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Trabalhadores recebem segunda parcela do 13º salário até esta terça; veja como calcular valor

Trabalhadores recebem segunda parcela do 13º salário até esta terça; veja como calcular valor

Dinheiro na conta

Profissionais com carteira assinada, aposentados, pensionistas e quem é beneficiado com auxílios previdenciários têm direito à gratificação

O trabalhador de carteira assinada tem, até esta terça-feira (20), o direito de receber a segunda parcela do  13° salário. A primeira parcela do benefício foi depositada pelas empresas até 30 de novembro.

Neste ano, com o endividamento das famílias beirando os 80%, e a inadimplência chegando a 30,3%, o 13º dará um fôlego ao bolso dos trabalhadores.

O benefício trabalhista foi criado em 1962, pela Lei 4.090, e era conhecido como “Gratificação de Natal”. O 13°, como foi apelidado mais tarde, tem algumas especificidades e muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre como calcular os valores.

O InfoMoney separou respostas às principais dúvidas sobre o tema com o apoio das advogadas trabalhistas Flávia Oliveira, sócia do escritório Andrade Foz Advogados, e Karolen Gualda, do escritório Natal & Mansur. Confira:

Quem tem direito ao 13°?

Todo empregado que exerceu alguma função ao longo do ano com carteira assinada (CLT). Aposentados, pensionistas e pessoas que receberam auxílio-doença, auxílio-acidente ou auxílio-reclusão também recebem a gratificação.

Se uma pessoa trabalhou em uma empresa seis meses, por exemplo, e depois foi demitida, recebe o 13° salário proporcional juntamente com as verbas rescisórias do fim do contrato. O pagamento é realizado pelo empregador, conforme determina a Lei 4.090/1962.

Pessoas que entraram em licença-maternidade também recebem o 13º salário. Porém, empregados dispensados por justa causa e segurados do Benefício de Prestação Continuada (BPC) não têm direito ao valor extra.

São quantas parcelas?

O trabalhador poderá receber o 13° salário em uma única integral ou em duas parcelas iguais, sendo o segundo caso mais comum.

Quando é pago?

O pagamento da primeira parcela do 13º salário deve ter sido realizado até 30 de novembro. Essa parcela deve ser de, no mínimo, 50% do valor ao qual o trabalhador tem direito. A outra metade deverá ser paga, no máximo, até 20 de dezembro. Se o 13° salário for feito em parcela única, deve ser pago até o dia 30 de novembro.

Qual é o valor?

O valor do 13° salário, como o próprio nome diz, é igual ao do salário integral recebido em um ano completo. Quem desempenhou alguma função de forma remunerada, no regime CLT, em menos de um ano, recebe o benefício de forma proporcional aos meses trabalhados.

Como calcular o valor?

O cálculo é feito da seguinte maneira: salário bruto dividido por 12 e multiplicado pelos meses trabalhados no ano. No cálculo da remuneração, devem entrar todas as verbas de natureza salarial, como por exemplo: horas extras, adicional de insalubridade, periculosidade, etc.

Neste caso, a conta fica um pouco mais complexa porque será necessário pegar os valores desses itens extras também de forma proporcional aos meses trabalhados para chegar ao valor final.

Para saber exatamente o passo a passo para calcular, confira o guia do InfoMoney sobre 13° salário.

De qualquer maneira, o funcionário sempre pode procurar um representante do departamento de recursos humanos para saber de antemão o valor que receberá.

13° salário tem descontos?

Sim. O benefício possui os mesmos descontos que incidem sobre o salário, como Imposto de Renda e contribuição para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O trabalhador deve fazer o cálculo proporcional aos meses trabalhados, depois abater o desconto do INSS e, por último, aplicar o desconto do IR, que é feito em cima do valor já livre da contribuição previdenciária.

No caso de pagamento parcelado do benefício, esses descontos acontecem somente sobre a segunda parcela, que será depositada até esta terça (20).

INFOMONEY

https://www.infomoney.com.br/minhas-financas/trabalhadores-recebem-segunda-parcela-do-13o-salario-ate-esta-terca-veja-como-calcular-valor/

Trabalhadores recebem segunda parcela do 13º salário até esta terça; veja como calcular valor

Você sabe o que é metaverso? Entenda as possibilidades do mundo virtual

Comprar, vender, construir e se relacionar. Essas são algumas possibilidades que as pessoas possuem dentro do metaverso, utilizando um personagem, mais conhecido como “avatar”, em um mundo virtualizado.

Yasmin Rajab

Você já ouviu falar em “metaverso”? O metaverso nada mais é que uma nova realidade virtualizada e indica um tipo de mundo virtual que tenta replicar a realidade através de dispositivos digitais. Com o avanço da tecnologia, o tema está cada vez mais presente na sociedade e está sendo bastante discutido nos últimos tempos.

O metaverso compõe um espaço coletivo e virtual, constituído pela soma de realidade virtual, realidade aumentada e internet. A tecnologia ajuda a traduzir experiências mais tangíveis e próximas ao mundo real, a qual este contato potencializa suas motivações e engajamentos.

Como toda e qualquer tecnologia antes utilizada, o metaverso voltou ao cenário mundial, mas já existia há muito tempo, afirma Claudenir Andrade, diretor do grupo de trabalho de software houses da Associação Brasileira de Tecnologia para o Comércio e Serviços (Afrac).

“Second Life, Fazendinha, GTA, SimCity, todos estes modelos computacionais já tinham o que o metaverso tem em seu core principal: você conseguir se relacionar virtualmente com ouras pessoas, conseguir comprar, vender, criar, construir e ser até o que você não é em vida real, em um ambiente virtualizado”, afirma.

Claudenir define o metaverso como um ambiente virtual onde as pessoas podem se relacionar, comprar, vender, construir e fazer tudo o que desejar fazer em sua vida real, utilizando um personagem (mais conhecido como “avatar”) em um mundo virtualizado.

Assim como outras tecnologias, o metaverso possibilita diversas mudanças no campo pessoal e profissional da sociedade. O poder de compra no mundo virtual, por exemplo, pode ser um grande benefício, uma vez que possibilita a expansão dos negócios nacionalmente e internacionalmente, sem precisar construir unidades em vários locais.

“Imagine você não precisar ir para Nova York para comprar na Macy’s, você entrar na loja, ter a experiência de usar a loja, ser atendido, interagir como se estivesse na loja e ter o produto entregue em sua casa, obviamente por uma logística nacional”, cita Andrade.

Outro exemplo é ter a oportunidade de estudar em uma instituição estrangeira sem necessariamente precisar se deslocar até o local. “Isso vai ser universal no metaverso a todos que nele participarem. Os benefícios são enormes no ensino, no profissional, no pessoal, no entretenimento e em campos ainda nem explorados”, acrescenta Claudenir.

Surgimento de novas profissões

Em seu conceito atual, o metaverso ainda é novo, apesar de existir há algum tempo. Por isso, algumas profissões são mais requisitadas neste novo formato, como os designers, programadores focados em UX (User Experience) e outros programadores em linguagens web e Cloud Computing, que permitem escrever códigos que tragam boa fluidez e experiência no metaverso.

Apesar disso, outras profissões podem se enquadrar na tecnologia. “Obviamente não estamos falando de aquelas que necessitam de interação física, como por exemplo, você não faria um tratamento dental no metaverso, isso teria resultado efetivo em seu avatar, mas não em você”, explica Claudenir.

O diretor da Afrac explica que profissionais voltados ao entretenimento e experiência do usuário serão as mais requisitadas no metaverso. Segundo a Gartner, empresa especializada em pesquisa e consultoria em tecnologia da informação, 30% das empresas estarão imersas no metaverso até 2026.

“O desafio é formar profissionais qualificados. Engenheiros, cientistas de dados, estilistas e promotores de eventos levarão sua expertise para essa nova realidade, programadores focados em segurança da informação, profissionais focados em moedas digitais e trades, profissionais especialistas em cyber segurança”, diz Andrade.

Ele acrescenta que “estas são chamadas de “metaprofissões”, entre elas: designers e vestuário para avatares, “metamédicos”, arquitetos para construções virtuais no metaverso, diretores de entretenimento e eventos, gestor de investimento, seguradores financeiros, desenvolvedor e líderes de comunidades, criadores de avatares e cientistas de dados.

Assim como outras tecnologias, na medicina, o metaverso também pode se tornar uma grande aliada. “Irá acelerar os avanços necessários para que a telemedicina avance com uma experiência mais humana e menos fria”, ressalta Claudenir.

Ele cita que em um consultório, por exemplo, o paciente poderia se conectar com o profissional por meio de um óculos virtual, através de um hardware de monitoramento físico. Isso possibilitaria uma conversa entre ambos em uma sala de ambiente virtual.

“O equipamento físico que monitoraria seus sinais vitais estaria enviando em tempo real os dados para uma tela projetada na sala virtual em que ambos conseguiriam ter acesso, discutir o melhor tratamento e o que continuar fazendo para sucesso no resultado desejado”, conclui.

O futuro do marketing digital no metaverso

Cada vez mais presente no meio profissional, o marketing digital é um conjunto de ações de comunicação que as empresas podem utilizar por meio da internet e outros meios digitais, com o objetivo de divulgar e comercializar seus produtos ou serviços.

No metaverso, o marketing digital traz à tona a forma de vivenciar experiências. Bruna Clemente, diretora de marketing do Grupo Soller, explica que “o principal objetivo se dá pela melhora nas experiências dos clientes junto as marcas, fazendo com que experimente produtos, como roupas, por exemplo, diante dos canais de e-commerce, acessórios e até mesmo equipamentos/produtos no formato virtual e totalmente remoto.”

Bruna ressalta que é importante que as empresas estejam atentas ao metaverso e prontas para todas as mudanças que irão ocorrer, pois, caso contrário, podem se perder em meio a todas as novidades que estão por vir.

O conceito do metaverso surgiu em 1992, mas tomou força após a criação do jogo eletrônico Fortnite. A partir desse momento, o novo posicionamento do Facebook transformou seu naming para “meta”.

Clemente cita que o período pós pandêmico também acelerou diversas áreas da tecnologia, que seriam alcançadas em um momento futuro. “Ainda temos tempo para atingir o potencial desejado, mudando hábitos, costumes e dia a dia dos indivíduos. Entretanto, o caminho está sendo moldado e quem ficar de fora para surfar a famosa onda de adaptação ficará para trás”, explica.

Apesar da evolução, a diretora cita que a tendência do metaverso não deve ser a única preocupação das empresas. “Ainda é necessário e imprescindível ter o lado humano diante do negócio. Porém, vejo uma possibilidade de conjunção para acelerar o objetivo desejado de sucesso, entre a renomada mão na massa do ser humano, com a capacidade interpessoal em estreitar relacionamentos, trocas e experiências, junto assim a um forma remota traduzindo toda a realidade sistêmica e virtual”, finaliza.

CORREIO BRAZILIENSE

https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2022/12/5060076-voce-sabe-o-que-e-metaverso-entenda-as-possibilidades-do-mundo-virtual.html

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Cotado para a Agricultura, Fávaro negocia com Lula crédito do BNDES para setor

De acordo com Fávaro, Lula o orientou a procurar Aloizio Mercadante, indicado pelo presidente diplomado para chefiar o BNDES, e reforçou sua disposição em ajudar a agricultura familiar

Agência Estado

O senador Carlos Fávaro (PSD-MT), cotado para assumir o Ministério da Agricultura, se reuniu no período da tarde desta segunda-feira (19/12) com o presidente diplomado da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e tratou sobre a criação de uma linha de crédito voltada ao agronegócio para financiar a recuperação de áreas degradadas.

“Uma linha específica, que fosse possível recuperar 5% ao ano de pastagens degradadas no Brasil com uma linha de crédito de financiamento do BNDES”, disse Fávaro, que integrou o governo de transição, após o encontro com Lula e Gleisi. “Em 20 anos, é possível dobrar tudo o que foi feito, e temos terras propícias para isso, sem ir para o Pantanal. Ninguém quer plantar soja, milho no Pantanal”, acrescentou.

De acordo com Fávaro, Lula o orientou a procurar Aloizio Mercadante, indicado pelo presidente diplomado para chefiar o BNDES, e reforçou sua disposição em ajudar a agricultura familiar. “Médios e grandes não precisam da mão do Estado, precisam do que o presidente Lula vai fazer: percorrer o mundo todo para abrir mercado”, declarou o senador.

Fávaro reiterou que o governo eleito não vai “passar a mão na cabeça” de quem fizer ilegalidades no campo e que sua suplente, Margareth Gettert Buzetti (PP-MT), vai se filiar ao PSD e ser base de apoio a Lula. “Chamei ela à racionalidade, a eleição acabou”, disse o senador. Na prática, a migração de Margareth, que tem simpatia pelo presidente Jair Bolsonaro, tiraria um empecilho para a nomeação de Fávaro na Esplanada.

Na negociação com a suplente, o senador, segundo ele mesmo disse, garantiu que pode ceder períodos para ela na titularidade do mandato em troca da filiação ao PSD e apoio a Lula. Fávaro reforçou ainda que Lula deve anunciar seus ministros nesta semana, como declarou no sábado e reafirmou nesta segunda o futuro ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa.

CORREIO BRAZILIENSE

https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2022/12/5060221-cotado-para-a-agricultura-favaro-negocia-com-lula-credito-do-bndes-para-setor.html

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Com decisão de Gilmar Mendes, PEC da Transição deixa de ser essencial a Lula

decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na noite deste domingo (18), abre espaço para que o governo fique livre de pressões e negociações para aprovar a PEC da Transição.

Ao determinar que os recursos para renda mínima -estabelecida como os R$ 600 atuais do Auxilio Brasil- estão fora do escopo do teto de gastos, ele possibilita que, com uma medida provisória de crédito extraordinário, o governo eleito resolva a principal promessa de campanha.

 

As negociações estão travadas e a explicação do entorno do presidente eleito é de que há muita pressão e chantagem para obter ministérios em troca da aprovação da PEC nesta semana.

 

A transição não desistiu ainda da PEC, mas ganhou força na negociação.

 

O partido Rede Sustentabilidade vai nesta segunda pedir a Gilmar Mendes que detalhe sua decisão, com intuito de ficar claro que outra promessa de Lula na campanha também pode ter seus recursos retirados do teto: os R$ 150 por crianças de até seis anos das famílias que recebem o Bolsa Família.

 

A saída também tende a ser mais palatável para o mercado financeiro, porque a abertura de recursos pode ficar abaixo dos R$ 150 bilhões hoje pedidos no texto em tramitação na Câmara.

 

Por Ana Flor

Jornalista e comentarista da GloboNews. Acompanha as notícias de Brasília, da política econômica aos bastidores do poder.

Trabalhadores recebem segunda parcela do 13º salário até esta terça; veja como calcular valor

Governo eleito seguirá buscando aprovar PEC da Transição, diz Haddad: ‘Sempre jogo no plano A’

Futuro ministro da Economia foi questionado sobre decisão de Gilmar Mendes segundo a qual verba para renda mínima está fora do teto de gastos. Previsão da Câmara é votar PEC nesta terça.

Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Já anunciado pelo presidente eleito Lula como futuro ministro da Economia, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad afirmou nesta segunda-feira (19) que o governo eleito seguirá buscando no Congresso Nacional a aprovação da proposta conhecida como PEC da Transição.

 

Haddad deu a declaração após ter sido questionado sobre a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo a qual os recursos para bancar a renda mínima para os cidadãos devem ficar fora do teto de gastos.

 

A decisão de Gilmar acontece em meio à tentativa do governo eleito de aprovar no Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição que, entre outros pontos, eleva o teto de gastos para garantir o pagamento de R$ 600 mensais do Auxílio Brasil (que voltará a se chamar Bolsa Família) mais R$ 150 por família com criança de até 6 anos de idade.

“No que me diz respeito, a negociação permanece porque é importante para o país apostar na boa política, na negociação e na institucionalidade para a gente dar robustez para a politica econômica que vai ser anunciada e que vai aplacar os ânimos e mostrar que o Brasil vai estar no rumo certo a partir de 1º de janeiro”, declarou Haddad.

A colunista do g1 Ana Flor avaliou que, na prática, a decisão de Gilmar Mendes retira pressão de Lula, uma vez que o presidente eleito conseguirá cumprir a promessa de campanha (manter o Bolsa Família em R$ 600) sem precisar ceder a negociações que envolvam, por exemplo, cargos em ministérios.

Articulação para aprovar PEC

A PEC da Transição já passou pelo Senado, mas, apesar da tentativa de aliados de Lula de votar o texto na Câmara na semana passada, a votação está prevista para esta terça (20).

Em meio a esse cenário, Lula e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), têm feito constantes reuniões em Brasília. A mais recente aconteceu neste domingo (18), no hotel onde Lula está hospedado na capital.

Plano ‘A’ dá ‘robustez’

 

Questionado nesta terça se o governo eleito passa a ter mais “tranquilidade”, em razão da decisão do ministro Gilmar Mendes, Haddad afirmou que sempre joga no “plano A”, o que, para ele, “dá robustez, indica um caminho”.

Na avaliação de Haddad, entretanto, a decisão de Gilmar Mendes dá “conforto” para os beneficiários do Bolsa Família e mostra que eles não ficarão desamparados em razão de eventual “desentendimento no Congresso Nacional”.

 

“É muito importante dar o conforto para as famílias de que não haverá nenhum tipo de prejuízo do programa mais exitoso criado pelo presidente Lula, de transferência de renda. Dá conforto para as famílias. É muito importante, mas vamos perseverar no caminho da institucionalidade e da boa politica”, avaliou.

G1

https://g1.globo.com/politica/noticia/2022/12/19/haddad-diz-que-governo-eleito-segue-negociando-pec-da-transicao-eu-sempre-jogo-no-plano-a-que-da-robustez-indica-um-caminho.ghtml

Trabalhadores recebem segunda parcela do 13º salário até esta terça; veja como calcular valor

Após decisão do STF, Congresso articula tornar impositivos os recursos oriundos do Orçamento Secreto

Por Luiz Felipe Barbiéri, Ricardo Abreu e Delis Ortiz — Brasília

Após o Supremo Tribunal Federal (STFconsiderar as emendas de relator — conhecidas como “orçamento secreto” — inconstitucionais, parlamentares discutem a possibilidade de tornar de execução obrigatória os recursos provenientes destas emendas.

O orçamento secreto é como ficaram conhecidas as emendas de relator – recursos da União que são direcionados pelo relator do orçamento que, em geral, libera os valores a pedido de deputados e senadores.

 

O Orçamento de 2023 reserva R$ 19,4 bilhões para as emendas de relator. A ideia discutida é repassar os recursos das emendas do orçamento secreto para emendas que já possuem caráter impositivo, como as emendas individuais ou emendas de bancadas.

Tornar as emendas impositivas significa que elas passarão a ser de execução obrigatória, ou seja, terão que ser pagas. Hoje, as emendas do orçamento secreto não têm esse caráter.

 

Na avaliação do Congresso, a decisão do Supremo retira um instrumento do governo para formar uma base sólida na Câmara, uma vez que a distribuição desses recursos poderia ser usada para fidelizar os parlamentares.

 

Agora, se vingar a tentativa de tornar impositivas essas emendas, o governo perderia poder de barganha ao não ter mais controle sobre a execução dessa verba.

 

A solução poderia ser incluída já na PEC da Transição ou no projeto de Orçamento de 2023. Ambos os textos tramitam no Congresso.

Interferência política

 

Congressistas avaliam também que houve interferência política do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, no voto do ministro Ricardo Lewandowski.

 

Na sexta-feira (16), em visita ao Senado, Lewandowski sinalizou que a resolução aprovada pelo Congresso, com regras para a distribuição das emendas de relator, atendia às preocupações do STF.

No entanto, nesta segunda, o ministro votou contrário ao mecanismo e ajudou a formar maioria contra o dispositivo.

 

A decisão pegou os parlamentares de surpresa. Um desses congressistas classificou a decisão de “burra”, já que Câmara e Senado podem tornar os recursos impositivos e acabar com a possibilidade de o governo usar parte do Orçamento para negociar uma base sólida no Congresso.

 

Por Ana Flor

Jornalista e comentarista da GloboNews. Acompanha as notícias de Brasília, da política econômica aos bastidores do poder.

G1

https://g1.globo.com/economia/blog/ana-flor/post/2022/12/19/apos-decisao-do-stf-congresso-articula-tornar-impositivos-os-recursos-oriundos-do-orcamento-secreto.ghtml