por master | 22/03/12 | Ultimas Notícias
Apesar de o número de cooperativas no Paraná ter aumentado apenas 23% de 2000 a 2011, as vagas de trabalho geradas por este setor cresceram 128% no período. As 194 cooperativas existentes em 2000 empregavam 28.460 paranaenses e, no ano passado, as 240 respondiam por 65 mil postos de trabalho. Os números são da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar).
Mas qual a vantagem de se trabalhar no sistema cooperativista? A FOLHA apurou que o principal benefício, segundo os funcionários, é que o sistema investe em capacitação profissional, tanto em cursos técnicos, como de graduação e até pós-graduação.
Segundo a Ocepar, o setor faturou R$ 26,4 bilhões em 2010 e pagou R$ 1,096 bilhão em salários e R$ 406 milhões em encargos. Os investimentos em desenvolvimento profissional foram de R$ 8,36 milhões
Os benefícios também são apontados como diferencial no mercado de trabalho das cooperativas. Em 2010, elas investiram R$ 29,6 milhões em planos de saúde para seus colaboradores, R$ 99 milhões em alimentação e R$ 11 milhões em seguros de vida.
Ailton de Almeida Queiroz tem 52 anos e desde 1979 trabalha na Coamo Agroindustrial, em Campo Mourão (Centro-Oeste). Começou como auxiliar administrativo e, depois de se formar em ciências contábeis, passou a contador. Mais tarde, foi convidado a participar de um processo seletivo interno para a área de TI, onde exerceu várias funções. ”Assumi a chefia do Departamento de Desenvolvimento de Sistemas e hoje exerço a gerência de Organização e Sistemas”, conta.
Todos os conhecimentos de tecnologia da informação ele adquiriu na Coamo, em ”centenas” de cursos custeados pela empresa. ”O ponto forte de se trabalhar numa cooperativa é a valorização do profissional”, avalia. O último curso feito por ele na empresa foi um MBA em Gestão Estratégica em Agronegócio.
Segundo o gerente de Recursos Humanos da cooperativa, Jorge Carrozza, a concorrência para trabalhar na Coamo é grande. ”Já tivemos caso de 12 pessoas disputarem a mesma vaga”, garante. A seleção consiste em análise de currículo e entrevistas.
A cooperativa emprega 5.500 pessoas, sendo que 20% da mão de obra é especializada, exigindo formação superior. Segundo o gerente, a rotatividade nas funções mais simples é ”normal” como em toda empresa, ”entre 10% e 12%” ao ano. Mas tende a ser menor nos cargos mais altos. ”Temos 35% dos nossos funcionários com mais de 10 anos na empresa”, conta.
Os salários, segundo ele, variam muito, mas estão na média do mercado. O mínimo na Coamo é de R$ 800 e os profissionais de nível superior ganham acima de R$ 2 mil. ”Nós enfatizamos o aproveitamento do pessoal da casa para os cargos de chefia. No ano passado, 15% do quadro foi promovido”, alega.
Em 2011, os funcionários da cooperativa contaram com 250 mil horas de treinamento realizadas com apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop). A Coamo também oferece cursos de MBA em Gestão de Empresa. Já são 42 funcionários formados e 40 estão em formação. ”Em abril deste ano, vamos abrir uma turma com mais 50”, ressalta. A empresa também oferece planos de saúde e odontológico, além de seguro de vida.
por master | 22/03/12 | Ultimas Notícias
A conclusão a que se chega é a de que os empresários ainda estão receosos quanto à extensão e os efeitos da crise
O empresariado ainda não retomou a confiança no desenvolvimento da economia nacional. O cenário de crise externa e a queda na produção industrial registrada neste início de ano contribuiu para que o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), medido pela Confederação Nacional das Indústrias, atingisse a marca de 58,6 pontos neste mês. Apesar da leve recuperação, uma vez que em fevereiro o índice registrado foi de 58,2 pontos, está abaixo da média histórica, que é de 60 pontos. O Icei varia de zero a 100. Valores acima de 50 revelam otimismo e abaixo dos 50, pessimismo.
Na Região Sul, o Icei medido em março ficou em 56,8 pontos, ante 57,5 pontos em fevereiro. É o segundo pior resultado, ficando atrás apenas da Região Sudeste (56,4 pontos). Os mais otimistas são os nordestinos.
A melhora do resultado, na avaliação de especialistas, é que as medidas anunciadas pelo governo federal – como a redução da taxa de juros e a taxação sobre investimentos estrangeiros para evitar a apreciação do real frente ao dólar – já tenha surtido algum efeito. O Icei é utilizado para identificar mudanças na tendência da produção industrial. O indicador, inclusive, auxilia na previsão do produto industrial e, por conseguinte, do Produto Interno Bruto, uma vez que empresários confiantes tendem a aumentar o investimento e a produção para atender o esperado crescimento na demanda. Desta forma, a conclusão a que se chega é a de que os empresários ainda estão receosos quanto à extensão e os efeitos da crise. Por isso, ainda são urgentes medidas de estímulo à produção e ao consumo interno.
Coincidência ou não, o setor industrial que mais apresentou otimismo foi a construção civil, com 61,7 pontos. De fato, o panorama é positivo, uma vez que em ano eleitoral historicamente o volume de obras aumenta e, além disso, os investimentos do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida vão contribuir para manter aquecido o segmento. No entanto, é importante que sejam tomadas medidas urgentes para que todos os setores industriais voltem a investir.
por master | 22/03/12 | Ultimas Notícias
O senador Roberto Requião (PMDB) foi condenado a pagar R$ 30 mil ao também ex-governador do Paraná Jaime Lerner. O valor é referente aos danos morais considerados cabíveis pela juíza Júlia Maria Tesseroli de Paula Rezende, da 4ª Vara Cível de Curitiba, em virtude de acusações feitas por Requião em uma solenidade da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel), em 9 de fevereiro 2010. A assessoria de imprensa de Requião afirmou que ele irá recorrer.
Ao G1, o advogado de Lerner Cid Campêlo Filho afirmou que a acusação proferida por Requião foi referente a um artigo publicado por Lerner. Na ocasião, o então governador do estado afirmou: “Eu não soube que o Lerner tinha publicado um artigo, eu na verdade pensei que ele estava preso. Tá condenado a nove anos de cadeia. Mas parece que ele fez um recurso, e o recurso dá um efeito suspensivo à prisão. Então, pelo artigo que ele escreveu, me disseram difícil, que eu sei que ele está solto ainda”.
Os R$ 30 mil serão atualizados pela média geral do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) desde a data do evento, e acrescidos de juros de 1% ao mês. Os custos processuais também ficam por conta de Requião, além dos honorários advocatícios dos defensores de Lerner – 15% do valor atualizado da indenização.A juíza Rezende entendeu que este discurso atingiu a honra de Lerner, já que Requião não conseguiu provar a afirmação. Ela também contestou a defesa do senador, que pediu à magistrada que relativizasse o fato, já que se tratava do meio político, classificado como “uma verdadeira arena na qual se abre mão do resguardo absoluto da imagem, da intimidade e passa-se a constantemente ser criticado e a poder criticar”. Este argumento foi considerado “inconcebível” por Rezende, que entendeu que por se tratar de política, os cuidados deveriam ser ainda maiores.
Por meio de seu site oficial, Requião criticou a decisão. Ele afirma que foi “condenado mais uma vez por denunciar desvios no Paraná”. O senador conta que leu sobre uma condenação de Lerner na internet, contudo não havia sentença publicada que comprovasse afirmação. “Ocorre que posteriormente ele foi condenado em primeira instância a três anos e seis meses de cadeia. Recorreu ao STJ e o Tribunal confirmou a condenação porque o ex-governador havia contratado irregularmente um pedágio com uma concessionária, o pedágio da Lapa”, sustentou.
por master | 22/03/12 | Ultimas Notícias
Os trabalhadores poderão se ausentar do emprego por até oito horas por mês, consecutivas ou não, para prestar as provas dos concursos públicos. O projeto de lei foi aprovado nesta quarta-feira (21) pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em decisão terminativa.
Se não houver recurso para votação pelo Plenário do Senado, a matéria seguirá para a Câmara dos Deputados. Dessa forma, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Decreto-Lei 5.452/1943) poderá ser alterada para incluir esse benefício.
A possibilidade de liberação do funcionário foi incluída no projeto (PLS 220/2011) aprovado pela CAS por meio de emenda do senador Cícero Lucena (PSDB-PB), que relatou a proposição.
O projeto foi apresentado pelo senador Itamar Franco (PPS-MG), que faleceu em 2011. Inicialmente, a proposta garantia que o empregado matriculado em estabelecimento de ensino regular poderia se ausentar para fazer provas. O senador alterou o motivo da liberação e manteve a concessão do benefício por até oito horas ao mês, que podem ser consecutivas ou não.
Segundo Lucena, a preocupação de Itamar Franco era facilitar o aprimoramento educacional dos trabalhadores para ter uma mão de obra qualificada e promover o desenvolvimento econômico e social do país.
Lucena disse acreditar que “a melhor forma de garantir a efetiva melhoria de vida do trabalhador é permitir que ele possa se ausentar do trabalho para se submeter a provas de concursos públicos”.
por master | 22/03/12 | Ultimas Notícias
Trabalhadores da Celpa decidiram paralisar as atividades na empresa por 72 horas, a partir desta quarta-feira, em mais um protesto contra o atraso no pagamento de parcelas do Plano de Cargo de Carreira e Salários (PCCS) e contra a administração dos controladores da companhia.
Existem duas parcelas do acordo judicial do PCCS vencidas e não pagas pela Celpa, segundo o Sindicato dos Urbanitários do Pará em nota divulgada no site.
A empresa paraense do Grupo Rede Energia, que tem uma dívida de 2 bilhões de reais, “está legalmente impedida de realizar o pagamento do PCCS sem autorização judicial”, diante do pedido de recuperação judicial deferido no início do mês.
“Os salários continuam sendo pagos normalmente”, informou a companhia em nota encaminhada à Reuters nesta quarta-feira.
A Celpa deu entrada em uma proposta na Justiça no dia 5 de março para que pudesse realizar o pagamento do PCCS, mas ainda não há decisão da Justiça sobre o tema.
Esta é a segunda paralisação dos funcionários da empresa liderada pelo sindicato, desde que a Celpa anunciou o pedido de recuperação judicial.
O sindicato defende ainda a federalização da Celpa, empresa que distribuiu energia aos 143 municípios do Estado do Pará.
por master | 22/03/12 | Ultimas Notícias
Produção industrial recuou em fevereiro pelo sexto mês consecutivo, atingindo 46,5 pontos, informou nesta quarta-feira (21) a Confederação Nacional da Indústria, por meio da sondagem industrial. A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 14 de março com 1.883 empresas, das quais 683 de pequeno porte, 710 médias e 490 grandes.
Os indicadores variam de zero a 100. Valores acima de 50 indicam aumento da atividade, do emprego, acúmulo de estoques indesejados e uso do parque fabril acima do usual. Já valores abaixo de 50 pontos indicam recuo da atividade, do emprego e dos estoques.
Apesar da atividade industrial ainda estar em queda, uma vez que permaneceu abaixo da linha de 50 pontos, houve melhora frente a janeiro deste ano (45 pontos) e a dezembro do ano passado (42,5 pontos), segundo números divulgados pela CNI.
A utilização da capacidade instalada (UCI), que representa o nível de uso do parque fabril, ainda de acordo com a entidade, somou 42,9 pontos em fevereiro, patamar abaixo do usual para o mês. Entretanto, também houve melhora frente ao patamar registrado em janeiro deste ano (41,7 pontos).
Estoques não caem
“Mesmo com quedas sucessivas na produção industrial, o setor não consegue reduzir o volume de estoques, que tem ficado acima do planejado desde março de 2011”, informou a CNI, com base nos números da sondagem industrial. Em fevereiro, o índice de estoque efetivo em relação ao planejado atingiu 52,1 pontos, indicando, de acordo com a entidade, acúmulo de estoques indesejados. A evolução de estoques ficou em 51,1 pontos, sinalizando crescimento de produtos que, por não serem vendidos, foram armazenados pelas indústrias.
Ainda segundo a CNI, a indústria operou, em média, com 71% da capacidade instalada em fevereiro. Em março, esse percentual foi de 69%. Mesmo com essa “leve melhora”, a Confederação Nacional da Indústria avaliou que a atividade industrial “continua desaquecida”, uma vez que o índice ficou abaixo da linha divisória dos 50 pontos no mês passado. O índice de evolução do emprego também ficou abaixo dos 50 pontos, assinalando 46,5 pontos em fevereiro, o que configura redução nas vagas de trabalho no setor industrial.
Maior otimismo
Apesar do desaquecimento da indústria, os empresários estão mais otimistas sobre a evolução da atividade nos próximos seis meses, informou a CNI. A exceção ocorre em relação às expectativas sobre as exportações, que tiveram leve recuo. O índice de perspectivas sobre as vendas ao mercado externo caiu de 51,9 pontos, em fevereiro, para 51,2 pontos em março.
“O otimismo dos empresários é maior sobre a demanda no mercado interno. O indicador, que foi de 59,3 pontos em fevereiro, subiu a 60,4 pontos em março. Em relação às compras de matérias-primas, o índice se elevou de 56,4 pontos para 57,5 pontos no período, mostrando que as empresas devem comprar mais insumos nos próximos meses para aumentar a produção. Expectativa semelhante ocorre com o índice de número de empregados, que aumentou de 52,2 pontos para 53,3 pontos no período, apontando que o setor deve contratar mais nos próximos meses”, informou a entidade.
O economista da CNI, Marcelo Azevedo, avaliou que a confiança dos empresários cresceu devido às medidas adotadas pelo governo para tentar reduzir a valorização cambial, com o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) nas operações de câmbio, e pela redução contínua da taxa de juros, cujos efeitos devem ser sentidos nos próximos meses. “De qualquer forma, essa retomada da atividade industrial, que provavelmente começará no segundo trimestre, deve ser lenta”, afirmou.