as condições atuais das negociações coletivas e as dificuldades dos trabalhadores em meio às mudanças legislativas no direito do trabalho.

 

Segundo a presidente do Sintrasaúde, Olira de Fátima Dias, “os trabalhadores do setor simplesmente não pararam desde a pandemia e continuam se dedicando às suas funções dia e noite, desde o início, pois a profissão exige e os atendimentos ao público não pararam de crescer”.

 

Apesar disso, ela apontou que a classe profissional não recebeu o devido reconhecimento por seu trabalho, mesmo com a necessidade dos hospitais da região em contratarem, e entende que as negociações coletivas desse ano tendem a serem mais justas e equilibradas.

 

O presidente do Sintrodov, Alcir Ganassini, apurou que “o setor de transportes também não parou diante de tanta demanda e apesar de certas restrições no momento mais grave da pandemia as empresas estão contratando e a mão de obra também está em falta”. E salientou que as empresas terão de repensar o quanto remuneram os seus trabalhadores, pois há dificuldade de contratação.

 

 

Contratação de mão de obra

 

Nelson de Oliveira, diretor de finanças do Sitrial e vice-presidente do Fórum Sindical, afirmou que o sindicato tem observado as dificuldades das empresas em contratar pessoas, mesmo as empresas maiores do setor, pois a remuneração baixa e mesmo a falta de valorização dos trabalhadores que possuem vários anos de vínculo, desestimulam a busca por vagas no setor e até acaba por promover demissões. Nelson citou ainda o exemplo do setor da indústria de panificação, o qual não possui uma convenção coletiva de trabalho há três anos e há muita procura dos trabalhadores por assistência sindical.

 

 

Consenso

 

Dr. Allan Andreassa, advogado, secretário do Fórum e representante do Sindicato dos Empregados em Turismo e Hospitalidade, comentou que “as entidades que estão reunidas no Fórum Sindical chegaram ao consenso que as melhorias salariais nas negociações serão melhor aplicadas através dos acordos coletivos e é por isso que alguns deles já estão dando maior importância a este tipo de instrumento legal do que às convenções coletivas, pois desta forma os problemas de cada empresa são discutidos e ajustados de uma maneira mais específica e mais próxima do ideal.”

 

Antônio Carlos Pires da Silva, diretor e secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos, ressaltou que as mudanças na legislação trabalhista foram muitas nesse período. Um exemplo é o afastamento das gestantes. “Com isso, os trabalhadores voltaram a procurar mais o sindicato, já que possuem muitas dúvidas e precisam da assistência nesse momento de dificuldade”, relata.

 

 

Ações conjuntas

 

Ao longo da reunião, os sindicatos aprovaram a proposição de uma medida junto ao Ministério Público do Trabalho – MPT contra práticas antissindicais que estão ocorrendo por empresas e até profissionais da região em que consistem no estímulo às desfiliações de trabalhadores.

Dia da Consciência Negra é dia de luta contra Bolsonaro racista

Dia da Consciência Negra é dia de luta contra Bolsonaro racista

Movimento Sindical vai às ruas no sábado, 20 de novembro, em todo o Brasil, junto com movimentos negro e populares em defesa da igualdade racial, da vida, da democracia, contra o desemprego, a carestia e a fome


20 de novembro, Dia da Consciência Negra, marca a morte de um dos maiores lutadores contra a escravidão no Brasil, Zumbi dos Palmares, e passou a ser celebrada pelo Movimento Negro a partir da década de 1960 como uma forma de valorização da comunidade negra e da sua contribuição à história do país. A data é oficializada pela lei nº 12.519/2011 e marca a resistência do povo negro contra a escravidão e a luta contra o racismo no Brasil.

O trabalho de negros e negras escravizados está na raiz da acumulação capitalista e oligárquica brasileira. A abolição da escravatura, tardia e inacabada, faz com que o racismo seja uma característica marcante da estrutura de classes e da sociedade brasileira até os dias de hoje. A população negra é maioria entre os desempregados e também entre aqueles nos postos de trabalho mais precários e informais. A periferia dos grandes centros urbanos marcada pela moradia precária, pela ausência de infraestrutura social e pela carência de políticas públicas é majoritariamente negra.

É por isso que o descaso no combate à pandemia, o aumento da fome, do desemprego, a alta geral dos preços e o consequente caos econômico e social pelo qual passa o país impactam, primeiramente e com mais intensidade, à população negra e pobre.

A ação, a inércia e as posições do presidente da República e de seus aliados reacionários e conversadores reforçam e apoiam a violência e a hostilidade que discriminam, agridem e matam corpos pretos todos os dias, ao mesmo tempo em que negam e tornam invisíveis o caráter estrutural do racismo no Brasil.

Superar o racismo é uma exigência fundamental para a construção de uma sociedade verdadeiramente democrática e justa. Garantir o direito ao trabalho decente e protegido para a população negra é um dos caminhos para reparação de uma história de exclusão e desigualdade e garantia de futuro diferente. Dar fim ao governo criminoso e racista de Jair Bolsonaro é um requisito essencial para que o país possa reencontrar o rumo do desenvolvimento com igualdade e justiça social.

A classe trabalhadora brasileira é negra e, por isso, o movimento sindical irá às ruas em todo o Brasil junto com a população negra e com todas as pessoas comprometidas com a defesa da igualdade racial, da vida, da democracia, contra o desemprego, a carestia e a fome, neste sábado, 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.

Brasil, 17 de novembro de 2021

Nova Central Sindical mostra-se preocupada com diminuição dos direitos dos trabalhadores

Nova Central Sindical mostra-se preocupada com diminuição dos direitos dos trabalhadores

DENÍLSON PESTANA DIZ QUE BASE DE REPRESENTATIVIDADE NO CONGRESSO ESTÁ ENFRAQUECIDA. EMPRESÁRIOS SÃO MAIORIA

O presidente da Nova Central Sin­dical dos Trabalha­dores do Paraná (NCST-PR), Denílson Pestana da Costa, esteve em visita a Quedas do Iguaçu nesta semana. Ele concedeu uma entrevista ex­clusiva ao Diário Correio do Povo do Paraná, falando de sua preocupação com alguns projetos de leis que tramitam no Congresso Nacional, que podem derrubar direitos con­solidados na Constituição Fe­deral, para os trabalhadores, no âmbito nacional.

Confira o que diz e pensa um dos homens fortes do sin­dicalismo paranaense.

 

Diário Correio do Povo do Paraná – O que te traz há Quedas do Iguaçu e região?

Denílson Pestana – Es­tamos acompanhando e fis­calizando o processo eleitoral que está ocorrendo no Sin­dicato de Trabalhadores do Setor Madeireiro e Movelei­ro do município (STIMMQI). Uma instituição importante para Nova Central, com forte representatividade. Das três unidades sindicais na cidade, duas são filiadas à federação. Estamos visitando algumas bases de apoio e fazendo no­vos amigos.

Correio do Povo – A ques­tão sindical é mais sofri­da nas cidades do interior, como avalia este cenário de representatividade dos tra­balhadores?

 

Pestana – Olha! Já esteve pior, mas felizmente hoje nós temos uma atuação forte da Fetraconspar, que tem uma comissão que atua nas nego­ciações dos pisos salarias de todas as categorias. A pauta de negociação para os traba­lhadores de Quedas do Igua­çu e da Cantuquiriguaçu é a mesma de todo o Estado, de forma unificada. Se não hou­vesse este trabalho integrado, certamente os salários dos trabalhadores seriam inferio­res nas cidades do interior.

 

Correio do Povo – O fato de não existir um piso sala­rial estadual para os servi­dores municipais, prejudica a categoria?

 

Pestana – Este fato nos preocupa muito, os sindicatos são cobrados por isso. Infe­lizmente o setor ainda carece de leis que garantam os seus direitos. O servidor público pode tudo, até fazer greve, mas não tem direito a uma negociação salarial de forma coletiva. Ficando a mercê da boa vontade dos gestores pú­blicos que estão no comando das administrações. 

Correio do Povo – Qual a posição da Nova Central a respeito do projeto da ter­ceirização dos serviços, que tramita no Congresso Na­cional?

Pestana – Este projeto de­verá afetar não só o servidor público, como todos os setores trabalhistas deste país. A PL 4330, de autoria do deputado Sandro Mabel PMDB-GO, diz que é para regulamentar a terceirização, mas na verdade ela amplia, abrindo possibili­dades de uma empresa demi­tir seu quadro de funcionário, terceirizando boa parte dos serviços. Os direitos trabalhis­tas de uma pessoa terceiriza­da não são os mesmos de um trabalhador com carteira re­gistrada. Uma delas é a remu­neração que é inferior. Se fos­se a votação hoje, certamente seria aprovado pelo fato que a maioria dos congressistas é de empresários e ruralistas.

Correio do Povo – É con­tra ou favor nesta questão do pré-sal?

Pestana – Nós somos to­talmente contra. O petróleo é uma fonte de energia e isso tem uma função estratégica para o país. Petróleo, energia elétrica e água nas mãos de terceiros é um perigo para o povo brasileiro, já que grandes potencias mundiais (grupos econômicos), podem passar a ter o pleno domínio e ditar os preços a serem praticados.

Correio do Povo – Você está sendo indicado para lutar por uma cadeira no Congresso Nacional, se sen­te preparado para este novo desafio?

Pestana – Estamos há 16 anos na luta sindical, atual­mente sou o presidente da Nova Central, do Sintracom de Londrina e secretário de finanças da Fetraconspar. São 20 anos na militância do Parti­do dos Trabalhadores (PT), até então não tinha me envolvido como candidato. Os dirigen­tes sindicais estão preocupa­dos com a atual composição do congresso, que é 91 parla­mentares, essa correlação de forças está prejudicando toda classe trabalhadora, na defesa dos direitos adquiridos e para a consolidação de novas con­quistas. Se não mudarmos a composição de representantes no congresso, certamente va­mos ter perdas irreparáveis ao trabalhador brasileiro.

Correio do Povo – Quais são os prejuízos disso?

Pestana – Nós temos mui­tas demandas para serem votadas, como das 40 horas semanais, a regulamentação que dá direito a negociação dos servidores públicos, o fim das demissões motivadas, o fim do fator previdenciário, a participação dos resulta­dos e lucros das empresas, os direitos das mulheres tra­balhadoras, essa questão das terceirizações, entre tantas outras leis que garantem e preservam os direitos dos tra­balhadores. Nós temos ainda 117 artigos da constituição federal que não foram regu­lamentados.

Correio do Povo – A im­prensa regional tem denun­ciado a demora nas perícias médicas pelo INSS. O que a Nova Central tem feito para mudar isso?

Pestana – Nós estamos atentos e preocupados, por não ser um problema só do interior, mas também na ca­pital. Fizemos uma audiência pública com técnicos do INSS e Ministério Público Federal, na busca de uma solução. Os médicos estão elitizados e precisamos urgentemente que governo federal faça no­vos concursos para contrata­ção de profissionais para este setor. Uma cobrança de ime­diato é que o instituto passe a pagar o benefício a partir da entrada da documentação. Com isso, o trabalhador não ficaria desamparado até a re­alização das pericias médicas. Os técnicos do órgão público passaram a adivinhar quan­to tempo o trabalhador vai precisar para recuperar e isso tem sido muito nocivo às pes­soas. O trabalhador necessita dessa renda para sobreviver, por ser de natureza alimentar para ele e sua família.

 

 O CONGRESSO NACIONAL POR REPRESENTAÇÃO

 

Empresarial

273

Educação

213

Ruralista

160

Sindical

91

Saúde

79

Comunicação

69

Evangélica

66

Feminina

55

Ambientalista

15

 

  “Enquanto a bancada empresarial é composta de 273, e a ruralista de 160, dos trabalhadores são somente 91 parlamentares. Estamos perdendo direitos adquiridos pela CLT que completa 70 anos este ano e pela Constituição Federal”, Denílson Pestana da Costa