Famílias ganham 7,6% a mais em 2011
As classes D e E ainda estão tímidas, tendo em vista que apenas 4,9% das famílias desse grupo tinha uma TV de tela fina em casa. Mas a classe C não perdeu tempo e 26,1% dos domicílios contam com o aparelho.
Os investimentos nos estádios que abrigarão os jogos da Copa de 2014 contribuíram para ampliar os recursos direcionados ao financiamento de projetos (“project finance”) no país. O volume destinado a obras de longo prazo somou R$ 28,2 bilhões no ano passado, um crescimento de 46,9% em relação a 2010, em 74 novos projetos. Incluindo os empréstimos-ponte, o valor sobe para R$ 30,2 bilhões, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
Pela primeira vez, os estádios aparecem entre os setores que mais receberam financiamento, com 7,4% dos recursos destinados a project finance. No ano passado, foram fechados os desembolsos para o Mineirão, Arena Pernambuco e Fonte Nova (Bahia). A expectativa é de que neste ano surjam novos financiamentos para obras da Copa, entre elas a do Beira Rio, em Porto Alegre, e a do Maracanã, diz o coordenador da subcomissão de financiamento de projetos da Anbima e sócio-diretor da Rio Bravo Infraestrutura, Sergio Heumann.
A maioria dos projetos para a Copa foi viabilizada por meio de parcerias público-privadas (PPP), na qual os governos asseguram o financiamento caso a arrecadação da bilheteria não seja suficiente para o pagamento. As obras com previsão de investimento unicamente público, como a Arena Pantanal, em Cuiabá (MT), ou instrumentos de renúncia fiscal, caso do Itaquerão, o futuro estádio do Corinthians, não devem entrar nas estatísticas da Anbima.
A associação mudou os critérios para a inclusão e considera apenas os que não contam com garantias dos acionistas. “A ideia do project finance é que o fluxo de caixa seja suficiente para garantir o empréstimo, liberando o capital dos acionistas para outros projetos”, diz Heumann. A Anbima inclui, porém, os empréstimos que possuem garantia na fase de construção dos empreendimentos, durante a qual os riscos são maiores.
A dívida nos projetos financiados alcançou R$ 19,9 bilhões, uma participação de 70%, enquanto o capital próprio dos acionistas privados representou R$ 8,3 bilhões.
Além das obras para a Copa, os investimentos em transporte e logística foram destaque no ano passado e pela primeira vez lideraram os financiamentos de projetos, à frente da indústria de energia e do segmento de óleo e gás. O executivo da Anbima afirma que os números não apontam uma tendência para os próximos anos, mas diz que os três setores devem se manter entre os que mais demandarão recursos de project finance.
A construção dos navios sondas ODN I e II, da Odebrecht Óleo e Gás, foi o projeto com o maior volume de financiamento no ano passado, com R$ 1,8 bilhão. Em seguida, aparece a construção da Empresa Brasileira de Terminais Portuários (Embraport) – maior complexo portuário do Brasil, em Santos (SP) -, com R$ 1,5 bilhão.
O BNDES deve se manter como principal fonte de recursos para os projetos de infraestrutura, tanto em empréstimos diretos como via repasses por bancos, que assumem o risco da operação. Mas a expectativa é de que o mercado de capitais comece a ganhar importância na composição dos financiamentos, principalmente com a decisão do governo de reduzir para zero a alíquota de imposto de renda no investimento de pessoas físicas e estrangeiros em debêntures de projetos de infraestrutura.
Na semana passada, a concessionária Rodovias do Tietê, que administra 406 quilômetros de estradas no interior de São Paulo, recebeu a primeira autorização para uma emissão que será beneficiada pela desoneração. Mas ao contrário dos financiamentos de projetos, houve uma redução no ritmo de concessões. O investimento estimado ficou em R$ 7,6 bilhões, em 24 operações, uma queda de 41%. Neste ano, porém, o volume deve aumentar, puxado pelo leilão de aeroportos, ocorrido em fevereiro.
O Santander mais uma vez liderou o ranking de assessoria financeira de project finance em 2011, tanto em volume como em número de projetos. Os dados da Anbima mostram, porém, uma evolução das casas independentes, comoUpside e Rio Bravo. Se somados os volumes das operações de curto e longo prazo, a Rio Bravo aparece na segunda posição, graças ao empréstimo-ponte de R$ 1,8 bilhão para o alcoolduto da Logum.
A reportagem é de Vinícius Pinheiro
O Sindicato dos Químicos do Estado do Paraná, entidade presidida pelo Senhor Elton Evandro Marafigo, realizou nos dias 30 e 31 de março, eventos na sede da Nova Central Sindical de Trabalhadores no Estado do Paraná, em Curitiba/PR.
Na Sexta-feira (30) foi realizada reunião da diretoria a partir das 14 horas, onde foram debatidos assuntos de interesse da entidade, como balanço geral das atuações da diretoria e definição do plano de ações para o período.
No Sábado (31) a partir das 8h, teve início um mini-curso ministrado pela senhora Eliza Fernandes Marques referente Plano de Cargos e Salários, onde participaram dirigentes sindicais do SAEMAC (Sindicato dos Trabalhadores no Saneamento), SIQUIM (Sindicato dos Químicos no Estado do Paraná) e SINTEC (Sindicato dos Técnicos Industriais no Estado do Paraná).
A taxa de desemprego subiu para 10,1% em fevereiro nas sete regiões metropolitanas pesquisas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). Em janeiro a taxa foi 9,5%.
Com o advento da tecnologia, várias são as técnicas da engenharia que surgiram como soluções para a construção civil. Uma delas, a Construtora Plam acaba de trazer à Londrina: o concreto PVC. De acordo com sócio-gerente da empresa, Lincoln Soares, este sistema construtivo baseia-se na montagem de perfis leves e modulares em PVC de alta resistência. ”Uma espécie de parede oca de PVC encaixável que, depois será preenchida com barras de aço e concreto usinado a fim de darem sustentação à parede”, resume.
Ramo da construção civil e imobiliário está sendo ”invadido” pelas mulheres, deixando de ser universo exclusivamente masculino
Maria de Fátima de Moraes, chefe de almoxarifado: ”Quando fazemos algo com dedicação, nosso esforço é reconhecido. Sou muito respeitada aqui”
A construção civil e mercado imobiliário, definitivamente, estão deixando de ser ambientes dominados pelo universo masculino. Profissões que só eram exercidas por homens, começam a ganhar toques mais suaves e delicados. Do alto escalão de gerência até cargos operacionais, as mulheres estão ocupando as posições e se firmando neste mercado de trabalho. Prova disso é que 42% das inscrições no Sindicato dos Corretores de Imóveis de Londrina e região são de mulheres. Já o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil aponta um índice de cerca de 10% da mão de obra formada por mulheres.
Duas Marias, duas Fátimas, duas ”Maria de Fátima”, cada qual com sua trajetória, mostram de que o ramo realmente está mudado. Esposa de um pedreiro, Maria de Fátima de Moraes, sempre gostou de ajudar o companheiro nas obras. Mas tudo acontecia apenas no tempo livre, como uma espécie de passatempo de final de semana. Um gosto bem diferente para quem tinha a cozinha como ambiente de trabalho. ”Trabalhei durante 12 anos em cozinhas industriais”, conta.
Porém, sua vida tomou outro rumo depois que se mudou para Londrina, há 2 anos e meio. ”Foi quando consegui um emprego em uma construtora para fazer o rejunte do piso.” Mas ela queria participar da obra realmente e não apenas no acabamento. ”Decidi, então, fazer um curso de azulejista.”
Ainda assim, Maria de Fátima queria mais. Coincidentemente no curso, recebeu um convite para trabalhar no canteiro de obras. ”Me tornei meio-oficial de pedreiro. Socorria em todos os cantos da obra, além de assentar azulejos.” Não demorou para se destacar e começar a atuar, também, no almoxarife. ”Neste setor, preciso ter controle de tudo o que entra e sai de mercadoria”, conta.
Dessa forma, iniciou, oficialmente, no cargo. Transferida para uma obra que iria começar do zero, pôde, enfim, realizar o sonho de acompanhar o processo todo. ”Sou responsável por toda a movimentação de mercadorias e produtos da obra, como aço, madeira, cimento e ferramentas. Para isso, conto com a ajuda de uma auxiliar, que é meu braço direito”, diz ela, referindo-se à colega de trabalho.
Quem pensa que ela parou por aí, está enganado. Disposta a alçar outros voos, há nove meses está estudando no curso técnico de Edificações. ”Vou poder projetar prédios de até dez andares.” Feliz com as escolhas e com os acontecimentos, afirma que o preconceito é só no primeiro momento. ”Quando fazemos algo com dedicação, nosso esforço é reconhecido. Sou muito respeitada aqui.”