por NCSTPR | 24/02/23 | Ultimas Notícias
Indicador acumula alta de 0,53% no ano e de 8,76% em 12 meses; índice de materiais, equipamentos e serviços avançou 0,32% em fevereiro
O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) subiu 0,21 % em fevereiro, porcentual inferior ao apurado no mês anterior, quando o índice variou +0,32%. Com isso, o INCC-M acumula alta de 0,53% no ano e de 8,76% em 12 meses.
Em fevereiro de 2022, o índice tinha subido 0,48% no mês e acumulava alta de 13,04% em 12 meses.
A taxa do índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços passou de -0,12% em janeiro para 0,32% em fevereiro. Já o índice referente à Mão de Obra variou 0,10% em fevereiro, ante 0,77% em janeiro.
No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, a taxa correspondente a Materiais e Equipamentos variou 0,16% em fevereiro, após queda de 0,26% no mês anterior. Três dos quatro subgrupos componentes apresentaram acréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para estrutura, cuja taxa passou de -0,55% para -0,06%.
A variação relativa a Serviços passou de 0,53% em janeiro para 1,10% em fevereiro. Neste grupo, foi destacado o avanço da taxa do item projetos, que passou de 0,18% para 1,87%.
Apenas a capital de Belo Horizonte apresentou decréscimo em sua taxa de variação. Em contrapartida, seis capitais apresentaram acréscimo em suas taxas de variação: Salvador, Brasília, Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo.
INFOMONEY
https://www.infomoney.com.br/economia/incc-m-desacelera-para-021-em-fevereiro-ante-032-em-janeiro-diz-fgv-ibre/
por NCSTPR | 24/02/23 | Ultimas Notícias
Enquanto Lula declara “guerra contra a fome”, apoiadores da Ucrânia ignoram a catástrofe alimentar em países africanos, ao produzir mais miséria com a guerra
por Cézar Xavier
Os US$ 120 bilhões em entrega de armas e ajuda financeira para a guerra na Ucrânia equivalem a três vezes mais do que a ONU estima ser necessário para acabar com a fome no mundo a cada ano. Desses, menos de 5% são recursos destinados a ajuda humanitária na Ucrânia, pois o resto é tudo destinado a armamentos e salários para manter a disposição do governo Zelensky para a guerra.
Com US$ 40 bilhões por ano até 2030, a comunidade internacional erradicaria a insegurança alimentar em países como Somália, Burundi, Comores, Sudão do Sul, Síria, Iêmen, África Central, Chade, Congo e Madagáscar, os mais alarmantes, segundo o Índice Global da Fome de 2021. O destaque foi dado pelo colunista do UOL, Jamil Chade.
Mas não é só isso. Este fluxo de dinheiro é ainda 20 vezes maior do que é preciso para alimentar, durante um ano, os mais pobres espalhados por todos os continentes, segundo a ONU. É mais de duas vezes o volume de recursos pedidos para que, em 2023, se resgatem 230 milhões de pessoas em 69 países que vivem graves problemas naturais e de conflitos armados, como o Haiti.
Só nos últimos dias, o Japão anunciou mais US$ 5,5 bilhões para a Ucrânia, enquanto o presidente dos EUA, Joe Biden, colocou mais US$ 500 milhões sobre a mesa. Enquanto isso, os governos europeus se mobilizam para criar um consórcio para abastecer a Ucrânia com munição em 2023. Até países pobres do leste europeu contribuem com o que não podem para a guerra. A Estônia, por exemplo, mandou o equivalente de 1% de seu PIB para os ucranianos, contra 0,07% da França e 0,4% dos EUA.
O reposicionamento da Europa e aliados da Otan, ao enviar armas ainda mais avançadas para os campos ucranianos, favorece a possibilidade de países aliados da Rússia, como a China, começarem a gastar recursos também no conflito. Fora os que já colaboram de forma clandestina, como a Turquia que é acusada de manter uma fluxo paralelo de armas para a Rússia.
Biden destacou em seu discurso em Varsóvia na quarta-feira o fato de que a aliança ocidental mostrou seu compromisso com os ucranianos ao longo do ano, para a surpresa de analistas internacionais e mesmo do governo de Moscou. De fato, com a fome se alastrando até por países ricos, a inflação descontrolada, as dificuldades com combustíveis, os efeitos ainda sentidos da covid sobre as economias, e o desarranjo global com a guerra, se imaginava que as potencias ocidentais fossem ter prioridades diferentes e estimular a pacificação do conflito.
“Minha guerra é contra a fome”
A Casa Branca intensifica a busca por novos aliados, que possam também contribuir, inclusive na América do Sul, como no caso do Brasil. Mas a recente turnê do chanceler alemão Olaf Scholz pelo continente terminou sem resultados diante da recusa dos governos da região em se envolver na guerra.
Em recente viagem aos Estados Unidos, o presidente do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva, reforçou a Joe Biden a necessidade de criar um grupo de países que promovam uma nova mesa de negociações para levar o conflito ao fim.
Lula prefere ignorar a franca disposição dos países ricos ocidentais de intensificar o conflito, e mantém a retórica de busca pela paz. Ainda antes de assumir o governo, o brasileiro já dizia que sua guerra era contra a fome, ao ser questionado sobre um eventual apoio à Ucrânia.
O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Mikhail Galuzin, afirmou nesta quinta-feira (23) que o governo de Vladimir Putin está “analisando” as sugestões de Lula para encerrar a guerra. A aposta do brasileiro é pelo desgaste que o apoio à guerra tem causado principalmente nas populações dos países europeus, além dos próprios russos.
O russo dizer estar atento à possibilidade de mediação, “a fim de encontrar caminhos políticos para evitar a escalada na Ucrânia, corrigindo erros de cálculo no campo da segurança internacional com base no multilateralismo e considerando os interesses de todos os atores”, disse Galuzin à agência russa Tass.
O vice-ministro ainda disse que a Rússia “valoriza a posição equilibrada do Brasil” sobre o conflito, marcada pela “rejeição a medidas coercitivas unilaterais tomadas pelos Estados Unidos e por seus satélites e a recusa de nossos parceiros brasileiros em fornecer armas, equipamentos militares e munição para o regime de Kiev”.
Galuzin ainda mencionou o fato do Ocidente estar pressionando governos como o brasileiro para entrar na guerra, e sua resistência expressa nas propostas de Lula. “Ao mesmo tempo, podemos ver como Washington está pressionando o Brasil. Essa postura soberana merece respeito”, emendou Galuzin.
VERMELHO
https://vermelho.org.br/2023/02/23/dinheiro-para-guerra-acabaria-com-a-fome-no-mundo-por-tres-anos/
por NCSTPR | 24/02/23 | Ultimas Notícias
Maioria dos brasileiros diz que “facilitar a posse de armas” não aumentará a segurança no Brasil. Os que defendem o “libera geral” em relação às armas são apenas 37%.
por André Cintra
Em novembro de 2022, mesmo após quase quatro anos do governo de Jair Bolsonaro (PL), a maioria da população brasileira rejeitava o “libera geral” em relação à posse de armas. O razoável crescimento do número de eleitores que se declaravam “de direita” não foi suficiente para implodir a resistência às teses armamentistas defendidas pelo bolsonarismo.
É o que revela a pesquisa nacional “Panorama Político 2023”, realizada pelo Instituto DataSenado. O levantamento entrevistou 2.007 eleitores, por telefone, de 8 a 26 de novembro, logo após as eleições presidenciais, nas quais Bolsonaro foi derrotado, no segundo turno, por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os resultados da sondagem só começaram a ser divulgados pelo Senado na semana passada.
Conforme a pesquisa, na reta final do último governo – marcado por pautas conservadoras –, mais brasileiros se posicionavam diante da polarização político-ideológica do País. Em 11 meses – de dezembro de 2021 a novembro de 2022 –, o percentual de eleitores que se consideram de direita passou, expressivamente, de 21% para 31%. Os eleitores de esquerda também cresceram, mas em ritmo menor – de 11% para 17%.
“A coleta de dados foi realizada em um contexto pós-eleitoral, em que o campo se iniciou sete dias após a conclusão do segundo turno das eleições gerais de 2022. Deve-se considerar, assim, o potencial impacto desse momento singular na opinião das pessoas e nos resultados desta pesquisa”, explica o DataSenado.
As mudanças de preferência e posicionamento do eleitorado se refletem parcialmente em temas ligados à segurança. Em direção inversa ao que pregavam os bolsonaristas, nada menos que 85% dos brasileiros concordam com o monitoramento de ações policiais por meio de câmeras em seus uniformes. Em compensação, 72% defendem um retrocesso como a redução da maioridade penal.
Porém, é do discurso pró-armas que Bolsonaro mais está na contramão da opinião majoritária dos brasileiros. A maioria – 60% dos entrevistados – diz que “facilitar a posse de armas” não aumentará a segurança no Brasil. A rejeição já foi maior – era de 69% em dezembro de 2021. Os que defendem o “libera geral” em relação às armas são 37%.
Aqui pode estar uma chave para entender como a bandeira armamentista foi um verdadeiro “tiro no pé” do bolsonarismo. Conforme o DataSenado, 66% dos que se declaram à direita querem armas mais acessíveis à população.
Os eleitores de direita formam o único grupo onde essa tendência próxima ao ideário bolsonarista é dominante. “Por outro lado, 85% dos que se posicionam à esquerda são contrários, assim como 70% dos posicionados ao centro e 71% dos que não se enquadram nessas posições políticas”, detalha o DataSenado.
Outros dados da pesquisa reforçam esse descolamento entre a opinião geral e a campanha bolsonarista: 60% dos brasileiros acreditam que facilitar a posse de armas levará ao aumento da violência doméstica. Nesse segmento, 86% dizem ter notado um aumento da violência doméstica e familiar contra a mulher nos últimos 12 meses.
Os recortes de gênero e raça da sondagem também mostram que fatias do eleitorado mais hostis a Bolsonaro têm resistência maior à flexibilização da posse de armas. A desaprovação é maior entre os pretos (68%) e os pardos (64%) do que entre os brancos (54%). Da mesma maneira, 71% das mulheres condenam essa proposta de Bolsonaro, contra apenas 49% dos homens.
VERMELHO
https://vermelho.org.br/2023/02/24/pesquisa-sugere-que-discurso-armamentista-foi-tiro-no-pe-do-bolsonarismo/