NOVA CENTRAL SINDICAL
DE TRABALHADORES
DO ESTADO DO PARANÁ

UNICIDADE
DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

Mercado financeiro eleva para 5,90% estimativa de inflação em 2023 e vê alta maior do PIB

Mercado financeiro eleva para 5,90% estimativa de inflação em 2023 e vê alta maior do PIB

Previsão dos investidores supera o teto da meta definido pelo CMN para este ano, que é de até 4,75%. Essa foi a décima primeira alta seguida no indicador.

Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Os economistas do mercado financeiro elevaram a estimativa de inflação deste ano de 5,89% para 5,90% e também passaram a prever uma alta maior do Produto Interno Bruto (PIB).

 

A informação consta do relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central. Foram ouvidas mais de 100 instituições financeiras na semana passada sobre as projeções para a economia.

 

Essa foi a décima primeira alta consecutiva na projeção de inflação deste ano.

Para este ano, a meta central de inflação foi fixada em 3,25% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%.

Se confirmado, esse será o terceiro ano seguido de estouro da meta de inflação, ou seja, no qual o IPCA fica acima do teto fixado pelo sistema de metas. Em 2022, a inflação somou 5,79%.

 

Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra das pessoas, principalmente das que recebem salários menores. Isso, porque os preços dos produtos aumentam sem que o salário acompanhe esse crescimento.

 

Para 2024, a projeção de inflação do mercado financeiro ficou estável em 4,02% na semana passada.

 

A meta de inflação do próximo ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3% e será considerada cumprida se oscilar entre 1,5% e 4,5%.

Produto Interno Bruto

 

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2023, o mercado financeiro elevou sua previsão de 0,80% para 0,84%.Foi a segunda alta seguida na estimativa.

 

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O indicador serve para medir a evolução da economia.

 

Já para 2024, a previsão de crescimento permaneceu estável em 1,5%.

Taxa de juros

 

O mercado financeiro manteve a expectativa para a taxa básica de juros da economia, a Selic, estável em 12,75% ao ano para o fim de 2023.

 

Com isso, o mercado financeiro segue estimando queda dos juros neste ano.

 

Para o fim de 2024, a projeção do mercado para o juro básico da economia ficou estável em 10% ao ano.

Outras estimativas

 

Veja abaixo outras estimativas do mercado financeiro, segundo o BC:

 

  • Dólar: a projeção para a taxa de câmbio para o fim de 2023 permaneceu em R$ 5,25. Para o fim de 2024, subiu de R$ 5,29 para R$ 5,30.

  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção recuou de US$ 57,9 bilhões para US$ 57,4 bilhões de superávit em 2023. Para 2024, a expectativa para o saldo positivo caiu de US$ 56,8 bilhões para US$ 54,6 bilhões.

  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano permaneceu em US$ 80 bilhões de ingresso. Para 2024, a estimativa de ingresso continuou também em US$ 80 bilhões.

G1

https://g1.globo.com/economia/noticia/2023/02/27/mercado-financeiro-eleva-para-590percent-estimativa-de-inflacao-em-2023-e-ve-alta-maior-do-pib.ghtml

Mercado financeiro eleva para 5,90% estimativa de inflação em 2023 e vê alta maior do PIB

Juro médio dos bancos avança para 43,5% ao ano em janeiro, maior nível em cinco anos e meio

Taxa do cartão de crédito rotativo atingiu 411,5% ao ano em janeiro, o maior patamar desde agosto de 2017. Crédito bancário registrou queda em janeiro e inadimplência avançou.

Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

A taxa média de juros cobrada pelos bancos em suas operações com pessoas físicas e com empresas teve aumento de 1,8 ponto percentual em janeiro deste ano, para 43,5% ao ano. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central.

 

Esse é o maior patamar desde agosto de 2017, quando somou 45,6% ao ano, ou seja, em cerca de cinco anos e meio. A série histórica do BC tem início em março de 2011.

 

O juro médio, nesse caso, foi calculado com base em recursos livres – ou seja, não inclui os setores habitacional, rural e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

 

  • De acordo com o BC, a taxa média de juros cobrada nas operações com empresas subiu de 23,1% ao ano, em dezembro, para 25,3% ao ano em janeiro de 2023. É o maior patamar desde julho de 2017 (25,4% ao ano).

  • Já nas operações com pessoas físicas, os juros subiram de 55,4% ao ano, em dezembro, para 56,6% ao ano em janeiro. É o maior nível desde novembro de 2022 (57,3% ao ano).

 

O novo aumento dos juros bancários acontece em um momento de estabilidade na taxa básica da economia, a Selic, que está em 13,75% ao ano desde agosto do ano passado.

Cheque especial e cartão de crédito

 

No cheque especial das pessoas físicas, a taxa recuou de 132,1% ao ano, em dezembro, para 132% ao ano em janeiro de 2023. A queda foi de 0,1 ponto percentual no mês passado.

 

A taxa média de juros cobrada pelos bancos nas operações com cartão de crédito rotativo, por sua vez, avançou de 407,7% ao ano no fim de 2022 para 411,5% ao ano em janeiro. É o maior patamar desde agosto de 2017 (428% ao ano).

 

  • O crédito rotativo do cartão de crédito pode ser acionado por quem não pode pagar o valor total da fatura na data do vencimento, mas não quer ficar inadimplente.

 

  • Mesmo com a queda em setembro, o patamar da taxa rotativa de juros segue proibitivo. Essa é a linha de crédito mais cara do mercado e, segundo analistas, deve ser evitada. A recomendação é que os clientes bancários paguem todo o valor da fatura mensalmente.

Crédito bancário

 

O volume total do crédito bancário em mercado, segundo o Banco Central, recuou 0,3%, para R$ 5,26 trilhões em janeiro. Em dezembro do ano passado, somava R$ 5,27 trilhões.

“O volume de crédito para as empresas diminuiu 2,4% ao totalizar R$ 2,1 trilhões, enquanto para as famílias houve crescimento de 1,1%, atingindo R$ 3,2 trilhões”, informou o BC.

 

Para as pessoas físicas, houve destaque para o crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS, com alta de 2,5%; crédito consignado para trabalhadores do setor público, com aumento de 1%; no cartão de crédito rotativo (+4%) e no cheque especial (+9%).

Endividamento das famílias e inadimplência

 

Segundo o BC, o endividamento somou 49,6% da renda acumulada nos doze meses até novembro do ano passado. A série histórica do BC para este indicador tem início em janeiro de 2005.

 

Com isso, registrou queda marginal na comparação com o outubro de 2022, quando estava em 49,7%.

Em fevereiro de 2020, antes da pandemia da Covid-19, o endividamento das famílias somava 41,8%.

 

Ao mesmo tempo, a taxa de inadimplência média registrada pelos bancos nas operações de crédito subiu de 3%, em dezembro de 2022, para 3,2% em janeiro deste ano. É a maior desde abril de 2020 (3,3%)

  • Nas operações com pessoas físicas, a inadimplência subiu de 3,9%, no fim de 2022, para 4,1% em janeiro. Com isso, atingiu o maior patamar desde outubro de 2016 (4,2%).

  • Já a inadimplência das empresas ficou estável em 1,6% em janeiro, a mais alta desde agosto de 2020 (1,8%).

G1

https://g1.globo.com/economia/noticia/2023/02/27/juro-medio-dos-bancos-avanca-para-435percent-ao-ano-em-janeiro-maior-nivel-em-cinco-anos-e-meio.ghtml

Mercado financeiro eleva para 5,90% estimativa de inflação em 2023 e vê alta maior do PIB

Por que preço dos combustíveis é tão crucial para popularidade do governo

Lula analisa proposta da Fazenda para nova cobrança de impostos sobre combustíveis.

Por BBC

Preocupado com o impacto que uma alta nos preços de combustíveis pode ter sobre a popularidade do seu governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta encontrar uma saída alternativa a volta dos impostos sobre gasolina e etanol, que estava prevista para quarta-feira (01/03).

 

O corte total de PIS/Cofins havia sido adotado pelo governo de Jair Bolsonaro (PL) para baratear combustíveis no ano passado, medida que críticos avaliaram como eleitoreira.

 

O ministro da Fazenda do atual governo, Fernando Haddad, defendia um retorno imediato desses impostos no primeiro dia da gestão Lula, devido à necessidade de reforçar o caixa da União para cobrir a ampliação dos gastos sociais e reduzir o rombo nas contas públicas, projetado para fechar o ano em mais de R$ 200 bilhões.

No entanto, a pressão da ala política do governo já havia levado à prorrogação da desoneração do diesel e do gás de cozinha até o final do ano e da gasolina e do etanol até fevereiro.

 

Agora, diante de uma novo embate entre os dois lados, o presidente deve optar por um caminho intermediário.

 

Segundo a assessoria do Ministério da Fazenda confirmou à BBC News Brasil, a volta dos impostos será feita de forma diferenciada sobre etanol e gasolina, com uma cobrança maior sobre este último, por ser um combustível mais poluente.

 

O ministério ainda não definiu quais alíquotas serão cobradas, mas assessoria da pasta diz que novo modelo vai garantir a arrecadação de R$ 28,8 bilhões que estava prevista para este ano com volta integral dos impostos sobre os dois combustíveis a partir de março.

 

A assessoria disse ainda que está em estudo uma reformulação na forma como os impostos são cobrados ao longo da cadeia de combustíveis para reduzir o impacto da reoneração no bolso do consumidor.

 

No entanto, não houve ainda anúncio oficial e as reuniões internas no governo sobre o tema continuam.

 

O receio da ala política com a volta dos impostos é que isso provocará o encarecimento dos combustíveis, podendo afetar a popularidade do governo já no seu início.

 

A presidente do PTGleisi Hoffmann, usou o Twitter na sexta-feira para defender a prorrogação do corte de impostos, até que o novo Conselho de Administração da Petrobras, que assume em abril, possa discutir uma nova política de preços de combustíveis.

 

Essa política hoje segue a oscilação do petróleo no mercado internacional, o que tem resultado em preços mais altos.

 

O novo presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, e Hoffmann defendem que os preços sigam os custos de produção nacional, em vez da cotação internacional, enquanto críticos dessa opção dizem que isso traria prejuízos à estatal, afetando sua capacidade de investimentos.

“Não somos contra taxar combustíveis, mas fazer isso agora é penalizar o consumidor, gerar mais inflação e descumprir compromisso de campanha”, argumentou Hoffmann.

Como os combustíveis impactam a popularidade?

 

Os itens mais sensíveis para a vida da população e que, portanto, podem afetar mais a popularidade do governo são diesel e gás de cozinha – não à toa, estão com desoneração prorrogada até o fim do ano.

 

O encarecimento do gás de cozinha, essencial para alimentação, tem impacto direto para a população mais pobre.

 

Já o diesel abastece os caminhões que rodam o país transportando os mais diversos produtos, inclusive alimentos. Por isso, uma subida de preço tende a impactar também o custo de outros produtos, que ficariam mais caros para o consumidor final.

 

Além disso, o governo monitora o risco de protestos de caminhoneiros que poderiam ocorrer com o aumento do preço do diesel.

 

Em 2018, durante o governo de Michel Temer, um movimento desse tipo paralisou muitas rodovias no país, provocando retração econômica.

 

No caso da gasolina, críticos dessa desoneração argumentam que o preço desse combustível não afeta tanto a população mais pobre, que em geral não utiliza automóvel próprio.

 

Por outro lado, o item impacta trabalhadores de baixa renda, como entregadores e motoristas de aplicativo, além de pesar sobre a classe média e setores mais ricos.

Como nota o cientista político da consultoria Tendências, Rafael Cortez, são segmentos que historicamente têm mais capacidade de pressionar o governo e que têm sido mais críticos ao PT.

Pesquisas de intenção e voto durante a eleição mostravam que Bolsonaro apoio superior a Lula entre todos os segmentos com renda familiar acima de dois salários mínimos, enquanto o petista vencia entre os mais pobres.

Ele lembra ainda que o debate sobre o encarecimento dos combustíveis ocorrem em um momento em que a sociedade como um todo já acumulou um desgaste com a inflação mais alta nos últimos anos.

 

“Isso afetou não só as classes de renda mais baixa, mas também essa classe média baixa que de alguma maneira emergiu, entrou no mercado de consumo, mas também sofreu bastante por conta dos últimos anos com a inflação andando muito, muito alta”, afirma.

“E como o Bolsonaro soube muito bem dar vazão a esse grupo, a expressar demandas dessa natureza, a complexidade política se tornou ainda maior na hora do governo tomar essas decisões (de rever a desoneração)”, analisa ainda.

 

Para Cortez, também está no radar do governo a possibilidade de uma eventual perda de popularidade abrir espaço para o fortalecimento do bolsonarismo, inclusive de alas mais extremistas que atuaram na invasão das sedes dos Três Poderes em Brasília, no dia 8 de janeiro.

 

O próprio ministro da Justiça e da Segurança Pública, Flávio Dino, manifestou essa preocupação em entrevista recente ao jornal O Estado de S. Paulo.

“A pergunta é: o governo Lula vai melhorar a vida do povo brasileiro? Se a resposta for sim, o golpismo tende a ser uma força declinante. Se o governo enfrentar dificuldades no resultado, aí abre espaço para a emergência do golpismo”, argumentou Dino.

Subsídio pode ter efeito inverso na inflação de longo prazo?

A equipe econômica, por outro lado, argumenta que manter o subsídio aos combustíveis para evitar uma inflação mais alta agora pode ter o impacto inverso no longo prazo.

 

Segundo essa visão, o rombo elevado nas contas pública teria o efeito de reduzir a confiança de agentes do mercado na economia brasileira, contribuindo para uma desvalorização do real frente a dólar, o que encareceria os produtos importados e pressionaria a inflação.

 

Para o analista chefe de Petróleo e Gás Natural do UBS BB, Luiz Carvalho, esse efeito deveria desencorajar o subsídio amplo de qualquer combustível, até mesmo do diesel, considerado mais sensível.

 

“Se você subsidiar o preço do diesel, isso vai levar a uma depreciação do câmbio, que vai fazer com que todos os outros produtos que são contados em dólar fiquem mais caros em reais.”

 

“Uma depreciação do câmbio vai levar o preço do trigo, da soja, do milho, do açúcar, do minério, do próprio petróleo o estarem mais caros em reais do que, eventualmente, o próprio benefício que você teria na inflação (com o corte de impostos)”, acrescentou.

 

Segundo Carvalho, o mais adequado seria o governo avaliar subsídios para grupos específicos.

“Você poderia fazer algo mais direcionado para os taxistas, os motoristas de Uber, eventualmente até os caminhoneiros autônomos, por exemplo. Porque grande parte dos outros caminhoneiros, eles são CLT (trabalhadores com carteira assinada) que trabalham para grandes transportadoras que são ultra capitalizadas”, ressalta.

 

Para consultora econômica Zeina Latif, ex-secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, a desoneração da gasolina é totalmente “inadequada” do ponto de vista ambiental, fiscal e social, tendo em vista o grupo social de maior renda que ela atende.

 

Na sua avaliação, a manutenção do subsídio sobre o diesel também é discutível devido ao impacto nas contas públicas, mas é mais compreensível.

 

“O país tem ainda uma matriz de transporte que depende muito do diesel e existe a preocupação com paralisação de caminhoneiros, categoria que tem uma relação mais próxima com o bolsonarismo”, reconhece.

– Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/articles/c801j3078z4o

G1

https://g1.globo.com/economia/noticia/2023/02/27/por-que-preco-dos-combustiveis-e-tao-crucial-para-popularidade-do-governo.ghtml

Mercado financeiro eleva para 5,90% estimativa de inflação em 2023 e vê alta maior do PIB

Brasil encerra 2022 com taxa de desemprego média de 9,3%

Por g1 — Rio de Janeiro

O Brasil encerrou 2022 com cerca de 10 milhões de trabalhadores desempregados, resultando numa taxa de desemprego média de 9,3%. É o que apontam os dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Na comparação com 2021, foram 3,9 milhões de desempregados a menos, o que representa uma redução de 27,9% no ano.

 

“No entanto, o número de pessoas em busca de trabalho está 46,4% mais alto que em 2014, quando o mercado de trabalho tinha o menor contingente de desocupados (6,8 milhões) da série histórica da PNAD Contínua”, destacou o IBGE.

 

A taxa média anual de desocupação foi estimada em 9,3%, recuando 3,9 pontos percentuais (p.p.) frente a de 2021 (13,2%). No confronto com 2014, o crescimento foi de 2,4 pontos percentuais, com o indicador passando de 6,9% (2014) para 9,3% (2022). Frente a 2012, quando a taxa era de 7,4%, o aumento foi de 1,9 p.p

G1

https://g1.globo.com/economia/noticia/2023/02/28/brasil-encerra-2022-com-taxa-de-desemprego-media-de-93percent.ghtml

Mercado financeiro eleva para 5,90% estimativa de inflação em 2023 e vê alta maior do PIB

Centrais debatem primeiro Dia do Trabalhador sob novo governo Lula

Vale do Anhangabaú, em São Paulo, pode abrigar o 1º de Maio Unitário, mas o martelo só deve ser batido no Fórum das Centrais

por André Cintra

As definições a respeito do primeiro Dia do Trabalhador sob o novo governo estão na pauta das centrais sindicais. Uma das prioridades é decidir o local do 1º de Maio Unitário, que provavelmente contará com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No ano passado, a atividade ocorreu na Praça Charles Miller, em São Paulo.

Agora, o Vale do Anhangabaú, na região central, está cotado, mas as entidades ainda não fecharam posição. Embora a Folha de S.Paulo tenha noticiado que a Força Sindical já conversou com o prefeito paulistano, Ricardo Nunes (MDB), sobre a liberação do Anhangabaú, o martelo só deve ser batido nesta quarta-feira (1/3), em reunião do Fórum das Centrais.

É esperado que Lula aproveite o 1º de Maio para formalizar mais um reajuste do salário mínimo – o segundo no ano. Até 2022, vigorava um piso salarial dos trabalhadores de R$ 1.212. Em 1º de maio, o valor passou a R$1,302. O presidente já declarou que, com o novo aumento, o mínimo deve chegar a R$ 1.320 a partir de maio.

A alta prevista pelo governo equivale a um reajuste de 8,91% em relação a 2022. Porém, como no ano passado o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) foi de 5,93%, o aumento real do mínimo será de apenas 2,8%.

O valor é considerado frustrante e insuficiente pelas centrais. Na visão do movimento sindical, diante da prolongada defasagem do mínimo nos últimos anos, é necessário chegar, agora, a um patamar de ao menos R$ 1.343.

As centrais também acusam a gestão Lula de não ter cumprido o compromisso de negociar o novo valor de forma conjunta. Em 18 de janeiro, o presidente chegou a instituir um grupo de trabalho (GT) para tratar do tema. Mas próprio presidente atropelou o acordo e anunciou o novo reajuste no começo de fevereiro, ignorando completamente as negociações.

Para compensar o ruído, Lula criou, na semana passada, mais um grupo de trabalho, com representantes do governo e das centrais sindicais, visando a “elaboração de proposta de Política de Valorização do Salário Mínimo”. Sob a coordenação do Ministério do Trabalho e Emprego, o GT deverá consultar os empresários, “de modo a garantir o caráter tripartite das políticas de trabalho”.

VERMELHO

https://vermelho.org.br/2023/02/28/centrais-debatem-primeiro-dia-do-trabalhador-sob-novo-governo-lula/

Mercado financeiro eleva para 5,90% estimativa de inflação em 2023 e vê alta maior do PIB

Conheça os Deputados e Senadores mais ricos; veja o patrimônio de cada parlamentar

Para concorrer a um cargo, os candidatos devem informar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma série de informações, como gênero, identificação étnico-racial, profissão e uma lista detalhadas dos bens que compõem o seu patrimônio. O Congresso em Foco divulga o patrimônio de cada parlamentar no Radar do Congresso, uma ferramenta na qual é possível acessar o perfil de cada deputado e senador e informações como a presença em votações, índices de governismo e de transparência, proposições apresentadas, discursos feitos e os gastos declarados.

Na Câmara, o deputado cearense Eunício Oliveira (MDB) é o dono do maior patrimônio declarado: R$ 158,1 milhões. O parlamentar declarou itens como R$ 42,4 milhões em participações societárias de uma única empresa, 101 imóveis rurais em diversos estados, dois veículos de luxo e mais de R$ 6,4 milhões em uma única conta bancária. O deputado, que já foi presidente do Senado, fundou a Confederal, vendida em 2018 à Prosegur.

Para efeitos de comparação, a maioria dos deputados têm patrimônio entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões. Apenas 24 parlamentares têm patrimônios entre R$ 10 milhões e R$ 100 milhões, enquanto somente Eunício e Jadyel Alencar (PV-PI), com um patrimônio declarado de R$ 107,5 milhões, superam a barreira dos R$ 100 milhões.

Jadyel declarou à Justiça eleitoral bens como duas aeronaves, sendo uma avaliada em R$ 9 milhões, quatro veículos de luxo, sete casas, cinco terrenos, dois apartamentos e R$ 5 milhões em participação societária de uma única empresa.

Para concorrer a um cargo, os candidatos devem informar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma série de informações, como gênero, identificação étnico-racial, profissão e uma lista detalhadas dos bens que compõem o seu patrimônio. O Congresso em Foco divulga o patrimônio de cada parlamentar no Radar do Congresso, uma ferramenta na qual é possível acessar o perfil de cada deputado e senador e informações como a presença em votações, índices de governismo e de transparência, proposições apresentadas, discursos feitos e os gastos declarados.

Na Câmara, o deputado cearense Eunício Oliveira (MDB) é o dono do maior patrimônio declarado: R$ 158,1 milhões. O parlamentar declarou itens como R$ 42,4 milhões em participações societárias de uma única empresa, 101 imóveis rurais em diversos estados, dois veículos de luxo e mais de R$ 6,4 milhões em uma única conta bancária. O deputado, que já foi presidente do Senado, fundou a Confederal, vendida em 2018 à Prosegur.

Para efeitos de comparação, a maioria dos deputados têm patrimônio entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões. Apenas 24 parlamentares têm patrimônios entre R$ 10 milhões e R$ 100 milhões, enquanto somente Eunício e Jadyel Alencar (PV-PI), com um patrimônio declarado de R$ 107,5 milhões, superam a barreira dos R$ 100 milhões.

Jadyel declarou à Justiça eleitoral bens como duas aeronaves, sendo uma avaliada em R$ 9 milhões, quatro veículos de luxo, sete casas, cinco terrenos, dois apartamentos e R$ 5 milhões em participação societária de uma única empresa.

No Senado Federal, o maior patrimônio é do senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR). Ao ser eleito em 2018, o senador declarou ao STE possuir um patrimônio de R$ 239,7 milhões, incluindo bens como um imóvel de R$ 8 milhões em Guaratuba (PR), um barco de R$ 4,9 milhões, uma casa de R$ 4,8 milhões, dois veículos de luxo e uma obra de arte avaliada em R$ 1,5 milhão. O senador é empresário do ramo da educação e de tecnologia. É fundador do Grupo Positivo, que inclui uma universidade.

O MDB é o partido com os parlamentares mais ricos, somando R$ 479 milhões em patrimônio acumulado. Além de Eunício, o partido tem no top 10 mais ricos os deputados Hercílio Coelho Diniz (MG), com um patrimônio de R$ 65,9 milhões; Duda Ramos (RR), com R$ 50,5 milhões em patrimônio; e o senador Eduardo Braga (AM), com patrimônio declarado de R$ 31,6 milhões.

Confira o patrimônio por partido:

O Paraná é a unidade da federação com os parlamentares mais ricos. Os 29 deputados federais e os três senadores do estado somam R$ 343,1 milhões em patrimônio, uma média de R$ 10,7 milhões para cada parlamentar. Além de Oriovisto, o estado tem o deputado Dilceu Sperafico (PP) entre os 10 mais ricos da Câmara.

Em seguida, aparecem os parlamentares do Ceará, somando R$ 236,7 milhões (média de R$ 9,4 milhões); e os de Minas Gerais, somando R$ 214,4 milhões (R$ 3,8 milhões em média). Os parlamentares de Sergipe são os com o menor patrimônio acumulado. Os oito deputados e os três senadores do estado acumulam um patrimônio de R$ 11,5 milhões, uma média de pouco mais de R$ 1 milhão para cada.

 

Confira o patrimônio por unidade da federação:

 

Confira o patrimônio de cada parlamentar:

Arte: Thiago Freitas/Congresso em Foco

AUTORIA

Caio Matos

CAIO MATOS Repórter. Formado em jornalismo pela Universidade Paulista (Unip). Trabalhou na Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) e nas assessorias de comunicação da Casa Civil da Presidência da República e da Codeplan.