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Famílias ganham 7,6% a mais em 2011

Famílias ganham 7,6% a mais em 2011

O poder de compra das famílias aumentou 7,6% em 2011. A renda média familiar na região atingiu R$ 3.510. O acréscimo real foi de R$ 247 em relação ao ano anterior. E o aumento da remuneração do trabalhador, de 10,4%, foi o principal pilar de sustentação para a melhora da vida financeira dos moradores. Os salários médios passaram de R$ 1.532,02, em 2010, para R$ 1.692,29, alta de R$ 160,27. Cada integrante das famílias recebe R$ 1.180. Em média, os domicílios concentram 3,4 moradores. E a expansão do dinheiro que entra em casa gerou outro fator positivo, a renda disponível também cresceu.
A expansão do poder de compra refletiu nos gastos básicos, como com habitação, alimentação, comunicação, transporte e higiene. Em 2010, eles eram o destino 63,4% de todo o dinheiro que entrava no domicílio. No ano passado, o fatia passou a 62,9%. E passaram a sobrar R$ 1.493, no orçamento, por família.
Todas as informações são da pesquisa socioeconômica do Inpes-USCS (Instituto de Pesquisas da Universidade Municipal de São Caetano). O período de coleta é agosto de 2011 e a base para a comparação é o mesmo mês do ano anterior. Todos os valores estão corrigidos monetariamente para fevereiro, portanto são os mais próximos da realidade de hoje. Para esta conversão, a equipe do Diário utilizou o IPC-Fipe (Índice Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), também utilizado pelo Inpes-USCS para deflacionar os dados da pesquisa. O indicador mede a inflação da Capital, cujo comportamento dos preços é bem próximo ao do Grande ABC.
O coordenador do Inpes-USCS, Leandro Prearo, notou que o avanço da renda média familiar teve maior concentração em Santo André (14,2%), São Bernardo (12,7%) e São Caetano (6,7%), cidades em que os valores são superiores ao restante da região.CW-20 “É lá que está a maioria das famílias das classes A e B, que contribuíram para o resultado positivo”, diz Prearo. Com alta de 17,6%, a classe A atingiu média de R$ 9.207 por família, e a B, com acréscimo de 9,95%, chegou a R$ 4.417.
DISTRIBUIÇÃO
Em agosto, exatamente metade da região pertencia à classe de consumo B. No mesmo mês de 2010, esse grupo representava 48% da população. Prearo analisa que a elevação é reflexo da migração das classes menos abastadas, tendo em vista que a classe A apresentou expansão, ao passar de 4,8% para 5,4% do total de moradores das sete cidades. A classe C cresce exponencialmente por todo o País mas seguiu caminho oposto na região. Sua presença caiu de 42,4% para 40,3%. E a renda média do grupo seguiu o mesmo movimento, passando de R$ 2.292 para R$ 2.154.
Com queda na remuneração familiar média (R$ 1.097) de 9,24%, as classe D e E também ficaram mais tímidas diante do restante do Grande ABC, com recuo de 4,8% da população para 4,3%.
CRÉDITO
O aumento na renda reuniu forças com a expansão da oferta de crédito no País e o avanço tecnológico do setor de eletrodomésticos. E o resultado desta aliança foi a transformação da TV de LCD e de plasma em um indicador de melhora da economia do Grande ABC. Enquanto em 2010 | 026,6% dos domicílios tinham esse tipo de equipamento, em 2011 o percentual para 43,2%.
As classes D e E ainda estão tímidas, tendo em vista que apenas 4,9% das famílias desse grupo tinha uma TV de tela fina em casa. Mas a classe C não perdeu tempo e 26,1% dos domicílios contam com o aparelho.
Na classe B, 55,8% das famílias assistiam seus programas, filmes e novelas em televisões com melhor definição. E 84,2% dos domicílios da classe A também faziam o mesmo.
Famílias ganham 7,6% a mais em 2011

Copa do Mundo. Grandes obras obtêm R$ 30 bi em recursos

Os investimentos nos estádios que abrigarão os jogos da Copa de 2014 contribuíram para ampliar os recursos direcionados ao financiamento de projetos (“project finance”) no país. O volume destinado a obras de longo prazo somou R$ 28,2 bilhões no ano passado, um crescimento de 46,9% em relação a 2010, em 74 novos projetos. Incluindo os empréstimos-ponte, o valor sobe para R$ 30,2 bilhões, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Pela primeira vez, os estádios aparecem entre os setores que mais receberam financiamento, com 7,4% dos recursos destinados a project finance. No ano passado, foram fechados os desembolsos para o Mineirão, Arena Pernambuco e Fonte Nova (Bahia). A expectativa é de que neste ano surjam novos financiamentos para obras da Copa, entre elas a do Beira Rio, em Porto Alegre, e a do Maracanã, diz o coordenador da subcomissão de financiamento de projetos da Anbima e sócio-diretor da Rio Bravo Infraestrutura, Sergio Heumann.

A maioria dos projetos para a Copa foi viabilizada por meio de parcerias público-privadas (PPP), na qual os governos asseguram o financiamento caso a arrecadação da bilheteria não seja suficiente para o pagamento. As obras com previsão de investimento unicamente público, como a Arena Pantanal, em Cuiabá (MT), ou instrumentos de renúncia fiscal, caso do Itaquerão, o futuro estádio do Corinthians, não devem entrar nas estatísticas da Anbima.

A associação mudou os critérios para a inclusão e considera apenas os que não contam com garantias dos acionistas. “A ideia do project finance é que o fluxo de caixa seja suficiente para garantir o empréstimo, liberando o capital dos acionistas para outros projetos”, diz Heumann. A Anbima inclui, porém, os empréstimos que possuem garantia na fase de construção dos empreendimentos, durante a qual os riscos são maiores.

A dívida nos projetos financiados alcançou R$ 19,9 bilhões, uma participação de 70%, enquanto o capital próprio dos acionistas privados representou R$ 8,3 bilhões.

Além das obras para a Copa, os investimentos em transporte e logística foram destaque no ano passado e pela primeira vez lideraram os financiamentos de projetos, à frente da indústria de energia e do segmento de óleo e gás. O executivo da Anbima afirma que os números não apontam uma tendência para os próximos anos, mas diz que os três setores devem se manter entre os que mais demandarão recursos de project finance.

A construção dos navios sondas ODN I e II, da Odebrecht Óleo e Gás, foi o projeto com o maior volume de financiamento no ano passado, com R$ 1,8 bilhão. Em seguida, aparece a construção da Empresa Brasileira de Terminais Portuários (Embraport) – maior complexo portuário do Brasil, em Santos (SP) -, com R$ 1,5 bilhão.

O BNDES deve se manter como principal fonte de recursos para os projetos de infraestrutura, tanto em empréstimos diretos como via repasses por bancos, que assumem o risco da operação. Mas a expectativa é de que o mercado de capitais comece a ganhar importância na composição dos financiamentos, principalmente com a decisão do governo de reduzir para zero a alíquota de imposto de renda no investimento de pessoas físicas e estrangeiros em debêntures de projetos de infraestrutura.

Na semana passada, a concessionária Rodovias do Tietê, que administra 406 quilômetros de estradas no interior de São Paulo, recebeu a primeira autorização para uma emissão que será beneficiada pela desoneração. Mas ao contrário dos financiamentos de projetos, houve uma redução no ritmo de concessões. O investimento estimado ficou em R$ 7,6 bilhões, em 24 operações, uma queda de 41%. Neste ano, porém, o volume deve aumentar, puxado pelo leilão de aeroportos, ocorrido em fevereiro.

O Santander mais uma vez liderou o ranking de assessoria financeira de project finance em 2011, tanto em volume como em número de projetos. Os dados da Anbima mostram, porém, uma evolução das casas independentes, comoUpside e Rio Bravo. Se somados os volumes das operações de curto e longo prazo, a Rio Bravo aparece na segunda posição, graças ao empréstimo-ponte de R$ 1,8 bilhão para o alcoolduto da Logum.

A reportagem é de Vinícius Pinheiro 

Sindicato dos Químicos realiza evento na sede da Nova Central

Sindicato dos Químicos realiza evento na sede da Nova Central

dscn1904O Sindicato dos Químicos do Estado do Paraná, entidade presidida pelo Senhor Elton Evandro Marafigo, realizou nos dias 30 e 31 de março, eventos na sede da Nova Central Sindical de Trabalhadores no Estado do Paraná, em Curitiba/PR.

Na Sexta-feira (30) foi realizada reunião da diretoria a partir das 14 horas, onde foram debatidos assuntos de interesse da entidade, como balanço geral das atuações da diretoria e definição do plano de ações para o período.

No Sábado (31) a partir das 8h, teve início um mini-curso ministrado pela senhora Eliza Fernandes Marques referente Plano de Cargos e Salários, onde participaram dirigentes sindicais do SAEMAC (Sindicato dos Trabalhadores no Saneamento), SIQUIM (Sindicato dos Químicos no Estado do Paraná) e SINTEC (Sindicato dos Técnicos Industriais no Estado do Paraná).


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Famílias ganham 7,6% a mais em 2011

Taxa de desemprego tem leve alta em fevereiro

A taxa de desemprego subiu para 10,1% em fevereiro nas sete regiões metropolitanas pesquisas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). Em janeiro a taxa foi 9,5%.
De acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), houve uma elevação de 137 mil pessoas no total de desempregados estimados em 2,248 milhões. A maior alta ocorreu na região metropolitana de São Paulo, onde a taxa subiu de 9,6% para 10,4%. No entanto, se comparado a fevereiro do ano passado, a taxa foi 1,9% menor.
Também foi constatado um avanço no Distrito Federal (de 9,5% para 10,1%); em Belo Horizonte (de 11,5% para 12,9%); Fortaleza (de 8,1% para 8,5%); Porto Alegre (de 6,5% para 7%). Já em Recife e Salvador o índice manteve-se estável em 11,9% e 15%, respectivamente.
Houve uma queda de 0,5% no nível de ocupação. A queda mais expressiva ocorreu no setor de serviços, com um corte de 140 mil vagas. A indústria reduziu as ofertas de trabalho em 0,7%, eliminando 20 mil postos de trabalho.
Já os demais setores, ampliaram as contratações. Na construção civil, as chances de uma ocupação cresceram 1,9%, com 27 mil contratações a mais do que em janeiro. No comércio, houve uma expansão de 0,3%, com 11 mil vagas. Em outros setores, que incluem emprego doméstico e outras atividades não classificadas anteriormente, foram criadas 16 mil ocupações, 1% acima do mês anterior.
O rendimento médio dos assalariados diminuiu 0,9%, passando para R$ 1.513 mensais.
Famílias ganham 7,6% a mais em 2011

Concreto PVC é opção para paredes

Sistema utiliza perfis modulares de PVC de alta resistência, que são preenchidos com concreto usinado
Indicado para qualquer tipo de clima e terreno, o sistema concreto  PVC pode ser utilizado para edificações de até cinco pavimentos

Com o advento da tecnologia, várias são as técnicas da engenharia que surgiram como soluções para a construção civil. Uma delas, a Construtora Plam acaba de trazer à Londrina: o concreto PVC. De acordo com sócio-gerente da empresa, Lincoln Soares, este sistema construtivo baseia-se na montagem de perfis leves e modulares em PVC de alta resistência. ”Uma espécie de parede oca de PVC encaixável que, depois será preenchida com barras de aço e concreto usinado a fim de darem sustentação à parede”, resume.
Indicado para qualquer tipo de clima e terreno, o sistema concreto PVC, segundo Soares, pode ser utilizado para edificações de até cinco pavimentos. ”A técnica, entretanto, tem sido amplamente utilizada em projetos de galpões industriais e pecuários, na qual a estrutura também pode ser feita sem a utilização de colunas, vigas e tesouras de aço. Isso significa que não há necessidade de pilares no meio, ampliando, assim, o espaço”, diz ele, lembrando que o concreto PVC já foi homologado pela Caixa Econômica Federal para a construção de casas populares.
Com os perfis modulares ainda ocos, os operários vão fazer todas as instalações elétricas e hidráulicas. ”E como os dutos são integrados, não há a necessidade de abertura de dutos nas paredes”, pontua. Além disso, o perfil vem como uma espécie de baguete por onde o fio será passado. No entanto, a fiação também pode ser realizada depois do preenchimento com concreto. ”Tudo pronto, o cliente tem a opção de deixar a parede como está, colocar azulejo por cima ou fazer acabamento com massa corrida e pintura.”
Soares ressalta que as paredes são extremamente fáceis de limpar quando deixadas originalmente. ”É só usar um pano. Com o PVC, a aparição de mofo não existe. A estrutura oferece ainda conforto acústico e térmico. Outra ponto positivo é que, em caso de incêndio, o fogo não se alastra no material.” E se a parede vir a ser quebrada, ele diz que a peça pode ser facilmente reposta. ”Somente a parte que foi danificada poderá ser trocada”, garante.
O custo do investimento fica equiparado ao de alvenaria tradicional, mas ele destaca que o tempo de construção com convreto PVC se dá na metade do tempo. ”Se pensarmos numa indústria, o quanto antes a obra estiver pronta, mais cedo poderá começar a produzir. Ou seja, é possibilidade real de pagar o investimento muito antes.” Apesar do que considera uma forte característica, Soares diz que esta é apenas mais uma alternativa. ”O sistema construtivo que usamos visa atender às necessidade do cliente.”
Como não há utilização de tijolos, a geração de entulhos é praticamente nula. ”O que contribui significativamente com o meio ambiente e redução de custos, porque não é preciso destinar resíduos.” Sem necessidade de manutenção, o fabricante no Brasil dá garantia de 20 anos sobre intempéries climáticas.
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Mãos femininas no canteiro de obras

Ramo da construção civil e imobiliário está sendo ”invadido” pelas mulheres, deixando de ser universo exclusivamente masculino

Maria de Fátima de Moraes, chefe de almoxarifado: ”Quando fazemos algo com dedicação, nosso esforço é reconhecido. Sou muito respeitada aqui”

A construção civil e mercado imobiliário, definitivamente, estão deixando de ser ambientes dominados pelo universo masculino. Profissões que só eram exercidas por homens, começam a ganhar toques mais suaves e delicados. Do alto escalão de gerência até cargos operacionais, as mulheres estão ocupando as posições e se firmando neste mercado de trabalho. Prova disso é que 42% das inscrições no Sindicato dos Corretores de Imóveis de Londrina e região são de mulheres. Já o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil aponta um índice de cerca de 10% da mão de obra formada por mulheres.

Duas Marias, duas Fátimas, duas ”Maria de Fátima”, cada qual com sua trajetória, mostram de que o ramo realmente está mudado. Esposa de um pedreiro, Maria de Fátima de Moraes, sempre gostou de ajudar o companheiro nas obras. Mas tudo acontecia apenas no tempo livre, como uma espécie de passatempo de final de semana. Um gosto bem diferente para quem tinha a cozinha como ambiente de trabalho. ”Trabalhei durante 12 anos em cozinhas industriais”, conta.

Porém, sua vida tomou outro rumo depois que se mudou para Londrina, há 2 anos e meio. ”Foi quando consegui um emprego em uma construtora para fazer o rejunte do piso.” Mas ela queria participar da obra realmente e não apenas no acabamento. ”Decidi, então, fazer um curso de azulejista.”

Ainda assim, Maria de Fátima queria mais. Coincidentemente no curso, recebeu um convite para trabalhar no canteiro de obras. ”Me tornei meio-oficial de pedreiro. Socorria em todos os cantos da obra, além de assentar azulejos.” Não demorou para se destacar e começar a atuar, também, no almoxarife. ”Neste setor, preciso ter controle de tudo o que entra e sai de mercadoria”, conta.

Dessa forma, iniciou, oficialmente, no cargo. Transferida para uma obra que iria começar do zero, pôde, enfim, realizar o sonho de acompanhar o processo todo. ”Sou responsável por toda a movimentação de mercadorias e produtos da obra, como aço, madeira, cimento e ferramentas. Para isso, conto com a ajuda de uma auxiliar, que é meu braço direito”, diz ela, referindo-se à colega de trabalho.

Quem pensa que ela parou por aí, está enganado. Disposta a alçar outros voos, há nove meses está estudando no curso técnico de Edificações. ”Vou poder projetar prédios de até dez andares.” Feliz com as escolhas e com os acontecimentos, afirma que o preconceito é só no primeiro momento. ”Quando fazemos algo com dedicação, nosso esforço é reconhecido. Sou muito respeitada aqui.”