por master | 23/03/12 | Ultimas Notícias
O ligeiro aumento na taxa de desemprego na passagem de janeiro para fevereiro já era esperado, pelo movimento de dispensa de trabalhadores temporários, segundo Cimar Azeredo, gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No período, a taxa de desocupação da População Economicamente Ativa (PEA) passou de 5,5% para 5,7%. ”Fevereiro é um mês em que há continuação da dispensa de temporários, dando continuidade ao movimento de janeiro”, frisou Azeredo.
O gerente do IBGE ressalta que, embora a taxa esteja em patamares mínimos para os meses de janeiro e fevereiro, o desemprego só deve começar a cair novamente quando a economia voltar a ficar aquecida. Azeredo lembra que a inflexão na taxa de desocupação tem acontecido nos meses de abril ou maio, mas em condições normais. ”Se houver crise, pode atrasar (a inflexão da taxa), ou pode acontecer algo na indústria ou no comércio que pode antecipar esse processo”, contou.
No entanto, o pesquisador não descarta um novo aumento na desocupação em março, como reflexo das dispensas de trabalhadores temporários após o carnaval e o fim do verão.
Salário mínimo
O aumento de 14% do salário mínimo em janeiro ajudou a turbinar a renda média do trabalhador, que atingiu nível recorde em fevereiro: R$ 1.699,70. Em São Paulo, o rendimento médios dos ocupados foi ainda maior, de R$ 1.813,10. ”Foi a primeira vez que a renda na região metropolitana de São Paulo ultrapassou a barreira dos R$ 1.800”, notou Cimar Azeredo, gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.
Em São Paulo, o rendimento dos ocupados subiu 5,4% em relação a fevereiro de 2011 e 2,6% ante janeiro de 2012. No País, o aumento da renda média do trabalhador foi de 4,4% em relação a fevereiro do ano passado. Na comparação com janeiro, houve alta de 1,2%. O impacto do salário mínimo já havia sido sentido no mês anterior, mas voltou a aparecer em fevereiro.
por master | 23/03/12 | Ultimas Notícias
A Confederação Nacional do Comércio (CNC) ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin 4742) no Supremo Tribunal Federal (STF), na qual pede liminar para suspender os efeitos da Lei 12.440/2011, que criou a Certidão Negativa de Débito Trabalhista (CNDT), tornando obrigatória sua apresentação pelas empresas interessadas em participar de procedimentos licitatórios.
A CNDT é uma espécie de certificado de que a empresa não tem débitos para com empregados e tem validade de seis meses. No mérito, a CNC pede que o STF declare a lei inconstitucional.
Ambas as ações das confederações patronais – CNC e CNI – representam um retrocesso, pois a certidão negativa é uma garantia e proteção ao trabalhador, a fim de garantir o pagamento de verbas rescisórias em caso de demissão.
Para a CNC, a exigência de que as empresas apresentem certidão negativa como pré-requisito para participarem de licitações públicas contraria dispositivos constitucionais, entre eles o direito à ampla defesa e ao contraditório (artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal).
Outro argumento da CNC é o de que a lei instituiu uma “coação” às empresas em prejuízo do pleno emprego.
“A exigência da certidão negativa de débitos trabalhistas nada mais é do que uma forma de coagir o devedor a efetuar o pagamento, sob pena de ter prejuízos sem precedentes. Cumpre esclarecer que não estamos aqui protegendo os maus pagadores, mas sim aquela empresa que prioriza a manutenção dos empregos em detrimento de pagamento de débitos que podem ser quitados de outras formas”, argumenta a CNC.
A Confederação acrescenta que há inúmeros mecanismos utilizados pela Justiça do Trabalho para proteger o trabalhador, mas nenhum deles é tão “catastrófico” quanto a CNDT, nem mesmo a “malfadada penhora on-line”.
O relator da ação é o ministro Dias Toffoli, que também é relator da Adin 4716, ajuizada contra a mesma lei pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
por master | 23/03/12 | Ultimas Notícias
Foi lançada ontem a oitava edição da Feira Eletromecânica e Construção Civil, que acontece do dia 24 a 27 nas dependências do Senai Londrina. Para este ano, estão confirmadas as presenças de mais de 70 expositores, que apresentarão equipamentos, ferramentas e produtos inovadores para os setores de eletromecância e de construção civil. A expectativa é de que dez mil pessoas visitem a feira.
Este ano a feira adquiriu ”um viés mais nacional”, conforme ressalta o gerente do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) Londrina, Alexandre Ferreira, tanto na participação na área de exposição da feira, quanto no 4º Prêmio Caixa de Projetos Inovadores, que obteve inscrição de 14 trabalhos de todo o Brasil.
A feira reúne, entre outras entidades, o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Sindimetal) de Londrina e o Sindicato da Indústria e da Construção Civil (Sinduscon) do Norte do Paraná, dois sindicatos que são interdependentes, observa Edson Campagnolo, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep/PR). ”O setor metalmecânico pode ofertar máquinas e equipamentos para a construção civil que, pela carência de mão de obra especializada e pelo boom que está acontecendo nesta área, pode melhorar a produtividade e a qualidade com prazos mais rápidos.”
Segundo Gerson Guariente Jr, do Sinduscon Norte do Paraná, a participação do sindicato foi um apelo para que o empresariado do setor se aproximasse da inovação da indústria eletromecânica. ”(A inovação) É um caminho muito forte que estamos trilhado na construção civil. O aumento da capacidade produtiva do posto de trabalho passa pelo uso de ferramentas e de equipamentos inovadores.”
Para o Senai Londrina, Sindimetal e Sinduscon Norte do Paraná, a feira ainda possibilita os setores de eletromecânica e de construção civil, que procuravam tecnologia até mesmo em outros países, terem contato com tecnologias produzidas localmente. ”A principal oportunidade da feira é mostrar que dentro do Brasil temos indústria que produz tecnologia e apresentar para o empresariado de Londrina e Região oportunidades que muitos deles desconheciam e iam buscar no exterior”, comentou Alexandre Ferreira.
Os sindicatos destacam ainda a disposição dos fornecedores que, muitas vezes, se adequam e chegam a criar novos produtos para atender às necessidades dos setores envolvidos. ”Sabemos que algumas empresas do setor metalmecânico se adaptaram para atender empresas do setor de construção civil que precisava de equipamentos”, lembra Valter Orsi, presidente do Sindimetal Londrina.
Apesar de o foco do evento ser a troca de informações, o gerente do Senai Londrina revelou que os negócios gerados com a feira, principalmente no pós-evento, estão estimados em R$ 30 milhões, no mínimo. No dia 26 de abril, o Sebrae realizará a Rodada de Negócios entre fornecedores e parceiros comerciais. E durante toda a feira, haverá programação com palestras técnicas com pessoas envolvidas nos setores do evento.
– Serviço: 8 Feira Eletromecânica e Construção Civil
Quando: de 24 a 27 de março
Onde: Senai Londrina – Rua Belém, 844
Preço: Entrada gratuita (acesso permitido apenas a maiores de 14 anos)
Mais informações: www.senailondrina.com.br/feira
por master | 23/03/12 | Ultimas Notícias
A Klabin firmou ontem em Curitiba um convênio com 12 municípios da região dos Campos Gerais e Norte Pioneiro que estabelece a partilha do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) com as cidades que vão fornecer madeira para a nova fábrica de celulose da empresa, que deve entrar em operação em 2014.
O acordo, inédito no estado, vinha sendo negociado desde o fim do ano passado, conforme antecipou a Gazeta do Povo em outubro. O novo empreendimento da Klabin, que vai produzir celulose de fibra curta e longa, tem investimento previsto de R$ 6,8 bilhões. A produção será de 1,5 milhão de toneladas de celulose por ano.
Pelo convênio, 50% do ICMS gerado ficará no município que sediará o projeto – ainda não definido. Trata-se de uma mudança em relação ao atual modelo, em que 100% do ICMS fica na cidade que abriga a fábrica. A outra metade vai para as cidades fornecedoras de matéria-prima, como forma de gerar riqueza também para os muniípios que participam da cadeia de suprimento.
A partilha obedecerá critérios como a quantidade de madeira fornecida, o número de habitantes e o índice de desenvolvimento dos municípios, definido pelo Índice Ipardes de Desempenho Municipal (IPDM).
A sede da nova fábrica será em um dos 12 municípios conveniados: Cândido de Abreu, Congoinhas, Curiúva, Imbaú, Ortigueira, Reserva, Rio Branco do Ivaí, São Jerônimo da Serra, Sapopema, Telêmaco Borba, Tibagi e Ventania. Cinco dos dez municípios com menor Índice de Desenvolvimento Humano do Paraná estão localizados na região que receberá o empreendimento.
Os recursos devem incluir, além da instalação da fábrica, os ativos florestais necessários para o fornecimento de madeira para a produção. O projeto deve ser o maior investimento privado e segundo da história do estado, atrás apenas da ampliação da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária (Região Metropolitana de Curitiba), orçada em cerca de R$ 10 bilhões.
por master | 23/03/12 | Ultimas Notícias
Ganho médio dos brasileiros chegou a R$ 1.699,70 em fevereiro, o maior valor para esse mês desde 2003
Taxa de desemprego fica em 5,7%, o patamar mais baixo em dez anos para o mês de fevereiro, de acordo com o IBGE
Já a taxa de desemprego apurada pelo IBGE oscilou para 5,7% em fevereiro.
LUCAS VETTORAZZO
DO RIO
O rendimento médio dos brasileiros bateu o recorde para fevereiro -atingiu o maior valor para este mês desde o início da série histórica, em março de 2002.
O principal motivo para esse resultado foi a alta do salário mínimo, de 14%.
Segundo dados da Pesquisa Mensal do Emprego (PME), divulgada ontem pelo IBGE, os brasileiros receberam em média R$ 1.699,70 de salário em fevereiro passado.
Entre as seis regiões metropolitanas avaliadas pela pesquisa, São Paulo registrou os maiores salários.
Os moradores que trabalham no Estado receberam em média R$ 1.813,10 de salário, o maior para a região desde fevereiro de 2003, já descontada a inflação.
São Paulo ficou à frente de Rio de Janeiro (R$ 1.805), Belo Horizonte (R$ 1.592), Porto Alegre (R$ 1.575) e Salvador (R$ 1.189).
À exceção de Porto Alegre, todas as regiões apresentaram ganho no rendimento médio da população.
“Esse ganho é fruto da contínua melhora da economia brasileira, que tem reflexo direto na qualidade do emprego da população”, afirmou Cimar Azeredo, gerente da Coordenação do Trabalho e Rendimento do IBGE.
DESEMPREGO
O percentual ficou praticamente estável em relação ao apurado em janeiro, de 5,5%. Mesmo com o avanço, a taxa ficou no menor patamar para o mês em dez anos.
Desde que a série histórica foi lançada, a mínima havia sido registrada em fevereiro do ano passado (6,4%) -assim, na comparação em relação ao mesmo mês de 2011, a taxa teve um recuo de 0,7%.
A redução está em linha com a tendência de queda no desemprego apurado pelo IBGE ao longo dos último anos.
“Percebemos uma tendência favorável no mercado de trabalho durante o ano”, afirmou Azeredo, do IBGE.
por master | 23/03/12 | Ultimas Notícias
Investigação do Ipea, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, com 3.796 pessoas residentes em áreas urbanas das cinco regiões do país apontou que elas estão trabalhando mais e com dificuldade crescente de parar de trabalhar.
Segundo os técnicos de Planejamento e Pesquisa do órgão, André Gambier e Roberto González que apresentaram o estudo esta semana em Brasília, o diagnóstico exige soluções.
“Os dados apresentados pela pesquisa são preocupantes, as pessoas estão trabalhando mais, de forma mais intensa, isso é negativo e gera problemas de saúde como estresse, fadiga, desmotivação e menor tempo para passar com a família”, afirma Gambier.
Como solução, eles afirmam que a redução da carga horária de trabalho e a regulamentação do teletrabalho atenuariam o problema, pois há uma espécie de diluição das fronteiras entre tempo de trabalho e tempo livre, detectada a partir de dados da pesquisa.
Mais de 45% dos entrevistados afirmam ter dificuldade para se desligar totalmente do trabalho remunerado mesmo após o horário de término da jornada diária. Entre as razões, a principal é a necessidade de ficar de prontidão para realizar alguma atividade extraordinária (26%) e a necessidade de planejar ou desenvolver alguma atividade de trabalho, mediante internet, celular, etc (8%). 70% dos entrevistados não conseguem assumir outros compromissos regulares, além do trabalho remunerado. Entre os 30% que afirmam assumir outro compromisso, destacam-se as atividades de devoção religiosa (7%) e a realização de estudos (6%).
Mais de um terço dos entrevistados (37%) sente que o tempo livre vem diminuindo no período recente, por conta do tempo diariamente gasto com o trabalho. Isso ocorre por um excesso de atividades exigidas no trabalho (18%), a obrigação de levar trabalho pra casa (5%) e o maior tempo gasto com transporte para o trabalho (4%). 40% dos entrevistados consideram que o tempo dedicado ao trabalho remunerado compromete a qualidade de vida, gerando principalmente cansaço e estresse (14%) e comprometendo as relações amorosas e atenção à família (10%).
Quase metade dos entrevistados apresenta reações negativas quando necessita dedicar uma parcela do seu tempo livre a atividades próprias do trabalho remunerado. A principal reação é de conformação por precisar manter o trabalho (36%). Apesar de ficar evidente que os entrevistados (entre 30% e 50%) consideram o tempo dedicado ao trabalho remunerado negativo e que reduzem sua qualidade de vida, apenas 21% afirmam efetivamente pensar em trocar de trabalho por causa do tempo gasto com ele.
63% dos entrevistados afirmam que se realizassem alterações nas normas legais que regulamentam a jornada laboral de trabalho no país para um número inferior a 44 horas semanais dedicariam o tempo livre para outras atividades. A maioria (25%) usaria esse tempo livre para cuidar da casa e da família.
De acordo com André Gambier, “as questões abordados na pesquisa foram levantadas, pois o mercado de trabalho, após 2003, apresentou sinais de dinamismo. A taxa de desemprego e da informalidade caiu e a taxa de assalariamento formal cresceu juntamente com o valor dos salários”. Essa nova realidade do mercado de trabalho fomentou soluções para problemas históricos do subdesenvolvimento brasileiro. “Mas também criou novos questionamentos: Como fica a relação do tempo de trabalho e tempo livre? Isso significa uma redução da relevância do tempo de trabalho na vida das pessoas?” questionou Gambier.
IBGE
Em contraste com a pesquisa realizada pelo Ipea, dados apresentados pelo Pnad/IBGE afirmam que houve uma redução do tempo dedicado ao trabalho no Brasil.
A população que gasta 45 horas ou mais por semana trabalhando encolheu de 41% em 1992 para 31% em 2009, o que mostra em linhas gerais uma redução da relevância do tempo de trabalho na vida diária da população brasileira.