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ELEIÇÕES 2022

Congresso em Foco preparou uma série de informações fundamentais que podem ajudar você a decidir seu voto para a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. Não deixe de pesquisar os links abaixo antes da votação de 2 de outubro.

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Disputa para o Senado tem favoritismo claro em 16 Estados. Veja a situação em todo o País

PESQUISAS

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corrida ao Senado promete fortes emoções para os próximos dias. As últimas pesquisas apontam empate técnico em nove unidades da Federação. Em 16 estados o primeiro colocado aparece com pelo menos dez pontos percentuais de frente sobre o adversário mais próximo. Apenas em oito, onde o líder desponta com ao menos 20 pontos de vantagem, pode-se dizer que há franco favoritismo.

Os dados são de levantamento feito pelo Congresso em Foco com base nas pesquisas mais recentes divulgadas pelos institutos Datafolha, Ipec e Real Time Big Data. Os números, evidentemente, estão sujeitos a mudanças e se referem aos dias em que os levantamentos foram realizados, o que varia de estado para estado. Estão em jogo este ano apenas 27 cadeiras de senador, somente uma por unidade federativa.

A disputa mais acirrada, conforme as pesquisas divulgadas nos últimos dias, dá-se no Rio Grande do Sul. Segundo levantamento do Real Time Big Data divulgado nessa sexta-feira (23), o vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos) cresceu e aparece empatado com 24% das intenções de voto com o ex-governador Olívio Dutra (PT). Ambos estão empatados tecnicamente ainda com a ex-senadora Ana Amélia (PSD), com 22%. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Conheça o perfil de todos os candidatos ao Senado

Além do Rio Grande do Sul, os primeiros colocados também distantes dentro da margem de erro no Distrito Federal, no Espírito Santo, em Minas Gerais, no Pará, na Paraíba, no Rio Grande do Norte, em Sergipe e em Tocantins. No DF, a ex-ministra Damares Alves (Republicanos) reagiu nos últimos dias e se aproximou da também ex-ministra Flávia Arruda (PL), que liderava até então com folga. Damares é apoiada publicamente, inclusive no horário eleitoral, pela primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Outro ex-ministro de Bolsonaro que melhorou nas pesquisas foi Rogério Marinho (PL), que agora também aparece empatado tecnicamente com o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo (PDT) na corrida ao Senado. Mas, assim como Damares, Marinho aparece em segundo lugar.

A caminho do Senado

Por outro lado, a eleição parece definida em Alagoas, com Renan Filho (MDB); Bahia, com Otto Alencar (PSD); Ceará, com Camilo Santana (PT); Maranhão, com Flávio Dino (PSB); Mato Grosso, com Wellington Fagundes (PL); Mato Grosso do Sul, com Tereza Cristina (PP); Piauí, com Wellington Dias (PT), e Rio de Janeiro, com Romário (PL). Os oito candidatos estão com pelo menos 20 pontos de vantagem sobre o segundo colocado.

A situação de Camilo, ex-governador cearense, é a mais confortável. Segundo o Ipec, ele lidera com 66% das intenções de voto. A segunda colocada, Kamila Cardoso (Avante), tem apenas 13%. Dino também tem a eleição encaminhada, com 59% ante 21% do senador Roberto Rocha (PTB). Além do petebista, Dario Berger (PSB-SC), Telmário Mota (Pros-RR) e Acir Gurgacz (PDT-RO) também estão em situação delicada nas últimas pesquisas, distantes dos líderes. Ex-ministra da Agricultura de Bolsonaro, Tereza Cristina também se encaminha para uma eleição tranquila, com 42% ante 17% de Odilon de Oliveira (PSD).

O PT e o PSD, com três nomes cada, são os partidos com mais senadores na liderança naqueles estados onde não há empate técnico. PL, PP, PSB e União Brasil lideram em duas unidades federativas. MDB, PSDB, Podemos e Republicanos estão à frente em um estado cada.

O quadro das pesquisas, a uma semana da eleição, aponta equilíbrio entre os candidatos que apoiam o ex-presidente Lula (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL). Seis bolsonaristas e sete lulistas despontam com favoritismo. Já entre os ex-senadores que tentam voltar ao Congresso, alguns aparecem em desvantagem em relação a levantamentos anteriores, como Arthur Virgílio (PSDB-AM) e Romero Jucá (MDB-RR), que viram Omar Aziz (PSD-AM) e Dr. Hiran (PP-RR) ampliarem a vantagem. Mas, até o próximo domingo, 2 de outubro, muita coisa pode mudar.

Veja a situação nos estados:

Levantamento feito com base em pesquisa do Datafolha, do Ipec e do Real Time Big Data

ACRE
Alan Rick (União): 33%
Ney Amorim (Podemos): 18%
Marcia Bittar (PL): 15%
Dr. Jenilson Leite (PSB): 9%
Nazareth Araújo (PT): 6%
Dra Vanda Milani (Pros): 4%
Dimas Sandas (Agir): 1%
Sanderson Moura: 1%
Brancos e nulos: 4%
Não sabe/Não respondeu: 10%
Pesquisa realizada com 800 pessoas entre os dias 16 e 18 de setembro
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou menos
Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00155/2022

ALAGOAS
Renan Filho (MDB): 59% (56% na pesquisa anterior, de 1 de setembro)
Davi Davino Filho (PP):  21% (17% na pesquisa anterior)
Do Valle (Pros): 3% (4% na pesquisa anterior)
Bombeiro Militar Suzana Souza (PMB): 2% (1% na pesquisa anterior)
Mário Agra (PSOL): 1% (1% na pesquisa anterior)
Em branco/nulo: 6% (9% na pesquisa anterior)
Não sabe/não respondeu: 9% (12% na pesquisa anterior)
Pesquisa realizada entre 16 e 18 de setembro de 2022 com 800 pessoas
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou menos
Registrada no TSE sob o número AL-01435/2022

AMAPÁ
Davi Alcolumbre (União): 44%
Rayssa Furlan (MDB): 33%
Capi (PSB): 9%
Guaracy (PTB): 4%
Sueli Pini (PRTB): 1%
Gilberto Laurindo (Patriota): 1%
Brancos e nulos: 4%
Não sabe/Não respondeu: 6%
Pesquisa realizada com 800 pessoas entre os dias 14 e 16 de setembro de 2022
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou menos.
Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR‐03265/2022

AMAZONAS
Omar Aziz (PSD): 30%
Arthur Neto (PSDB): 23%
Coronel Menezes (PL): 22%
Luiz Castro (PDT): 5%
Bessa (Solidariedade): 2%
Pastor Peter Miranda (Agir): 2%
Marília Freire (Psol): 2%
Brancos e nulos: 8%
Não sabe/Não respondeu: 6%
Pesquisa realizada com 800 pessoas entre os dias 14 e 16 de setembro de 2022
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
Registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) com o número AM-01902/2022

BAHIA
Otto Alencar (PSD): 41%
Cacá Leão (PP): 19%
Raissa Soares (PL): 7%
Tâmara Azevedo (Psol): 3%
Marcelo Barreto (PMN): 3%
Cícero Araújo (PCO): 3%
Brancos e nulos: 13%
Não sabe: 12%
Pesquisa Datafolha realizada entre 18 e 20 de setembro de 2022 com 1.526 pessoas
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou menos
Registrada no TSE sob o número BR-09822/2022

CEARÁ
Camilo Santana (PT): 66% (66% também na pesquisa anterior, de 9 de setembro)
Kamila Cardoso (Avante): 13% (10% na pesquisa anterior)
Érika Amorim (PSD): 3% (4% na pesquisa anterior)
Carlo Silva (PSTU): 1% (1% na pesquisa anterior)
Branco e nulo: 9% (9% na pesquisa anterior)
Não sabe ou não respondeu: 8% (11%)
Pesquisa realizada entre 19 e 21 de setembro de 2022 com 1.200 pessoas
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou menos
Registrada no TSE sob o número BR-02694/2022

DISTRITO FEDERAL
Flávia Arruda (PL): 28%
Damares Alves (Republicanos): 21%
Rosilene Corrêa (PT): 13%
Joe Valle (PDT): 4%
Yara Prado (PSDB): 1%
Tenente Cel. Sousa Júnior (DC): 1%
Pedro Ivo Mandato Coletivo (Rede): 1%
Dr. Carlos Rodrigues (PSD): 1%
Marcelo Hipólito (PTB): 1%
Hélio José (Pros): 1%
Elcimara Souza (PSTU): 0%
Expedito Mendonça (PCO): 0%
Não sabe ou não respondeu: 16%
Branco/nulo: 12%
Pesquisa realizada entre 18 e 20 de setembro de 2022 com 1.504 pessoas
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou menos
Registrada no TSE sob o número BR- 00708/2022

ESPÍRITO SANTO
Rose Freitas (MDB): 31%
Magno Malta (PL): 27%
Erick Musso (Republicanos): 8%
Carone (Agir): 2%
Coronel Lugato (DC): 2%
Filipe Skiter (PSTU): 1%
Gilberto Campos (Psol): 1%
Nelson Junior (Avante): 1%
Brancos e nulos: 11%
Não sabe/Não respondeu: 16%
Pesquisa Ipec realizada com 800 pessoas entre os dias 19 e 21 de setembro em 2022
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou menos.
Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08282/2022

GOIÁS
Marconi Perillo (PSDB): 28% (na pesquisa anterior, de 25 de agosto, estava com 24%)
Delegado Waldir (UB): 18% (18% na pesquisa anterior)
João Campos (Republicanos): 9% (7% na pesquisa anterior)
Denise Carvalho (PCdoB): 6% (2% na pesquisa anterior)
Alexandre Baldy (PP): 6% (4% na pesquisa anterior)
Wilder Morais (PL): 5% (4% na pesquisa anterior)
Vilmar Rocha (PSD): 4% (4% na pesquisa anterior)
Leonardo Rizzo (Novo): 3% (1% na pesquisa anterior)
Manu Jacob (Psol): 1% (1% na pesquisa anterior)
Branco/Nulo: 8% (15% na pesquisa anterior)
Não sabe/Não respondeu: 13% (19% na pesquisa anterior)
Pesquisa realizada entre 19 e 21 de setembro de 2022 com 800 pessoas
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou menos
Registrada no TSE sob o número BR-00938/2022

MARANHÃO
Flávio Dino (PSB): 59% (na pesquisa anterior, de 23/9, estava com 50%);
Roberto Rocha (PTB): 21% (21% na pesquisa anterior)
Pastor Ivo Nogueira (DC): 4% (4% na pesquisa anterior)
Saulo Arcangeli (PSTU): 2% (2% na pesquisa anterior)
Antonia Cariongo (Psol): 2% (2% na pesquisa anterior)
Branco/Nulo: 8% (5% na pesquisa anterior)
Não sabe/Não respondeu: 15% (8% na pesquisa anterior)
Pesquisa realizada entre 17 e 19 de setembro de 2022 com 800 pessoas
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou menos
Registrada no TSE sob o número BR-08556/2022

MATO GROSSO DO SUL
Tereza Cristina (PP): 42%
Odilon de Oliveira (PSD): 17%
Luiz Henrique Mandetta (União Brasil): 14%
Tiago Botelho (PT): 5%
Jeferson Bezerra (Agir): 0%
Anizio Tocchio (Psol): 0%
Brancos/nulos: 8%
Não sabe/não respondeu: 14%
Pesquisa Real Time Big Data realizada entre 16 e 17 de setembro de 2022 com 1.000 pessoas
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou menos
Registrada no TSE sob o número MS-09079/2022

MATO GROSSO
Wellington Fagundes (PL): 40% (39% na pesquisa anterior, em 31 de agosto)
Neri Geller (PP): 14% (10% na pesquisa anterior)
Antônio Galvan (PTB): 4% (4% na pesquisa anterior)
Jorge Yanai (DC): 3% (4% na pesquisa anterior)
José Roberto (Psol): 4% (4% na pesquisa anterior)
Kassio Coelho (Patriota): 3% (2% na pesquisa anterior)
Feliciano Azuaga (Novo): 2% (2% na pesquisa anterior)
Brancos e nulos: 13% (14% na pesquisa anterior)
Pesquisa realizada entre 12 e 14 de setembro de 2022 com 800 pessoas
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou menos
Registrada no TSE sob o número BR -07150/2022

MINAS GERAIS
Cleitinho (PSC): 23%
Alexandre Silveira (PSD): 18%
Marcelo Aro (PP): 11%
Sara Azevedo (Psol): 4%
Pastor Altamiro Alves (PTB): 3%
Bruno Miranda (PDT): 3%
Irani Gomes (PRTB): 2%
Dirlene Marques (PSTU): 2%
Naomi de Almeida (PCO): 1%
Brancos e nulos: 10%
Não sabe/Não respondeu: 24%
Pesquisa Ipec realizada com 2.000 pessoas entre os dias 17 e 19 de setembro
Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos
Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03269/2022

PARÁ
Mario Couto (PL): 17%
Beto Faro (PT): 16%
Manoel Pioneiro (PSDB): 10%
Flexa Ribeiro (PP): 9%
Delegado Jardel (Podemos): 7%
Renata Fonseca (PRTB): 2%
Professor João Santiago (PSTU): 1%
Sabbá (PMB): 1%
Brancos e nulos: 14%
Não sabe/Não respondeu: 23%
Pesquisa Real Time Big Data realizada com 1.000 pessoas entre os dias 2 e 3 de setembro em 2022
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos
Registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TER-PA) sob o protocolo PA-07332/2022

PARAÍBA
Ricardo Coutinho (PT): 27% (na pesquisa anterior, de 29 de agosto, estava com 30%)
Efraim Filho (União Brasil): 25% (20% na anterior)
Pollyanna Dutra (PSB): 12% (8% na anterior)
Bruno Roberto (PL): 6% (5% na anterior)
Sérgio Queiroz (PRTB): 3% (2% na anterior)
Manoel Messias (PCO): 2% (2% na anterior)
Alexandre Soares (PSOL): 1% (1% na anterior)
André Ribeiro (PDT): não pontuou (1% na anterior)
Branco/nulo: 15%% (18% na anterior)
Pesquisa Ipec realizada entre 19 e 21 de setembro de 2022 com 800 pessoas
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou menos
Registrada no TSE sob o número BR-03015/2022

PARANÁ
Alvaro Dias (Podemos): 36%
Sergio Moro (União Brasil): 25%
Paulo Martins (PL): 8%
Rosane Ferreira (PV): 3%
Orlando Pessuti (MDB): 2%
Aline Sleutjes (Pros): 2%
Desiree (PDT): 1%
Laerson Matias (Psol): 1%
Roberto França da Silva Junior (PCO): 1%
Dr Saboia (PMN): 0%
Branco/Nulo: 8%
Não sabe/Não respondeu: 13%
Pesquisa Datafolha realizada com 1.200 pessoas entre os dias 13 e 15 de setembro de 2022
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos
Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01166/2022

PERNAMBUCO
Teresa Leitão (PT): 25% (24% na pesquisa anterior, em 6 de setembro)
André de Paula (PSD): 11% (10% na pesquisa anterior)
Gilson Machado (PL): 9% (9% na pesquisa anterior)
Guilherme Coelho (PSDB): 9% (9% na pesquisa anterior)
Carlos Andrade Lima (União Brasil): 3% (2% na pesquisa anterior)
Roberta Rita (PCO): 2% (3% na pesquisa anterior)
Esteves Jacinto (PRTB): 2% (3% na pesquisa anterior)
Eugênia Lima (Psol): 1% (2% na pesquisa anterior)
Dayse Medeiros (PSTU): 1% (3% na pesquisa anterior)
Brancos e nulos: 21% (19% na pesquisa anterior)
Não souberam: 16% (17% na pesquisa anterior)
Pesquisa Ipec realizada entre 18 e 20 de setembro de 2022 com 1.504 pessoas
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou menos
Registrada no TSE sob o número BR-00352/2022

PIAUÍ
Wellington Dias (PT): 46%
Joel Rodrigues (PP): 26%
Albetiza Moreira (PCO): 1%
George Mágno (Psol): 1%
Professor Ajosé (PMN): 1%
Gervásio Santos (PSTU): 1%
Branco/nulo: 12%
Não sabe/não respondeu: 11%
Pesquisa realizada entre 9 e 11 de setembro de 2022 com 800 pessoas
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou menos
Registrada no TSE sob o número BR-02457-2022

RIO DE JANEIRO
Romário (PL): 33%
Alessandro Molon (PSB): 12%
Clarissa Garotinho (União): 10%
Daniel Silveira (PTB): 8%
Cabo Daciolo (PDT): 6%
André Ceciliano (PT): 6%
Bárbara Sinedino (PSTU): 0%
Prof. Helvio Costa (DC): 0%
Sued Haidar (PMB): 0%
Brancos e nulos: 13%
Não sabe/Não respondeu: 11%
Pesquisa Datafolha realizada com 1.526 pessoas entre os dias 20 e 22 de setembro de 2022
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos
Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RJ-07687/2022

RIO GRANDE DO NORTE
Carlos Eduardo (PDT): 30%
Rogério Marinho (PL): 24%
Rafael Motta (PSB): 15%
Pastor Silvestre (PMN): 2%
Shirlei Medeiros (DC): 1%
Marcos do MLB (UP): 1%
Marcelo Guerreiro (PRTB): 1%
Geraldo Pinho (Podemos): 1%
Freitas Jr (Psol): 1%
Dario Barbosa (PSTU): 1%
Branco/Nulo: 13%
Não sabe/Não respondeu: 10%
Pesquisa Real Time Big Data realizada entre 9 e 11 de setembro de 2022 com 800 pessoas
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou menos
Registrada no TSE sob o número BR-02457-2022

RIO GRANDE DO SUL
Hamilton Mourão (REP): 28%
Olívio Dutra (PT): 28%
Ana Amélia Lemos (PSD): 25%
Comandante Nádia (PP): 2%
Professor Nado (Avante): 1%
Maristela Zanotto (PSC): 0%
Paulo Rosa (DC): 0%
Airto Ferronato (PSB): 0%
Fabiana Sanguiné (PSTU): 0%
Francisco Settineri (PCO): 0%
Branco/Nulo: 5%
Não sabe/Não respondeu: 11%
Pesquisa Real Time Big Data realizada com 1.000 pessoas entre os dias 21 e 22 de setembro de 2022
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos
Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RS-09260/2022

RONDÔNIA
Mariana Carvalho (Republicanos): 26%
Expedito Junior (PSD): 19%
Jaqueline Cassol (PP): 14%
Acir Gurgacz (PDT): 7%
Jaime Bagattoli (PL): 7%
Pastor Josinelio (PMB): 3%
Dra. Rosangela Lázaro (Agir): 2%
Branco/Nulo: 9%
Não sabe/Não respondeu: 14%
Pesquisa Ipec realizada entre 14 e 16 de setembro de 2022 com 800 pessoas
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou menos
Registrada no TSE sob o número RO‐00204/2022

RORAIMA
Dr. Hiran (PP): 36%
Romero Jucá (MDB): 27%
Telmário Mota (Pros): 9%
Juiz Helder Girão (PMN): 2%
Dr. Ilderson (PTB): 2%
Bartô Macuxi (Psol): 1%
Maranhão do Povão (PDT): 1%
Maurício Costa (Patriota): 1%
Ozéas Colares (Podemos): 1%
Brancos e nulos: 6%
Não sabe/Não respondeu: 13%
Pesquisa realizada com 800 pessoas entre os dias 16 e 19 de setembro de 2022
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos
Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07216/2022

SANTA CATARINA
Raimundo Colombo (PSD): 26%
Dario (PSB): 13%
Jorge Seif (PL): 9%
Celso Maldaner (MDB): 7%
Kennedy Nunes (PTB): 5%
Afrânio Boppré (Psol): 3%
Caroline Sant’Anna (PCO): 3%
Luiz Barboza (Novo): 3%
Hilda Deola (PDT): 2%
Gilmar Salgado (PSTU): 21%
Brancos e nulos: 8%
Não sabe/Não respondeu: 20%
Pesquisa realizada com 800 pessoas entre os dias 17 e 19 de setembro de 2022
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos
Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR‐07730/2022

SÃO PAULO
Márcio França (PSB): 30%
Marcos Pontes (PL): 18%
Janaina Paschoal (PRTB): 5%
Aldo Rebelo (PDT): 4%
Edson Aparecido (MDB): 3%
Antônio Carlos (PCO): 2%
Ricardo Mellão (Novo): 2%
Vivian Mendes (UP): 2%
Prof. Tito Bellini (PCB): 1%
Dr. Azkoul (DC): 1%
Mancha Coletivo Socialista (PSTU): 1%
Brancos e nulos: 12%
Não sabe/Não respondeu: 20%
Pesquisa realizada com 2.00 pessoas entre os dias 19 e 21 de setembro de 2022
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos
Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08282/2022

SERGIPE
Valadares Filho (PSB):23 % (na pesquisa anterior tinha 20%)
Danielle Garcia (Podemos): 20% (na pesquisa anterior tinha 17%)
Eduardo Amorim (PL):16 % (na pesquisa anterior tinha 18%)
Laércio (PP): 15% (na pesquisa anterior tinha 11%)
Henri Clay (PSOL): 3% (na pesquisa anterior tinha 2%)
Airton Costa (DC): 2% (na pesquisa anterior tinha 2%)
Heraldo Goes (PSTU): 1% (na pesquisa anterior tinha 2%)
Branco/nulo: 9% (eram 17% na pesquisa anterior)
Não sabe/não respondeu: 12% (eram 12% na pesquisa anterior)
Pesquisa realizada entre 19 e 21 de setembro de 2022 com 800 pessoas
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou menos
Registrada no TSE sob o número BR- 00708/2022

TOCANTINS

Professora Dorinha (União): 26%
Kátia Abreu (PP): 20%
Carlos Amastha (PSB): 8%
Ataídes de Oliveira (Pros): 8%
Vilela do PT (PT): 3%
Pastor Claudemir Lopes (Patriota): 3%
Marcelo Cláudio (PRTB): 2%
Andreia Schmidt (PMB): 1%
Lazara Castro (DC): 1%
Lúcia Viana (Psol): 1%
Brancos e nulos: 10%
Não sabe/Não respondeu: 18%
Pesquisa realizada com 800 pessoas entre os dias 16 e 18 de setembro de 2022
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos
Registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Tocantins (TRE-TO) sob o número TO‐09696/2022

AUTORIA

Edson Sardinha

EDSON SARDINHA Diretor de redação. Formado em Jornalismo pela UFG, foi assessor de imprensa do governo de Goiás. É um dos autores da série de reportagens sobre a farra das passagens, vencedora do prêmio Embratel de Jornalismo Investigativo em 2009. Ganhou duas vezes o Prêmio Vladimir Herzog. Está no site desde sua criação, em 2004.

Caio Matos

CAIO MATOS Repórter. Formado em jornalismo pela Universidade Paulista (Unip). Trabalhou na Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) e nas assessorias de comunicação da Casa Civil da Presidência da República e da Codeplan.

CONGRESSO EM FOCO
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Linha auxiliar de Bolsonaro, Padre Kelmon não faz parte de Igreja Ortodoxa

Em nota, Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia do Brasil diz que candidato à presidência da República, que tem servido ao bolsonarismo, não é membro da instituição

Foto: divulgação/SBT

Dentre os sinais dos tempos bizarros vividos no Brasil desde que a extrema-direita ganhou espaço na política nacional está o padre que supostamente não é padre, se tornou candidato após o titular ser impedido pela Justiça e se comporta como linha auxiliar do atual presidente Jair Bolsonaro (PL).

Desde que se tornou candidato à presidência, mas principalmente após sua aparição com vestimentas típicas de sacerdotes da Igreja Ortodoxa no debate com presidenciáveis realizado no sábado (24), Padre Kelmon (PTB) causou polêmica entre espectadores. Uma das questões trazidas à tona foi se ele, de fato, seria padre. Em nota assinada por Dom Tito Paulo George Hanna, a Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia do Brasil, emitida dias antes e que voltou a circular devido ao debate, já havia desmentido que Kelmon faça parte da instituição.

O documento esclarece que “em pleno respeito, mas também gozando da mesma liberdade de pensamento, consciência e religião prevista no 18º artigo da Declaração dos Direitos Humanos e no artigo 5º da Constituição Federal do Brasil, o referido candidato não é membro de nossa Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia do Brasil em nenhuma de suas paróquias, comunidades, missões ou obras sociais”.

A nota diz, ainda, que Kelmon nunca foi sequer seminarista ou membro do clero da igreja em nenhum dos três graus da ordem nem no Brasil nem em algum outro país. O candidato, por sua vez, disse, em suas redes, que “pertence à Igreja Católica Apostólica Ortodoxa del Perú – Tradição Siro Ortodoxa Malankara”. Conforme noticiou o portal Poder 360, “as denominações que Kelmon diz fazer parte não integram verdadeiramente a Igreja Ortodoxa. Ainda assim, tanto a Siro Malankara quanto a Igreja Ortodoxa do Peru usam adereços semelhantes ao da tradição do antigo patriarcado ortodoxo”.

O certo nisso tudo é que Kelmon tem utilizado sua campanha para incensar o atual presidente, usando jargões e discursos próprios do bolsonarismo, e atacando seus adversários. No debate de sábado, por exemplo, disse que Bolsonaro “tem ajudado muito o país”, se colocou contra o aborto e as cotas raciais, por exemplo.

Além disso, o partido do suposto padre, o PTB, defende o uso de armas de fogo no programa de governo que ainda consta, no site da Justiça Eleitoral, como sendo o de “Bob Jeff” — designação que consta na abertura do documento. “O PTB entende que o cidadão tem o direito à legítima defesa, portanto deve ter direito à posse e porte de arma de fogo”, diz o programa.

Pelas redes, ele postou que a atual disputa eleitoral se trata de uma luta “do bem contra o mal, da verdade contra a mentira” e em vídeo no qual ataca a esquerda, defende os valores de “Deus, pátria, família, vida e liberdade”, em total consonância com o discurso do atual mandatário e de seus seguidores.

Padre Kelmon assumiu a candidatura após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) impugnar o nome de Roberto Jefferson, que está inelegível até 2023. Hoje ele se encontra em prisão domiciliar e responde ao inquérito que corre no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os atos antidemocráticos realizados por bolsonaristas contra as instituições.

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https://vermelho.org.br/2022/09/26/linha-auxiliar-de-bolsonaro-padre-kelmon-nao-faz-parte-de-igreja-ortodoxa/

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Imposto sobre fortunas tem apoio de 85% dos brasileiros, diz pesquisa

Maioria considera que o progresso do país está condicionado à redução das desigualdades entre ricos e pobres; Lula propõe “reforma solidária”

Uma pesquisa da Oxfam Brasil em parceria com o Instituto Datafolha, divulgada no último dia 15 de setembro, é um registro da opinião pública sobre o tema das desigualdades no país. Chamado de ‘Nós e as Desigualdades’, o levantamento mostra que 85% da população concorda com a taxação de grandes fortunas para financiar políticas sociais (em 2021, eram 84%).

Já 87% acreditam que concordam que é obrigação dos governos diminuir a diferença entre muito ricos e muito pobres e 85% pensam que o governo precisa reduzir as desigualdades regionais no país.

Os dados também mostram que 56% concordam com o aumento dos impostos em geral para financiar políticas sociais – mesmo patamar verificado na pesquisa de 2021. E 94% dos entrevistados afirmam que o imposto pago deve beneficiar os mais pobres.

Os resultados apontam ainda uma quase unanimidade quanto à percepção de que é obrigação do governo garantir renda e assistência social a quem mais precisa (96%). Além disso, revela um indiscutível apoio à universalidade de políticas públicas de saúde e educação.

Segundo o documento, 74% da população brasileira apoia medidas como a lei de cotas raciais nas universidades para equalizar oportunidades e segue vendo com ceticismo o papel da meritocracia pura e simples para a melhoria de vida. Uma das prioridades de brasileiras e brasileiros, indicadas na pesquisa para um futuro mais próspero, é o emprego e renda.

Para a diretora executiva da Oxfam Brasil, Katia Maia, esses dados são “a expressão de uma sociedade que está vivendo a deterioração do quadro social e econômico do país”. Ela destaca ainda as “33 milhões de pessoas que estão passando fome no país”.

“Para transformar esse cenário, a mensagem para governantes dos poderes Executivo e Legislativo no país é ressonante e cristalina: o Estado brasileiro tem que se comprometer efetivamente com a redução das desigualdades, da pobreza e da fome, por meio de políticas públicas consistentes e bem financiadas. E os recursos devem ser obtidos por meio de uma maior tributação sobre os mais ricos”, afirma a Katia, na abertura do estudo.

“Quem ganha mais, paga mais; quem ganha menos, paga menos”

Esse é o lema do candidato da coligação Brasil da Esperança à presidência, Luís Inácio Lula da Silva (PT), cujo programa propõe uma “reforma solidária” com simplificações na cobrança de impostos. “Essa reforma será construída na perspectiva do desenvolvimento, ‘simplificando’ e reduzindo a tributação do consumo, corrigindo a injustiça tributária ao garantir a progressividade tributária”, afirma o plano.

Segundo o ex-presidente, “Nós precisamos fazer uma reforma tributária. Eu tentei duas vezes e não consegui, é por isso que eu acho que é importante as pessoas saberem que têm que votar em deputados que querem fazer uma reforma tributária para fazer justiça tributária neste país. Quem ganha mais paga mais, quem ganha menos paga menos. E eu defendo que quem ganha até cinco salários-mínimos não deva pagar Imposto de Imposto de Renda. Vamos cobrar um pouco de quem ganha mais para que a gente possa garantir que a sociedade brasileira viva num mundo mais justo (…).

Lula defende a taxação de grandes fortunas e uma readequação dos impostos de acordo com a renda, fazendo com que os “detentores de fortunas paguem os impostos devidos sobre renda e riqueza, investindo de maneira inteligente em programas e projetos com alta capacidade de induzir o crescimento, promover a igualdade e gerar ganhos de produtividade.”

O programa também propõe o aperfeiçoamento da “tributação sobre o comércio internacional, desonerando, progressivamente, produtos com maior valor agregado e tecnologia embarcada”.

Em 2019 o PCdoB, e partidos de Oposição ao governo Bolsonaro, apresentaram uma proposta de reforma tributária “justa, solidária e sustentável” em ato na Câmara dos Deputados, que se constituiu como alternativa à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45/19, que trata da Reforma Tributária.

A proposta resgata temas caros à esquerda, como a taxação das grandes fortunas, dos lucros e dividendos, cobrança de impostos sobre grandes heranças, preservação da renda da classe média e dos trabalhadores, criação de novas faixas no Imposto de Renda para quem ganha mais, entre outros pontos. O objetivo da proposta era se contrapor a do ministro da Economia, Paulo Guedes. Para ler a íntegra, clique aqui.

Pesquisa Oxfam Brasil

O estudo da Oxfam Brasil/ Instituto Datafolha apresenta os resultados de sua quarta pesquisa de percepção da sociedade brasileira sobre as desigualdades no país, inclusive quanto às diferenças de oportunidades e realidades vivenciadas por mulheres e homens, pessoas brancas e negras, e à necessidade de ação prioritária do Estado para a redução da distância entre ricos e pobres.

A amostra de entrevistados é de 2.564 pessoas em nível nacional, permitindo-se também a leitura por regiões (Centro-Oeste, Norte, Nordeste, Sul e Sudeste). As entrevistas foram realizadas em 130 municípios de pequeno, médio e grande portes, incluindo regiões metropolitanas e cidades do interior.

O período da aplicação das entrevistas foi de 8 a 15 de março de 2022. A margem de erro para a amostragem geral é de 2%, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.

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Pior produtividade em 21 anos mostra aceleração rumo ao fim da indústria nacional

Economista Paulo Kliass revela os motivos que levam ao resultado da nova pesquisa da FGV. Para ele, Petrobras tem papel estratégico na indústria.

“Não dá pra brigar com os números, como faz Bolsonaro e Guedes”. Esta é o comentário do economista e especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, Paulo Kliass, sobre o estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre), mostrando que a produtividade na  indústria de transformação registrou, ao término de 2021, o menor patamar em 21 anos – e deve continuar a cair, se nada for feito para impulsionar essa atividade.

No levantamento, os especialistas Claudio Considera e Juliana Trece calculam que o valor da produtividade da indústria de transformação foi o menor desde 2000, quando teve início levantamento dos economistas. Considera ligou o alarme ao falar em extinção deste setor econômico no Brasil. “Estamos jogando fora nossa indústria de transformação há anos.”

Kliass não se surpreende com os números que avançam para baixo, há 40 anos, desde os anos 1980. A fatia da indústria da transformação dentro do Produto Interno Bruto (PIB) cai vertiginosamente desde 1985, quando tinha 35,9% de participação na economia, caindo para 13,8% em 1998 e para 11,2% em 2020. Essas são as menores fatias desde 1947, ano em que se inicia a série histórica das contas nacionais do IBGE.

Além da produtividade em baixa, outro dado preocupante, para os especialistas que elaboraram o estudo, foi a perda de relevância na balança comercial, a longo prazo. Os produtos brasileiros da indústria de transformação perderam 27,5 pontos percentuais em participação nas exportações de 1997 e 2021, enquanto importações de produtos desse setor cresceram 7 pontos percentuais no período.

Motivos do fracasso

O economista explica que países europeus desenvolvidos se desindustrializaram para substituir a indústria de transformação pela indústria do conhecimento, enquanto no Brasil, voltamos ao setor primário de extração e exportação de commodities, como carnes, grãos e minerais. Com isso, voltamos a uma estrutura econômica do período colonial, com baixo valor agregado. “Nosso setor de serviços tem baixíssimo valor agregado, com trabalhadores de baixa qualificação e remuneração, como o telemarketing, entregadores de comidas, essas coisas”.

Thiago Moreira, consultor em planejamento estratégico e professor do Corecon/RJ, Ibmec/RJ e IE/UFRJ, revelou em 19 de setembro dados de trajetória de investimento que evidenciam alocação maior de recursos para bens de capital adquiridos pela construção civil, transportadoras, e setor agrícola, em detrimento da indústria da transformação. “Ou seja, os investimentos, nesses anos, têm ido para agricultura e construção”, disse Juliana Trece, enfatizando o processo de reprimarização da economia brasileira.

Kliass também observa este fenômeno histórico, mas discorda das explicações dos economistas da FGV para o avanço do processo de desindustrialização acelerada. Como o perfil desses economistas é conservador, neoliberal e ortodoxo, apontam para os motivos errados ao falar em economia fechada aos mercados internacionais e estrutura tributária caótica. “As motivações não são excesso de tributação e excesso de Estado. Muito pelo contrário. Também não foi a falta de concorrência internacional, mas ela que acabou com nossa indústria”, resumiu.

“Desde Collor, nos anos 1990, o Brasil foi aberto irresponsavelmente ao mercado internacional, sem qualquer proteção ao seu setor produtivo”, lembra ele. Ele menciona o fato da globalização dos países ricos estar permeada de protecionismo a sua indústria e agricultura. “Ninguém entra em setores estratégicos da economia americana. O caso da chinesa Huawei é um exemplo recente”, disse ele, sobre a empresa que desenvolveu o mais avançado 5G e sofre perseguição judicial fora da China. No Brasil, a privatização de setores estratégicos revela o rumo oposto do Brasil, nos governos neoliberais.

Kliass concorda com o argumento da alta taxa de juros reduzindo a capacidade de investimento da indústria. Os juros dificultam o crédito, favorecem a poupança, em vez do investimento, e encarecem o custo da produção, derrubando a competitividade. “Só quem vive de taxa de juros altos é, talvez, a Suíça”. Ele cita o caso de empresas como Sadia e Perdigão, campeãs nacionais do agronegócio, que se aventuraram no sistema financeiro e acabaram tendo problemas de produção.

Mas ele critica essa abordagem que o establishment econômico faz da carga tributária, como um fator de custo Brasil sobre as exportações. Para ele, o empresariado reclama da carga tributária, quando os principais prejudicados são os consumidores com a tributação indireta sobre produtos, enquanto industriais desfrutam de benefícios fiscais. Assim, se a carga tributária é caótica, é por onerar os mais pobres, em vez dos ricos. “O maior problema da carga tributária é que, ao longo desses 40 anos, o Brasil acabou se caracterizando pelo elevado custo financeiro da atividade econômica, de modo geral”.

Debate eleitoral

O economista lamenta como a polarização política, com extremos opostos discutindo temas básicos, democracia e fascismo, acaba silenciando o debate sobre a reindustrialização. Os assessores econômicos até abordam o assunto, mas não é um assunto que se dissemine na sociedade. O programa de governo de Lula trata do assunto de uma retomada do projeto nacional de desenvolvimento, mas não explicita mecanismos sobre o investimento em setores estratégicos.

“Mas a intenção de avançar 40 anos em 4 está posta, e isso é uma sinalização importante para avançar da indústria primária para a reindustrialização, sem deixar de investir na indústria do conhecimento, a indústria 4.0”, comenta ele.

Outro debate importante, que aparece nas diretrizes do programa de governo do candidato líder de intenções de voto, é a retomada do papel da Petrobras como empresa de energia, e como alavancadora de uma cadeia produtiva industrial. A inflação dos combustíveis acabou popularizando esse debate sobre o que tem acontecido com a empresa, desde o golpe de 2016, com a absurda Paridade de Preços Internacionais.

Agora, ele tem expectativa de que uma reversão de governo estanque as privatizações de refinarias, com o retorno de investimentos em ciência e tecnologia.

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Pela 1ª vez desde março, mercado financeiro estima inflação abaixo de 6% em 2022

Trata-se da 13ª queda consecutiva na expectativa dos investidores para a inflação, de acordo com o Banco Central. Apesar do recuo, BC admite estourar teto da meta, que é de 5% neste ano.

Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Os economistas do mercado financeiro reduziram de 6% para 5,88% a estimativa de inflação para este ano. Esta foi a 13ª queda seguida da estimativa para a inflação deste ano. Também é a primeira vez desde março deste ano que a previsão fica abaixo de 6%.

 

A informação consta do relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (26) pelo Banco Central. Foram ouvidas mais de 100 instituições financeiras na semana passada.

Além da queda na estimativa da inflação, os economistas também projetam uma alta maior do PIB e estabilidade da taxa de juros até o fim de 2022.

 

A meta de inflação para este ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,5% e será considerada cumprida se oscilar entre 2% e 5%. No entanto, o Banco Central já admitiu que vai estourar o teto da meta, assim como aconteceu em 2021.

 

Quanto maior é a inflação, menor é o poder de compra das pessoas, principalmente das que recebem salários menores. Isso porque os preços dos produtos aumentam sem que o salário necessariamente acompanhe esse crescimento.

 

Para atingir a meta, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumenta ou diminui a taxa básica de juros, a Selic. Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano, o maior percentual dos últimos seis anos.

 

Para o próximo ano, a meta central de inflação foi fixada em 3,25% e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%. De acordo com o boletim Focus, a previsão para 2023 passou de 5,01% para 5%.

ICMS sobre itens essenciais

 

A nova redução da estimativa de inflação em 2022 coincide com o corte de impostos sobre itens essenciais, como combustíveis e energia elétrica. Esses produtos por si só já impactam a inflação. Além disso, influenciam indiretamente os preços de outros itens.

 

Por exemplo, se o preço do diesel aumenta, o transporte de um determinado produto fica mais caro. O dono da loja que revende esse produto, então, repassa o aumento para o consumidor, que acaba pagando mais caro pelo mesmo item. A diminuição dos impostos, em ano eleitoral, foi uma estratégia adotada pelo governo e pelo Congresso.

 

Além da redução de tributos, a forte desaceleração do nível de atividade mundial também tem contribuído para a queda da inflação ao impactar para baixo os preços das “commodities” (produtos básicos com cotação internacional, como petróleo e alimentos).

Produto Interno Bruto

 

O mercado financeiro também passou a prever uma alta maior do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022.

 

A previsão dos economistas dos bancos é que a economia brasileira cresça 2,67% em 2022, contra os 2,65% previstos anteriormente.

 

Já para 2023, a previsão de alta ficou estável em 0,50%.

 

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

 

Ao sancionar a lei que prevê as diretrizes do orçamento de 2023, o governo informou que a previsão é o PIB crescer 2,5% no ano que vem.

 

Taxa de juros

 

O mercado financeiro manteve a expectativa para a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 13,75% ao ano no fim de 2022.

 

Já para o fechamento de 2023, a expectativa do mercado para a taxa Selic permaneceu em 11,25% ao ano. Com isso, o mercado financeiro segue estimando queda dos juros no ano que vem.

Outras estimativas

 

Veja abaixo outras estimativas do mercado financeiro, segundo o BC:

 

  • Dólar: a projeção para a taxa de câmbio para o fim de 2022 permaneceu estável em R$ 5,20. Para 2023, continuou inalterada também em R$ 5,20.

  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção recuou de US$ 65 bilhões para US$ 62 bilhões de resultado positivo em 2022. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado ficou estável em cerca de US$ 60 bilhões de superávit.

  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano avançou de US$ 60 bilhões para US$ 61 bilhões. Para 2023, a estimativa recuou de US$ 66 bilhões para US$ 65 bilhões de ingresso.

G1

https://g1.globo.com/economia/noticia/2022/09/26/pela-1a-vez-desde-marco-mercado-financeiro-estima-inflacao-abaixo-de-6percent-em-2022.ghtml