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Revisão da vida toda do INSS: veja o que fazer para não cair em golpes

Revisão da vida toda do INSS: veja o que fazer para não cair em golpes

Vitória dos segurados

 

Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP) alerta que pessoas já são alvo de assédio por quem diz que a decisão vale para todos — o que é falso

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na quinta-feira (1º), que os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) podem usar toda a sua vida contributiva para calcular o seu benefício, não apenas os salários após julho de 1994 (como é atualmente).

A “revisão da vida toda” pode beneficiar não só aposentados (seja por idade, em regime especial ou por tempo de trabalho) e pensionistas, mas também quem recebe auxílio doença e aposentadoria por invalidez.

Além disso, a decisão do STF é de repercussão geral. Isso significa que ela deve ser seguida por tribunais de todo o país e que processos que estavam aguardando o julgamento devem tramitar com mais celeridade.

Mas o acórdão do julgamento ainda não foi nem publicado — o que significa que a decisão ainda não está valendo —, e muitas pessoas já estão sendo assediadas por quem diz que a decisão vale para todos. Mas isso não é verdade.

Para poder refazer o cálculo da sua aposentadoria ou pensão, é necessário cumprir alguns pré-requisitos, como ter contribuído para a Previdência antes do Plano Real e ter se aposentado nos últimos 10 anos, entre outras exigências (veja mais abaixo).

Orientações contra golpes

Devido às tentativas de assédio, o Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP) divulgou orientações contra essas tentativas de golpes e reforçou que o direito da “revisão da vida toda” não é válido para todos os segurados. O que é preciso fazer:

  • Ir pessoalmente no escritório de advocacia;
  • Pesquisar sobre a idoneidade dos profissionais;
  • Não passar os dados do beneficiário por telefone;
  • Fazer os cálculos com um profissional especializado e conferir o valor a ser revisado;

A decisão do STF não obriga o INSS a fazer a revisão administrativa dos benefícios, então o segurado precisa entrar com uma ação na Justiça. O IBDP destaca que a “revisão da vida toda” deve ser calculada pelo beneficiário antes da ação, até porque a inclusão de contribuições anteriores a 1994 pode não ser benéfica ao segurado do INSS.

“Não é aconselhável entrar com ação ‘no escuro’ — ou seja, sem realização de cálculos. Pode ser que a revisão não seja vantajosa”, afirma Adriane Bramante, presidente do IBDP. É o mesmo conselho de Priscila Demetro, do escritório Demetro e Machado Advocacia.

Quem pode pedir a revisão?

Demetro afirma que a “revisão da vida toda” é vantajosa para muitos aposentados e pensionistas, mas “em alguns casos pode trazer prejuízos com a redução do salário”. “É fundamental a elaboração de cálculos para verificar se a revisão aumenta ou não o seu salário”.

“Antes de tudo, é essencial que seja realizado o cálculo por um advogado especialista em revisão de benefícios do INSS”, afirma a advogada. O segurado só deve protocolar um processo na Justiça Federal caso a revisão seja obviamente vantajosa.

Além disso, para o beneficiário pedir a “revisão da vida toda”, é necessário cumprir os seguintes pré-requisitos:

  1. Ter contribuído para a Previdência antes de julho de 1994 (antes do Plano Real);
  2. Ter se aposentado nos últimos 10 anos (a partir de 2012);
  3. A aposentadoria ter sido concedida antes da última reforma da Previdência (até 13/11/2019);
  4. Ter começado a receber a aposentadoria a partir dezembro de 2012;
  5. Em caso de pensão por morte, a aposentadoria que gerou o benefício deve ter sido concedida nos últimos 10 anos.

Caso o segurado do INSS preencha todos esses pré-requisitos, poderá usar as contribuições anteriores a julho de 1994 para recalcular o seu benefício. “A revisão beneficia quem tinha salários altos antes de 1994”, afirma Isabela Brisola, advogada previdenciária do escritório Brisola Advocacia.

Para quem vale a revisão?

O IBDP destaca também perfis de segurados que têm mais chances de serem beneficiados pela revisão:

  1. Que tenha recebido sempre no teto do regime geral da Previdência;
  2. Que teve a vida laboral/contributiva “invertida” (com salários melhores no início da carreira);
  3. Quem teve melhores salários anteriores a julho de 1994.

A boa notícia é que, se a “revisão da vida toda” for mais vantajosa, o aposentado ou pensionista não só vai passar a receber o benefício maior como também pode receber a diferença dos últimos 5 anos.

“Com a inclusão de todos os salários da vida de trabalho, os aposentados e pensionistas podem duplicar ou triplicar o salário e ainda podem receber as diferenças salariais dos últimos 5 anos”, afirma Wilton Demetro, do mesmo escritório de Priscila.

INFOMONEY

https://www.infomoney.com.br/minhas-financas/revisao-da-vida-toda-do-inss-veja-dicas-para-nao-cair-em-golpes/

Revisão da vida toda do INSS: veja o que fazer para não cair em golpes

Quase um terço dos brasileiros das classes média e alta têm intenção de comprar imóveis

Apesar da crise, o sonho da casa própria é consistente entre os mais endinheirados, aponta levantamento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias

Por Valor Investe — São Paulo

Entra ano, sai ano, e uma das demandas de consumo mais sólidas no mercado é a da casa própria. Claro que, se dependesse apenas do desejo, dificilmente os índices de compra de imóveis cairiam. Mas a associação do valor desse tipo investimento com a premissa da moradia como uma necessidade básica é poderosa. A ponto de, mesmo com a crise, 31% dos brasileiros de classes média e alta estão atrás de uma casa nova, seja para investimento, aumentar o patrimônio ou simplesmente para sair do aluguel.

Os dados, do levantamento feito pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) com a Brain Inteligência Estratégica, sinalizam uma demanda estável. Na contramão de um mercado ameaçado pelo patamar elevado das taxas de juros – que encarecem o financiamento – e pela corrosão do poder aquisitivo com a alta da inflação, o setor espera seguir em 2023 no ritmo de retomada, mesmo que lenta e gradual.

 

Apesar do interesse de quase um terço dos entrevistados, o sonho da casa própria está mesmo próximo para apenas 11% desses brasileiros, que já puseram em prática as buscas por imóvel. O principal motivo que sustenta essa demanda, apontado por 33% das pessoas, é sair do aluguel.

 

O IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado), conhecido como a “inflação do aluguel”, está acumulado em 5,90% nos últimos 12 meses até novembro. Isoladamente, pode parecer pouco, mas o índice já vem de dois anos de alta mordaz: 23,14% em 2020, e 17,79% em 2021. Então, para aqueles em um patamar de renda mais elevado (caso dos entrevistados pelo estudo), o investimento faz sentido, mesmo com a taxa básica de juro em 13,75% ao ano, o que influencia diretamente as taxas cobradas pelos financiamentos imobiliários.

 

Entre as razões apontadas pelos entrevistados para a compra de um imóvel, aparecem ainda os desejos de:

 

  • mudar para uma residência maior (20%);
  • morar sozinho (10%);
  • mudar de região/localização (7%)
  • ter um novo lar em função de um casamento (7%);
  • morar em um imóvel mais novo (7%)
  • e outros motivos (16%).

 

Para o presidente da ABRAINC, Luiz França, os números da pesquisa baseiam uma projeção otimista para o mercado imobiliário brasileiro. “Temos um déficit habitacional de 7,8 milhões de moradias e necessidades para 11,5 milhões de moradias para os próximos dez anos. Estes números não deixam dúvidas de que este setor deve continuar crescendo”, disse no webinar de apresentação do estudo.

 

A pesquisa foi realizada ao longo do mês de novembro de 2022 e ouviu 1.200 pessoas de todas as regiões do Brasil com perfil de renda maior que R$ 3 mil. Pela estratificação do IBGE, famílias com renda superior a R$ 2,9 mil são consideradas classe C. Acima de R$ 7,1 mil, classe B; e ultrapassando R$ 22 mil de renda mensal, classe A.

VALOR INVESTE

https://valorinveste.globo.com/produtos/imoveis/noticia/2022/12/06/quase-um-terco-dos-brasileiros-das-classes-media-e-alta-tem-intencao-de-comprar-imoveis.ghtml

Revisão da vida toda do INSS: veja o que fazer para não cair em golpes

Índice antecedente de emprego cai 6,7 pontos em novembro, ao menor nível desde julho de 2020

No mês, o indicador ficou em 73,1 pontos, segundo a FGV.

Por g1

O Indicador Antecedente de Emprego do Brasil, calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), caiu 6,7 pontos em novembro, na maior queda em 12 meses, divulgou a instituição nesta terça-feira (6). O IAEmp é um índice que antecipa a trajetória do mercado de trabalho no país.

 

Com a queda, o indicador foi para 73,1 pontos, registrando o menor nível desde julho de 2020. Naquele momento, em meio às medidas de isolamento social causadas pela pandemia de Covid-19, o IAEmp registrou 66,1 pontos.

 

Em outubro, o indicador também teve baixa, mas menos acentuada, de 4,0 pontos. Segundo a FGV, o índice também recuou em médias móveis trimestrais, registrando queda de 3,1 pontos, a 78,9 pontos.

O economista do FGV IBRE, Rodolpho Tobler, explica que as expectativas de desaceleração econômica e resquícios da instabilidade trazida pelo período eleitoral são fatores que parecem contribuir para a piora observada no IAEmp de novemrbo.

 

“A tendência para os próximos meses ainda é incerta, mas é difícil imaginar que o mercado de trabalho passe ileso de um desaquecimento econômico que deve ser registrado nessa virada para 2023”, afirma Tobler.

O IAEmp é calculado com base em sete componentes e todos reportaram baixa no último mês:

 

  • Sondagem de Serviços – Emprego Previsto: queda de 1,0 ponto
  • Sondagem de Serviços – Tendência dos Negócios: queda de 1,3 ponto
  • Sondagem do Consumidor – Emprego Local Futuro: queda de 0,9 ponto
  • Sondagem de Serviços – Situação Atual dos Negócios: queda de 1,0 ponto
  • Sondagem da Indústria – Situação Atual dos Negócios: queda de 1,0 ponto
  • Sondagem da Indústria – Emprego Previsto: queda de 0,5 ponto
  • Sondagem da Indústria – Tendência dos Negócios da Indústria de Transformação: queda de 1,0 ponto

G1

https://g1.globo.com/economia/noticia/2022/12/06/indice-antecedente-de-emprego-cai-67-pontos-em-novembro-ao-menor-nivel-desde-julho-de-2020.ghtml

Revisão da vida toda do INSS: veja o que fazer para não cair em golpes

PEC da Transição: Pacheco, Silveira e Alcolumbre buscam acordo para evitar adiamento da votação

Proposta está na pauta da CCJ do Senado, e senadores foram alertados que pode haver pedido de vista. Governo eleito aposta na PEC para pagar Auxílio Brasil de R$ 600 em 2023.

Por Camila Bomfim, GloboNews — Brasília

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, o relator, Alexandre Silveira e o presidente da comissão, Davi Alcolumbre, se reuniram até tarde da noite de ontem na residência oficial do Senado. O encontro foi para costurar um acordo que evite o adiamento da votação da PEC da Transição hoje – os senadores foram alertados sobre essa possibilidade.

 

O acordo que está sendo costurado , segundo quem participou da reunião, foi negociar que não haja pedido de vista , o que adia a votação, ou que, se houver o pedido, o adiamento dure apenas um dia – e assim a CCJ poderia votar a PEC amanhã.

Após análise pela CCJ, o texto deve ser votado no plenário do Senado já nesta quarta-feira (7). Se aprovado, segue para a Câmara dos Deputados.

G1

https://g1.globo.com/politica/noticia/2022/12/06/pec-da-transicao-pacheco-silveira-e-alcolumbre-buscam-acordo-para-evitar-adiamento-da-votacao.ghtml

Revisão da vida toda do INSS: veja o que fazer para não cair em golpes

Quase 90% dos informais gostariam de ter carteira assinada, mostra pesquisa

Levantamento do FGV Ibre mostra ainda que a remuneração baixa é a principal insatisfação no trabalho atual.

Por Marta Cavallini, g1

Pesquisa sobre mercado de trabalho realizada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) mostra que quase 90% dos informais pesquisados preferiam ter um emprego com carteira assinada.

 

O levantamento entrevistou os trabalhadores que não possuíam nenhum tipo de registro (trabalhadores sem carteira assinada, empregadores e conta própria sem CNPJ). Entre eles, 87,7% afirmaram que gostariam de ter uma ocupação mais formalizada. Apenas 12,3% preferiam o contrário.

 

Entre os trabalhadores por conta própria (com ou sem CNPJ), 69,6% desses trabalhadores gostariam de ter algum vínculo formal com uma empresa, como carteira assinada e seus consequentes direitos trabalhistas. E os 30,4% restantes disseram que prefeririam permanecer na situação atual.

Entre os principais motivos apontados pelos que gostariam de se vincular a uma empresa foram o desejo de ter rendimentos fixos (33,1%) e o acesso a benefícios que as empresas costumam dar (31,4%).

 

Para os trabalhadores que não desejam mudar a categoria da sua ocupação, o fator mais mencionado foi a preferência por flexibilidade de horário (14,3%), seguido pelos que acreditam que na ocupação atual conseguem ter rendimentos maiores (11,9%) do que teriam se fossem vinculados a uma empresa.

 

A nova pesquisa do FGV IBRE foi feita entre os meses de agosto e outubro com cerca de 2.000 pessoas físicas com mais de 14 anos de idade em todo o território nacional a cada mês.

Salário é principal motivo da insatisfação

 

As pessoas foram consultadas ainda sobre a satisfação com o próprio trabalho. A maioria dos entrevistados disseram estar satisfeitos ou muito satisfeitos (72,2%). Os insatisfeitos ou muito insatisfeitos somaram 27,8% do total.

 

Entre os motivos da insatisfação com o trabalho atual estão remuneração baixa (64,2%), pouco ou nenhum benefício (43%) e insegurança por ser um trabalho temporário (23,7%).

 

Outros 22,9% alegaram estar trabalhando menos do que gostariam, 21,4% citaram carga horária elevada e 12,9% a distância da casa para o trabalho.

Perda do emprego

 

A possibilidade de perder o emprego ou a principal fonte de renda nos próximos 12 meses é vista como improvável ou muito improvável pela maioria dos respondentes (58,7%). Na contramão, 41,3% afirmaram ser provável ou muito provável.

 

As pessoas foram questionadas ainda sobre o período em que conseguiriam se sustentar caso perdessem o principal emprego ou fonte de renda. A maioria (66,5%) respondeu que se manteria somente pelo período de até 3 meses. Os demais 33,5% afirmaram que conseguiriam se manter por mais de 4 meses.

 

Em relação à tecnologia, com o olhar para os próximos cinco anos, 54,8% acreditam que ela será uma aliada no trabalho e ajudará a aumentar a qualidade de vida. Apenas 15,2% das pessoas afirmam que a tecnologia pode ser um problema e 30% imaginam que a tecnologia não afetará o tipo de trabalho delas.

G1

https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2022/12/06/quase-90percent-dos-informais-gostariam-de-ter-carteira-assinada-mostra-pesquisa.ghtml

Revisão da vida toda do INSS: veja o que fazer para não cair em golpes

Lula e Biden começam conversas para destravar relação entre Brasil e EUA

BRASIL E EUA

presidente eleito Lula deve ir aos Estados Unidos após sua diplomação para se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. A prévia do encontro ocorrerá no início desta semana com a chegada a Brasília, nesta segunda-feira (5), do conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan. Eles devem discutir com Lula parcerias em temas como segurança alimentar e mudanças climáticas.

O petista chegou a Brasília nesse domingo à noite para uma semana intensa de articulação política, que inclui desde as negociações em torno da formação do ministério até a votação da PEC que viabilizará o pagamento do Auxílio Brasil (Bolsa Família) em R$ 600, além do acréscimo de R$ 150 por crianças de até seis anos.

Sullivan também se reunirá com o senador Jaques Wagner (PT), cotado para o ministério, e com o secretário especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Flávio Rocha, que atua em assuntos internacionais.

Enquanto isso, Lula concentrará forças para concluir o desenho de seu ministério, em meio a conversas com partidos políticos que tenta atrair para sua base de apoio parlamentar. Ele também analisará os relatórios preliminares entregues pelos grupos de trabalho do governo de transição e a PEC que tira as despesas com o Bolsa Família e outras despesas sociais do teto de gastos. O texto deve ser votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na quarta-feira e até o final da semana no plenário do Senado.

Há possibilidade de ele anunciar os nomes de alguns ministros nesta semana, como Fernando Haddad (Fazenda), José Múcio (Defesa) e Flávio Dino (Justiça). Outros aliados, no entanto, apostam que a divulgação só será feita após a diplomação de Lula, marcada para a próxima segunda-feira (12) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Nos dias seguintes, em data ainda não confirmada, o presidente eleito viajará para os Estados Unidos onde pretende conversar com o colega sobre questões climáticas, guerra na Ucrânia e a posição dos governos norte-americano e brasileiro em relação a líderes de extrema-direita como Donald Trump e Jair Bolsonaro. O encontro vai restabelecer as boas relações entre os dois países, abaladas desde a eleição de Biden devido à aliança entre Bolsonaro e Trump.